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Megaleite 2016 termina com faturamento 127% maior e quebra de recordes

O volume negociado é 127% maior que o registrado em 2015

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Em sua primeira edição na capital mineira, a Megaleite 2016 registrou um faturamento de R$4.121.380,00 com a venda de animais em 8 leilões e 2 shoppings. O volume negociado é 127% maior que o registrado em 2015, quando os quatro leilões geraram R$1.818.020,00. O Leilão Noite do Girolando Edição Especial movimentou R$ 306.540,00 com a venda de 54 lotes. O Leilão Noite das Campeãs faturou R$223.470,00 com 41 lotes vendidos. O 1º Grande Leilão Girolando Basa Pantanal leiloou 56 lotes por R$ 423.000,00. O Leilão Exclusivo Girolando 5/8 e PS negociou 36 lotes por R$174.600,00. O Leilão Gir Leiteiro Fazenda Brasília 55 Anos ofertou 24 lotes, faturando R$1.028.450,00. O Leilão Úbere Cheio movimentou R$273.300,00 com a venda de 32 lotes. O Leilão Divas do Girolando teve a venda de 40 lotes pelo montante de R$677.100,00. O 2ª Leilão Grupo SV e Convidados Especiais faturou R$514.920,00 com a negociação de 43 lotes.

O Shopping Genética do Futuro

Fazenda Barreiro Alto negociou durante toda a Megaleite animais Girolando e Holandês, contabilizando R$350 mil em vendas. O Shopping Virtual Genética RBB comercializou R$150 mil com a venda de animais Girolando. Além disso, foram realizadas vendas diretas de animais, de material genético e de diversos produtos pecuários pelos expositores e 80 empresas presentes na Megaleite, cujos valores ainda estão sendo contabilizados, mas, que no momento, pelas informações preliminares já ultrapassam R$10 milhões. 

Outros recordes da feira foram em relação ao número de animais inscritos da raça Girolando, de produção de leite em concurso leiteiro e de público. Passaram pelo Parque da Gameleira, em Belo Horizonte, 75 mil pessoas entre os dias 21 a 26 de junho. A abertura oficial do evento contou com a presença do governador de Minas Gerais Fernando Pimentel, que anunciou o início do projeto de revitalização do Parque da Gameleira. Serão destinados R$5 milhões para a reforma do recinto a partir deste ano. “Na Megaleite estamos celebrando o processo de revitalização e recuperação do Parque da Gameleira. Não vamos abrir mão desse equipamento que é um símbolo essencial para o agronegócio de Minas; vamos recuperar os pavilhões, refazer a parte elétrica, abastecimento de água. Tenho uma relação afetiva muito grande com o parque. Quando criança gostava de vir aqui passear e acompanhar as exposições”, disse Pimentel, que também anunciou a criação do Fundo Sanitário Privado, relativo ao combate à febre aftosa. Minas Gerais completa 20 anos sem registrar a doença. 

Competições

Várias raças competiram na pista da Megaleite, que reuniu no total 1.400 animais de mais de 240 expositores. A 27ª Exposição Nacional de Girolando contou com 781 animais inscritos, novo recorde de participação da raça, e encerrou o Ranking 2015/2016 da raça. A premiação dos melhores da Megaleite e do Ranking aconteceu no último dia da feira. O resultado está disponível no site da feira (www.megaleite.com.br). No Torneio Leiteiro, com 24 fêmeas participantes, houve a quebra de 4 recordes. A vaca Capitu FIV Agro SD conquistou o título de Grande Campeã ao atingir uma produção de 270,540 kg/leite em 9 ordenhas e média de 90,180 kg/leite. Com esse desempenho, ela passa a ser a nova recordista (entre as vacas 5/8) de todas as edições da exposição. O animal pertence ao expositor João Domingos Gomes dos Santos, de Luiziânia (GO). Entre as fêmeas 1/4, a recordista é a vaca Liberdade FIV Teatro, do mesmo expositor. Ela produziu 150,700 kg/leite. A recordista entre as fêmeas 1/2 é a novilha Solar do Engenho Bélgica, do expositor Thiago Viana Nogueira, de Sete Lagoas (MG). Além de ser recordista da Megaleite, ela é recordista nacional. 

