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Mercado de frango inicia setembro com boa movimentação no atacado
Mercado brasileiro de frango registrou desempenho mais favorável nos negócios ao longo da primeira semana de setembro

O mercado brasileiro de frango registrou um desempenho mais favorável nos negócios ao longo da primeira semana de setembro. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, as cotações reagiram no atacado e na distribuição em meio à expectativa do mercado com a entrada de salários na economia. “A tendência é e que este movimento continue no curto prazo”, pontua.
De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo, os preços tiveram alterações para os cortes congelados de frango ao longo da semana. O quilo do peito no atacado subiu de R$ 5,05 para R$ 5,50, o quilo da coxa de R$ 4,50 para R$ 5 e o quilo da asa de R$ 6,30 para R$ 7. Na distribuição, o quilo do peito avançou de R$ 5,15 para R$ 5,60, o quilo da coxa de R$ 4,70 para R$ 5,20 e o quilo da asa de R$ 6,50 para R$ 7,20.
Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de mudanças ao longo da semana. No atacado, o preço do quilo do peito subiu de R$ 5,15 para R$ 5,70, o quilo da coxa de R$ 4,62 para R$ 5,12 e o quilo da asa de R$ 6,38 para R$ 7,08. Na distribuição, o preço do quilo do peito passou de R$ 5,25 para R$ 5,70, o quilo da coxa de R$ 4,82 para R$ 5,32 e o quilo da asa de R$ 6,58 para R$ 7,28.
Iglesias afirma que as exportações seguem em bom nível, com a China ainda ocupando um papel relevante nos embarques de proteína animal brasileira. Os embarques de carne de frango “in natura” do Brasil renderam US$ 501,3 milhões em agosto (22 dias úteis), com média diária de US$ 22,8 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 303,8 mil toneladas, com média diária de 13,8 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.650,20.
Na comparação com julho, houve baixa de 13% no valor médio diário da exportação, perda de 11,1% na quantidade média diária exportada e baixa de 2,1% no preço. Na comparação com agosto de 2018, houve baixa de 7,4% no valor médio diário, perda de 13,8% na quantidade média diária e alta de 7,4% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
O levantamento semanal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil indicou que, em Minas Gerais, o quilo vivo seguiu em R$ 3,40. Em São Paulo o quilo vivo continuou em R$ 3,30.
Na integração catarinense a cotação do frango seguiu em R$ 2,50. No oeste do Paraná o preço permaneceu em R$ 3,05 na integração. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo continuou em R$ 3,35.
No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango seguiu em R$ 3,35. Em Goiás o quilo vivo continuou em R$ 3,35. No Distrito Federal o quilo vivo permaneceu em R$ 3,40.
Em Pernambuco, o quilo vivo permaneceu em R$ 4,50. No Ceará a cotação do quilo vivo continuou em R$ 4,50 e, no Pará, o quilo vivo seguiu em R$ 4,60.

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Calor extremo amplia risco sanitário e pressiona cadeias de proteína animal
Com temperaturas acima da média e maior variabilidade climática, setor reforça biossegurança para proteger produção e preservar exportações recordes de carne bovina.

A temporada de verão mantém e tende a intensificar o padrão de calor extremo observado no último ano no Brasil. Em 2025, as temperaturas ficaram acima da média em grande parte do território nacional, e os primeiros meses da estação já registram episódios de calor intenso combinados com maior instabilidade climática. O ambiente favorece a proliferação de vírus, bactérias e vetores, elevando o risco sanitário nas propriedades rurais.

Foto: Divulgação/Cidasc
O cenário impõe um desafio direto ao agronegócio, especialmente às cadeias de proteína animal, cuja competitividade externa depende do controle rigoroso de sanidade. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), indicam que, em 2025, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram recorde de 3,5 milhões de toneladas embarcadas.
O aumento das temperaturas intensifica o estresse térmico nos animais, amplia a carga microbiana nos ambientes de produção e eleva o risco de contaminação durante transporte e manejo. Para o engenheiro eletricista Vinicius Dias, com especialização em Qualidade da Energia Elétrica, a resposta precisa ser estrutural. “Eventos climáticos extremos favorecem o avanço de patógenos. As altas temperaturas aceleram a multiplicação microbiana e pressionam todo o sistema produtivo. Depender apenas de higienização manual já não basta. A tecnologia se tornou prioridade para garantir padronização, rastreabilidade e resposta ágil a ameaças sanitárias”, ressalta Dias.

