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Suínos / Peixes

Mercado suíno encerra abril com baixa nos preços

Aumento da oferta e queda na confiança do consumidor contribuíram para a redução

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As últimas bolsas do mês de abril voltaram a apresentar queda nos preços pagos pelo quilo do suíno vivo em várias regiões do país. Com o setor ainda afetado pela alta no valor do milho – média de R$ 49,25 na saca de 60Kg em São Paulo – os suinocultores também sofrem com a baixa na confiança do consumidor brasileiro, que anda desestimulado com a crise econômica do país.

Em São Paulo, o valor registrado na bolsa do dia 25 de abril caiu R$ 0,48, tendo reduzido de R$ 3,63 para R$ 3,15 no decorrer do mês. No Rio Grande do Sul a queda foi de R$ 0,22, chegando a R$ 3,07 na última semana de abril. Já em Minas Gerais e no Distrito Federal a redução foi de R$ 0,25 e R$ 0,16, respectivamente.

Dados de uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), apontam que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuou 2,7 pontos entre março e abril de 2016, ao passar de 67,1 para 64,4 pontos. Conforme a instituição a média registrada atingiu o menor nível da série histórica, refletindo extrema insatisfação com a economia do país e do pessimismo em relação à situação financeira das famílias.

Nilo de Sá, diretor executivo da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), comenta como a falta de confiança do consumidor tem se refletido no setor. “A diminuição da capacidade de consumo da população, ocasionada pelo aumento da taxa de desemprego e queda na renda, reflete diretamente na confiança dos consumidores, que passam a ter mais cautela na hora das compras, optando por alimentos mais baratos, mesmo com a carne suína tendo se mantido competitiva em relação a proteína bovina”, afirma.

Além disso, outro fator que vem afetando a suinocultura brasileira é o aumento da oferta interna do produto, que acarreta na diminuição dos preços. De acordo com estimativa da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), somente em 2016, espera-se um crescimento na produção de carne suína na ordem de 2,0%, podendo chegar a 3,0%. “Obviamente uma maior oferta, acompanhada de retração na economia e queda na confiança do consumidor, pressiona o preço do suíno vivo”, completa.

Diante desse cenário, a busca por políticas públicas que auxiliem os produtores nesses momentos de dificuldades tem sido uma das principais frentes de atuação da ABCS e demais entidades envolvidas com o setor. Recentemente o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a ampliação de uma linha de crédito para retenção de matrizes, passando de R$ 1,2 milhão para R$ 2,4 milhões, por produtor.

Outras medidas de apoio ao setor, como a isenção do PIS/CONFINS para importação de milho da Argentina e Paraguai e o aumento do limite para compra de milho balcão, tem sido pleiteadas pela ABCS. “Ainda que seja um momento difícil para o governo ceder concessões a algum setor, visto que também sofre com queda de arrecadação, continuamos lutando para que nossos pleitos sejam atendidos e que sirvam de alento para o produtor possa sobreviver a mais esta crise que atinge a suinocultura brasileira”, finaliza de Sá.

Fonte: ABCS

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Suínos / Peixes Sanidade

Mapa inicia o Plano Estratégico Brasil Livre de Peste Suína Clássica em Alagoas

Será realizada uma ação conjunta entre os setores público e privado para a vacinação contra a PSC na Zona não Livre da doença

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A partir de maio, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) dará início ao projeto piloto de implantação do Plano Estratégico Brasil Livre de Peste Suína Clássica (PSC) em Alagoas. O primeiro passo será uma ação conjunta entre os setores público e privado para a execução da vacinação contra a PSC de forma regionalizada na Zona não Livre da doença.

“O projeto piloto visa identificar as limitações e realizar os ajustes necessários para viabilizar a implementação da vacinação contra a PSC nos demais estados da Zona não Livre e, desta forma, reduzir os riscos na execução do Plano. A atuação das Equipes Gestoras Nacional e Estadual e a interação público-privada nas ações de vacinação também serão avaliadas”, explica o diretor do Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária, Geraldo Moraes.

O Plano Estratégico Brasil Livre de PSC tem por objetivo erradicar a doença nos estados que compõem a Zona Não Livre do Brasil: Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Roraima.

