Peixes
Mercado da tilápia reage e preços avançam em todas as regiões
Valorização semanal varia de 0,3% a 3,1%, com destaque para o Norte do Paraná, que registrou a maior valorização semanal do país e chegou a R$ 9,92/kg.

Os preços da tilápia registraram nova alta na segunda semana de novembro, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em conjunto com a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR). Entre 10 e 14 de novembro, todas as regiões monitoradas pelo centro de pesquisas apresentaram variação positiva, com destaque para o Norte do Paraná, que registrou a maior valorização semanal do país: 3,10%, chegando a R$ 9,92/kg.

Foto: Diego Vargas
No Oeste do Paraná, outra área de forte produção, a valorização foi de 1,28%, com o quilo da tilápia alcançando R$ 8,75. Os dados reforçam o dinamismo do mercado paranaense, que concentra parte expressiva da produção nacional e tem mostrado recuperação de preços ao longo de novembro.
Em Grandes Lagos, região que abrange o noroeste paulista e divisa com Mato Grosso do Sul, o preço pago ao produtor chegou a R$ 9,05/kg, alta de 1,79% na semana. Já em Morada Nova de Minas, a cotação ficou praticamente estável, variando 0,32%, e fechando a R$ 9,07/kg.
No Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, a tilápia foi comercializada a R$ 9,02/kg, com avanço de 1,10% no período.
Comparação com a semana anterior
Os preços seguem trajetória de recuperação iniciada na virada do mês. Entre 3 e 7 de novembro, as regiões já haviam registrado alta — de 0,70% a 1,94%. O Norte do Paraná, por exemplo, passou de R$ 9,62/kg para os atuais R$ 9,92/kg, acumulando 3,1% em apenas sete dias.
Em Grandes Lagos, o quilo saiu de R$ 8,89 para R$ 9,05, enquanto no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba avançou de R$ 8,92 para R$ 9,02.
Os preços considerados pelo Cepea são à vista, pagos a produtores independentes.

Peixes
Mercado restrito e desafios industriais impactam desempenho dos peixes nativos
Consumo concentrado em três regiões e necessidade de mais tecnologia influenciam resultado do setor em 2025.

Peixes
Piscicultura paranaense cresce acima da média nacional e reforça posição estratégica
Enquanto o Brasil atinge 4,4% de crescimento, Estado chega a 9,1%, concentra 27% da produção e lidera as exportações de tilápia.

O Paraná alcançou a marca de 273 mil toneladas de pescados produzidos em 2025, um novo recorde para o setor. Esse resultado significa um aumento de 9,1% em relação ao ano anterior e o Estado segue liderando a produção nacional, com participação de 27% no total. Os dados constam no , lançado nesta semana.
São Paulo aparece na segunda posição no ranking nacional de produção de peixes de cultivo, com 93.700 toneladas, volume 0,54% maior do que o de 2024. Minas Gerais (77.500 t) está logo atrás de São Paulo, seguido por Santa Catarina (63.400 t) e Maranhão (59.600 t), que ganhou uma posição e fecha a lista dos cinco primeiros do ranking.
Pela primeira vez o Brasil alcançou a marca de 1 milhão de toneladas produzidas (1.011.540 t). O resultado do cultivo de pescados cresceu 4,41% no Brasil, se comparado ao volume produzido em 2024. Nos últimos 10 anos, a atividade brasileira cresceu 58,6%.

Foto: Jonathan Campos/AEN
A tilápia é o grande motor da atividade no Paraná e no Brasil. O Estado lidera a produção com 273.100 toneladas. Completando a lista dos cinco maiores produtores nacionais da espécie, aparecem na sequência São Paulo (88.500 t), Minas Gerais (73.500 t), Santa Catarina (52.700 t) e Mato Grosso do Sul (38.700 t). Em todo o Brasil foram 707.495 toneladas, maior resultado da série histórica da última década.
Os principais produtores, em volume, são Toledo, Palotina, Nova Aurora, São José dos Pinhais e Marechal Cândido Rondon. Já as maiores quantidades de tanques ficam, nessa ordem, em Itambaracá (1.564), Alvorada do Sul (994), Nova Prata do Iguaçu (757), Três Barras do Paraná (654) e Boa Esperança do Iguaçu (408).
De acordo com o Anuário, o Paraná atrai cada vez mais e melhores investimentos para o setor. A crescente participação de grandes cooperativas dá novas proporções à atividade. Em relação ao sistema de negócio, a integração se destaca, atraindo mais produtores do que o modelo independente, que mantém uma ligação direta com pequenos frigoríficos. Essa modalidade vem diminuindo ao longo do tempo.
“Além de todos os fatores favoráveis ao crescimento forte e constante da atividade, também é preciso manter a atração de investimentos em inovação, certificação e abertura de novos mercados internacionais”, aponta a publicação.
Exportações

As exportações da piscicultura brasileira registraram crescimento de 2% em valor em 2025, chegando a U$S 60 milhões. Já em volume, houve queda de 1%, passando de 13.792 t em 2024 para 13.684 t em 2025. A tilápia representou 94% das exportações, seguida do tambaqui e curimatás.
O Paraná manteve a posição de maior exportador brasileiro de tilápia em 2025, sendo responsável por 50% do total exportado pelo Brasil, com US$ 28 milhões. Na segunda posição, aparece São Paulo, totalizando US$ 16 milhões, que representam 29%, seguido por Mato Grosso do Sul, com US$ 10,7 milhões (19% do total).
Apesar do tarifaço, o Estados Unidos se mantiveram como o principal destino (87%) das exportações brasileiras da piscicultura em 2025, totalizando US$ 52 milhões. Outros principais destinos foram Canadá (4%), Peru (4%), China (2%) e Vietnã (1%). Destaca-se ainda a entrada de 21 novos destinos, dentre os quais está o México, que é o segundo maior importador de tilápia no continente americano após os Estados Unidos.
Peixes
Tilápia responde por 70% da produção aquícola e soma 707 mil toneladas
Dados do Anuário Peixe BR 2026 mostram avanço da espécie mesmo diante de desafios na cadeia.

A produção brasileira de tilápia alcançou 707.495 toneladas em 2025, alta de 6,83% em relação ao ano anterior. O volume corresponde a aproximadamente 70% de todo o peixe de cultivo produzido no país. Os números constam no Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026.
Mesmo com desafios enfrentados pela cadeia produtiva ao longo do ano, o desempenho manteve a tilápia como principal espécie da piscicultura nacional. Desde o primeiro levantamento realizado pela Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), a produção da espécie cresceu 148,2%. Em 2015, o volume registrado foi de 285 mil toneladas.

A expansão está relacionada ao aumento da demanda nos mercados interno e externo, ao avanço do melhoramento genético e à evolução dos processos industriais, que ampliaram a oferta de cortes e garantiram maior escala e padronização do produto.
O Paraná lidera a produção nacional, com 273.100 toneladas em 2025, crescimento de 8,9% na comparação anual. Na sequência aparecem São Paulo, com 88.500 toneladas; Minas Gerais, com 73.500 toneladas; Santa Catarina, com 52.700 toneladas; e Mato Grosso do Sul, com 38.700 toneladas.
De acordo com dados do Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026, a tilapicultura mantém trajetória de expansão e segue como base do crescimento da piscicultura brasileira.