A raça Gir Leiteiro realizou durante a Megaleite sua 8ª Exposição Internacional e contou com 358 animais inscritos. A vaca Doris FIV Alambari sagrou-se grande campeã Gir Leiteiro da Megaleite 2016. De propriedade da expositora Herica Cristina F Diniz Gonçalves, Doris produziu 222,750 kg/leite e teve média de 74,250 kg/leite. A grande campeã de pista foi Casuarina FIV CAL, do expositor Winston Frederico A. Drumond, e o grande campeão foi Expoente TE de Brasília, do expositor Fazenda Brasília Agropecuária. 

A raça Holandesa teve 152 animais inscritos para a 25ª Exposição de Gado Holandês de Minas Gerais – Exphomig 2016, que ocorreu dentro da programação da Megaleite. Já a 32ª Exposição Nacional da Raça Pardo-Suíça teve julgamento 64 animais. Também aconteceu a Mostra Especial da Raça Jersey com 45 exemplares. 

Acordo internacional 

Mais dois países da América Latina firmaram convênio de cooperação técnico-científico com a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando para transferência de tecnologia na área de melhoramento genético e de registro genealógico. Associações de criadores de Honduras e Costa Rica receberão a assistência técnica da entidade brasileira para que possam registrar animais Girolando em seus respectivos países.  A oficialização da parceria aconteceu no dia 25 de junho na Megaleite 2016.

Segundo o presidente da Associação de Criadores da Raça Holandesa da Costa Rica, Jaime Harrington, o convênio permitirá que os criadores de Girolando tenham um certificado de garantia de que produzem animais da raça com procedência comprovada. "Na Costa Rica, qualquer animal oriundo da cruza com Holandês é considerado um cruzamento único. Agora, com o registro genealógico do Girolando, o criador terá como comprovar que está selecionando a raça Girolando e não um cruzamento sem procedência", destaca Harrington. A Costa Rica é autossuficiente em leite e está ampliando seus rebanhos para aumentar o volume exportado para países da América Central. "Como a pecuária está expandindo para regiões de clima mais tropical, a raça Girolando é ideal para esse projeto.", assegura o presidente. Técnicos da Girolando irão à Costa Rica neste segundo semestre para avaliar a demanda por registro no país e farão o controle dos rebanhos. 

Honduras é um país com economia baseada no agronegócio e, assim como a Costa Rica, tem rebanhos cruzados e pretende aumentar os rebanhos registrados de Girolando. Assinaram o documento pela associação hondurenha os criadores Roberto Moncada e José Moncada.

As comitivas estrangeiras de 13 países que participaram da feira reuniram-se no dia 24 para debater quais as necessidades de cada país em relação à raça Girolando. A Guatemala deve abrir o mercado para o Brasil em breve e recebeu semana passada do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento uma proposta brasileira de certificados veterinários para sêmen e embriões. O vice-ministro de Desenvolvimento Econômico Rural da Guatemala, Felipe Orellana Mejia, participou da reunião na Megaleite e confirmou o interesse de seu país pelas raças leiteiras selecionadas no Brasil. 

Sumários de Touros e Vacas

A edição 2016 dos dois sumários foi lançada na Megaleite e traz avalição genética de mais de mil animais. No caso do Sumário de Touros, a publicação apresenta touros provados em 12 grupos do Teste de Progênie, sendo que este ano foram incluídos 12 novos reprodutores. Outra novidade é a genotipagem para A2. Já o Sumário de Vacas traz as top 1000 da raça Girolando de maiores valores genéticos para a produção de leite, ordenadas em valores decrescentes. Os Sumários são realizados por meio de parceria entre o PMGG (Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando) e a Embrapa Gado de Leite. 

Projetos educacionais

Mais de 3 mil crianças passaram pela Megaleite para conhecer a mini fazenda e mini usina do leite, um espaço didático e interativo montado no interior do Parque da Gameleira. Foram recebidos alunos de escolas públicas e particulares, com idade entre 6 e 14 anos, em visitas monitoradas pela empresa AgroTour. Já o Clubinho Girolando recebeu filhos de produtores e de profissionais do setor para aprender como cuidar dos animais, com o intuito de formar sucessores no campo.

