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Megaleite termina com faturamento de R$30 milhões e premiação dos melhores do Ranking 2018/2019
Exposição reuniu principais raças leiteiras do país em Belo Horizonte, atraindo quase 70 mil visitantes

Maior estado produtor de leite do Brasil, Minas Gerais recebeu nos últimos dias milhares de visitantes de várias regiões e de outros países interessados em conhecer as novidades da pecuária leiteira. A 16ª edição da Exposição Brasileira do Agronegócio do Leite (Megaleite 2019), realizada de 19 a 22 de junho, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte/MG, terminou com uma movimentação financeira estimada de R$ 30 milhões (R$5 milhões acima da edição anterior) e a participação de mais de 80 empresas expositoras.
Desse montante, R$4.037.050 foram provenientes das vendas ocorridas em seis leilões e um shopping de animais. O Shopping Virtual RC Genética vendeu ao longo da feira exemplares das raças Girolando e Gir Leiteiro, faturando R$258.000. A agenda de leilões foi aberta pelo “O Fabuloso Gir Leiteiro e o Magnífico Girolando Meio Sangue”, no dia 19 de junho, que vendeu 28 lotes por R$645.450. No dia 20, o leilão 2° Núcleo das Gerais teve faturamento de R$352.800 com a venda de 27 lotes. Já o “7° Divas do Girolando”, ocorrido no mesmo dia, movimentou R$337.800 com a comercialização de 25 lotes. Fechando o dia 20 de junho, o “Leilão Gir Leiteiro Fazenda Brasília” leiloou 31 lotes pela soma de R$888.600. No dia 21 de junho, dois leilões encerraram a agenda de remates da Megaleite. O “Girolando Elo de Minas” teve R$646.900 em faturamento, com 42 lotes vendidos. Já o “Orgulho de Minas Reserva Especial 2B” movimentou R$ 907.500 para 34 lotes vendidos.
Outro evento que terminou com bom resultado financeiro foi o “1° Dia de Bons Negócios”, ocorrido no dia 20 de junho. As 12 empresas Parceiras Premium e Master da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando fizeram um dia inteiro de promoções para os participantes da Megaleite. A ação terminou com negócios estimados em mais de R$1,5 milhão.
De acordo com o presidente da Girolando Luiz Carlos Rodrigues, os números reafirmam a Megaleite como a maior exposição de pecuária leiteira da América Latina. “A grande qualidade genética dos animais e as inúmeras tecnologias disponíveis têm atraído a cada ano mais e mais produtores do Brasil e de outros países para a Megaleite. Continuamos sendo referência mundial em genética bovina de Girolando graças ao criterioso trabalho de seleção dos criadores e essa qualidade da nossa pecuária leiteira pôde ser constatada nos animais expostos na Megaleite”, disse Rodrigues.
Inovações e palestras atraem o público
As tecnologias desenvolvidas para a pecuária leiteira assim como os cerca de 1800 animais expostos na Megaleite, além de diversas outras atrações, chamaram atenção do público. Este ano, a feira recebeu 67 mil visitantes, vindos inclusive de países como Belize (nação que pela primeira vez participou da Megaleite), Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Índia, México e Panamá.
A mini fazenda da Megaleite, que contou com mini animais de várias espécies, atraiu milhares de crianças e adultos. Cerca de quatro mil estudantes de escolas de Belo Horizonte, além de outras crianças levadas pelos pais, participaram da visita guiada pela feira, sob o comando dos monitores da empresa AgroTour, e receberam informações sobre o agronegócio.
A feira ainda contou com uma série de palestras técnicas, audiência pública sobre as Instruções Normativas 76 e 77 (que preveem critérios para os processos envolvendo a produção do leite), lançamento do Sumário de Touros e Sumário de Vacas Girolando 2019 e do Anuário Leite 2019 – Embrapa Gado de Leite, dentre outros eventos.
