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Mercado do leite sinaliza lenta recuperação dos preços ao produtor
Leite entregue em novembro a ser pago em dezembro pelos Laticínios terá um aumento de 5,2% nos valores de referência, o que equivale a 5 centavos a mais por litro
O mercado sinaliza uma lenta recuperação depois de seis meses de preços em queda decorrentes da redução generalizada de consumo de leite e derivados pelas famílias brasileiras. Essa situação foi dimensionada neste mês pelo Conselho Paritário Produtor/Indústrias de Leite do Estado de Santa Catarina (Conseleite/SC), que esteve reunido nesta semana em Chapecó para definir os valores de referência para o mês.
De acordo com projeção do Conselho, o leite entregue em novembro a ser pago em dezembro pelos Laticínios terá um aumento de 5,2% nos valores de referência, o que equivale a 5 centavos a mais por litro. Os valores projetados são os seguintes: leite acima do padrão R$ 1,1553/litro; leite padrão R$ 1,0046 e abaixo do padrão R$ 0,9133. Os valores se referem ao leite posto na propriedade com Funrural incluso.
O consumo interno melhorou um pouco e as maciças importações do Uruguai foram suspensas. Esses fatores repercutiram na recuperação de preços, analisa o vice-presidente do Conseleite/SC e vice-presidente regional da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), Adelar Maximiliano Zimmer.
Ele avalia que os preços experimentarão uma lenta marcha de recuperação, mas, somente a retomada do consumo em grande escala irá recompor a rentabilidade da cadeia produtiva de lácteos. O consumo baixo é reflexo indesejável da queda de renda do brasileiro. Lembra que o desemprego recuou, mas, ainda atinge 12 milhões de famílias. “Estou convicto que os preços de remuneração dos produtores não cairão nos próximos meses, mas a recuperação das perdas vai demorar”, observa Zimmer.
Expressão Nacional
Santa Catarina é o quarto produtor nacional. O Estado gera 2,9 bilhões de litros ao ano. Praticamente todos os estabelecimentos agropecuários produzem leite, o que gera renda mensal às famílias rurais e contribui para o controle do êxodo rural. O oeste catarinense responde por 75% da produção. Os 80 mil produtores de leite (dos quais, 60 mil são produtores comerciais) geram 8,3 milhões de litros/dia, mas, a capacidade industrial está estruturada para processar até 10 milhões de litros de leite/dia.
Fonte: Assessoria

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Cooperativas do Rio Grande do Sul apontam insuficiência de recursos no Plano Safra 2026/27
FecoAgro/RS afirma que programa preserva desenho dos últimos anos e não atende à expansão da demanda por financiamento no campo.

A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) avalia que o Plano Safra 2026/202, embora traga avanços pontuais, como a redução das taxas de juros em algumas linhas de financiamento e a ampliação dos limites de crédito para cooperativas, mantém praticamente a mesma arquitetura dos últimos anos e foi lançado com um volume de recursos abaixo das necessidades do setor agropecuário.

Foto: Shutterstock
Para a Federação, a redução dos juros em programas como Prodecoop, Procap-Agro, PCA e Pronaf, entre outras é positiva, especialmente para investimentos de longo prazo. No entanto, esses avanços não compensam a falta de mudanças estruturais nem a insuficiência dos recursos disponibilizados para atender à demanda crescente por crédito rural.
A FecoAgro/RS também manifesta forte preocupação com a redução dos recursos destinados à equalização das taxas de juros. Em um ambiente de juros elevados, a diminuição desse orçamento compromete a competitividade das linhas oficiais de crédito, restringe investimentos e reduz a capacidade de crescimento dos produtores e das cooperativas.
Outro ponto crítico é o seguro rural. Embora a dotação orçamentária da subvenção seja definida por orçamento específico, a sequência de cortes nos recursos destinados ao programa enfraquece um dos principais instrumentos de gestão de risco da atividade agropecuária, justamente em um cenário de maior frequência de eventos climáticos extremos.
A Federação reforça que as cooperativas agropecuárias são protagonistas na operacionalização do crédito rural e no atendimento aos produtores. Por isso, defende um Plano Safra com recursos compatíveis com a realidade do campo, maior orçamento para a equalização dos juros e fortalecimento do seguro rural, condições indispensáveis para garantir investimentos, produção e competitividade ao agro.
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Período proibitivo das queimadas entra em vigor com alerta para seca mais severa em Mato Grosso
Previsão de estiagem intensa aumenta o risco de incêndios e reforça a necessidade de medidas preventivas nas propriedades rurais.