PIS/COFINS e segurança no campo

O uso de créditos de PIS/COFINS foi tema de reunião realizada no dia 23 de junho, na Megaleite 2016. O encontro teve a participação de representantes de diversas centrais de inseminação e indústrias de laticínios, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Girolando e SILEMG (Sindicato da Indústria de Laticínios de Minas Gerais). A reunião foi conduzida pelo fiscal agropecuário federal do MAPA e conselheiro técnico da Girolando João Carlos Vianna. O objetivo principal foi discutir a realização de projetos de investimento em melhoramento genético, através de recursos do projeto Leite Saudável, do MAPA, com uso de créditos de PIS/COFINS, com a colaboração e apoio das centrais de inseminação e de indústrias lácteas. 

Já a segurança pública foi tema da audiência pública realizada pelos deputados da Comissão de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Também foram abordados temas como valorização da pecuária leiteira, preço do leite, dentre outros assuntos. A audiência foi finalizada com a entrega de três veículos ao Fundo de Investimento do Teste de Progênie da raça Girolando. Os carros adquiridos com recursos provenientes de emendas parlamentares dos deputados Fabiano Tolentino, Antônio Carlos Arantes e Nozinho e serão utilizados para entrega gratuita de doses de sêmen de touros Girolando a criadores de todo o Brasil.

Concurso Queijo Minas Artesanal

Pelo segundo ano consecutivo, a Megaleite sediou a disputa pelo melhor queijo de Minas. A vencedora foi a produtora Lúcia Maria Resende, do município de Tiradentes, da região de Campo das Vertentes.  Foram escolhidos os cinco melhores queijos de Minas Gerais, entre 27 concorrentes do 9º do Concurso Estadual do Queijo Minas Artesanal. O concurso foi promovido pela EMATER-MG, em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura e com a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando.

Homenagens

Várias entidades foram homenageadas durante a Megaleite 2016 pela contribuição ao crescimento da raça Girolando que completa 20 anos em 2016, que são elas: Assembleia Legislativa de Minas Gerais, EMATER, Governo de Minas, Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA, Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro – ABCGIL, FAEMG, CNA, Instituto Federal de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais – IFTM, EPAMIG. Já os homenageados com o Mérito Girolando foram o secretário João Cruz, o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) Márcio Lopes de Freitas, os criadores Eire Ênio de Freitas, Daniella Martins da Silva, José Márcio Bellini Alvim e Aurora Trefzger Cinato Real.

Fonte: Assessoria

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Notícias Comércio Exterior

Agronegócio responde por 70% das exportações catarinenses em 2020

Exportações trouxeram a SC receitas de US$ 8,1 bilhões em 2020, desse total US$ 5,7 bilhões foram gerados pelo agronegócio

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Monalisa Pereira

O agronegócio segue como o grande destaque da economia catarinense. Em 2020, o setor respondeu por 70% das exportações de Santa Catarina, com um faturamento que passa de US$ 5,7 bilhões. O estado ampliou sua presença internacional, principalmente com os embarques de carne suína, produtos florestais e do complexo soja. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

“O desempenho do agronegócio nas exportações de Santa Catarina é reflexo da força do produtores rurais catarinenses, agroindústrias e entidades, aliados ao Governo do Estado. Somos reconhecidos pela qualidade dos nossos produtos e iremos continuar com esse trabalho de excelência”, frisa o governador Carlos Moisés.

O secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva, acrescenta que o segmento gera emprego e renda em todo o estado, não só no meio rural, mas também nas cidades onde estão localizadas as agroindústrias e outros elos da cadeia produtiva. “Em 2020, de tudo o que Santa Catarina exportou, 70% teve origem no agronegócio, nas agroindústrias e na agroindústria familiar. Esse é o resultado do nosso modelo de produção, com cadeias produtivas organizadas, e do trabalho de todos os produtores rurais. A Secretaria da Agricultura continuará apoiando o setor produtivo para que as exportações continuem fortes, movimentando a economia catarinense”, destaca.