O avanço no controle e na erradicação da PSC nessas zonas possibilitará o fortalecimento das capacidades do Serviço Veterinário Oficial (SVO) em desenvolver outros programas sanitários e a vigilância das doenças animais, assim como de proteger a atual Zona Livre e as exportações brasileiras de produtos suínos.

“O Brasil vem batendo recordes no volume de exportação de carne suína e tem expectativa de novo recorde na comercialização anual. A presença da PSC em parte do território nacional pode comprometer esse importante segmento da economia”, observou Moraes. Ainda segundo o diretor, o projeto é fruto da união entre governo federal, do governo de Alagoas e iniciativa privada.

O projeto piloto será executado de forma compartilhada pelo Mapa, pela Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) e pela parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), a Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (Abegs), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), contando com apoio do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), do Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Animal (Fonesa) e da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), além da Zoetis Indústria de Produtos Veterinários.

Fonte: MAPA
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Suínos / Peixes Paraná

Fábrica de ração da Lar em Entre Rios do Oeste deve dobrar produção a partir de outubro

Indústria que hoje produz 20 mil toneladas por mês deve passar a 50 mil toneladas/mês

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Produzindo 20 mil toneladas de ração por mês e empregando 60 funcionários atualmente, a fábrica de ração da Lar em Entre Rios do Oeste está prestes a mais que dobrar a produção e, consequentemente, impactar a realidade daquele município.

Desde o processo de intercooperação com a Copagril, oficializado no final do ano passado, a unidade fabril tem evoluído. “Se compararmos ao início das atividades da Lar na indústria, a produção já ampliou em torno de 25% e o quadro de funcionários 20%”, enaltece o diretor-presidente da cooperativa, Irineo da Costa Rodrigues.

A indústria passou por inúmeros processos de adaptações desde a fusão entre as cooperativas para que o produtor integrado fosse cada vez mais bem atendido. “Uma vez que essa indústria não possui ainda o processo de peletização, planejamos as produções de rações fareladas de matrizes produtoras de ovos férteis, matrizes produtoras de ovos comerciais e também para suprir os aviários de frango de corte de toda a região Oeste na fase em que a ração farelada é a mais recomendada. Com isso não temos prejuízos nos resultados zootécnicos”, ressalta o gerente das indústrias de rações da Lar, Carlos Varnier.

Produção dobrada e peletizada

Mais do que duplicar a produção, o produto ali produzido deve mudar e passar a ser peletizado. “A previsão é que possamos produzir 50 mil toneladas mensais de ração peletizada a partir de outubro”, projeta Rodrigues.

Segundo ele, a peletizadora é importada e tem previsão de chegar em junho deste ano, quando será incorporada às estruturas do local. “A Lar tinha adquirido os equipamentos para as novas indústrias de Medianeira. Em caso de uma compra a partir do zero o processo demora aproximadamente um ano”, expõe.

Resposta à cadeia avícola

Diante das altas no custo de produção, a Lar reformulou suas metas, mas segue ampliando a produção de frangos, conforme afirma o diretor-presidente, todavia, num ritmo mais lento.

A ampliação da produção de ração, por sua vez, está intimamente ligada ao aumento da produção de toda a cadeira avícola, segundo Rodrigues. “A produção de rações em Entre Rios está sendo considerada justamente para possibilitar um aumento de abate que já temos previsto”, evidencia, completando: “Isso interliga-se diretamente à produção no campo, pois depende de que os avicultores concluam os novos aviários”.

Mais contratações

A comunidade entrerriense deve ser fortalecida no que diz respeito ao fornecimento de mão de obra. De acordo com o diretor-presidente da Lar, em um primeiro momento a equipe de colaboradores deve dobrar. “Temos previsão de ter 120 funcionários na indústria se mantivermos a frota de caminhões terceirizada”, menciona.

Rodrigues salienta, por outro lado, que caso a cooperativa migre para uma frota própria de distribuição na unidade, as contratações serão ainda mais volumosas. “Nesse caso, o quadro de funcionários iria para 200. Hoje temos 60, seriam mais 140 que seriam contratados para aquela indústria”, revela.

