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Mercado repercute condições das lavouras de trigo e estimativas de safra no Brasil

Desenvolvimento das lavouras de trigo no Brasil segue no foco do mercado

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Arquivo/OP Rural

O desenvolvimento das lavouras de trigo no Brasil segue no foco do mercado. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, no Paraná, a tendência segue de piora das condições, devido às geadas que ocorreram no último final de semana, que podem trazer impacto negativo à produção do estado.

“É importante ressaltar que seguem os trabalhos de avaliação dos danos, não havendo ainda dados conclusivos sobre perdas mais representativas. Apesar disso, o maior estado produtor do país apresenta grande percentual de lavouras em estágio suscetível a perdas, podendo ao menos, reduzir a qualidade do cereal produzido”, observou.

Já no Rio Grande do Sul, segundo maior produtor nacional, “o clima adverso não deve afetar com a mesma intensidade”, visto que o estado apresenta plantio mais tardio e, assim, não tem percentual tão representativo de lavouras em fases de desenvolvimento que ficam suscetíveis às geadas.

“A comercialização se mantém lenta e deve permanecer dentro desta conjuntura, sem maior volatilidade para os preços domésticos atuais, apenas avaliando estimativas para o preço do trigo de safra nova, conforme são estimadas as produtividades”, finalizou.

Conab

A produção brasileira de trigo em 2019 deverá ficar em 5,423 milhões de toneladas, segundo o décimo primeiro levantamento para a safra brasileira de grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), subindo 0,1% sobre a temporada passada, quando foram colhidas 5,428 milhões de toneladas. Em julho, a previsão era de safra de 5,488 milhões de toneladas.

A Conab indica uma área plantada de 1,990 milhão de hectares, com queda de 2,6% sobre o ano anterior, de 2,042 milhões de hectares. A produtividade está projetada em 2.725 quilos por hectare, 2,6% acima do ano anterior, quando o rendimento ficou em 2.657 quilos por hectare.

O Paraná deverá ter safra de 2,727 milhões de toneladas, com queda de 3,8% sobre o ano anterior. No Rio Grande do Sul, a produção deverá subir 3,4% para 1,936 milhão de toneladas.

IBGE

Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimou a produção nacional de trigo em 5,8 milhões de toneladas, declínio de 4,5% em relação ao mês anterior.

Para o Paraná, maior produtor brasileiro, foi estimada uma produção de 2,7 milhões de toneladas, o que representa 47,0% do total nacional. A produção e o rendimento médio apresentaram declínio de 15,8% e 16,0%, respectivamente, em relação ao mês anterior.

Para o Rio Grande do Sul, segundo maior produtor brasileiro, representando 39,4% da produção nacional, foi estimada uma produção de 2,3 milhões de toneladas, um crescimento de 10,9% em decorrência das expectativas mais favoráveis quanto ao clima. Com informações do Departamento de Comunicação Social do IBGE.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Cooperativismo

AGO confirma 2019 como um dos melhores anos à Coopavel

Faturamento da Coopavel em 2019 foi de R$ 2,67 bilhões

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Se o ano de 2019 marcou o início de um aguardado e bem-vindo processo de recuperação da economia brasileira, para a Coopavel ele consolidou a força, o trabalho e a determinação de uma das maiores cooperativas do Paraná. O desempenho da Coopavel em 2019 foi apresentado na manhã de quarta-feira (22), durante Assembleia Geral Ordinária, no prédio Paraná Cooperativo, estrutura construída na área que de 3 a 7 de fevereiro abrigará a 32º edição do Show Rural. E os resultados do ano foram excepcionais, afirmou o presidente Dilvo Grolli.

A AGO contou com a participação de cerca de 500 cooperados e de líderes dos mais diversos setores, entre eles o prefeito Leonaldo Paranhos, o deputado estadual Coronel Lee e o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. “Os números são excelentes e fazem de 2019 um dos melhores anos da história da cooperativa, que em 15 de dezembro vai comemorar os seus 50 anos de fundação”, disse Dilvo. Alguns dados apresentados na Assembleia chamaram atenção, entre eles o que aponta para crescimento de 280% nos resultados financeiros no comparativo de 2018 a 2019.

O faturamento da Coopavel em 2019 foi de R$ 2,67 bilhões. Em 2018 foi de R$ 2,52 bilhões. Os investimentos cresceram significativamente, chegando a R$ 113,3 milhões enquanto que em 2018 somaram R$ 44,5 milhões. O lucro da cooperativa no exercício de 2019 foi de R$ 85,2 milhões. E em 2018 atingiu a cifra de R$ 22,4 milhões. “Esses números demonstram a força de uma cooperativa 100% paranaense”, ressaltou o presidente Dilvo Grolli.

“Temos quase cinco décadas de história, e sempre estivemos alinhados com os princípios do cooperativismo. Com coragem, determinação e trabalho, vencemos crises e hoje estamos entre as 12 maiores cooperativas brasileiras”, destacou o presidente. As sobras de 2019 repassadas aos cooperados chegam a R$ 30 milhões. Com isso, a saca da soja foi agregada em R$ 2, a do milho e trigo em R$ 1,50, o suíno terminado em R$ 7, o leitão entregue na cooperativa em R$ 1,50 e o frango em R$ 0,10 por ave.

