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Mercado de carne de frango se aquece em São Paulo, enquanto no Rio Grande do Sul o clima quente limita os negócios

Além da maior procura típica neste período por conta do recebimento dos salários por parte da população, a oferta está controlada, cenário que eleva os valores da proteína avícola negociada no atacado da Grande São Paulo. 

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Foto: Divulgação/Phibro

O mercado de carne de frango está mais aquecido nesta primeira quinzena de fevereiro em São Paulo.

Segundo pesquisadores do Cepea, além da maior procura típica neste período – por conta do recebimento dos salários por parte da população –, a oferta está controlada, cenário que eleva os valores da proteína avícola negociada no atacado da Grande São Paulo.

Já em Porto Alegre (RS), levantamento do Cepea mostra que a forte onda de calor que atinge o estado nesta semana tem limitado a comercialização no atacado, à medida que muitos consumidores têm evitado se locomover por conta das altas temperaturas.

Inclusive, a volta às aulas da rede estadual do Rio Grande do Sul foi adiada devido ao forte calor.

Nesse contexto, agentes consultados pelo Cepea indicam que, embora muitos vendedores tenham tentado manter a tabela de preços, em certos momentos, foi necessário conceder descontos, em decorrência da dificuldade de comercialização no atacado de Porto Alegre.

Fonte: Assessoria Cepea

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Brasil mira mercado sul coreano e avanço sanitário pode destravar exportações de carne

Inspeções técnicas, exigências sanitárias rigorosas e perfil premium de consumo posicionam a Coreia do Sul como oportunidade estratégica para a proteína animal brasileira.

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Foto: Divulgação

A intensificação das negociações entre Brasil e Coreia do Sul recoloca no centro do debate uma agenda estratégica para o agronegócio brasileiro. Após mais de uma década de restrições sanitárias, o envio de técnicos sul-coreanos para inspeção de plantas frigoríficas brasileiras é visto por analistas como etapa decisiva para abertura de um dos mercados mais exigentes e valiosos da Ásia.

Além da relevância sanitária, o contexto econômico amplia o peso das negociações. Com PIB próximo a US$ 2 trilhões, a Coreia do Sul está entre os maiores importadores do mundo, movimentando mais de US$ 600 bilhões anuais em compras externas. Ainda assim, o Brasil responde por apenas cerca de 1% dessas importações, em um fluxo bilateral estimado em aproximadamente US$ 10,8 bilhões, sendo que as exportações brasileiras para o país asiático se concentram principalmente em petróleo, minério de ferro e farelo de soja.

Economista Johnny Mendes: “Nós já temos essa barreira sanitária desde 2012. O Brasil é um dos maiores players globais em proteína animal e a Coreia do Sul possui elevada dependência de importações”

Para o economista Johnny Mendes, o movimento é esperado dentro da lógica do comércio internacional. “Nós já temos essa barreira sanitária desde 2012. O Brasil é um dos maiores players globais em proteína animal e a Coreia do Sul possui elevada dependência de importações. Existe complementaridade clara, mas a remoção de barreiras sanitárias exige validação técnica presencial. Não é algo que se resolve apenas com acordos diplomáticos”, afirma.

Dados do comércio internacional reforçam o potencial econômico da negociação. A Coreia do Sul figura entre os maiores importadores globais de carne bovina e depende do mercado externo para suprir aproximadamente 60% do consumo interno, cenário impulsionado por limitações geográficas e custos de produção. Atualmente, Estados Unidos e Austrália lideram o fornecimento ao país asiático. “O Brasil tem condições plenas de atender padrões sanitários rigorosos. Já exportamos para mercados com alto nível de exigência. A presença de delegações técnicas faz sentido e é uma etapa necessária para destravar o fluxo comercial”, explica Mendes.

Mendes observa ainda que fatores geoeconômicos ampliam a relevância da negociação. Tensões comerciais, reconfigurações tarifárias e disputas por cadeias de suprimento têm levado economias asiáticas a diversificar fornecedores estratégicos. “Sempre que há ruídos tarifários ou rearranjos comerciais entre grandes economias, surgem janelas de oportunidade. O Brasil pode se beneficiar, mas o ponto central continua sendo a eliminação da barreira sanitária”, avalia.

Além do volume, o mercado sul-coreano é reconhecido pelo alto valor agregado. Trata-se de um destino premium, com demanda por cortes específicos e rigorosos critérios de qualidade. “Não é apenas uma questão de ampliar destinos. É acessar um mercado que pode elevar o valor médio das exportações brasileiras. Isso exige adequações produtivas, industriais e sanitárias. A própria missão técnica também serve para alinhar expectativas e padrões”, destaca.

Foto: Shutterstock

As negociações também se inserem em uma agenda estratégica mais ampla. A Coreia do Sul é altamente dependente da importação de minerais críticos utilizados em cadeias de semicondutores, baterias e veículos elétricos.

