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Megaleite 2018 movimenta R$ 25 milhões em negócios e bate vários recordes

Evento recebeu um público de 52 mil pessoas, inclusive de outros países, entre os dias 20 e 23 de junho

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A qualidade genética do rebanho leiteiro nacional, as inovações e as tecnologias do setor leiteira foram o grande destaque da 15ª edição da Megaleite (Exposição Internacional do Agronegócio do Leite). O evento recebeu um público de 52 mil pessoas, inclusive de outros países, entre os dias 20 e 23 de junho no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte/MG. Mais de 80 empresas apresentaram seus produtos e serviços na feira. Já a mostra de animais contou com 1.918 animais das raças Girolando, Gir Leiteiro, Holandês, Jersey, Pardo-Suíço, Guzerá e o cruzamento Guzolando, número 12% superior ao de 2017.

O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, Luiz Carlos Rodrigues, anunciou durante a abertura oficial do evento que o Banco do Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) fará a liberação de R$ 7 milhões para a aquisição de fêmeas Girolando, com prazo de cinco anos para pagar, sendo um ano de carência e quatro anos para quitação, a juros de 4% ao ano. Ao final da solenidade de abertura, foram entregues carros doados ao Programa de Melhoramento Genético da raça Girolando (PMGG) por meio de emenda parlamentar dos deputados estaduais por Minas Anselmo José Domingos, Antônio Lerin, Bosco e Emidinho Madeira.

Com data já definida para 2019, a Megaleite será realizada pelo quarto ano na capital mineira entre os dias 19 e 22 de junho. Entre as novidades anunciadas está a realização da Semana Internacional do Leite – Sileite 2019, que acontecerá no Expominas, ao lado do Parque da Gameleira, e mostrará as inovações e conquistas da indústria processadora de leite e derivados, incluindo a artesanal. As entidades organizadoras são a Girolando, Faemg e #bebamaisleite.

Negócios

Foram realizados nove leilões e um shopping na Megaleite, que, juntos, movimentaram R$ 3.763.700. Já a movimentação financeira geral do evento, incluindo os negócios feitos pelas empresas expositoras, é estimada em R$ 25 milhões. O Leilão 12° Gir Leiteiro Reserva Especial teve faturamento de R$ 756.600 e média de R$ 18.453,66 com a venda de 41 animais. O Leilão Agronegócios 2B / Fazenda Brasília comercializou os animais mais caro da feira, Ovação FIV de Brasília, cuja metade da posse foi adquirida por Diego Henrique Lima pelo valor de R$ 126.000. O animal pertencia à Agronegócios 2B. O Leilão Elo de Minas movimentou R$ 534.000, média R$18.736,84, e 29 lotes comercializados. O 6º Leilão Divas do Girolando teve 24 lotes, faturamento total de R$ 372.600 e média de R$ 15.525. O Leilão Gir Leiteiro Fazenda Brasília faturou R$ 693.900, com média de R$ 25.232,73, para 28 lotes vendidos. O Mega Genética colocou à venda 25 lotes, obtendo faturamento de R$ 311.100 e média de R$ 12.444. O Fabuloso Gir Leiteiro e o Magnífico Girolando Meio Sangue comercializou 51 lotes, a uma média de R$ 12.374,51, e total de R$ 631.100 vendidos. O 1° Virtual do Núcleo Girolando das Gerais teve faturamento de R$ 69.450 para 10 lotes vendidos, com média de R$ 6.945. O Leilão Noite do Girolando vendeu 25 lotes, com movimentação total de R$ 61.050. Já o Leilão Noite das Campeãs negociou 29 lotes por R$ 33.900. O Shopping Virtual Girolando Fazenda Sumaúma movimentou R$ 300 mil.

