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Melhores da Suinocultura Agriness
Evento chega em sua 9ª edição com mais de 1300 granjas participantes
Acontece neste mês de abril, em Florianópolis (SC), a cerimônia de encerramento e premiação do Melhores da Suinocultura Agriness. Em sua 9ª edição, o projeto idealizado pela Agriness bate um novo recorde. São mais de 1300 granjas participantes, que representam um plantel de mais de 1 milhão de matrizes do Brasil e da Argentina, consolidando o Melhores da Suinocultura como o maior benchmarking da América Latina em informações de produtividade do setor.
Durante a cerimônia serão divulgados os dados de desempenho zootécnico da suinocultura brasileira e argentina e premiados os produtores que atingiram em 2016 os maiores números de desmamados/fêmea/ano, índice utilizado para a classificação das granjas. Na Argentina, serão premiadas as três primeiras colocadas do ano. No Brasil, serão premiadas as três melhores granjas nas categorias: até 300 matrizes, 301 a 500, 501 a 1000, 1001 a 3000, acima de 3000 e, também, Produtor Evolução DFA, uma categoria especial que reconhece o produtor com a maior evolução no número de desmamados/fêmea/ano nos últimos três anos.
O Melhores da Suinocultura é uma iniciativa da Agriness que nasceu com objetivo principal de fornecer um referencial consistente e confiável dos índices de produção da suinocultura, uma ferramenta de benchmarking que auxilia produtores e empresas a avaliarem suas práticas de gestão e seus resultados perante outros membros da cadeia. “Com o passar dos anos, mais e mais produtores usufruíram dos benefícios de fazerem parte do projeto e começaram a levar para dentro das suas granjas as informações compartilhadas para que as equipes pudessem se comparar e ver quais índices de produtividade poderiam ser melhorados. Hoje, o Melhores já se consolidou como um dos principais projetos de integração do setor, onde todos se beneficiam. Uma pequena ação – compartilhamento dos dados – está gerando um grande impacto”, afirma Everton Gubert, sócio-fundador da Agriness.
O evento de encerramento e premiação da 9ª edição do Melhores da Suinocultura, que conta com o importante apoio das empresas MSD Saúde Animal e Trouw Nutrition, será realizado no dia 27 de abril, às 19 horas, na ACM – Associação Catarinense de Medicina, em Florianópolis (SC).
Sobre o Melhores da Suinocultura
Idealizado em 2006 e considerado o maior benchmarking do Brasil e da América Latina, o Melhores da Suinocultura é um projeto desenvolvido pela Agriness especialmente para suinocultores com o objetivo de oferecer um referencial transparente e confiável para os índices de produção da suinocultura do país. Promovido anualmente, ele reúne, em sua nona edição, mais de 1300 produtores no Brasil e Argentina, somando mais de 1 milhão de matrizes. “O Melhores da Suinocultura já nasceu com a missão de tornar os temas ‘informação e gestão’ mais presentes no dia a dia das granjas e mostrar que compartilhando todo mundo ganha”, afirma Cristina Gonçalves Bittencourt, sócia-fundadora da Agriness e coordenadora do Melhores da Suinocultura.
Durante todo o ano, os participantes enviam mensalmente seus dados via internet para a atualização das informações e têm acesso a uma ferramenta on-line que permite a visualização da sua classificação geral, bem como a comparação da sua granja com as de outros produtores do país. Após um ano de avaliações e comparações é realizada uma auditoria nos dados das granjas e emitida uma lista com os melhores produtores do Brasil e da Argentina, divulgada em conjunto com as informações consolidadas dos índices de produtividade dos países participantes por meio do Relatório Anual do Desempenho da Produção de Suínos, que é disponibilizado para todo o mercado. As auditorias são realizadas por uma comissão técnica formada por especialistas da área e profissionais de instituições apoiadoras, garantindo a credibilidade das informações geradas.
Fonte: Ass. de Imprensa

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Mudanças climáticas interferem no desempenho dos suínos, exigindo novas soluções nutricionais, aponta pesquisador da UFMG
O assunto faz parte do livro Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus

