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Mercado de biológicos pede passagem no agronegócio

Crescendo na casa dos dois dígitos nos últimos anos, setor tem cada vez mais investimento por parte das empresas e maior adesão dos agricultores

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Linha de Produção Biotrop / Divulgação

Se tem um setor que não parou de crescer nos últimos anos é o de biológicos. Isso porque cada vez mais os produtores, desde os mais jovens até os mais tradicionais, estão buscando o uso de soluções naturais como alternativa para uma agricultura cada vez mais eficiente e sustentável. Embora, desde os anos 80, instituições de grande renome, como a Embrapa, já faziam estudos sobre tecnologias naturais para o controle de pragas, foi nos últimos anos que o segmento decolou de vez e não deve parar por aí.

Segundo pesquisa recém divulgada pela Kynetec, especialista em pesquisa de mercado global em saúde animal e agricultura, que processa mais de 1 bilhão de dados anualmente, até 2025 o setor de insumos biológicos deve ultrapassar 8 bilhões de dólares. Ainda de acordo com a pesquisa, esse crescimento se atribui a uma junção de diversos fatores. Entre eles, uma demanda crescente no manejo integrado de pragas e doenças (MIP). Além disso, as pressões regulatórias sobre os produtos químicos sintéticos é outro ponto determinante.

Carlos Alberto Baptista, diretor nacional de vendas da Biotrop, é um pouco mais conservador quanto às projeções de crescimento, no entanto, acredita que o mercado deve continuar avançando acima dos 50% ao ano. “Hoje vemos produtores tradicionais já utilizando os biológicos e isso mostra que eles já entendem os seus benefícios e o real valor de aplicá-los não só para o ganho no momento, mas para o ganho futuro. Quando se fala em biologia do solo, agricultura sustentável e produtos mais limpos, são demandas atuais da sociedade e que vão se intensificar com o passar dos anos” diz.

Ainda conforme o especialista, é importante destacar que o papel do biológico não é substituir o químico. Ele até pode fazê-lo pontualmente em algumas pragas e segmentos, como no controle de nematoides, mas na maioria dos casos, o recomendado é uma sinergia entre ambos.

Os biológicos e naturais são excelentes ferramentas para a redução dos produtos químicos utilizados nas lavouras e até mesmo propiciam a esses químicos um maior período de permanência no mercado, ou seja, um tempo maior de efetividade no controle das pragas/doenças. “Ao utilizar o mesmo produto por muito tempo e após várias aplicações temos a perda da sua efetividade, aumentando a possibilidade do aparecimento das resistências. Em resumo: Quando se aplicam os químicos consorciados com os biológicos, aumenta-se a efetividade desses químicos por mais anos”, destaca Baptista.

Investimento em inovação

Para se destacar neste mercado cada vez mais concorrido, a Biotrop está se preparando e investindo. A ideia é focar em novos produtos que efetivamente tragam uma boa relação de custo-benefício ao produtor. Assim, recentemente a empresa adquiriu um terreno, onde está construindo a primeira e exclusiva estação de pesquisa de biológicos do Brasil. “Temos ainda, em Curitiba, uma equipe de microbiologistas que trabalham focados em transformar descobertas em produtos eficientes para agricultura, isso é inovação. Também estamos ampliando a estrutura de atendimento. Saímos de 2017 com cerca de 70 profissionais atuando, para cerca de 110 pessoas ano passado e provavelmente nossa meta é terminar 2021 com algo em torno de 130 profissionais focadas na prestação de serviço e na geração de valor aos clientes”, ressalta o Baptista.

De acordo com Marcos Avanzi, diretor de assuntos regulatórios da Biotrop, a empresa tem como lema buscar sempre a inovação, mas isso no sentido mais amplo, não apenas na produção industrial, mas no desenvolvimento de novos produtos, novas composições e formulações. “Estamos sempre em busca de novos organismos que possam ter uso agrícola. Por isso, mantemos contato direto e parcerias importantes, como a Embrapa e outras instituições. Além disso, o nosso departamento de pesquisa e tecnologia prospecta oportunidades o tempo todo, seja no Brasil ou no exterior”, diz o especialista.

Pressão por mudanças

Nos últimos tempos, diversos países do mundo têm aumentado a cobrança sobre o uso de defensivos químicos, e buscam uma agricultura cada vez mais sustentável. Os produtos biológicos ganham força para cumprir essa função. “A pressão da sociedade está cada vez maior, e logicamente o agricultor utilizando os produtos biológicos tem a possibilidade de exportar para países, que são mais rigorosos. O mercado consumidor é quem pressiona as mudanças”, destaca Avanzi.

Mercados consumidores asiáticos, por exemplo, principais importadores dos produtos agrícolas brasileiros, e europeus, estão exigindo melhor qualidade e menos uso de químicos.  O biológico se encaixa perfeitamente nesse cenário, por carregar a bandeira do ambientalmente correto.