Julgamentos e Ranking 2017/2018

Com 1.918 inscritos para a Megaleite, a pista de julgamento foi palco de diversos campeonatos das raças Girolando, Gir Leiteiro, Holandês, Jersey e Pardo-Suíço. No Girolando, competiram 519 animais de 89 expositores entre os dias 20 e 23 de junho. Os vencedores por composição racial e da Girolando foram:

CCG 1/2 HOL+ 1/2 GIR: Grande Campeã – Roma FIV dos Poções, dos expositores Roberto Assis Peres e Rogério Omar Corrêa

CCG 3/4HOL + 1/4GIR: Grande Campeã – Imira Wildman Vilarejo 1899 FIV, expositor Isaac Soares Aureliano/ Tandara Soares. Grande Campeão – J.E.L. Rancho Grande Doorman Meridian TE, do expositor José Carlos dos Reis.

Girolando: Grande Campeã – ICH Nileia Gold Chip, do expositor José Renato Chiari e Grande Campeão – Pierre FIV Octane Volta Fria, do expositor Filipe Alves Gomes.

A Megaleite 2018 encerrou o Ranking 2017/2018 do Girolando e os vencedores foram premiados ao final da exposição. O troféu de Melhor Criador/Expositor Geral ficou com Filipe Alves Gomes.

Novos recordes

O 29 º Torneio Leiteiro da Girolando terminou com a quebra de dois recordes de produção. Participaram 18 fêmeas que produziram um total de 3.185,900 kg de leite nos três dias da competição. A Grande Campeã foi Roma FIV dos Poções, dos expositores Roberto Assis Peres e Rogério Omar Corrêa, com a produção de 309,590 kg/leite e média de 103, 197 kg/leite, superando o recorde anterior de 100,140. Pertencente à composição racial CCG 1/2 HOL+ 1/2 GIR, ela também foi campeã da categoria Vaca e ainda conquistou o Grande Campeonato no julgamento. Já a campeã da categoria Novilha foi Goiana Kingboy FIV F. Congonhas, do expositor Pedro Ananias de Aguiar. Com uma produção de 258,060 kg/leite e média de 86,020 kg/leite, a novilha bateu o recorde anterior de 83,420 kg/leite. Ela também é da composição racial CCG ½ HOL+ 1/2GIR.

A Grande Campeã e Campeã Vaca Geral de Lactação Corrigida para Sólidos Totais também foi Roma FIV dos Poções com produção de 243,534 kg e média de 81,178 kg. Na categoria Novilha Geral venceu a CCG ½ HOL+ 1/2GIR, Salobo Paloma VIII FIV, do expositor Hebert Lever José do Couto. Ela teve produção total de 158,129 kg e média de 52,710 kg.

Lançamentos e premiações- A edição 2018 dos Sumários de Touros e Vacas foi lançada na Megaleite 2018. O Sumário de Touros passou a contar com 127 touros avaliados no teste de progênie. Foram incorporados à publicação de 2018 novos 27 touros, um número recorde para o Programa. A raça Girolando é a que mais cresce na produção de sêmen no Brasil chegando à marca de 579.438 doses produzidas no ano de 2017, o que representa um aumento de mais que 8% em relação ao ano de 2016. 

O Sumário de Vacas traz os valores genéticos das vacas Top 1.000 para produção de leite em até 305 dias. Para processar as avaliações genéticas das vacas, foram utilizados os registros zootécnicos, com informações de controle leiteiro e genealogia que são provenientes dos criadores com rebanhos supervisionados pelo Serviço de Controle Leiteiro e dos rebanhos colaboradores do PMGG.