As exportações trouxeram a Santa Catarina receitas de US$ 8,1 bilhões em 2020, desse total US$ 5,7 bilhões foram gerados pelo agronegócio. Ou seja, a cada US$ 10 de faturamento, US$ 7 tiveram origem no agro. O setor também sofreu menos com os impactos da crise econômica. Enquanto o estado registrou uma queda de 9,2% nos embarques, o agro reduziu apenas 6,7% seu faturamento.

O analista da Epagri/Cepa Luiz Toresan explica que, há 20 anos, o setor representava pouco mais de 50% das exportações catarinenses e, desde então, vem ampliando cada vez mais sua presença internacional.

Perspectivas para 2021

Os analistas da Epagri/Cepa estimam mais um ano de boas notícias para o agronegócio catarinense. As expectativas são de que os embarques de carne suína sigam numa crescente e as exportações de carne de frango se estabilizem. A soja também deve ter um aumento no valor recebido, ainda que o volume possa ser menor.

Produtos de origem animal

Os produtos de origem animal ocupam o primeiro lugar no ranking de exportações catarinenses – 37% do total. As carnes, peixes, ovos e couro geraram cerca de US$ 3 bilhões em receitas para Santa Catarina. Os embarques de carne suína tiveram um crescimento de 35% ao longo do último ano, fechando em US$ 1,2 bilhão.

No total, as receitas das exportações de produtos de origem animal tiveram uma queda de 11,8% em relação a 2019, devido, principalmente, à redução nas vendas de carne de frango.

Produtos de origem vegetal

Os produtos de origem vegetal respondem por 13,7% das exportações do estado, com um faturamento de US$ 1,13 bilhão. Boa parte desse valor tem origem no complexo soja, que teve um crescimento de 1,4% nos embarques. O tabaco, outro produto com um alto valor de exportações, teve uma queda de 22,6%, fechando em US$ 255,9 milhões.

Produtos florestais

O setor produtivo de madeira, móveis de madeira, papel e celulose teve um desempenho positivo em 2020. As exportações tiveram alta de 8,3%, com um faturamento de US$ 1,5 bilhão.

O maior destaque foi o embarque de madeira e obras de madeira que cresceu 15,4% ao longo de 2020.

Diferenciais da produção catarinense

Santa Catarina coleciona os títulos de maior produtor nacional de suínos, maçã, cebola, pescados, ostras e mexilhões; segundo maior produtor de tabaco, palmito, aves, pera, pêssego, alho e arroz; quarto maior produtor de uva, cevada e leite.

O estado possui um status sanitário diferenciado, que abre as portas para os mercados mais exigentes do mundo. É o único do país reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação, o que demonstra um cuidado extremo com a sanidade animal e é algo extremamente valorizado pelos importadores de carne. Além disso, Santa Catarina, junto com o Rio Grande do Sul, é zona livre de peste suína clássica.

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), em parceria com a iniciativa privada e os produtores, mantém um rígido controle das fronteiras e do rebanho catarinense.

Fonte: Assessoria
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Notícias Segundo ASGAV

Abate de frangos de corte no Rio Grande do Sul aumenta 0,5% em 2020

Pandemia da covid-19 redefiniu o plano de ações do setor e trouxe desafios, dificuldades, redirecionamento de investimentos e alterações de mercado

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Divulgação/ABPA

A Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul e suas entidades membros – Asgav e Sipargs – apresentaram os números finais do ano de 2020. Segundo o relatório, a pandemia da covid-19, redefiniu o plano de ações do setor e trouxe desafios, dificuldades, redirecionamento de investimentos e alterações de mercado.

Investimentos nas adequações das indústrias para adoção dos protocolos de saúde e segurança, somente no RS em cinco meses de pandemia chegaram à aproximadamente R$ 50 milhões. O setor priorizou e deu máxima atenção para preservar e proteger a saúde de seus colaboradores. O compromisso e responsabilidade de manter a produção de alimentos de fácil acesso a população, mesmo em tempos difíceis, foram e estão mantidos.