O aumento das temperaturas médias e a intensificação das ondas de calor já estão entre os maiores desafios da suinocultura mundial. De acordo com o professor e pesquisador Bruno Silva, especialista em bioclimatologia animal e nutrição de suínos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o ambiente térmico é hoje o principal fator limitante da produção, impactando bem-estar, saúde e desempenho dos animais.
Sensíveis ao calor por possuírem glândulas sudoríparas pouco desenvolvidas, os suínos sofrem quando expostos a temperaturas acima da zona de conforto térmico, que varia entre 16°C e 21°C para matrizes e de 26°C a 34°C para leitões. Conforme a fase de vida, os animais rapidamente apresentam queda de desempenho e maior vulnerabilidade fisiológica. “O estresse térmico reduz o consumo de alimentos, compromete a integridade intestinal e altera o metabolismo, afetando produtividade e eficiência”, explica especialista da UFMG.
O problema tem escala global. Nos Estados Unidos, as perdas relacionadas ao estresse por calor alcançaram US$ 400 milhões em 2024. No Brasil, onde altas temperaturas são constantes, os prejuízos podem ter atingido de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões no mesmo período. “Além das mudanças climáticas, as fêmeas modernas se tornaram mais produtivas, geram mais calor metabólico e se tornaram mais sensíveis às variações térmicas”, destaca Silva.
Segundo o pesquisador, esse desafio exige ajustes nutricionais para reduzir o efeito termogênico da dieta, como diminuição da proteína bruta associada a aditivos e nutrientes específicos que ajudem a manter a homeostase metabólica e a integridade intestinal.
Bruno Silva é um dos colaboradores do livro técnico Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus, líder global em nutrição animal inteligente. “A Novus é uma empresa global com forte influência no desenvolvimento de tecnologias nutricionais para suínos. A elaboração desse livro representa um marco na atualização e difusão do conhecimento gerado pelos principais grupos de pesquisa do mundo dedicados a estudar as fêmeas suínas modernas. Sem dúvida, é um livro que deve estar na mesa de cabeceira de todo nutricionista de suínos. Contribuir para sua elaboração foi uma grande honra para mim e uma grande oportunidade para compartilhar um pouco dos trabalhos desenvolvidos na nossa universidade nessa área”, afirma o professor da UFMG.
Para baixar o livro gratuitamente no site da NOVUS, acesse clicando aqui.
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Eficiência produtiva e gestão estratégica ganham centralidade na suinocultura
Desempenho da suinocultura contemporânea depende menos de fatores isolados e mais da capacidade de adaptação às mudanças do mercado.

A suinocultura brasileira enfrenta um cenário econômico complexo, marcado pela volatilidade dos preços dos grãos, aumento dos custos de produção e margens mais restritas.
Nesse contexto, a rentabilidade da atividade tem sido cada vez mais associada à capacidade de integrar decisões técnicas e financeiras de forma estruturada.
Ajustes pontuais, como mudanças em dietas ou negociações de curto prazo com fornecedores, tendem a ter efeito limitado quando não estão inseridos em uma estratégia mais ampla de gestão. A análise detalhada de custos, margens e retorno sobre o investimento passa a ser um elemento central para a sustentabilidade dos sistemas produtivos.
Para Giovani Frederico, consultor técnico comercial na Agroceres Multimix, o desafio atual exige uma abordagem mais profissional da atividade. “O suinocultor precisa integrar as áreas técnica e financeira da produção. A busca por eficiência produtiva não pode estar dissociada de uma análise consistente de custos, indicadores e resultados”, afirma.
Segundo ele, o desempenho da suinocultura contemporânea depende menos de fatores isolados e mais da capacidade de adaptação às mudanças do mercado, da incorporação de tecnologias e do uso de dados como base para a tomada de decisão.
“A rentabilidade deixa de ser apenas consequência do desempenho técnico e passa a ser resultado direto de uma gestão estratégica”, completa.
Um artigo completo, que aprofunda essa análise sobre eficiência e rentabilidade na suinocultura, está disponível no agBlog, da Agroceres Multimix.
Acesse já clicando aqui.
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Robô com inteligência artificial revoluciona alimentação de suínos no Show Rural Coopavel
Equipamento desenvolvido pela Roboagro será demonstrado no evento, em fevereiro, e promete reduzir custos, otimizar o manejo e ampliar o bem-estar animal nas granjas.

Parece não existir limites para o alcance e a abrangência da Inteligência Artificial. Máquinas e equipamentos cada vez mais sofisticados chegam ao campo com a missão de melhorar desempenho, reduzir o fardo de trabalho dos produtores e otimizar resultados. É o que acontece com a fabricação de um robô alimentador de suínos, que estará em demonstração no pavilhão da pecuária do Show Rural Coopavel, de 09 a 13 de fevereiro.
Um protótipo desse robô, desenvolvido pela Roboagro, indústria gaúcha de Caxias do Sul, vai mostrar o uso da IA na alimentação de plantéis. “Essa tecnologia foi criada há alguns anos, mas a atualização é constante, inclusive com a instalação de câmeras e sensores que, por exemplo, medem a temperatura dos animais e do ambiente e também estimam o peso de cada exemplar”, observa o médico veterinário da área de Fomento da Coopavel, Gustavo Bernart. Todo controle do equipamento acontece por aplicativo, permitindo ao criador programar os horários de servir a ração e as quantidades certas.
Já há criadores integrados à Coopavel e na região de abrangência da cooperativa que utilizam esse equipamento e os resultados são muito bons. Outro ponto importante é destacado pelo gerente do Frigorífico de Suínos, Mauro Turchatto, que é a redução da carga de trabalho sobre os produtores rurais. “Como o robô devidamente programado faz parte da operação, eles então têm mais tempo disponível para gerir o negócio e pensar estratégias para elevar os rendimentos da propriedade”.
Benefícios
Segundo técnicos da Roboagro, a tecnologia empregada no robô alimentador de suínos contribui também com a redução de perda de ração, otimização de tempo de trabalho, garante ganhos e melhorias na conversão alimentar e proporciona maior bem-estar aos animais. A empresa já firmou várias parcerias, como com a Embrapa Suínos e Aves, e robôs têm sido instalados em inúmeras regiões do Brasil em países da América Latina.