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) alerta os produtores rurais sobre o início do período proibitivo do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal. A restrição entrou em vigor nesta terça-feira (1º de julho) e segue até o dia 30 de novembro, conforme estabelece o Decreto Estadual nº 2.015/2026.
Durante esse período, fica proibida a realização de queimadas, medida que busca reduzir os riscos de focos de calor e incêndios florestais durante os meses de estiagem, quando as altas temperaturas, a baixa umidade do ar e os ventos intensos favorecem a rápida propagação do fogo, considerando o El Nino 2026.

Presidente da Acrimat, Nando Conte: “Os pecuaristas são os principais interessados na proteção de suas propriedades e do meio ambiente”
Além de representar um importante instrumento de proteção ambiental, o cumprimento da legislação também evita prejuízos à atividade pecuária. Incêndios ou focos de calor podem comprometer pastagens, cercas, instalações, equipamentos e colocar em risco rebanhos, propriedades vizinhas e até mesmo vidas humanas.
Neste ano, os órgãos ambientais e de segurança reforçam o alerta devido à previsão de um período de seca mais severo em Mato Grosso, cenário que aumenta significativamente o risco de ocorrência de incêndios em todo o Estado.
O presidente da Acrimat, Nando Conte, destaca que a conscientização dos produtores é fundamental para evitar ocorrências durante esse período crítico. “Os pecuaristas são os principais interessados na proteção de suas propriedades e do meio ambiente. O fogo descontrolado causa grandes prejuízos econômicos, ambientais e sociais. Por isso, é fundamental que todos respeitem o período proibitivo e adotem medidas preventivas para proteger suas áreas e seus vizinhos”, ressalta.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Durante a vigência do decreto, também ficam suspensas as autorizações para queima controlada emitidas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), permanecendo autorizadas apenas as ações realizadas ou supervisionadas pelos órgãos responsáveis pelo combate e prevenção aos incêndios florestais.
A Acrimat orienta os produtores a realizarem a manutenção de aceiros, manterem equipamentos de combate inicial em condições de uso, evitarem qualquer atividade que possa gerar faíscas próximo à vegetação seca e reforçarem a vigilância nas propriedades durante o período de estiagem.
O descumprimento da legislação pode resultar em responsabilização administrativa, criminal, além da obrigação de reparar os danos ambientais causados.
Em caso de identificação de focos de calor e incêndios, a orientação é comunicar imediatamente o Corpo de Bombeiros, pelo telefone 193, ou a Polícia Militar, pelo 190.
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Paraná investe R$ 51 milhões em pesquisas para desenvolver novas tecnologias para o agronegócio
Recursos financiarão estudos em genômica de soja e feijão, microbioma de solos e infraestrutura de pesquisa para aumentar a produtividade e a sustentabilidade no campo.