Durante a solenidade de divulgação dos sumários também foram premiados os três maiores vendedores de sêmen Girolando em 2017 das centrais que integram o Fundo de Investimento do Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando ABS, Alta, CRV Lagoa, Genex, Semex. Esta é a primeira vez que o prêmio “Girolando no Topo” é entregue. A premiação foi de 3 mil, 2 mil e 1 mil reais, respectivamente. Os premiados foram: ABS – Péricles Afonso Montezuma Júnior/Eduardo Marcelo Chaves/Rodolfo de Almeida Costa; Alta-Danilo Lima Guerra/Daniel Augusto Ribeiro Maciel/Claumi Pio Vilela Júnior; CRV Lagoa- Alessandro Magno Cambraia Esteves/José Raimundo Soares Luciano/Maurício Fernandes Barros Alves; Genex- Flávio Roberto/Carlos Humberto Spinardi/Esteio Inseminação; Semex-Fernando Campos Duarte/Erico José Petenuce/Cristiane da Silva Lopes.

O Rebanho Colaborador do Teste de Progênie que teve mais lactações encerradas em 2017 também foi premiado. Antônio Francisco Chaves Neto recebeu um cheque no valor de R$ 3.500.

Mérito Girolando

Personalidades que vêm contribuindo para a evolução do setor foram homenageadas durante a Megaleite 2018 com o Mérito Girolando. Os agraciados deste ano foram:

Mérito Criador: Roberto Pimentel de Mesquista –  Fazenda Jacuba

Mérito Jovem Criador: Alex Lima Alves –  Fazenda Santa Helena

Mérito Liderança Nacional: Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges – presidente da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu)

Mérito Mulher: Roberta Bertin Barros – Fazenda Floresta

Mérito Personalidade do ano: Geraldo Borges – presidente da Abraleite (Associação Brasileira dos Produtores de Leite)

Mérito Produtor de Leite: Horácio Moreira Dias – Fazendas Reunidas HD

Fonte: Assessoria

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Notícias Piscicultura

Mercado registra aumento de consumo e de produção de pescado, peixes e camarões. Mas como ficará a situação pós-Covid-19?

Temos potencial para fazer a Aquacultura crescer no mercado doméstico

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Artigo escrito por João Manoel Cordeiro Alves, gerente de produtos para Aquacultura da Guabi

O novo coronavírus – Covid-19 – mudou o mundo. Todas as áreas têm sido afetadas assim como o fornecimento de pescados para alimentação. Mas acredito que a aquacultura – produção de organismos aquáticos (peixes, crustáceos, moluscos, algas, etc) – terá um papel ainda mais importante neste novo cenário. Apesar de correntes contrárias, os pescados cultivados são mais sustentáveis e baratos, rastreáveis e tão nutritivos quantos os de extrativismo. Sem querer causar alarme, mas os peixes preferidos e oriundos da pesca são os carnívoros, o topo da cadeia alimentar e é no topo que se concentram todos os metais pesados e outros contaminantes cumulativos. Os pescados cultivados são alimentados com vegetais e são apenas o segundo elo da cadeia alimentar. As rações são feitas com subprodutos da agroindústria: grãos e farelos de grãos (primeiro elo) e subprodutos do abate de animais, principalmente, de aves e suínos (segundo elo).

E, hoje, mais do que nunca a segurança alimentar é uma pauta relevante. O consumidor está mais preocupado com a procedência do alimento, seu modo de fabricação e os prejuízos que podem causar tanto para sua saúde como para o meio ambiente. Sem dúvidas, temos um consumidor mais consciente de sua importância na preservação e perenização da vida com qualidade na Terra, trabalhamos para ter um planeta de abundância.

O consumo  de pescado aumentou de acordo com o relatório bianual sobre o estado da Pesca e Aquicultura Mundial (http://www.fao.org/state-of-fisheries-aquaculture), divulgado no final do primeiro semestre deste ano, pela FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, em Sophia, na Bulgária.  Os dados são referentes a 2018 e serão usados como principal fonte pelos pesquisadores de todas as áreas: aquicultura e pesca, economia, estatística, geopolítica, etc.