Girolando Mulher
O grupo Girolando Mulher teve seu primeiro encontro na feira e reuniu mais de 60 produtoras rurais e profissionais do setor, vindas de várias regiões do Brasil. Durante o evento “Descobrindo as Mulheres do Leite”, elas puderam conhecer o dia a dia do trabalho da criadora de Girolando Magnólia Martins, da empresária Angela Ma e das especialistas do setor, a professora da UFV, Viviane Lirio, e a médica-veterinária e doutora em Reprodução Animal, Tatiane Tetzner. As participantes debateram sobre os desafios da mulher na pecuária leiteira. Também foi anunciado que, a partir de agora, as mulheres ganharão um espaço especial nos canais de comunicação da entidade e terão suas fotos e histórias divulgadas.
Competições
Com a participação das raças Girolando, Gir Leiteiro, Holandês, Guzerá e Jersey, a Megaleite teve quatro dias de disputas e quebra de recordes. O 30º Torneio Leiteiro Nacional de Girolando terminou com três novos recordes de produção. A vaca Girolando 1837 Ametista Mountfield Tannus bateu o recorde da categoria e sagrou-se Grande Campeã da Megaleite 2019. De propriedade de Délcio Vieira Tannus, ela produziu um total de 291,170 kg/leite e média de 97,057 kg/leite, superando o recorde anterior de 90,180kg/leite, que vinha desde a Megaleite 2016. Além de ser Grande Campeã de Produção, ela foi a Grande Campeã de Composição do Leite.
Outro recorde foi na categoria Novilha CCG 1/2 HOL + 1/2 GIR. Salobo Penelope III FIV produziu um total de 267,460 kg/leite, com média de 89,153 kg/leite, batendo o recorde anterior da Megaleite (86,020 kg/leite-2018) e o recorde nacional (87,952 kg/leite-2016). De propriedade de Hebert Lever José do Couto, Salobo conquistou o título de Campeã Novilha Geral.
A Novilha CCG 3/4 HOL+ 1/4 GIR, Naja Glenn Ann 0721 Sta Luzia, também foi recordista da sua categoria com uma produção total de 195,580 kg/leite e média de 65,193 kg/leite, superando o recorde anterior de 59,020 kg/leite. Naja pertence ao expositor Hebert Lever José do Couto. As raças Gir Leiteiro e Guzerá também tiveram torneios leiteiros e os resultados podem ser consultados nas respectivas associações de raça.
No julgamento, a qualidade dos animais impressionou o público e o trio de jurados Arthur Patrús, Claudio Aragon e Juscelino Ferreira. Na raça Girolando, o Grande Campeão foi Novake Octane Delib, do expositor Eugênio Deliberato Filho, e a Grande Campeã Aurora Gold Dust 585 TL da Querença, do expositor Rodrigo Lauar Lignani. Entre os animais da composição racial CCG 1/2HOL + 1/2GIR, a Grande Campeã foi Iage Sanchez Vilarejo 1880 FIV, do expositor Isaac Soares Aureliano/ Tandara Soares Aureliano. Já na composição racial CCG 3/4 HOL + 1/4 GIR o Grande Campeão foi Aquiles Expander FR Recreio, da expositora Mila de Carvalho Laurindo e Campos, e a Grande Campeã foi J.E.L.Rancho Grande Mr Orly FIV, do expositor Isaac Soares Aureliano/Tandara Soares Aureliano. Os resultados de todas as categorias estão disponíveis no site do vento.
A Megaleite ainda contou com uma mostra inédita de animais CCG1/4HOL+ 3/4GIR, composição racial que passará a fazer parte do Ranking Nacional de Girolando 2019/2020.
Com os resultados da Megaleite, a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando encerrou o Ranking Nacional 2018/2019. A premiação dos vencedores do Ranking ocorreu no último dia da feira. O Melhor Criador/Expositor Geral foi Rodrigo Lauar Lignani. Também foram divulgados os vencedores dos Rankings Estaduais de Alagoas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Sergipe. O resultado completo dos Rankings pode ser acessado no site da Girolando.
As raças Gir Leiteiro, Holandês e Jersey também competiram na pista de julgamento e os resultados estão disponíveis nas respectivas associações de raça.