O Brasil, por sua vez, reúne vantagens estruturais relevantes, incluindo a maior concentração global de reservas de nióbio, além de volumes expressivos de grafita, níquel, lítio e terras raras. “O desafio brasileiro não é capacidade produtiva. É alinhamento regulatório e sanitário. Uma vez superadas essas etapas, o potencial de expansão comercial e de diversificação da pauta exportadora é relevante”, enfatiza Mendes.

Fonte: Assessoria Grupo Etapa
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Dia Mundial da Agricultura destaca força do agro brasileiro no cenário global

País atende cerca de 10% da população mundial e lidera exportações de diversos produtos.

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Fotos: Shutterstock

O Brasil reafirma sua posição como um dos principais produtores e exportadores de alimentos do mundo, com capacidade de atender o mercado interno e contribuir para o abastecimento global. Nesta sexta-feira (20), quando é celebrado o Dia Mundial da Agricultura, o setor ganha destaque pelo papel estratégico que desempenha na economia e na segurança alimentar.

Dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) mostram que, em 2025, o agronegócio brasileiro somou US$ 169,2 bilhões em exportações, respondendo por 48,5% de tudo o que o país vendeu ao exterior. Entre os principais produtos estão soja, milho, açúcar, algodão e suco de laranja, com o Brasil ocupando posição de liderança em diversas dessas cadeias.

A produção também segue em expansão. Segundo estimativa da Secretaria de Política Agrícola (SPA), a safra 2025/26 deve atingir 353,4 milhões de toneladas de grãos, um novo recorde. O desempenho reforça a participação brasileira no abastecimento global, com capacidade de atender cerca de 10% da população mundial. No café, por exemplo, o país lidera a produção e exportação, com cerca de 40 milhões de sacas embarcadas por ano, o equivalente a aproximadamente 35% do consumo mundial.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou que o país reúne condições para manter o protagonismo no cenário internacional, com foco em produtividade, qualidade e responsabilidade ambiental.

O avanço da agricultura brasileira também é resultado de pesquisas e tecnologias desenvolvidas ao longo das últimas décadas, especialmente pela Embrapa, que contribuíram para a consolidação de um modelo de produção tropical eficiente e competitivo.

No campo das políticas públicas, o Ministério da Agricultura e Pecuária atua no fortalecimento do setor por meio de ações de defesa agropecuária, incentivo à inovação, ampliação de mercados e apoio à comercialização. Programas como a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) ajudam a dar estabilidade ao produtor e garantir o abastecimento.

O setor também conta com instrumentos como crédito rural, financiamento de armazenagem, venda de estoques públicos e mecanismos de equalização de preços. No Plano Safra 2025/2026, foram destinados R$ 516 bilhões para apoiar a produção agropecuária.

A atuação do sistema de defesa agropecuária é outro pilar importante, garantindo a qualidade e a segurança dos alimentos por meio da prevenção e controle de pragas e doenças, além da fiscalização ao longo de toda a cadeia produtiva. Essas ações fortalecem a confiança nos produtos brasileiros, tanto no mercado interno quanto no exterior, e contribuem para a manutenção do país como referência global na produção de alimentos.

Fonte: Assessoria Mapa
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IPPA-Grãos cai 2,36% e pecuária sobe 5,2% em fevereiro

Índice geral recua 1,02% no mês. Desempenho reflete pressão nos grãos e avanço das cotações pecuárias.

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Foto: Divulgação

Os preços agropecuários ao produtor recuaram em fevereiro, segundo o IPPA/Cepea, que registrou queda nominal de 1,02% em relação a janeiro. O resultado foi influenciado principalmente pelo desempenho negativo dos subgrupos de hortifrutícolas e de cana-de-açúcar e café.

Foto: Shutterstock

O IPPA-Hortifrutícolas teve retração de 9,08% no mês, seguido pelo IPPA-Cana-Café, com queda de 8,87%, e pelo IPPA-Grãos, que recuou 2,36%. A pecuária foi o único segmento com variação positiva, avançando 5,2% no período.

No mesmo intervalo, o IPA-OG-DI caiu 0,99%, indicando comportamento semelhante entre os preços agropecuários e industriais no mês.

No cenário externo, os preços dos alimentos em dólar subiram 0,92%, mas a desvalorização de 2,2% do real frente à moeda norte-americana resultou em queda de 1,3% nos preços internacionais quando convertidos para a moeda brasileira.

No acumulado do ano, considerando o período de janeiro e fevereiro de 2026 frente ao mesmo intervalo de 2025, o

Foto: Claudio Neves

IPPA/Cepea registra queda de 9,78%, com recuos em todos os grupos. As maiores baixas foram observadas nos hortifrutícolas (-16,99%) e em cana-café (-15,28%), seguidos por grãos (-9,22%) e pecuária (-6,80%).

No mesmo comparativo, o IPA-OG-DI desacelerou 3,11%. Já os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 17,16% em reais e de 7,49% em dólares, refletindo também a desvalorização de 10,42% do real frente à moeda norte-americana no período.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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