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Mercado árabe sustenta avanço das exportações de frango do Brasil

Mesmo após o primeiro registro de Influenza aviária em granja comercial no País, que rapidamente foi contido, Emirados Árabes lideram compras e reforçam credibilidade da produção halal brasileira.

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Fotos: Ari Dias/AEN

Apesar de ter registrado influenza aviária em granja comercial de frangos no começo do ano, o Brasil deve fechar 2025 com aumento na exportação da carne de aves. Entre os mercados que favoreceram esse desempenho estão o árabe, que demonstrou confiança no Brasil durante o período de enfrentamento da gripe aviária, segundo liderança do setor, com os Emirados Árabes Unidos figurando como o maior comprador do produto de janeiro a outubro deste ano.

O panorama geral da exportação foi apresentado nesta quarta-feira (3) à imprensa pelo presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, que também deu sua visão sobre como o mercado árabe se comportou em relação ao fornecimento do Brasil nesse ano de gripe aviária.

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin: “Nem nos meus melhores sonhos eu pensava chegar na coletiva e anunciar dados positivos” – Foto: Divulgação/Alimenta

“Emirados foi um país que não fechou, um dos primeiros que não fechou, e a Arábia Saudita reconheceu a regionalização muito rapidamente. Embora países fecharam (para o Brasil) inteiro e demoraram para voltar – de menor importância no perfil importador do Brasil -, o Oriente Médio como um todo foi quem demonstrou maior confiança desde o início dessa ação”, disse Santin.

Na detecção de problemas sanitários, os países costumam fechar seus mercados para o produto do país onde foi registrada a doença. A regionalização ocorre quando um país restringe as suas compras apenas a um determinado espaço geográfico do território do fornecedor, onde foi registrada a doença em questão, em vez de suspender as importações do país inteiro.

Santin atribui a confiança do mercado árabe ao conhecimento da produção halal do Brasil e à intimidade que os países têm com as certificadoras brasileiras da área. O Brasil produz carne de frango conforme as normas da religião islâmica, e a certifica como halal por isso, e é o maior fornecedor mundial de proteína halal. Segundo Santin, essa confiança fez com os Emirados Árabes Unidos se mantivessem por muito tempo como o maior importador de carne de frango do Brasil.

De janeiro a outubro deste ano, o Brasil exportou 4,378 milhões de toneladas de carne de frango, com queda de apenas 0,1% sobre o mesmo período do ano passado. Os Emirados Árabes Unidos foram o maior comprador, com 393,68 mil toneladas e alta de 0,79%. Entre os cinco maiores destinos do produto no período, apenas outro país árabe, a Arábia Saudita, também aumentou as compras, em 6,93%, para 332,89 mil toneladas. Os outros três grandes importadores, Japão, África do Sul e China, reduziram as aquisições.

Santin espera o fortalecimento da parceria com o mercado árabe em 2026. “É uma parceria que já se construiu e se mostrou ser longeva e ser firme. Então a gente vê para 2026 continuidade disso e um trabalho também nos mercados halal da África”, afirma, citando a abertura do mercado da Tanzânia, que tem população muçulmana, mas não é um país árabe. Santin lembrou ainda de visita feita à Indonésia e da reabertura do mercado da Malásia, também nações não árabes com populações islâmicas e consumo halal.

Ano de dados positivos

Para o ano, a expectativa da ABPA é que a exportação fique em até 5,32 milhões de toneladas, com um aumento de até 0,5% sobre 2024. “Nem nos meus melhores sonhos eu pensava chegar na coletiva e anunciar dados positivos”, disse o presidente da associação, se referindo ao enfrentamento da gripe aviária pelo país neste ano. No período da influenza, 122 mercados ficaram totalmente abertos para a carne de frango do Brasil e 28 fecharam, mas muitos apenas parcialmente, ressalta Santin.

Após um janeiro a outubro de uma retração considerada muito pequena pela ABPA, de apenas 0,1%, a expectativa é que no acumulado de janeiro a novembro deste ano a exportação já fique positiva, com alta de 0,1%. “A recuperação a gente tem que celebrar”, afirmou Santin. Para o ano que vem, a ABPA projeta exportações de 5,5 milhões de toneladas, com alta de mais de 3,4%. Em caso de influenza aviária, a associação acredita que o impacto será menor em função do trabalho que está sendo feito pela adoção da regionalização pelos mercados compradores.

Fonte: ANBA

Avicultura

Rio Grande do Sul segue entre os principais exportadores nacionais de carne de frango

Números indicaram que o setor avícola gaúcho, mesmo enfrentando dificuldades severas desde 2024, como enchentes, NewCastle e Influenza aviária, conseguiu se manter entre os três principais estados produtores e exportadores do Brasil.

