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Mercado spot de soja ganha força com demanda aquecida nos portos

Busca para completar cargas e revisão da Conab sobre menor estoque de passagem impulsionam prêmios de exportação e sustentam a alta dos preços internos, segundo o Cepea.

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Foto: Daiane Mendonça

As negociações envolvendo soja no mercado spot se aqueceram na última semana, aponta levantamento do Cepea.

Segundo o Centro de Pesquisas, o impulso veio do aumento da demanda para completar cargas nos portos brasileiros e das novas estimativas da Conab indicando redução no estoque de passagem frente ao projetado no relatório anterior.

Esse cenário reforçou o movimento de valorização dos prêmios de exportação no Brasil e elevou os preços internos, conforme explicam pesquisadores do Cepea.

Os embarques brasileiros da safra 2024/25 (que se encerra ao final deste mês) foram revisados pela Conab para um novo recorde de 106,97 milhões de toneladas, alta de 0,3% em relação ao relatório anterior.

Segundo dados da Secex, 98,88% desse volume já havia sido embarcado até 5 de dezembro.

Fonte: Assessoria Cepea

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Falta de chuva em fevereiro faz seca fraca avançar no Centro-Oeste do Paraná

Monitor de Secas da ANA aponta precipitação abaixo da média e impactos já percebidos na agricultura da região.

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Foto: IAT

A chuva abaixo da média ocasionou o avanço da seca fraca no Centro-Oeste do Paraná em fevereiro de 2026. Este é o resultado do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas (ANA), publicado nesta segunda-feira (16). O estudo é realizado em parceria com vários institutos, entre eles o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

Em todo o mês de fevereiro, seis estações meteorológicas do Simepar registraram um acumulado abaixo de 60 mm. O menor volume foi em Santo Antônio da Platina, onde a média histórica de chuva para fevereiro é de 137 mm, e a estação meteorológica registrou apenas 8,2 mm. Não chove na cidade um acumulado de mais de 5 mm em um dia desde 1º de janeiro.

Foto: Roberto Zito

“O verão de 2025 e 2026 foi marcado no Centro-Oeste, parte do Sudoeste e microrregião de Cascavel por chuvas regulares. É o período que mais chove no ano, porém, neste verão as chuvas não foram bem distribuídas. Não houve uma atuação dos sistemas de precipitação de forma frequente, então o trimestre terminou com chuvas abaixo da média histórica. Tivemos um verão típico em termos de temperatura, mas as chuvas não vieram como se fosse um ano normal”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

Além do avanço da seca fraca no Centro-Oeste, o Monitor de Secas mantém o registro de seca moderada no Norte Pioneiro, seca grave em algumas cidades que fazem divisa com o estado de São Paulo, e seca fraca no resto do Paraná – com exceção do Noroeste, extremo Oeste e extremo Sudoeste.

Os impactos são de curto e longo prazo no Norte do Paraná, ou seja, podem prejudicar a agricultura e o abastecimento de água; e de curto prazo nas demais áreas, ou seja, afetando apenas a agricultura.

“A anomalia negativa de precipitação culminou em um avanço da seca fraca, que já era observada em janeiro no Sudoeste e no Centro do Estado. Ela avançou até o leste da região Oeste, grande parte do Sudoeste também, e ao sul da região Noroeste do Estado. Estamos falando de Cianorte, Campo Mourão e parte de Cascavel. A ausência de chuva foi provocada pela atuação de mais massas de ar seco, ao invés de uma grande concentração de umidade na atmosfera, que é esperada para esta época do ano, mas não aconteceu”, detalha Reinaldo.

Foto: Antonio Carlos Mafalda

A plataforma de inteligência climática do Simepar, o Simeagro, aponta que a falta de chuva tem ocasionado atrasos na germinação do milho safrinha nas regiões Norte e Oeste.

“É possível perceber um atraso do crescimento das plantas já ocasionado pela falta de chuva, que persistiu até o início de março. É esperada a chegada de chuvas com volumes um pouco maiores nos próximos dias, mas, ainda assim, tem um grande risco de um atraso de crescimento nas plantas ocasionar problemas futuros, com a entrada em novos períodos de calor”, explica Bernardo Lipski, engenheiro agrônomo do Simepar.

Monitor

O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017, a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.

O Simepar, todos os meses, faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo.

Além dos registros no Paraná, no Brasil, o Monitor de Secas de fevereiro aponta seca extrema no norte do Nordeste; seca grave também no Nordeste e em áreas de Minas Gerais, São Paulo e Goiás; seca moderada em áreas do Nordeste, Norte, Centro-Oeste e Sudoeste do país; e seca fraca principalmente na região Sul, no Mato Grosso, Minas Gerais e região amazônica.

Fonte: AEN-PR
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Superávit da balança comercial chega a US$ 3,9 bilhões em março

No acumulado do mês, exportações atingem US$ 14,7 bilhões e corrente de comércio alcança US$ 25,5 bilhões.

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Foto: Claudio Neves

Na 2ª semana de março de 2026, a balança comercial registrou superávit de US$ 2,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 12,8 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 7,5 bilhões e importações de US$ 5,3 bilhões.

