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Mercado de lácteos segue com grande volatilidade em maio

Período de forte oscilação no volume de vendas é um dos principais fatores que influenciam os preços

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O comportamento atípico nas comercializações, em decorrência da pandemia do novo coronavírus, continua trazendo impactos para o mercado de lácteos. Os preços dos principais produtos, como os leites UHT, spot, pasteurizado e queijo muçarela, continuam registrando grande volatilidade nos meses de abril e maio. Os dados foram apresentados na reunião do Conseleite-PR, realizada na terça-feira (26), por meio de videoconferência.

Entre abril e maio, o leite UHT obteve um recuo significativo no preço e volume comercializado, movimento contrário a alta registrada no período anterior (março e abril). No mesmo ritmo, segue o leite pasteurizado, que, após uma queda brusca no preço, agora retorna a um patamar próximo ao que foi registrado em março.

O queijo muçarela, produto que sofreu maior redução do volume comercializado nos meses de março e abril, continua apresentando uma tendência de queda em relação à média, apesar de indício de recuperação a partir da terceira semana de maio. “Com o fechamento de muitos estabelecimentos comerciais no mês de março, por causa da pandemia, o queijo muçarela foi o primeiro a sofrer um baque nas demandas e volume de vendas. Agora em maio, o preço começa a se recuperar, mas ainda é incerto afirmar se haverá sustentação. Esse é um período de negociações atípicas, com um mercado extremamente volátil e grande variabilidade de preços, até mesmo dentro de uma mesma indústria, o que afeta as médias”, explica o professor José Roberto Canziani, da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

No panorama geral, o volume de produtos comercializados segue o mesmo movimento de oscilação. Após um pico de vendas no mês de março, devido à preocupação dos consumidores em estocar produtos, o índice caiu 20 pontos em abril. Nas últimas três semanas de maio, no entanto, o volume voltou a subir e atingiu valor acima do registrado em março.

Em conclusão, verificou-se que, dos 14 produtos lácteos, 13 apresentaram desvalorização frente ao registrado no mês de abril. A exceção foi o leite spot, que obteve alta de cerca de R$ 0,18 no primeiro decêndio de maio. Por definição do Conseleite-PR, o valor de referência do leite entregue em abril (a ser pago em maio) ficou estabelecido em R$ 1,3720, aumento de 2,56% em relação ao valor final de março.  O valor de projeção para maio ficou em R$ 1,2767, indicando recuo de 8,37% em relação ao mês anterior.

“Esta é a tendência captada pelo levantamento realizado até o dia 20 de maio. Neste final do mês, o mercado está sinalizando importantes altas, em especial no leite spot, o que deve recuperar em parte este preço”, aponta o vice-presidente do Conseleite-PR e representante da FAEP, Ronei Volpi.

Fonte: Sistema FAEP
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Notícias Piscicultura

Copacol anuncia parceria com frigorífico de peixes Tilápia Pisces

Segundo nota, com esta aquisição a Copacol tem o intuito de ampliar a estrutura voltada a piscicultura

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A Cooperativa Agroindustrial Consolata (Copacol), com sede em Cafelândia, PR, anunciou essa semana a transação comercial das instalações da unidade industrial de peixes do Frigorífico Tilápia Pisces, que fica em Toledo, no Oeste do Paraná.

Segundo uma nota encaminhada pela Copacol, com esta aquisição a cooperativa tem o intuito de ampliar a estrutura voltada a piscicultura. “A Copacol está alicerçada na missão de implantar ações de cooperação ao agronegócio, com o propósito de fomentar o desenvolvimento regional por meio da diversificação de renda, impulsionar a geração de emprego e proporcionar oportunidades aos cooperados”, diz a nota.

As instalações do frigorífico possuem capacidade de abate de 40 mil tilápias/dia e ficam em uma área de 57 mil metros quadrados na estrada rural de acesso ao Distrito de São Luís do Oeste. “O acordo firmado entre o presidente da Copacol, Valter Pitol, e o sócio proprietário da Tilápia Pisces, Sidney Godinho, preserva o atual quadro de colaboradores e as demais ações da unidade industrial de peixes”, finaliza a nota.

Fonte: O Presente Rural com informações da Assessoria
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Notícias Comércio Exterior

Esmagamento de soja nos EUA bate recorde mensal em junho, diz Nopa

Membros da Nopa, que realizam cerca de 95% de todo o processamento de soja nos EUA, esmagaram 167,263 milhões de bushels de soja no mês passado

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REUTERS/Dan Koeck

O esmagamento de soja nos Estados Unidos recuou pelo terceiro mês consecutivo em junho, mas a queda de 1,4% foi menor do que o esperado e o volume atingiu um recorde para meses de junho, disse a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (Nopa, na sigla em inglês) na quarta-feira (15).

Os membros da Nopa, que realizam cerca de 95% de todo o processamento de soja nos EUA, esmagaram 167,263 milhões de bushels de soja no mês passado, volume inferior aos 169,584 milhões de bushels processados em maio, mas que supera os 148,843 milhões de bushels esmagados em junho de 2019.

Esse foi o maior volume processado em um mês de junho na história, superando o nível de junho de 2018, segundo dados da Nopa. O resultado também ficou acima de todas as estimativas do mercado compiladas pela Reuters.

Em média, era esperado um processamento de 162,168 milhões de toneladas, de acordo com estimativas de nove analistas. As previsões variavam de 157 milhões a 166 milhões de bushels.

Os estoques de óleo de soja entre os membros da Nopa tiveram queda maior do que a projetada pelo mercado, para 1,778 bilhão de libras-peso — a média das expectativas de analistas para os estoques no mês era de 1,813 bilhão de libras-peso.

Já as exportações de farelo de soja avançaram em junho, atingindo 835.403 toneladas, ante 776.677 toneladas em maio e 554.867 toneladas em junho de 2019.

Fonte: Reuters
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Notícias Mercado

Exportações de 6 frigoríficos argentinos à China são suspensas por casos de Covid-19

China é o principal destino das exportações de carne bovina da Argentina

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REUTERS/Marcos Brindicci

Seis frigoríficos da Argentina tiveram suas exportações de carne para a China suspensas temporariamente depois de registrarem casos de coronavírus entre trabalhadores, disse na quarta-feira (15) o presidente do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) argentino.

A China é o principal destino das exportações de carne bovina da Argentina e, segundo Carlos Alberto Paz, chefe do Senasa, a decisão de deslistar as empresas foi tomada depois de Pequim pedir para o governo argentino oferecer garantias de segurança em meio à pandemia de coronavírus.

Seis dos 88 frigoríficos autorizados a exportar para a China, entre eles unidades da FRIAR e da Frigorífico Rioplatense, “não estão exportando temporariamente”, disse Paz, acrescentando que “assim que as fábricas estiverem em condições de voltar a exportar, voltaremos a habilitá-las”.

Segundo o Ministério da Agricultura argentino, 76% das 328.170 toneladas de carne bovina embarcadas pelo país sul-americano entre janeiro e maio tiveram como destino a China. “Eles (China) nos perguntaram que garantias poderíamos dar para que tivessem a segurança com os produtos que importam, e nós demos essas garantias”, afirmou Paz.

Até a quarta-feira, a Argentina registrou 106.910 casos de coronavírus, com 1.987 mortes, de acordo com dados oficiais.

Fonte: Reuters
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