Engenheiro eletricista Vinicius Dias, com especialização em Qualidade da Energia Elétrica: “O Brasil só manterá sua posição no comércio global se conseguir comprovar, com dados, que adota práticas preventivas e consistentes. O controle sanitário deixou de ser um custo operacional e se tornou uma garantia de continuidade do negócio” – Foto: Arquivo pessoal
Soluções automatizadas de biossegurança permitem hoje monitorar etapas críticas, como limpeza de veículos, desinfecção de equipamentos, circulação de pessoas, controle de temperatura e fluxo de animais. A digitalização desses processos gera registros auditáveis, que facilitam a comprovação de conformidade perante mercados exigentes, como União Europeia, China e países do Oriente Médio. “O Brasil só manterá sua posição no comércio global se conseguir comprovar, com dados, que adota práticas preventivas e consistentes. O controle sanitário deixou de ser um custo operacional e se tornou uma garantia de continuidade do negócio. Com verões mais quentes e instabilidade climática crescente, a prevenção precisa ser contínua, integrada e cada vez mais tecnológica”, destaca Dias.
A combinação entre aquecimento global, maior frequência de eventos climáticos extremos e exigências sanitárias mais rigorosas desloca a proteção sanitária para o centro da estratégia de competitividade do setor. Para a pecuária brasileira, o desafio vai além da estação: trata-se de estruturar sistemas resilientes capazes de assegurar produtividade e acesso a mercados ao longo de todo o ano.
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Câmara Setorial do Trigo de São Paulo abre agenda de 2026 com debate sobre safra e mercado no estado
Reunião em 05 de março, na Cooperativa Capão Bonito, discutirá próximo ciclo produtivo e expectativas de produção.

O setor do trigo de São Paulo se reúne no dia 05 de março para a primeira reunião da Câmara Setorial do Trigo do estado, que será realizada no auditório da Cooperativa Capão Bonito, a partir das 10 horas. O encontro, que terá transmissão on-line, pelo canal do Sindustrigo no YouTube, promove debates estratégicos voltados ao cenário produtivo e de mercado da cultura no estado, além da eleição do presidente que assume o grupo por dois anos.
Os interessados em acompanhar a transmissão online podem se inscrever clicando aqui.
Entre os temas em pauta estão a avaliação dos materiais disponíveis e as novidades para a próxima safra, com apresentações da OR Sementes, GDM Seeds e do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Também serão discutidos o andamento do plantio, as expectativas de produção e produtividade, a partir de reporte das principais cooperativas do estado, e a conjuntura do trigo nos mercados nacional e internacional, que será apresentada pelo consultor em Gerenciamento de Riscos da StoneX, Jonathan Pinheiro.
Segundo o presidente da Câmara, Nelson Montagna, a reunião marca o início de um ciclo estratégico para o setor que, diante do atual patamar de preços, tem como expectativa a manutenção da área cultivada em São Paulo, com eventuais ajustes pontuais relacionados à rotação de culturas.
O dirigente explica que a última safra apresentou boa qualidade e que a perspectiva é de repetição desse desempenho no próximo ciclo. Montagna também reforça a importância de manter o estímulo ao aumento da produção paulista, especialmente considerando a expectativa de crescimento da moagem no estado, impulsionada pela reforma tributária.
“São Paulo deve ampliar de forma significativa sua capacidade de processamento, o que abre espaço para maior absorção do trigo produzido localmente. Ainda que a reforma possa favorecer a competitividade de grãos oriundos de outras regiões, o estado segue com condições favoráveis para fortalecer sua própria cadeia produtiva”, afirma.
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Soluções de rastreabilidade, energia e segurança alimentar na Mercoagro 2026
Espaço dedicado à inovação concentrará 20 startups com tecnologias para eficiência energética, controle microbiológico, automação industrial, logística inteligente e proteção de dados, conectando soluções aplicáveis às demandas das plantas frigoríficas e da cadeia de proteína animal.