Toda essa cobrança por mudança externa tem dado resultados e ajudado no aspecto regulatório. Isso faz com que também os órgãos governamentais brasileiros se modernizem e agilizem o processo de registro de biológicos. “É importante destacar que o processo de registro não é facilitado, ele é agilizado. Comparado dentro do produto químico, nós estamos em um momento muito ágil, apesar de uma escassez de pessoal técnico dentro dos ministérios para analisar. Mas, enquanto o produto químico demora até 10 anos para ser aprovado, os biológicos temos conseguido registrar em um ano. Isso também graças a nossa eficiência em pesquisas e testes”, finaliza o especialista.

Fonte: Ass. de Imprensa

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Agroceres  Multimix  apresenta a agCare, divisão de produtos de especialidades

Nova estrutura reúne pesquisa, validação científica e desenvolvimento de produtos de alta performance.

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Divisão agCare foi apresentada a jornalistas em evento em Itatiba (SP), no início de março

A Agroceres Multimix apresenta a agCare, nova divisão dedicada à pesquisa, desenvolvimento, validação, produção e comercialização de produtos de especialidade para a nutrição animal.

Estruturada sobre ciência, método e comprovação, a divisão agCare é resultado de uma estratégia voltada a transformar conhecimento técnico em especialidades capazes de responder às demandas reais do campo.

Segundo Ricardo Ribeiral, diretor da Agroceres Multimix, a criação da divisão consolida uma visão já presente na empresa. “A agCare nasce com o propósito de ampliar a fronteira tecnológica do setor, oferecendo ao mercado produtos de alta performance, com elevado nível de confiabilidade e resultados comprovados”.

“Divisão agCare entrega produtos de alta performance, com elevado nível de confiabilidade e resultados comprovados”, resume Ricardo Ribeiral

Trata-se de um movimento estratégico, completa o diretor: “Desta forma, reforçamos nosso compromisso com a inovação e com a evolução contínua da nutrição animal no Brasil e no mundo, entregando produtos com alto rigor científico e foco em performance”.

Base científica e validação técnica. Toda especialidade desenvolvida pela divisão agCare segue um rito de desenvolvimento. “O rigor científico é o principal pilar que garante a confiabilidade do produto e o resultado no campo”, garante Ricardo Ribeiral.

Cada produto parte de uma investigação aprofundada, passa por validações criteriosas e é sustentado por uma estrutura analítica e de pesquisa preparada para garantir precisão, confiabilidade e performance.

Apenas produtos que demonstram consistência estatística e biológica, com segurança e aplicáveis no campo, avançam até a etapa de comercialização.

Para isso, a divisão mantém parcerias técnicas e científicas com instituições de referência, como Esalq-USP, UFV, Unesp, UFMG e Kansas State University, além de Conselhos Técnicos que contribuem não apenas para validações, mas também para a compreensão aprofundada de mecanismos, respostas e limites de uso dos produtos.

Nos últimos cinco anos a Agroceres Multimix investiu mais de R$ 80 milhões em Pesquisa e Desenvolvimento. No período, foram conduzidos 274 estudos, sendo mais da metade direcionado para especialidades da divisão agCare. Esse modelo já se reflete em um portfólio robusto de produtos disponíveis no mercado.

A divisão agCare reforça um posicionamento que a empresa vem consolidando ao longo de décadas. A Agroceres Multimix é uma empresa brasileira que construiu, ao longo de 50 anos, uma base sólida de pesquisa, geração de conhecimento técnico científico e desenvolvimento de produtos diferenciados, contribuindo para a evolução do agronegócio nacional.

Acesse o canal da Agroceres Multimix no YouTube e confira alguns momentos do evento que marcou esse lançamento, clique aqui confira.

Fonte: Assessoria Agroceres  Multimix
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Conexão Aviagen in Company reúne lideranças da Granja Faria para excelência em manejo

Encontro de três dias em Santa Catarina focou no manejo de matrizes e na maximização do potencial genético da linhagem Ross

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Divulgação / Fotos: Aviagen

A Aviagen® promoveu a sua mais recente edição do Conexão Aviagen in Company em Lauro Müller (SC), entre os dias 3 e 5 de março. O evento reuniu a equipe técnica e de gestão da Granja Faria de todas as regiões do Brasil, para fortalecer o manejo dos lotes e as práticas de bem-estar animal.

A Granja Faria possui um histórico de alta eficiência com as matrizes Ross®, figurando frequentemente no terço superior de produtividade do setor, inclusive com premiações anteriores.

Aviagen oferece suporte prático no manejo

Uma característica marcante do formato Conexão in Company é sua abordagem personalizada. A programação combinou discussões em sala com aplicação prática na granja, incluindo análise de dados, visitas a granjas de recria e de produção, além de palestras sobre conformação ideal de machos e fatores críticos dos processos, sempre com um olhar direcionado para os objetivos de produção da Granja Faria.