Em 2018, a produção global de pescados atingiu 179 milhões de toneladas, com faturamento de US$ 401 bilhões. A aquacultura foi responsável por 82 milhões de toneladas e US$ 250 bilhões. Do total produzido (pesca e aquicultura) 156 milhões de toneladas foram para consumo humano, o que representa um consumo médio global per capita de 20,5 kg. Os outros 22 milhões de toneladas foram usados, principalmente, para produção de farinha de peixe e óleo de peixe. A aquacultura produziu 46% do total e foi responsável por 52% do consumo humano.

A China, de acordo com o relatório, continua sendo o maior produtor com 35% do total. Exceto a China, a Ásia contribuiu com 34%, as Américas com 14%, a União Europeia com 10%, a África com 7% e a Oceania com 1%.

O consumo global de pescados (soma da pesca e aquacultura) cresceu na média anual 3,1% de 1961 para 2018 quase o dobro do que o crescimento da população e foi mais alta do que todas as outras proteínas de origem animal (bovina, suína, aves, leite, ovos, etc.). O consumo per capita foi de 9 kg para 20,5 kg de 1961 para 2018, média anual de crescimento próxima de 1,5% ao ano.

No Brasil não foi diferente. Nas décadas mais recentes houve ampliação da produção de pescados cultivados, estabilização da pesca extrativa, acréscimo das importações, resultando maior volume da oferta. Hoje temos, não apenas aumento da oferta, mas inúmeras variedades de pescados, visível aumento da qualidade e mais produtos semiacabados. E esta gama de produtos são oferecidos em todos os comércios, desde os açougues, que antes só vendiam carnes vermelhas, pequenas mercearias e supermercados de bairros até as grandes redes de atacadistas. Não há um bar, por mais simples que seja, que não ofereça uma porção de algum pescado. Até escolas servem pescado nas refeições dos alunos. Enfim, é um crescimento consistente, apesar das repetidas crises e dificuldades que a população brasileira enfrenta.

Piscicultura e carcinicultura

Conforme dados divulgados pelo Anuário 2020 da Peixe BR – Associação da Piscicultura – em 2019 foram produzidas 722.560 toneladas, com receita em média R$ 5,6 bilhões. O Brasil é o quarto maior produtor de tilápia, espécie que representa 55,4% da produção do país. Os peixes nativos, liderados pelo tambaqui, participam com 39,8% e outras espécies com 4,6%. Um mercado que gera em torno de 1 milhão de empregos diretos e indiretos.

Já a carcinicultura brasileira (criação de camarões) enfrentou grandes desafios como doenças, ação antidumping pelos pescadores de camarão dos Estados Unidos e efeitos do câmbio nos últimos 15-20 anos. É uma atividade relativamente nova no Brasil, mas está se recuperando. Segundo a ABCC – Associação Brasileira de Criadores de Camarão – em 2019, foram produzidas 90 mil toneladas.

Tanto a piscicultura quanto a carcinicultura foram duramente afetados pelo fechamento geral da rede de food service (bares, restaurantes, cozinhas industriais, etc.), principal canal de vendas de pescados. Para fomentar o consumo, os produtores se reinventaram e começaram a atender pedidos menores para mercados mais próximos da produção. Mas a comercialização já está no caminho de volta com o relaxamento da quarentena em muitos estados.

O Brasil é o país do Agro, somos responsáveis pela alimentação de boa parte da população do planeta. Além de grãos, estamos entre os maiores produtores e exportadores de proteínas de origem animal. Temos potencial para fazer a Aquacultura crescer no mercado doméstico, cujo crescimento de consumo está limitado à oferta, mas temos oportunidades para exportação também. O Brasil exporta pescados oriundos da pesca, mas a produção de pescados no Brasil é competitiva em muitos mercados e alguns negócios estão sendo fechados neste início de ano, principalmente tilápias e camarão.