Com investimentos superiores a R$ 51 milhões, a Fundação Araucária lançou na quinta-feira (02) os Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) Agrogenômica Feijão, Agrogenômica Soja e Microbioma de Solos, além da Rede Multiusuária de Equipamentos em Agrogenômica. A iniciativa conta com a parceria da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e reúne universidades, centros de pesquisa e parceiros do setor produtivo em uma ampla rede de colaboração científica voltada ao desenvolvimento de soluções inovadoras para aumentar a produtividade, a sustentabilidade e a competitividade do agronegócio paranaense.
O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, destacou a importância dos NAPIs como instrumentos de articulação entre ciência e desenvolvimento. “A iniciativa fortalece a integração entre universidades, institutos de pesquisa, governo e setor produtivo, criando condições para que o Paraná continue avançando na geração de soluções inovadoras com impacto direto na economia e na sociedade”, disse.
Os recursos serão destinados ao desenvolvimento de novas tecnologias, geração de conhecimento científico e formação de recursos humanos altamente qualificados para atender as demandas do setor agropecuário.
“A iniciativa integra diferentes competências científicas e institucionais para acelerar o desenvolvimento de soluções inovadoras capazes de responder aos desafios da agricultura paranaense e ampliar a competitividade do setor”, afirmou o esponsável pela articulação dos NAPIs Agrogenômica, o top manager da Fundação Araucária, Evaldo Ferreira Vilela.
O coordenador de Ciência e Tecnologia da Seti, Ivan Carlos Vicentim, ressaltou a relevância da iniciativa para o fortalecimento das políticas públicas de ciência, tecnologia e inovação voltadas ao agronegócio. “Os NAPIs são um exemplo da sintonia entre a Seti, a Fundação Araucária e as universidades para transformar investimento em conhecimento, inovação e desenvolvimento para o Paraná”.
O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, destacou que os NAPIs se tornaram uma das principais estratégias de articulação do Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação. “Os NAPIs representam um modelo inovador de cooperação, capaz de conectar pesquisadores, instituições e infraestrutura de pesquisa em torno de desafios estratégicos para o Paraná. Essa integração amplia nossa capacidade de gerar conhecimento, desenvolver soluções tecnológicas e transformar ciência em benefícios concretos para a sociedade”, afirmou.
À frente do NAPI Agrogenômica Feijão, a pesquisadora e professora da Universidade Estadual de Maringá Maria Celeste Gonçalves Vidigal explicou que a iniciativa busca acelerar a obtenção de cultivares mais produtivas e resistentes por meio da aplicação de tecnologias genômicas. A iniciativa terá o investimento de R$ 5,5 milhões. “O projeto permitirá selecionar com maior precisão plantas com características agronômicas superiores, contribuindo para a oferta de variedades com elevada produtividade, qualidade de grãos e maior resistência aos principais desafios da cultura”, disse.
Soja
O coordenador do NAPI Agrogenômica Soja e professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Glauco Vieira Miranda, disse que a iniciativa integra pesquisadores, instituições e tecnologias avançadas para acelerar o desenvolvimento de cultivares mais produtivas e adaptadas às mudanças climáticas. O NAPI contará com o investimento de R$ 12 milhões. “Com o uso de inteligência artificial e dados genômicos, ambientais e de manejo, vamos reduzir o tempo de desenvolvimento de novas variedades, fortalecer a competitividade da soja paranaense e contribuir para uma agricultura mais sustentável e eficiente”.
Microbioma de Solos
Com aporte de R$ 17 milhões, o NAPI Agrogenômica – Microbioma de Solos foi apresentado pela professora Glacy Jaqueline da Silva, da Universidade Paranaense (Unipar). O projeto fará um amplo mapeamento das comunidades microbianas presentes nos solos agrícolas do Paraná, constituindo uma das maiores iniciativas do gênero no Brasil. “O objetivo é compreender como a biodiversidade microbiana influencia a produtividade agrícola, a sustentabilidade ambiental e a saúde dos ecossistemas”, salienta.
Infraestrutura compartilhada
A Rede Multiusuária de Equipamentos, que tem o investimento de R$ 16,5 milhões, dará suporte a todas as etapas dos NAPIs Agrogenômica, desde as análises em campo até o processamento de grandes volumes de dados. “A estrutura reúne equipamentos, laboratórios e servidores que garantem o armazenamento e a análise segura das informações geradas pelos projetos, fortalecendo a capacidade de pesquisa e inovação no Paraná”, explicou a articuladora da rede e professora da UTFPR, Taciane Finatto.