O supervisor regional de Serviços Técnicos da Aviagen, Denilson Vanin, enfatizou a importância de conceber o programa em torno da realidade do cliente: “Este evento foi especificamente desenvolvido com base nos objetivos e realidade da Granja Faria, para compartilhar conhecimento técnico, ferramentas de manejo e gestão operacional que auxiliem suas equipes a fortalecer o bem-estar animal e a assertividade de decisões em todas as unidades”.

Já o supervisor regional de Serviços Técnicos da Aviagen, Alcides Paes, destacou como o progresso genético e o manejo responsável das matrizes caminham juntos: “Conhecemos a capacidade de entrega da genética Ross e o nosso principal objetivo foi fornecer as ferramentas adequadas para que continuem atingindo os melhores resultados zootécnicos possíveis”.

Impulsionando resultados por meio da colaboração

Iniciativas como o Conexão Aviagen in Company reforçam o compromisso da Aviagen com o sucesso de seus clientes, fornecendo suporte prático e próximo que os ajuda a traduzir o progresso genético em resultados diários.

O gerente de Serviços da Aviagen no Brasil, Rodrigo Tedesco, afirmou que “reunir representantes de todo o país ajuda a elevar os padrões em suas operações. Quando equipes de diferentes regiões se alinham em torno de objetivos comuns, a produtividade aumenta em toda a organização. O sucesso vem do aprimoramento do manejo das aves e das decisões diárias. Estar perto de nossos clientes nos permite fazer esses ajustes de forma significativa”.

Por meio da colaboração contínua, a Aviagen continua a apoiar seus clientes no avanço de práticas de produção de carne de frango responsáveis que priorizem o bem-estar animal e o manejo ambiental, ajudando a garantir um fornecimento global confiável de proteína de qualidade.

Fonte: Assessoria
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Primeiro módulo do Qualificases 2026 reúne suinocultores para discutir gestão que conecta pessoas, engaja e gera resultados

A comunicação foi apontada como elemento central para gerar conexão real dentro das granjas e empresas.

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Associação de Suinocultores do Espírito Santo (ASES) realizou o primeiro módulo do Qualificases 2026 no dia 26/02. A iniciativa é voltada à formação e atualização técnica dos suinocultores capixabas, com foco em gestão, nutrição, sanidade e sustentabilidade.

Com o tema “Gestão que conecta pessoas, engaja e gera resultados”, a palestra foi conduzida pelo gerente Nacional Suínos na Agroceres Multimix, Edmo Carvalho, que trouxe uma reflexão estratégica sobre um dos maiores desafios atuais do setor: a gestão de pessoas em um cenário de escassez de mão de obra e equipes cada vez mais diversas.

Durante sua apresentação, Edmo destacou que, apesar do avanço técnico dos gestores, impulsionado pelo acesso facilitado à informação, cursos e plataformas digitais, muitos ainda encontram dificuldades no essencial: liderar pessoas. “Liderança vai muito além do cargo. É a capacidade de influenciar de forma voluntária, sem deixar rastros de sangue decorrentes de estilos autoritários e relações frágeis”, afirmou.

A comunicação foi apontada como elemento central para gerar conexão real dentro das granjas e empresas. Segundo o palestrante, falar é simples, mas comunicar com presença, escuta ativa e empatia é um diferencial competitivo. Ele alertou ainda que o excesso de interações digitais e impessoais pode empobrecer as relações e reduzir a sensibilidade emocional, especialmente em momentos de tensão.

Outro ponto de destaque foi a gestão de equipes multigeracionais. Baby Boomers, gerações X, Y e Z possuem expectativas distintas em relação ao trabalho, hierarquia e propósito. “Nada é tão desigual quanto tratar igualmente pessoas desiguais”, ressaltou Edmo, reforçando a necessidade de adaptar a liderança às diferentes realidades e perfis dentro das organizações.

Entre as soluções práticas apresentadas estão a criação de rituais de conexão, a presença mais próxima da liderança no dia a dia das equipes, o estímulo à colaboração e a revisão das cargas de trabalho para evitar a exaustão emocional. Pequenos gestos constantes, como conversas semanais curtas, pausas coletivas e rodas de diálogo, podem gerar impactos mais duradouros do que grandes ações pontuais.

Neste módulo, a ASES contou com o apoio da empresa Agroceres Multimix, parceira constante do setor, reforçando a importância da cooperação entre a iniciativa privada e as entidades representativas na construção de uma suinocultura cada vez mais técnica, humana e sustentável.

Para o diretor executivo da ASES, Nélio Hand, a qualificação é o caminho para resultados cada vez mais sustentáveis e competitivos. “Reunimos em Conceição do Castelo produtores e profissionais comprometidos com a evolução do setor numa noite de aprendizado, conexão e troca de experiências. Tudo isso visa fortalecer a suinocultura capixaba”, pontua Hand.

O Qualificases 2026 segue ao longo do ano com novos módulos, ampliando o debate sobre temas estratégicos e reforçando o compromisso da ASES com o desenvolvimento contínuo do setor no Espírito Santo.

Fonte: Assessoria Agroceres Multimix
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