Fonte: Assessoria
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Notícias Artigo

A safra está chegando

Chegou a hora de pensar na próxima safra, que tecnicamente se iniciou em julho passado

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Cleverson Beje

Artigo escrito por Pedro Abel Vieira, pesquisador da Embrapa; Antônio Marcio Buainain, professor do Instituto de Economia da Unicamp; Elisio Contini, pesquisador da Embrapa; e Roberta Grundling, analista da Embrapa

Mais uma vez o agro é a exceção aos infortúnios da pandemia. Em ambiente de recessão econômica, o PIB da agropecuária brasileira aumentou 0,4% no segundo trimestre de 2020. Com a primeira e a segunda safras colhidas, a produção de grãos em 2020 já superou os 250 milhões de toneladas, aumento de 4,8% em relação à safra anterior, podendo chegar a 260 milhões de toneladas, a depender do desempenho da terceira safra e da safra de inverno.

Chegou a hora de pensar na próxima safra, que tecnicamente se iniciou em julho passado. São previstos 270 milhões de toneladas de grãos e com a conjugação do aquecimento do mercado internacional e a desvalorização cambial, estima-se rentabilidade cerca de 20% maior que na safra que se encerra.

A euforia reina no agro conforme indicam as operações de crédito e as antecipações na comercialização. A comercialização antecipada da safra de soja 2020/2021 já chegou próximo a 50%, o maior nível histórico, e as operações de crédito têm se concentrado no investimento. Bom sinal, revela confiança no futuro e cria condições para manter o ritmo de crescimento dos últimos anos; porém, é preciso melhor qualificar essa euforia.

No que diz respeito à produção, as perspectivas são positivas. As informações divulgadas por instituições como o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos e o National Oceanic and Atmospheric Administration não sugerem anomalias climáticas extremas durante os próximos meses.

Quanto ao mercado, a variável cambio deverá se manter favorável durante a safra que se inicia. Independente da valorização cambial ocorrida nos últimos dias em função do ambiente externo mais favorável e do possível encaminhamento das reformas econômicas no Brasil, não é esperada apreciação cambial além de R$ 4,50 durante a safra que se inicia. Se, por um lado, a taxa cambial prevista é um fator inflacionário suficiente para que setores do governo flertem com o controle de preços dos alimentos, expondo assim a falta de atenção com a segurança alimentar do país, ela garante maior receita aos agricultores.

Do lado da demanda, o rastro de destruição deixado pela Covid 19 não foi suficiente para inibir o apetite dos compradores internacionais. Os dados disponibilizados pelo Trade statistics for international business development, indicam que, após uma redução drástica entre janeiro a abril de 2020, as importações globais de alimentos processados e produtos agrícolas já igualaram os valores de julho de 2019. Dos 10 maiores compradores mundiais (União Europeia, Estados Unidos da América, China, Japão, Canada, Coreia, Rússia, Austrália, Singapura, Malásia e Tailândia) de alimentos processados e produtos agrícolas, apenas Japão (-11%), Canada (-3%), Rússia (-2%) e Austrália (-3%) não retomaram os valores de julho de 2019. Desse grupo, apenas o Japão apresentou redução significativa em relação ao mesmo período de 2019, porém, a retomada japonesa está sendo vigorosa com aumento de 17% entre maio, pior mês das importações, a julho de 2020.

As importações da UE28 (US$ 29 milhões) e dos EUA (US$ 8,5 milhões) igualaram a marca de 12 meses atrás, enquanto o terceiro maior importador mundial, a China (US$ 5,1 milhões), aumentou em quase 10% o valor das suas importações. O desempenho da China é um sinal importante para a agropecuária brasileira, porém, é preciso atenção com a disputa geopolítica entre EUA e China.

A disputa geopolítica Sino Americana chegou a um acordo histórico, denominado por Fase Um, sobre reformas estruturais e mudanças no regime econômico e comercial da China nas áreas de propriedade intelectual, transferência de tecnologia, agricultura, serviços financeiros. A Fase Um também inclui o compromisso de a China aumentar as compras dos EUA nos próximos anos.