Conselho e investimentos

A Assembleia aprovou por unanimidade a formação do novo Conselho Fiscal, que ficou assim constituído: Gustavo Riepenhoff, Ademir Sebold, Ênio Pereira da Silva, Francisco Leonel Ferreira, Luis Felipe Orsatto e Leonir Antônio Felini.

Os cooperados também aprovaram novos investimentos da Coopavel que incluem a aquisição de unidades da Sementes Guerra no Sudoeste. Com essa expansão, a cooperativa agrega capacidade de um milhão de toneladas na recepção de grãos. A AGO também apresentou estimativa de receitas e custos para 2020. O total das receitas deverá ficar em R$ 3 bilhões.

Os objetivos e metas para esse exercício são os seguintes: ampliação e melhorias de filiais do Oeste e Sudoeste, de agroindústrias de soja, trigo e rações, dos frigoríficos de aves e suínos, de matrizeiros e unidades de produção de leitões e ovos férteis e de unidades de produção de sementes.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado Interno

Preços do boi gordo seguem pressionados por menor demanda no Brasil

Pecuária de corte ainda se depara com intenso movimento de correção nos preços

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Arquivo/OP Rural

A pecuária de corte ainda se depara com intenso movimento de correção nos preços. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, esta é uma situação natural, levando em conta a mudança do perfil de consumo no decorrer do primeiro bimestre.

“No geral, o consumidor médio está descapitalizado nesse período do ano estrangulando a demanda. É um perfil muito mais comedido se comparado ao período de festividades”, disse.

O analista destaca, ainda, a notícia de que a China pretende renegociar os contratos de importação de carne bovina brasileira. Para ele, isso justificaria o ritmo mais lento de compra no decorrer de janeiro, com exportações abaixo do esperado.

“Com o arrefecimento do consumo, tanto interno quanto externo, o escoamento da carne torna-se mais lento, levando os frigoríficos a testar o mercado de maneira mais enfática”, finalizou o analista.

Exportações

As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 369,9 milhões em janeiro (14 dias úteis), com média diária de US$ 30,8 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 73 mil toneladas, com média diária de 6,1 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.068,80.

Na comparação com dezembro, houve baixa de 13,8% no valor médio diário da exportação, perda de 14,2% na quantidade média diária exportada e alta de 0,4% no preço. Na comparação com janeiro de 2019, houve ganho de 76,6% no valor médio diário, alta de 30,6% na quantidade média diária e ganho de 35,2% no preço médio.

Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado

Trigo tem negócios limitados por spread entre pedidas e oferta

Mercado brasileiro de trigo segue com firmeza nos referenciais de preços

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de trigo segue com firmeza nos referenciais de preços. No interior do Rio Grande do Sul os negócios reportados saem por volta de R$ 850 por tonelada (t) no FOB. No Paraná negociado a R$ 980/t no CIF de Ponta Grossa.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento, o ritmo dos negócios segue limitado devido ao spread largo entre as pedidas e as ofertas. Além disso, no Paraná os produtores começam a focar nos trabalhos de colheita e comercialização da safra de verão.

Ele destaca o anúncio da venda de estoques públicos no próximo dia 28. Serão ofertadas 1,2 mil t de trigo em grão melhorador (PH 82) da safra 2017 de Ponta Grossa/PR. O preço de abertura será definido pela Conab, em R$/kg sem ICMS, e divulgado na próxima sexta-feira (31).

“A depender desse preço estipulado como mínimo para a venda, a tendência é que o leilão seja bastante disputado. A venda de estoque por parte do governo ocorre em momentos de altas significativas do produto. No caso do trigo, os estoques em mãos do Governo neste momento são de apenas 2,849 mil t, volume que, mantidas as outras variáveis, não terá força para mudar o comportamento dos preços. A realização do leilão, no entanto, pode ser uma sinalização de que o governo está atento à escalada de alta das cotações”, explicou o analista.

Argentina

O Ministério da Agroindústria da Argentina estimou, em seu relatório de janeiro, que a área de trigo na safra 2019/20 do país deve ocupar 6,75 milhões de hectares, alta de 7,3% em relação aos 6,29 milhões de hectares plantados na temporada anterior. O Ministério informou ainda que a produção na temporada 2019/20 deve ficar em 19,5 milhões de toneladas, com avanço de 0,2% sobre o ano anterior, de 19,46 milhões de toneladas.

Levantamento semanal divulgado pelo Ministério indicou que a colheita de trigo da safra 2019/20 do país somava 99% até o dia 23 de janeiro, da área total prevista de 6,759 milhões de hectares. Na semana anterior, a colheita estava em 98%. No mesmo período do ano passado, atingia 100% dos 6,287 milhões de hectares projetados para a temporada 2018/19.

Fonte: Agência SAFRAS
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