Investimento de R$ 40 milhões

A fábrica de ração de Entre Rios atualmente está em obras para ampliação civil e mecânica para receber o processo de peletização e aumento de produção. Conforme o dirigente da cooperativa, as ampliações devem ser concluídas em agosto. “As duas linhas de peletização representam um investimento na ordem de R$ 13 milhões, demais melhorias em torno de 27 milhões. O investimento total é de R$ 40 milhões na unidade fabril entrerriense”, evidencia.

A instalação das peletizadoras trava em um empecilho de infraestrutura, aponta Rodrigues. “Um fator limitante que existe na indústria diz respeito ao suprimento da rede elétrica. A Copel assumiu o compromisso de garantir energia elétrica suficiente e estável no local para a operação dos novos equipamentos”, frisa.

100 mil toneladas/mês

Como plano futuro, o diretor-presidente da Lar antecipa que a fábrica deve produzir cinco vezes mais que atualmente. “O projeto que estamos executando nessa indústria nesse momento é de elevar a capacidade de produção de 20 mil toneladas para 50 mil toneladas, permitindo que a estrutura-base esteja apta para que a indústria no futuro possa produzir 100 mil toneladas/mês”, expõe, acrescentando: “Estamos preparando toda a parte de recepção de matéria-prima, depósito de produtos ensacados e líquidos. Todo esse processo está sendo adequado para no futuro, se tivermos oportunidade, levar a indústria a produzir 100 mil toneladas mensais”.

Fonte: O Presente
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Suínos / Peixes Suinocultura

ABCS lança campanha “Carne de porco: bom de preço, bom de prato”

Campanha conta com selo e jingle, além de amplo material publicitário que terá como foco o aumento do consumo da carne suína pelo brasileiro

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De forma inédita, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) lançou nesta sexta-feira (09) uma campanha nacional para a promoção de carne suína junto aos pequenos e médios varejistas. A campanha é intitulada “Carne de porco: bom de preço, bom de prato”. O trabalho foi pensado em consonância com os desafios econômicos enfrentados pelos brasileiros nos últimos anos, que fizeram com que as práticas de consumo e hábitos alimentares fossem repensadas.

De acordo com a diretora de Marketing e Projetos da ABCS, Lívia Machado, a carne suína tem conquistado mais espaço na mesa dos consumidores brasileiros, especialmente agora com o aumento expressivo da carne bovina. “O brasileiro tem a tradição de comer carne bovina porque ela sempre foi a proteína mais barata. Agora, com este aumento que vemos que vem acontecendo, nós podemos aproveitar o momento em que o preço é algo essencial para o brasileiro, mostrando uma alternativa de proteína para consumir”, conta.

Segundo dados mostrados pela diretora, enquanto no mundo outros países consomem 45 quilos per capita de carne suína (43%) o Brasil consome apenas 17 quilos per capita (15%). “Então nós precisamos trabalhar muito para mudar isso. Dessa forma, baseado nisso tudo, lançamos essa campanha inédita da ABCS e do FNDS (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura) para alcançar o pequeno e o médio varejo”, diz.

Como a ABCS já conta com diversas outras campanhas com parceria com grandes parceiros do varejo, como Grupo BIG e o GPA, esta visa exclusivamente os pequenos varejos. Além disso, a parceria é para que associações estaduais e demais parceiros também sejam adeptos dessa nova campanha para incentivar o consumo da carne suína.

Lívia explica que a escolha em colocar “carne de porco” ao invés de “carne suína” é que, segundo uma pesquisa realizada, a maioria dos brasileiros conhecem a proteína como carne de porco. “Queremos dessa forma aproximar a campanha ainda mais do consumidor”, informa.

Selo e jingle

Para complementar a campanha que está sendo lançada, foi criado um selo e um jingle, além de um amplo material publicitário para ser divulgado nos comércios e redes sociais. A campanha irá atuar em diversas frentes midiáticas como PDV, redes sociais e diversas mídias digitais com uma linguagem visual e popular em conjunto com textos leves e informativos, que irão instigar a alternativa suína como melhor opção para qualquer hora.

Os pilares dessa comunicação são quatro frentes de conteúdo: economia, comparativos de cortes, bom humor e um foco especial em churrasco. Além disso, a campanha vem assinada por um selo de qualidade que acompanha todas as peças. Todo o Sistema ABCS, associações regionais, estaduais e contribuintes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS), estarão unidos e engajados.

Fonte: O Presente Rural
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CONBRASUL/ASGAV

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