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Itaipu compra mais uma área para assentar indígenas no Paraná
Nova fazenda de 107 hectares deve substituir área de 9 hectares ocupada por 27 famílias. Aquisição integra acordo de R$ 240 milhões para compensar impactos da formação do reservatório da usina.

Com recursos da Itaipu Binacional, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) adquiriram mais uma área para assentamento da comunidade Avá Guarani, na região Oeste do Paraná.
O imóvel, com 107 hectares, está localizado entre os municípios de São José das Palmeiras e Santa Helena, a cerca de 120 quilômetros (km) de Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina.
A Fazenda América, que passará a se chamar Tekoha Pyahu, é dez vezes maior do que o espaço ocupado hoje pelas 27 famílias, cerca de 90 pessoas, que serão agora transferidas, segundo a Itaipu. Atualmente, elas vivem em situação precária em um terreno de apenas 9 hectares, localizado na faixa de proteção do reservatório da usina. A expectativa é que a mudança ocorra em até dois meses. “A mudança será importante para nossa comunidade, especialmente para as crianças. Teremos um local adequado para viver, ter escola, posto de saúde, entre outros direitos que iremos conquistar lá”, afirmou o cacique Dioner, líder da aldeia Pyahu.
Para ele, o processo de reparação de danos que a Itaipu está fazendo é o “mínimo que se pode fazer para os Avá Guarani”.
A compra de terras faz parte do acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em março de 2025, e firmado por Itaipu com comunidades indígenas, Ministério Público Federal (MPF), Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Incra, Funai e Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O objetivo é assegurar reparação histórica pela violação a direitos humanos dos Avá-Guarani. Isso porque, na década de 1970, quando a usina começou a ser construída, em plena ditadura militar brasileira, a etnia Avá-Guarani sofreu o impacto do alagamento de suas terras tradicionais com a criação do reservatório do empreendimento, a partir do represamento do rio Paraná, na divisa com o Paraguai, que compartilha a gestão da usina com o Brasil.
O acordo estabelece medidas para assegurar a territorialização das comunidades locais e prevê a destinação aos indígenas de pelo menos 3 mil hectares de terra que serão adquiridos pelo consórcio Itaipu Binacional, ao custo inicial de R$ 240 milhões. “Trata-se de respeito, de reparação histórica e de promoção de condições de vida digna para essa população”, destacou o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri.
Ele lembrou ainda que a solução foi construída de forma articulada com as instituições parceiras e as próprias comunidades.
No acordo homologado pelo STF, a Itaipu Binacional se comprometeu a implementar ações de restauração ambiental nas áreas adquiridas e a financiar serviços essenciais, como fornecimento de água, energia elétrica, saneamento, saúde e educação. Caberá à Funai o procedimento de destinação final da posse permanente e usufruto exclusivo às comunidades indígenas. O processo de obtenção dos imóveis rurais passa por análise fundiária e técnica tanto da Funai quanto do Incra.
Itaipu ainda informou que, por meio de convênios com associações de pais e mestres de escolas e do projeto Opaná – Chão Indígena, estão sendo promovidas iniciativas voltadas ao fortalecimento da cultura, do idioma e do modo de vida dos Avá Guarani, além de ações de assistência técnica em agroecologia e de educação antirracista.
Balanço do acordo
Até o momento, o valor total investido pela Itaipu para a compra de terras para as comunidades indígenas afetadas na construção da usina está em R$ 84,7 milhões. O valor já inclui o pagamento pela fazenda América, que custou R$ 17,6 milhões.
Também foram adquiridas a Fazenda Brilhante, de 215 hectares, em Terra Roxa, onde foram alocadas três comunidades que, juntas, têm 68 famílias; a Fazenda Amorim, de 209 hectares, em Missal, para onde serão transferidas 36 famílias que ocupam uma área na Faixa de Proteção do Reservatório da Itaipu; parte do Haras Mantovani, de 68 hectares, em Terra Roxa; e uma área de 9,8 hectares para a comunidade Arapy, de Foz do Iguaçu. A meta é chegar a 3 mil hectares, com investimento total de R$ 240 milhões.
A área total obtida até agora supera os 700 hectares, o equivalente a 700 de futebol padrão Fifa.
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Acordo leva dados do campo ao Judiciário e muda análise de recuperação rural
Ferramenta com inteligência artificial e dados geoespaciais permitirá verificar produção, safra e atividade em tempo real para embasar decisões judiciais.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em conjunto com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Corregedoria Nacional de Justiça, celebrou o Acordo de Cooperação Técnica, voltado a viabilizar e fomentar o uso da Infraestrutura de Verificação Agrícola, Monitoramento e Conformidade de Grãos (VMG) como instrumento de auxílio técnico nos processos de recuperação judicial de produtor rural.