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Foto: Shutterstock

A Organização Avícola do RS (O/A.RS), formada pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas no Estado RS (Sipargs), apresentou o balanço de 2025 em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (16), na sede da entidade, em Porto Alegre (RS). Os números indicaram que o setor avícola gaúcho, mesmo enfrentando dificuldades severas desde 2024, como enchentes, NewCastle e Influenza aviária, conseguiu se manter entre os três principais estados produtores e exportadores do Brasil, o que se deve, em parte, à capacidade de gestão de crises e ao trabalho integrado aos órgãos oficiais e outras instituições.

Segundo a entidade, o ano de 2025 fechou com cerca de 808 milhões de aves abatidas, aproximadamente 1,5% acima do ano anterior. No cenário das exportações, houve queda decorrente dos embargos que o setor sofreu em relação ao caso de Influenza Aviária, ocorrido em maio de 2025 no Estado. Em volumes, o setor fechou o ano com 686,3 mil toneladas de carne de frango exportadas, registrando queda de 0,77% sobre o ano anterior, que somou 691,6 mil toneladas. Na receita, o setor atingiu a cifra de US$ 1,24 bilhão, uma redução de 1,35% sobre o exercício anterior, que contabilizou US$ 1,26 bilhão.

“A baixa nas exportações está diretamente ligada aos embargos decorrentes do caso de Influenza Aviária registrado no Estado, o que evitou a retomada das exportações para a China, pois se tivéssemos exportando para os chineses teríamos fechado o ano com ligeiro crescimento”, comenta José Eduardo dos Santos, presidente executivo da O/A.RS.

Mercado de ovos

O setor da indústria e produção de ovos do RS também sentiu as consequências do bloqueio chinês e fechou o ano com 6,2 mil toneladas enviadas para outros países, com redução de 3,91% na comparação com as 6,5 mil toneladas embarcadas para o exterior em 2024.

Foto: Freepik

No faturamento, o resultado obtido foi positivo e expressivo, pois no cenário mundial a proteína ovos tem se valorizado e a receita cambial em 2025 chegou a US$ 23,6 milhões, registrando alta de 39,1% sobre o ano anterior, onde a receita com as exportações de ovos ficou na faixa de US$ 17 milhões.

As perspectivas no mercado internacional para 2026, mantendo-se a condição sanitária livre de enfermidades e não havendo adversidades climáticas de alto impacto, poderá ser de restabelecimento do seu crescimento entre 3% e 4% nos volumes de carne de frango, e de 10% a 20% nos volumes de ovos exportados.

Temas como a biosseguridade, com reforço aos cuidados e adoção permanentemente das medidas e procedimentos nos aviários, a sanidade avícola, destacando a importância da atualização das normativas de biosseguridade e monitoramento das criações de subsistência, foram relatados.

Santos ainda ressaltou que dará continuidade nas campanhas de valorização das marcas que produzem carne de frango e ovos no Rio Grande do Sul, incentivando cada vez mais o consumo das proteínas produzidas no setor, e antecipou a data de dois grandes eventos estratégicos que serão realizados neste ano: o Salão Internacional de Proteína Animal (Siavs), que será realizado de 4 a 8 de agosto, em São Paulo/SP, e a 2ª Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Carne de Frango (Conbrasfran), que será de 23 a 25 de novembro, em Gramado/RS.

Balanço completo da avicultura gaúcha em 2025:

Economia e Desenvolvimento Social

• 35 mil empregos diretos;
• 550 mil atividades indiretas;
• Atividade avícola presente em torno de 270 municípios.

A Asgav atualmente conta com 57 associados:

• 22 frigoríficos de inspeção federal, estadual e SISBI;
• 22 estabelecimentos produtores de ovos de pequeno, médio e grande porte;
• 2 Indústrias de processamento de ovos (líquido, em pó e derivados), com 105 mini/pequenos produtores de ovos integrados;
• 6 incubatórios, genética e recria;
• 5 fornecedores para avicultura.

Carne de frango:

• 3º maior produtor do Brasil;
• 3º maior exportador do país;
• 1,8 milhão de toneladas produzidas em 2025;
• 686 mil toneladas exportadas em 2025.

Ovos:

• 6º maior produtor do Brasil;
• 1º maior exportador do país em 2024;
• 244 mil de toneladas produzidas em 2025;
• 6,2 mil toneladas exportadas em 2025.

Fonte: Assessoria ASGAV
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Avicultura

Congresso APA 2026 reúne lideranças e debate os rumos da avicultura de postura

Evento ocorre de 09 a 12 de março, em Limeira (SP), e terá programação técnica focada em mercado, sanidade, inovação, sustentabilidade e cenário político-econômico do setor de ovos.

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Foto: Divulgação/APA

A Associação Paulista de Avicultura (APA) apresenta a programação oficial do 23º Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos, que será realizado entre os dias 09 e 12 de março, no Zarzuela Eventos, em Limeira (SP). Reconhecido como o principal fórum técnico da avicultura de postura da América do Sul, o evento reunirá produtores, pesquisadores, lideranças setoriais, autoridades e empresas do setor.