O Capítulo de agricultura da Fase Um, que tem o ano de 2017 como base, prevê que a China faça compras adicionais de produtos agrícolas (carnes, frutos do mar, arroz, lácteos, fórmulas infantis, produtos hortícolas, ração animal e produtos de biotecnologia agrícola) dos EUA ao longo de dois anos. O Acordo previa aumento de US$ 12,5 bilhões durante 2020, em relação a 2017. Até julho de 2020, as importações chinesas de produtos agrícolas cobertos pelo Acordo foram de US$ 9,9 bilhões.

Considerando que menos de 50% do capítulo agrícola do Acordo foi cumprido, são esperadas novas tensões. Não era um problema de demanda, pelo contrário, a recomposição dos rebanhos suínos na China produz forte demanda por soja. A questão é que, enquanto outros grandes produtores de soja, como o Brasil, registravam números recordes de exportação para a China no primeiro trimestre deste ano, as vendas dos Estados Unidos se reduziram. O Departamento de Agricultura dos EUA reconheceu em um relatório recente que os compromissos de exportação para a China continuam a ficar atrás dos níveis de 2018 e 2017.

A grande questão do momento não é se o acordo comercial sobreviverá, mas, que forma este confronto comercial tomará em face dos interesses eleitorais da próxima eleição presidencial nos Estados Unidos. A eleição de novembro avaliará a capacidade dos candidatos em se posicionar com relação à China. Não serão aceitos os ‘abusos’ cometidos pela China ou ideias vagas sobre como trabalhar com aliados para fazer oposição à China.

O desempenho do comércio global de alimentos é um sinal auspiciosos para a safra que se inicia no Brasil. Todavia, isso não significa que os efeitos da política internacional e da pandemia não vão atingir a agricultura brasileira nas safras subsequentes. A questão não está apenas na capacidade de produção e/ou de comercialização do Brasil, mas também no poder de negociação internacional do País, face aos conflitos geopolíticos existentes. China e Estados Unidos é um deles.

Fonte: Embrapa
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Notícias Vigilância

Governo Federal autoriza contratação de 140 médicos veterinários para Affa

Profissionais reforçarão a Defesa Agropecuária do país, principalmente o Serviço de Inspeção Federal

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Divulgação/MAPA

O presidente Jair Bolsonaro autorizou na quarta-feira (23) a nomeação de 140 médicos veterinários aprovados em concurso para o cargo de Auditor Fiscal Federal Agropecuário (Affa) realizado em 2017. Esses profissionais reforçarão a Defesa Agropecuária do país, principalmente o Serviço de Inspeção Federal. A ministra Tereza Cristina deu a notícia através de suas redes sociais. “Estou aqui para dar uma boa notícia. Acabamos de receber, depois de muito trabalhar, a boa notícia de que fomos autorizados a chamar os 140 veterinários do concurso do Mapa para inciarmos o processo de chamamento para contratação”, afirmou.

“A ministra Tereza Cristina levou essa pauta da Defesa Agropecuária para o presidente, que entendeu a necessidade e após estudos técnicos da área econômica decidiu aprovar essa nomeação”, conta o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Guilherme Leal.

Segundo o secretário, os trâmites para alocação das vagas já estão adiantados e o processo de convocação dos veterinários será feito o mais rápido possível. “O serviço está muito estrangulado, principalmente com o afastamento de alguns colegas em função do grupo de risco da covid-19. Os profissionais que estão chegando vão permitir que a gente mantenha o controle necessário à saúde pública e a segurança e qualidade dos produtos, que são verificadas pelos Affas, tanto para o mercado interno quanto para as exportações”, diz José Guilherme Leal.

O concurso havia sido homologado em 2018 e ofertava 300 vagas para o cargo.  No ano passado, foi autorizado o provimento de 100 novas vagas. Agora, são mais 140 profissionais.

Fonte: O Presente Rural com informações do Anffa Sindical
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Biochem site – lateral

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