Bovinos / Grãos / Máquinas
Mercado do leite indica alta no pagamento ao produtor em março
Projeções mostram valorização do preço de referência em estados do Sul e em Minas Gerais.

As projeções dos Conselhos Paritários Produtores/Indústrias de Leite (Conseleites) indicam valorização no preço do leite pago ao produtor nos principais estados produtores do país. A estimativa considera o leite entregue em fevereiro e que será pago aos produtores em março de 2026.

Foto: Arnaldo Alves/AEN
De acordo com os dados divulgados pelos Conseleites estaduais, a expectativa é de aumento do preço ao produtor em todos os estados acompanhados, reforçando uma melhora nas perspectivas do setor lácteo neste início de ano, após um período de queda observado nos meses anteriores.
No Paraná, a projeção aponta a maior variação entre os estados analisados, com alta estimada de 4,2% no preço de referência. Em Santa Catarina, a valorização projetada é de 3,7%, enquanto em Minas Gerais a previsão indica aumento de 2,8%.
Já no Rio Grande do Sul, a estimativa também é de avanço no valor pago ao produtor, com alta projetada de 2,0% em relação ao mês anterior.
Segundo os Conseleites, as sinalizações reforçam um cenário de recuperação gradual da remuneração ao produtor de

Foto: Divulgação/ABCZ
leite no início de 2026. O movimento contrasta com o comportamento observado ao longo de meses anteriores, quando o mercado registrou quedas nos valores pagos no campo.
De forma geral, as projeções apontam continuidade do processo de recomposição dos preços ao produtor, acompanhando ajustes nas condições de oferta e demanda no mercado lácteo brasileiro.

Bovinos / Grãos / Máquinas
Rastreabilidade do gado ganha força e abre novas oportunidades para a pecuária
Identificação individual dos animais melhora a gestão do rebanho, fortalece a sanidade e aumenta a confiança na cadeia da carne.

A identificação individual dos bovinos tem ganhado espaço na pecuária brasileira como ferramenta para aumentar a segurança sanitária, melhorar a gestão das propriedades e ampliar oportunidades de mercado. A prática permite registrar informações sobre cada animal, desde o nascimento até a movimentação e os cuidados com a saúde.

Foto: Luiz Pfeifer
Segundo a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, o processo começa com um passo simples: identificar cada animal de forma única, por meio de brincos ou outros sistemas de registro. Na prática, a identificação funciona como um CPF do boi, permitindo acompanhar a origem, histórico sanitário e movimentações ao longo da vida.
Com os animais identificados, o controle sanitário do rebanho também se torna mais eficiente. A rastreabilidade permite localizar rapidamente possíveis problemas de saúde e agir com mais agilidade para evitar a disseminação de doenças.
Um exemplo citado pela entidade é o impacto de crises sanitárias no passado. O último foco de febre aftosa registrado no Brasil, em 2006, provocou queda superior a 10% nos preços do setor e levou ao fechamento de mercados internacionais. Episódios desse tipo mostram como a confiança na sanidade do rebanho é determinante para toda a cadeia produtiva, inclusive para produtores que não exportam diretamente.
A organização destaca ainda que a rastreabilidade ainda é cercada por mitos no campo. Entre eles, a ideia de que o

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
sistema seria destinado apenas a propriedades que exportam ou que representaria uma forma de controle externo sobre a fazenda. Na prática, segundo a entidade, trata-se de uma ferramenta de gestão que pode ser aplicada em propriedades de qualquer porte.
Além de fortalecer o controle sanitário, a rastreabilidade também contribui para aumentar a transparência na cadeia produtiva. Informações organizadas sobre origem e manejo dos animais ampliam a confiança de compradores, instituições financeiras e parceiros comerciais.
Outro ponto destacado pela entidade é o papel da rastreabilidade no avanço de iniciativas ligadas à sustentabilidade. Com registros e dados organizados, os produtores conseguem comprovar boas práticas de produção e acessar programas e projetos que valorizam critérios ambientais, sociais e de governança.

Foto: Divulgação
A adoção da identificação individual também não se limita a grandes propriedades. A Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável ressalta que a prática pode ser aplicada por pequenos, médios e grandes produtores. Quando toda a cadeia adota padrões de identificação e registro, o sistema produtivo ganha previsibilidade, reduz riscos sanitários e amplia as possibilidades de inserção em mercados mais exigentes.
Para a entidade, a rastreabilidade representa um passo importante na modernização da pecuária brasileira, combinando gestão mais eficiente, segurança sanitária e valorização da produção no campo.
Bovinos / Grãos / Máquinas
Embrapa realiza pesquisa sobre controle do carrapato na pecuária de corte
Levantamento busca entender práticas adotadas por produtores e técnicos e ampliar estratégias sustentáveis de manejo do parasito.