Foto: Carlos Silva/Mapa
A oficialização foi feita na última terça-feira (14), na sede do CNJ, em Brasília, pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula; pelo presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin; e pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques.
Durante a cerimônia de assinatura, o ministro André de Paula avaliou a assinatura do ACT como um passo relevante no fortalecimento da segurança jurídica e da eficiência do Estado brasileiro. Para ele, o desafio não é restringir o acesso à Justiça, mas assegurar que ela opere com base em informação qualificada e critérios técnicos. “A integração da Infraestrutura de Verificação Agrícola, a VMG, permitirá ao Judiciário acessar dados objetivos e auditáveis sobre a atividade rural, oferecendo aos magistrados informações concretas sobre produção, safra e funcionamento das propriedades rurais. Isso permitirá maior precisão à análise dos casos concretos, viabilizando decisões mais seguras, mais rápidas e mais transparentes”, explicou o ministro.
André de Paula enfatizou, ainda, que a iniciativa ajuda a proteger o produtor que realmente enfrenta dificuldades financeiras, ao mesmo tempo em que contribui para identificar possíveis casos de uso indevido da recuperação judicial.
O atestado digital VMG, é uma ferramenta baseada em inteligência artificial e tecnologias geoespaciais capaz de verificar a correta aplicação de recursos disponibilizados aos produtores rurais por

Foto: Carlos Silva/Mapa
meio das linhas de financiamentos que tem como requisito de liberação pelos agentes financeiros a apresentação de um projeto técnico.
Em seu discurso, o ministro Edson Fachin ressaltou que a celebração do acordo permitirá avançar no fortalecimento da prestação jurisdicional e na segurança jurídica. Segundo Fachin, a medida contribuirá para dar mais integridade ao sistema, proteger o produtor rural que atua de forma adequada e resguardar os interesses legítimos dos credores, desestimulando o uso indevido da recuperação judicial. “Hoje damos uma resposta a esses desafios, reconhecendo o papel estratégico do agronegócio na economia nacional e a necessidade de enfrentar tensões climáticas, econômicas e estruturais, que têm impactado, inclusive, o aumento da judicialização, especialmente na recuperação judicial do produtor rural. Por isso, a incorporação da VMG representa um avanço significativo, ao aproximar a decisão judicial da realidade empírica”, disse.

Foto: Carlos Silva/Mapa
O que diz o ACT
Segundo o documento, o Acordo de Cooperação Técnica abrangerá, sobretudo, o fornecimento de dados para subsidiar a constatação prévia da Corregedoria Nacional de Justiça, incluindo a verificação das reais condições de funcionamento do devedor, a análise da perspectiva de safra e a identificação de indícios de fraude; o monitoramento contínuo da atividade rural durante o processamento da recuperação judicial; a verificação de conformidade socioambiental das propriedades rurais; e a análise da viabilidade econômica da atividade rural do devedor.
Dessa forma, o acordo estabelece três metas principais: a implantação de um projeto-piloto em comarca selecionada, no prazo de até 30 dias; a capacitação integral de magistrados e servidores da unidade participante, também no prazo de até 30 dias; e a disponibilização do acesso à plataforma de Verificação Agrícola, Monitoramento e Conformidade de Grãos (VMG) a todos os Tribunais de Justiça do país, no prazo de até 120 dias.
O acordo terá vigência de cinco anos e poderá ser renovado automaticamente por igual período.
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Programa seleciona 113 projetos e amplia investimentos no cooperativismo da agricultura familiar no Paraná
Volume aprovado chega a R$ 170 milhões e supera orçamento inicial, com foco em modernização, infraestrutura e acesso a mercado para cooperativas e associações.