Abate Final de Frangos de Corte no RS 2020

O abate de frangos de corte da avicultura do RS em 2020 nas estimativas iniciais da Asgav  seria de 825,4 milhões de aves abatidas, um ligeiro aumento de 0,7% sob 2019. Agora, em janeiro com a divulgação dos abates oficiais de janeiro a dezembro de 2020, o resultado oficial foi de 824,5 milhões de aves abatidas, volume bem próximo das projeções da Asgav e mantendo o ligeiro crescimento na casa de 0,5%. O abate sob Inspeção Federal correspondeu a 91,37% do abate total, os abates sob Inspeção Estadual e Sisbi 8,32% e os abates municipais com uma participação de 0,31% do abate total do RS. Do total abatido de frangos no RS 99,02% são de agroindústrias associadas a Asgav e 0,98% de não associadas.

Números finais da exportações de carne de frango do RS

As exportações de carne de aves do RS nas estimativas  iniciais da Asgav para 2020 ficariam na casa de 671 mil toneladas exportadas, 15% superior aos volumes exportados em 2019. Os números oficiais, confirmados recentemente pela ABPA, mostraram que a exportação de carne de aves do RS ficou em 678,5 mil toneladas 15,8% de crescimento em relação a 2019. Números finais dos volumes de exportação avícola do RS bem próximos das estimativas da Asgav, inclusive no faturamento final que ficou em US$ 912 milhões de dólares, também próximo aos US$ 920 milhões estimados pela entidade.

Consumo

O consumo de carne de frango está estimado em 44kg hab/ano, média brasileira.

Comercialização por mercado

Segundo os dados de acompanhamento do fluxo comercial da avicultura do RS que a Asgav desenvolve de acordo com o histórico e perfil de atuação da indústria local, as vendas da indústria local para o mercado gaúcho correspondem em torno de 30,6% das vendas totais, 28,9% para outros estados da união e 40,4% para exportações.

No mercado interno do RS foram comercializadas aproximadamente 514,6 mil toneladas, um recuo de 0,4% sobre 2019. Para outros estados foram comercializadas  em torno de 486 mil toneladas registrando  um recuo de  4,7% comparando com 2019.

Até 2019 avicultura do RS vinha recuperando mercado doméstico e ampliando participação em outros estados, no entanto, com as consequências da pandemia e outros fatores como custos elevados e crescente entrada de produtos avícolas de outros estados no RS a competitividade do setor avícola local foi afetada.

Produção de ovos do RS

O Rio Grande do Sul é o 5º maior produtor de ovos do Brasil e em 2020 caiu para a 2ª posição no ranking dos estados exportadores de ovos, o estado do Mato Grosso assumiu a 1ª posição.

O setor produz em torno de 3,5 bilhões de unidades de ovos por ano e segundo as estimativas iniciais da Asgav as exportações de ovos ficariam em torno de 2,6 mil toneladas em 2020, e os números finais da ABPA apontaram que a exportação final de ovos do RS no ano em destaque ficou em 2,4 mil toneladas.

Perspectivas para 2021

O setor avícola do RS, apesar de todas dificuldades continua até o momento em expansão no estado, novos empreendimentos surgiram e outros estão por vir. A avicultura gaúcha vem há décadas empreendendo e investindo no Estado, no entanto, a fragilidade na produção de milho que registra déficit anual na casa de 1,5 a 2 milhões de toneladas ano, retarda o desenvolvimento mais dinâmico do setor.

O distúrbio na cotação de milho e soja, consequência de diversos fatores negativos detectados em 2020, como duas estiagens, pandemia e retração na oferta de grãos, devem mudar o comportamento do setor em relação a plataforma de produção no que se refere a custos e equilíbrio comercial. As compras futuras deverão se intensificar, a pressão por mecanismos de flexibilização de importação de grãos também será pauta permanente dos setores de proteína animal.

As culturas alternativas de inverno, como por exemplo o trigo, triticale e sorgo para ração animal, deverão receber atenção especial e serão objeto de discussão para viabilização de projetos na área.

Um projeto de retomada de ações de implantação de vias ferroviárias da região centro-oeste para o sul do país foi desenvolvido e deverá ser apresentado aos Governos federal e estadual para viabilizar melhor logística de abastecimento de grãos para região sul do Brasil.

A avicultura do RS é a 3a maior produtora de carne de frango, 3ª maior exportadora de carne de frango, está entre as dez maiores produtoras de ovos do Brasil e a 2ª maior exportadora de ovos do país.