A Embrapa Pecuária Sul está conduzindo uma pesquisa para compreender como produtores rurais e profissionais da assistência técnica percebem e aplicam estratégias de controle do carrapato bovino na pecuária de corte. A iniciativa integra ações da Embrapa voltadas ao aprimoramento de soluções sustentáveis e eficazes para o setor.
O objetivo é levantar informações sobre práticas adotadas no campo, nível de conhecimento sobre métodos não químicos e a utilização do chamado manejo integrado do carrapato, estratégia que combina o uso de carrapaticidas com outras práticas de controle, como manejo de pastagens, seleção genética de animais mais resistentes e medidas sanitárias complementares.
A pesquisa é composta por dois questionários distintos: um direcionado a produtores rurais que atuam na bovinocultura de corte e outro voltado a técnicos que prestam assistência a essas propriedades. Ambos buscam identificar percepções, recomendações técnicas e os principais desafios enfrentados no controle do parasito.
O diagnóstico permitirá identificar lacunas de conhecimento, barreiras à adoção de práticas integradas e oportunidades para o desenvolvimento de tecnologias mais aplicáveis à realidade produtiva.
As respostas são anônimas, confidenciais e destinadas exclusivamente a fins científicos. O tempo estimado para participação é de aproximadamente 10 minutos. A participação de produtores e técnicos é considerada essencial para planejar estratégias de controle mais sustentáveis, e promover sistemas de produção mais eficientes na pecuária de corte.
Clique aqui e acesse a pequisa para produtores rurais.
Clique aqui e acesse a pequisa para técnicos.
Bovinos / Grãos / Máquinas
Manejo com adubação foliar amplia produtividade das pastagens
Técnica garante rápida absorção de nutrientes e ajuda a manter forrageiras mais vigorosas mesmo em períodos de estresse.

A adubação foliar tem se consolidado como uma estratégia eficiente no manejo nutricional das pastagens, especialmente por permitir a aplicação direta de nutrientes nas folhas das plantas, garantindo rápida absorção e correção de deficiências nutricionais específicas. A técnica vem ganhando espaço no campo por sua eficiência, sobretudo, em condições adversas ou em períodos de alta demanda nutricional, quando a absorção via solo pode estar limitada.
“A adubação foliar complementa as práticas convencionais e se destaca por otimizar o fornecimento de nutrientes essenciais, o que reflete diretamente no aumento da produtividade das pastagens”, afirma o técnico em Agricultura Robson Luiz Slivinski Dantas.
Em momentos críticos, como fases de crescimento intenso, rebrota, estresse hídrico ou em áreas com solos compactados e de baixa fertilidade, a adubação foliar atua como uma solução rápida e direcionada. Ao compensar limitações no transporte de nutrientes pelas raízes, a técnica assegura a restituição imediata de elementos fundamentais para o desempenho contínuo da pastagem. “Quando a planta enfrenta dificuldades para absorver nutrientes do solo, a aplicação foliar garante que ela não interrompa seu desenvolvimento”, explica Dantas.
Entre os nutrientes mais utilizados nesse manejo estão o nitrogênio, que estimula o crescimento e a produção de biomassa; o fósforo, essencial para o desenvolvimento radicular, vigor e regeneração das plantas; e o potássio, que fortalece a resistência a pragas, doenças e condições de estresse. Micronutrientes como zinco, manganês e boro também exercem papel decisivo, contribuindo para a fotossíntese, o desenvolvimento inicial e a resistência das folhas. Aplicados de forma equilibrada, esses nutrientes aumentam o vigor das pastagens e elevam a qualidade da forragem.
Os efeitos positivos da adubação foliar se refletem diretamente no crescimento, na rebrota e na longevidade das pastagens. O fornecimento de nutrientes favorece o alongamento celular, acelera a recuperação após o pastejo e mantém as espécies forrageiras mais saudáveis e resistentes à degradação ao longo do tempo. Esse desempenho consistente permite ganhos produtivos ao longo do ano, inclusive em épocas críticas. “Pastagens bem nutridas impactam diretamente o desempenho do rebanho, pois proporcionam maior ganho de peso diário, aumento da taxa de lotação e melhor eficiência alimentar. A maior disponibilidade de nutrientes na forragem contribui para uma conversão mais eficiente do alimento em carne ou leite, reforçando a relação direta entre nutrição vegetal e produtividade animal. Um pasto bem manejado sustenta mais animais por hectare e entrega resultados mais consistentes ao produtor”, destaca o técnico.
A recomendação é que a adubação foliar seja integrada ao manejo do solo, atuando como complemento e não como substituição da adubação convencional. Essa integração fortalece o aporte nutricional em momentos estratégicos, maximiza o aproveitamento dos fertilizantes sólidos e reduz perdas. “Nessa integração, é importante trabalhar de forma sinérgica com práticas como correção de acidez e uso de fertilizantes orgânicos ou químicos”, explica Dantas. No entanto, o manejo também exige alguns cuidados, como diagnóstico prévio das necessidades da pastagem, escolha adequada dos produtos, atenção às condições climáticas e aplicação uniforme, evitando excessos que possam causar fitotoxicidade.
Do ponto de vista econômico e operacional, a adubação foliar se destaca pelo aproveitamento mais eficaz dos insumos, retorno rápido sobre o investimento e otimização da mão de obra, já que a aplicação pode ser integrada a outros manejos da propriedade. “A adubação foliar é uma ferramenta essencial para aumentar a produtividade e a qualidade da forragem, promovendo uma pecuária mais eficiente e sustentável”, ressalta Dantas.
Segundo ele, adotar essa prática é investir em um sistema que entrega resultados no curto e no longo prazo, garantindo rebanhos saudáveis, produtivos e alinhados às exigências do mercado por eficiência e sustentabilidade.