No mês, as exportações somam US$ 14,7 bilhões e as importações, US$ 10,8 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,9 bilhões e corrente de comércio de US$ 25,5 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 65,6 bilhões e as importações, US$ 53,7 bilhões, com saldo positivo de US$ 11,9 bilhões e corrente de comércio de US$ 119,4 bilhões.

Esses e outros resultados, foram divulgados na segunda-feira (16), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 2° Semana de Março/2026 

Foto: Divulgação/Porto de Santos

Nas exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de março/2026 (US$ 1,471 bi) com a de março/2025 (US$ 1,512 bi), houve queda de -2,7%. Em relação às importações houve queda de -1,9% na comparação entre as médias até a 2ª semana de março/2026 (US$ 1,083 bi) com a do mês de março/2025 (US$ 1,104 bi).

 Assim, até a 2ª semana de março/2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.554 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 386,72 milhões. Comparando-se este período com a média de março/2025, houve queda de -2,4% na corrente de comércio.

Exportações e Importações por Setor

No acumulado até a 2ª semana do mês de março/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores: pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 54,55 milhões (19,2%) em Indústria Extrativa; houve queda de US$ 42,2 milhões (-9,8%) em Agropecuária e de US$ 55,18 milhões (-7,0%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado até a 2ª semana do mês de março/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 8,5 milhões (17,1%) em Indústria Extrativa; houve queda de US$ 6,44 milhões (-21,3%) em Agropecuária e de US$ 22,38 milhões (-2,2%) em produtos da Indústria de Transformação.

Fonte: Assessoria Secex/MDIC
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Seminário internacional debate futuro da pecuária familiar no bioma Pampa

Evento no Uruguai reúne pesquisadores, extensionistas e produtores de Brasil, Argentina e Uruguai para discutir inovação, sustentabilidade e desenvolvimento rural na região.

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Foto: Shutterstock

A Embrapa Pecuária Sul participa do 5º Seminário Técnico Internacional Ganadería Familiar y Desarrollo Rural, que será realizado entre 18 e 20 de março, na cidade de Salto, no Uruguai. O encontro reúne pesquisadores, extensionistas, gestores públicos e produtores para discutir os desafios e as perspectivas da pecuária familiar no Bioma Pampa, território compartilhado por Brasil, Argentina e Uruguai.

O seminário tem como objetivo promover uma reflexão conjunta sobre caminhos para fortalecer a pecuária familiar e o desenvolvimento rural na região, considerando aspectos produtivos, sociais e ambientais. A programação reúne instituições de pesquisa, ensino e extensão rural dos três países, além da participação de convidados internacionais, como o CIRAD, da França, organização voltada à pesquisa agrícola e à cooperação científica internacional.

Engenheiro agrônomo e analista de Gestão de Negócios Tecnológicos na Embrapa Pecuária Sul, Alberi Noronha – Fotos: Divulgação

Os seminários técnicos fazem parte de uma iniciativa construída por uma rede trinacional de instituições, que desde 2017 promove encontros periódicos para compartilhar experiências e resultados de projetos voltados ao manejo sustentável da pecuária familiar no Pampa. As edições anteriores foram realizadas nas cidades de Tacuarembó (2017), Dom Pedrito (2018), La Plata (2019) e Santana do Livramento (2024). A quinta edição busca dar continuidade ao intercâmbio de conhecimentos científicos e experiências práticas voltadas ao desenvolvimento sustentável da região.

De acordo com os organizadores, o seminário pretende fortalecer o diálogo entre ciência, extensão rural e produtores, contribuindo para a construção de estratégias que conciliem produtividade, conservação dos campos naturais e permanência das famílias no meio rural.

Participação da Embrapa

Chefe-adjunto de PD&I da unidade, Marcos Borba

A equipe da Embrapa terá presença ativa na programação do encontro. No primeiro dia do seminário, o engenheiro agrônomo e analista de Gestão de Negócios Tecnológicos na Embrapa Pecuária Sul, Alberi Noronha, vai atuar como mediador da segunda mesa de debates, dedicada à apresentação de experiências de transição agroecológica em estabelecimentos de pecuária familiar.

No dia seguinte, os pesquisadores Leandro Volk e José Pedro Trindade apresentarão o livro Arte e Ciência no Manejo do Campo Nativo, publicado no ano passado. A obra reúne conhecimentos técnicos e experiências práticas relacionadas ao manejo sustentável dos campos naturais do Pampa.

O chefe-adjunto de PD&I da unidade, Marcos Borba, também participará da etapa final do seminário. Ele integrará o grupo de representantes institucionais responsável pelo encerramento do evento e pela elaboração de uma síntese dos debates, que deverá reunir propostas e recomendações voltadas ao fortalecimento da pecuária familiar e à sustentabilidade produtiva no bioma.

Segundo a organização, o encontro busca consolidar um espaço permanente de cooperação entre os três países, ampliando o intercâmbio de experiências e o desenvolvimento de soluções adaptadas à realidade produtiva e ambiental do Pampa.

Para conferir a programação completa e mais informações sobre o seminário clique aqui.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sul
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