O setor tem peso considerável na balança comercial do estado e do país, a carne de frango está em segundo lugar na pauta geral de exportações do RS e corresponde a cerca de 45% do valor bruto da pecuária no estado.

No que se refere a sanidade, os investimentos e adoção de medidas de biosseguridade, precisam ter atenção permanente para garantia de manutenção do status sanitário do setor avícola gaúcho e brasileiro.

Por fim, as estruturas de comissões e staff da organização avícola do RS e suas respectivas entidades, continuarão trabalhando intensamente nos temas atinentes a cada área do setor e seguindo plano de atividades interagindo com as câmaras equivalentes na ABPA com objetivo único de dar suporte, andamento nos pleitos, projetos e busca de  soluções para as dificuldades e  desafios que  recaem sob o setor produtivo.

Fonte: Assessoria ASGAV
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Notícias Postura

Instituto Ovos Brasil participa do Lançamento do Programa de Certificação Ovos Plus Quality – Ovos RS

Foram apresentados os objetivos, pressupostos, etapas e diferenciais, marcando o início oficial das atividades do Programa

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Na última quarta-feira (20) foi lançado, de forma online, o Programa de Certificação Ovos Plus Quality da Associação Gaúcha de Avicultura e Programa Ovos RS, que é uma certificação voluntária proposta pelo setor produtivo como uma ferramenta de suporte aos produtores de ovos, desenvolvido para que estes produtores possam comprovar suas práticas produtivas e valorizar seus produtos, conforme normas vigentes e demanda dos consumidores no que se refere às produções alternativas.

Sob o comando do José Eduardo dos Santos, presidente Executivo da ASGAV/SIPARGS e coordenador geral do O.P.Q, foram apresentados os objetivos, pressupostos, etapas e diferenciais, marcando o início oficial das atividades do Programa.

O trabalho de construção e desenvolvimento dos requisitos de certificação e materiais técnicos para a construção do Programa de Certificação Ovos Plus Quality durou cerca de um ano. Ocorreram reuniões de apresentação deste material ao Serviço Oficial, a Associação Brasileira de Proteína Animal e ao Instituto Ovos Brasil, além de ser submetida ao conhecimento da Organização Mundial da Indústria e Produção de Ovos e International Egg Commission.

Tabatha Lacerda, diretora administrativa do Instituto Ovos Brasil, participou representando Ricardo Santin, presidente do IOB. “A criação desse programa é muito importante. O IOB apoia desde a ideia inicial, dando o suporte necessário para a sua construção. Uma ferramenta importantíssima de valorização do alimento/produto ovo que, sem sombras de dúvidas, será nacionalizado”, afirma.

O Programa de Certificação Ovos Plus Quality – O.P.Q. poderá certificar os sistemas alternativos de produção de ovos: Cage free, Free range, caipira, e ovos de codorna, além do sistema convencional de produção. Outra área de suporte do O.P.Q. será a disponibilidade de consultoria específica aos produtores de ovos que aderirem ao sistema de produção de ovos orgânicos.

“Estamos acompanhando muitas mudanças e imposições atinentes aos sistemas alternativos e produção em gaiolas. Nossa proposta de disponibilizar esta certificação é garantir suporte aos produtores que aderirem a estas mudanças através de um programa desenvolvido com base em normas e conceitos nacionais e internacionais”, comenta Eduardo Santos.

A coordenação técnica de desenvolvimento do programa de certificação ficou a cargo da doutora em Zootecnia Raquel Melchior –consultora técnica do Programa Ovos RS, comitê técnico científico e Instituto Senai de Alimentos/RS.

A idoneidade no processo de avaliação dos estabelecimentos é assegurada pela contratação de um organismo de certificação independente e sem vínculos com o setor, o qual irá coordenar e realizar as avaliações.

Todos os requisitos técnicos que compõem o escopo de avaliação do Programa de Certificação Ovos Plus Quality são baseados em legislações vigentes, recomendações nacionais e internacionais, bem como pesquisas científicas e práticas produtivas instituídas. Estes requisitos de avaliação foram debatidos com um comitê técnico consultivo composto por representantes dos diferentes segmentos que compõem e colaboram com a Postura Comercial.

Fonte: Assessoria
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