A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab) publicou, na sexta-feira (17), o resultado final das avaliações do Edital de Chamamento Público Seab/Deagro nº 001/2025, vinculado ao Programa Coopera Paraná. Após a conclusão das etapas de análise técnica, classificação preliminar e o julgamento de recursos, dos 220 projetos de negócios inscritos, 113 foram formalmente selecionados para receber investimentos que visam modernizar o cooperativismo da agricultura familiar no Estado. Confira aqui o resultado

Foto: Divulgação
Os 113 projetos selecionados e classificados somam aproximadamente R$ 170 milhões, ultrapassando o valor R$ 100 milhões reservado para este chamamento público e, marcando esta edição como a maior desde a criação do Programa Coopera Paraná, em 2019.
O edital em curso estabeleceu o teto de repasse de recursos financeiros em R$ 2,20 milhões por projeto de negócio, maior valor já viabilizado em um edital do Coopera Paraná, desde o início do programa. No edital anterior, os valores eram de até R$ 300 mil para associações e R$ 720 mil para cooperativas. A iniciativa se firma como uma das principais políticas públicas de apoio à agricultura familiar no Estado
Avaliação rigorosa
Esta etapa encerra o ciclo de avaliação rigorosa conduzido pela coordenação do Coopera Paraná. As propostas aprovadas representam o que há de mais estratégico em termos de viabilidade econômica e sustentabilidade socioambiental, conforme as regras do edital, abrangendo diversas cadeias produtivas das 10 macrorregiões do Paraná.

Foto: Valdelino Pontes
Para a coordenadora do Coopera Paraná, Julian Mattos, chegar ao número final de 113 projetos foi um desafio gratificante para toda a equipe técnica. “O critério de seleção não foi apenas o volume de investimento, mas a sustentabilidade real de cada proposta. Avaliamos detalhadamente, dentro das regras do edital, a capacidade de gestão e o impacto econômico, social e ambiental que esses recursos terão na ponta, garantindo que o dinheiro público seja aplicado em negócios que realmente tenham perenidade no mercado e que tenham cumprido os quesitos eliminatórios, contribuindo para o desenvolvimento rural sustentável”, disse.
Próximos passos
Os interessados já podem consultar a lista final detalhada com a pontuação e a classificação de cada cooperativa e associação diretamente no site oficial da Seab. O documento apresenta a hierarquização das propostas com base nos critérios técnicos estabelecidos no edital, refletindo o esforço das organizações da agricultura familiar em profissionalizar sua gestão, buscar novos mercados para seus produtos, preservar o meio ambiente e promover a inclusão socioprodutiva. Confira aqui o resultado final do Coopera Paraná.
Com a divulgação do resultado final, as organizações proponentes dos projetos selecionados agora seguem para a fase de habilitação, em que será verificada a sua regularidade fiscal e jurídica.
Na sequência, as associações e cooperativas formalmente habilitadas e cujos projetos tenham sido selecionados serão convocadas para apresentação de plano de trabalho, seguindo-se as etapas de formalização dos termos de fomento.
Os recursos serão destinados, por exemplo, à aquisição de máquinas agrícolas, infraestrutura de processamento e logística, além de ao suporte técnico e gerencial que permite às pequenas

Foto: José Fernando Ogura/AEN
cooperativas competirem com grandes players do mercado.
Coopera Paraná
Criado em 2019, a iniciativa chega à quarta edição e está no eixo central da Política Agrícola de promover o desenvolvimento rural sustentável. Desde o lançamento, a Seab já repassou por meio do programa em torno de R$ 94 milhões para cooperativas e associações da agricultura familiar.
No edital de 2019 o repasse foi de quase R$ 30 milhões, em 2021 foram R$ 42 milhões e em 2023 R$ 21,5 milhões. Ao todo, foram atendidas 116 cooperativas e 75 associações.
O programa tem parceiros importantes como o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop-PR) e a União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), bem como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Paraná) e a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep).



