Avicultura
Mercado de ovos inicia semana com altas nas cotações em São Paulo
Ovo branco e vermelho registram valorização em São Paulo, mas outras praças mantêm estabilidade ou leve queda.

Os preços dos ovos iniciaram a semana com comportamento misto entre as principais regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Enquanto parte das praças registrou estabilidade ou leve retração, mercados paulistas apresentaram avanço nas cotações nesta segunda-feira (25).

Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN
Na Grande São Paulo, referência importante para o consumo nacional, o ovo branco foi negociado a R$ 156,00 por caixa no mercado CIF, com alta diária de 0,18%. Já o ovo vermelho avançou 0,34%, alcançando R$ 174,12 por caixa.
Em Bastos (SP), principal polo produtor do país, os preços também subiram. O ovo branco foi cotado a R$ 146,92 por caixa FOB, avanço de 0,20% em relação ao dia anterior. O vermelho atingiu R$ 168,21, com valorização de 0,27%.
Por outro lado, a praça de Santa Maria de Jetibá (ES), importante referência da avicultura de postura, registrou leve recuo. O ovo branco caiu 0,10%, sendo negociado a R$ 152,53 por caixa FOB. Já o vermelho teve retração mais intensa, de 0,61%, fechando em R$ 177,46.
Nas demais regiões acompanhadas pelo Cepea, o mercado apresentou estabilidade. Em Recife (PE), o ovo branco foi comercializado a R$ 155,11 e o vermelho a R$ 170,88 no mercado CIF. Já na Grande Belo Horizonte (MG), os preços permaneceram em R$ 162,50 para o branco e R$ 181,58 para o vermelho.
O cenário indica manutenção de preços firmes em parte das regiões produtoras, especialmente em São Paulo, enquanto outras praças acompanham um mercado mais estável neste início de semana.

Avicultura
Cenário econômico e riscos ao comércio exterior levam avicultura gaúcha a reduzir produção
Setor cita retração do consumo, volatilidade internacional e preocupação com possíveis restrições às exportações brasileiras.

Na esteira do movimento anunciado na semana passada pela indústria de ovos, o segmento gaúcho de carne de frango também avalia reduzir o ritmo de produção. A medida vem sendo discutida por representantes da cadeia avícola diante do cenário econômico e comercial, marcado por incertezas no mercado interno e no ambiente internacional.
Segundo a avaliação do setor, a instabilidade da economia brasileira tem influenciado o comportamento do consumidor, que adota uma postura mais cautelosa diante das oscilações econômicas, afetando a demanda por alimentos.

Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN
Entre os fatores que pressionam o mercado, a indústria destaca o elevado nível de endividamento das famílias, agravado pelo crescimento das apostas online, que, segundo informações divulgadas recentemente pela mídia, vêm comprometendo uma parcela significativa da renda da população.
No cenário externo, as preocupações envolvem o agravamento das tensões geopolíticas, o aumento de tarifas e a criação de novas barreiras comerciais, fatores que elevam a insegurança para as empresas exportadoras.
Outro ponto de atenção é a retomada dos conflitos no Oriente Médio, que provocou oscilações na cotação internacional do petróleo. De acordo com o setor, esse movimento pode aumentar os custos de produção, especialmente nas indústrias de embalagens, plásticos e combustíveis.

Também preocupa a possibilidade de restrições da União Europeia às exportações brasileiras de proteína animal, previstas para entrar em vigor em 3 de setembro de 2026. Na avaliação da indústria, a medida representa um risco relevante para a avicultura nacional.
Diante desse cenário, representantes da cadeia afirmam que o setor enfrenta um momento de elevada complexidade e defendem uma análise estratégica por parte de produtores e indústrias para preservar a sustentabilidade econômica das atividades.
Uma das alternativas em discussão é a desaceleração temporária da produção até que o ambiente econômico e comercial apresente maior estabilidade.

Apesar das dificuldades, o setor ressalta que a competitividade entre as empresas continua sendo um fator inerente à atividade e reforça a busca por eficiência. “A competitividade entre as empresas é inerente ao setor, impulsionando a busca por resultados e a valorização de cada empreendimento. O entendimento de que todos buscam excelência e têm capacidade para superar adversidades está presente no contexto diário das organizações.”
A indústria também avalia que o contexto atual exige planejamento e decisões criteriosas. “Em meio às mudanças globais e às oscilações da economia, agravadas por taxas de juros elevadas e incertezas, o momento exige esforços concentrados e decisões assertivas para enfrentar este período de desafios.”
Avicultura
Frango congelado acumula estabilidade após alta de 0,97% no dia
Cotação paulista encerrou a semana em R$ 7,26/kg, conforme o Indicador Cepea/Esalq.

O preço do frango congelado em São Paulo apresentou alta na sexta-feira (10), conforme o Indicador do Frango Congelado Cepea/Esalq. O produto foi negociado a R$ 7,26/kg, com valorização diária de 0,97% e estabilidade no acumulado do mês.
Na quinta-feira (09), a cotação ficou em R$ 7,19/kg, sem alteração no dia e com recuo de 0,96% no mês. Na quarta-feira (08), o preço também foi de R$ 7,19/kg, com leve alta diária de 0,14% e queda mensal de 0,96%.
No início da semana, o mercado registrou poucas oscilações. Na terça-feira (07), o frango congelado foi cotado a R$ 7,18/kg, estável no dia e com retração mensal de 1,10%. Na segunda-feira (06), a cotação também ficou em R$ 7,18/kg, com variação diária negativa de 0,28% e recuo de 1,10% no acumulado do mês.
Avicultura
Chile impulsiona alta nas exportações brasileiras de ovos
Maior demanda do mercado chileno fortalece os embarques brasileiros, embora o volume permaneça abaixo do registrado um ano antes.