Com uma agenda estruturada, ao longo de quatro dias, o Congresso abordará temas estratégicos para o futuro da cadeia produtiva de ovos, incluindo mercado, economia, sanidade, biosseguridade, nutrição, bem-estar animal, inovação tecnológica e sustentabilidade, por meio de painéis técnicos, palestra magna, apresentações científicas e espaços empresariais.

Entre os destaques da programação está a palestra magistral do ex-ministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo, que trará uma análise aprofundada sobre as perspectivas políticas e econômicas, como também para a avicultura brasileira, contextualizando o papel do setor no desenvolvimento nacional, na segurança alimentar e no cenário geopolítico global.

Outro ponto alto do evento será a participação do economista Alexandre Mendonça de Barros, referência em análises do agronegócio, que abordará as tendências globais do mercado de grãos e seus impactos diretos na produção de ovos, oferecendo uma leitura estratégica sobre custos, competitividade e tomada de decisão em um ambiente de alta volatilidade. “O Congresso APA é um espaço de convergência entre ciência e mercado. A programação de 2026 reflete a complexidade e a relevância estratégica da avicultura de postura, trazendo nomes que ajudam o setor a compreender não apenas os desafios técnicos, mas também o contexto econômico e institucional em que estamos inseridos”, afirma José Roberto Bottura, diretor técnico da APA e membro da comissão organizadora.

Além da palestra magna, o evento contará com painéis dedicados à Influenza aviária de Alta Patogenicidade, uso racional de antimicrobianos, inteligência artificial aplicada à produção, cage free, micotoxinas, biosseguridade e legislação, reforçando o compromisso da APA com a atualização técnica e a construção de soluções para os desafios presentes e futuros da atividade.

O professor doutor Lúcio Araújo destaca a relevância do temário do congresso: “Trabalhamos de forma intensa e estratégica para garantir que os temas estivessem diretamente conectados aos principais desafios da indústria brasileira de ovos. O crescimento consistente do consumo per capita no Brasil já posiciona o país entre os dez maiores mercados do mundo, o que exige uma abordagem integrada de toda a cadeia de produção e comercialização. A construção desse programa técnico tem como objetivo elevar, de forma estruturada e contínua, os níveis de eficiência, competitividade e sustentabilidade do setor”, pontua Araújo.

“Mais do que um congresso técnico, o APA 2026 será um ambiente de diálogo qualificado, networking estratégico e alinhamento de visões para o futuro da postura comercial brasileira”, destaca o presidente da APA, Érico Pozzer.

Fonte: Assessoria APA
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Frango avança para R$ 111 bilhões em 2025, mas perde participação no VBP total do agro

Redução ocorre porque outras cadeias, especialmente soja, bovinos e milho, cresceram em ritmo mais acelerado e ampliaram sua influência no resultado geral.

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Foto: Shutterstock

O Valor Bruto da Produção (VBP) da avicultura de corte deve atingir R$ 111,2 bilhões em 2025, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados em 21 de novembro. O resultado representa um aumento de R$ 4,7 bilhões frente aos R$ 106,5 bilhões registrados em 2024, uma alta aproximada de 4,4% no faturamento da cadeia.

Apesar do crescimento nominal, os frangos perderam participação no VBP total do agro brasileiro. A atividade encerrou 2024 respondendo por 8,40% do VBP nacional, mas em 2025 sua fatia caiu para 7,88%. A redução ocorre porque outras cadeias, especialmente soja, bovinos e milho, cresceram em ritmo mais acelerado e ampliaram sua influência no resultado geral.

Ainda assim, a avicultura de corte segue entre os setores mais relevantes do país, sustentada pela competitividade internacional e pelo abastecimento interno. O Brasil permanece como maior exportador global de carne de frango, o que contribui para um fluxo constante de demanda externa e fortalece a receita do setor.

No recorte por estados, o Paraná continua líder absoluto, com VBP projetado de R$ 38,7 bilhões em 2025, acima dos R$ 37,3 bilhões registrados no ano anterior. Santa Catarina aparece na segunda posição, com R$ 15,0 bilhões, seguida por São Paulo (R$ 13,2 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 10,5 bilhões). Goiás, com R$ 9,1 bilhões, completa o grupo das cinco principais regiões produtoras.

O histórico da série confirma a trajetória de expansão da avicultura: de R$ 75,7 bilhões em 2018 para mais de R$ 111 bilhões em 2025. A cadeia mantém o perfil altamente tecnificado, com evolução contínua em genética, biosseguridade e eficiência produtiva, fatores que sustentam sua relevância econômica mesmo diante de oscilações no mercado de carnes.

Com crescimento moderado e leve retração na participação relativa, o setor de frangos fecha 2025 consolidado, competitivo e preparado para seguir contribuindo de forma decisiva para o agronegócio brasileiro.

O Anuário do Agronegócio figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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