O Salão da Inovação da Mercoagro 2026 – Feira Internacional de negócios, processamento e industrialização da Carne, reunirá 20 startups e empresas de base tecnológica com soluções aplicáveis à cadeia produtiva da indústria da carne, de 17 a 20 de março, no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó. O espaço integra a programação da feira e foi definido por edital, com foco em aproximar tecnologias do mercado e ampliar oportunidades de visibilidade, networking e negócios.
A iniciativa é organizada em parceria entre ACIC, Mercoagro, Pollen Parque Científico e Tecnológico, Unochapecó e Sebrae/SC. A proposta é apresentar, em um mesmo ambiente, soluções capazes de responder a demandas atuais das plantas frigoríficas e de toda a cadeia de proteína animal, como eficiência energética, conformidade socioambiental, automação, controle microbiológico, logística e cibersegurança.
CONHECA AS STARTUPS E AS SOLUÇÕES
Bases – plataforma digital para organizar e validar documentação socioambiental de produtores rurais, reunindo dados de rastreabilidade, regularidade fundiária e conformidade ambiental, social e fiscal em um fluxo padronizado e auditável.
Bit Energy – solução integrada de hardware IoT e software para monitoramento contínuo de sistemas de refrigeração industrial, com foco em eficiência energética, manutenção preditiva e segurança da cadeia do frio.
Cenion – fabricação de baterias de íons de lítio e sistemas de carregamento para equipamentos industriais de movimentação de cargas, com maior autonomia, carregamento otimizado e redução de manutenção.
Colbratec / SMG Tec – sistema inteligente com sensores e automação para identificar vazamentos de GLP e realizar bloqueio automático, elevando segurança operacional e reduzindo desperdícios.
Dashzoom – IoT industrial para monitorar desempenho produtivo, com indicadores como OEE, consumo de utilidades e eficiência operacional, transformando dados de máquinas em dashboards para decisão.
Dimo – visão computacional com inteligência artificial para identificação automática de frangos vivos na linha pós-abate e pré-escaldagem, operando em tempo real e offline.
Duo Phage Dx – diagnóstico microbiológico com bacteriófagos recombinantes para detecção mais rápida de patógenos como Salmonella, Listeria e E. coli, reduzindo o tempo de resposta laboratorial.
Eenex Food Ingredients – processos industriais para geração de proteínas funcionais, colágenos e gorduras purificadas a partir de matérias-primas da cadeia frigorífica, agregando valor a subprodutos.
Energia Boa – automação e monitoramento inteligente de biodigestores para produção eficiente de biogás, com controle em tempo real, otimização energética e maior segurança operacional.
Grafos Tech – plataforma de gestão logística com algoritmos para planejar, otimizar e monitorar transporte em tempo real, aumentando previsibilidade e reduzindo tarefas manuais.
Guia Lean – plataforma digital para gestão da qualidade, auditorias e melhoria contínua baseada em Lean Manufacturing, digitalizando checklists, planos de ação e controles de processo.
Hub89 Inovação – software de gestão de inovação corporativa para estruturar programas internos e inovação aberta, organizando projetos, desafios, indicadores e portfólio.
Mentor Tecnologia – plataforma de gestão estratégica que integra indicadores, metas e execução operacional, conectando planejamento às rotinas e decisões do dia a dia.
Myozone – equipamentos industriais de ozonização para desinfecção de água, ambientes e superfícies, com redução de carga microbiana e aplicação em rotinas sanitárias.
PecSmart – IoT e inteligência artificial para monitoramento em tempo real de ração, peso animal e sanidade respiratória, gerando dados para melhorar desempenho zootécnico.
Redrive – CRM e automação comercial com inteligência artificial para geração, qualificação e gestão de leads em múltiplos canais digitais.
Registro Digital – monitoramento de reputação, vulnerabilidades digitais e vazamentos de dados com uso de inteligência artificial, reforçando segurança cibernética e proteção de ativos.
Triefe Sensores Industriais – sensores ópticos de nível para controle de líquidos em ambientes industriais alimentícios, com precisão, robustez e confiabilidade sanitária.
XGraphene – aplicações industriais de grafeno em revestimentos, componentes e embalagens para maior resistência, eficiência térmica e durabilidade, reduzindo manutenção e ampliando shelf-life.
Yak Tractors – tratores 100% elétricos com foco em eficiência energética e operação sustentável, contribuindo para descarbonização e modernização da base produtiva.
A Mercoagro é uma realização da Associação Comercial, Agronegócio e Serviços de Chapecó (ACIC) e conta com parceria da Prefeitura de Chapecó e patrocínio da Aurora Coop, BRDE, Unimed Chapecó e Sicoob, além do apoio institucional do Nucleovet, Chapecó Convention & Visitors Bureau, Fiesc / Senai, Sebrae/SC, SESI, Unochapecó e Pollen Parque.



