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Megaleite 2016 termina com faturamento 127% maior e quebra de recordes
O volume negociado é 127% maior que o registrado em 2015
Em sua primeira edição na capital mineira, a Megaleite 2016 registrou um faturamento de R$4.121.380,00 com a venda de animais em 8 leilões e 2 shoppings. O volume negociado é 127% maior que o registrado em 2015, quando os quatro leilões geraram R$1.818.020,00. O Leilão Noite do Girolando Edição Especial movimentou R$ 306.540,00 com a venda de 54 lotes. O Leilão Noite das Campeãs faturou R$223.470,00 com 41 lotes vendidos. O 1º Grande Leilão Girolando Basa Pantanal leiloou 56 lotes por R$ 423.000,00. O Leilão Exclusivo Girolando 5/8 e PS negociou 36 lotes por R$174.600,00. O Leilão Gir Leiteiro Fazenda Brasília 55 Anos ofertou 24 lotes, faturando R$1.028.450,00. O Leilão Úbere Cheio movimentou R$273.300,00 com a venda de 32 lotes. O Leilão Divas do Girolando teve a venda de 40 lotes pelo montante de R$677.100,00. O 2ª Leilão Grupo SV e Convidados Especiais faturou R$514.920,00 com a negociação de 43 lotes.
O Shopping Genética do Futuro
Fazenda Barreiro Alto negociou durante toda a Megaleite animais Girolando e Holandês, contabilizando R$350 mil em vendas. O Shopping Virtual Genética RBB comercializou R$150 mil com a venda de animais Girolando. Além disso, foram realizadas vendas diretas de animais, de material genético e de diversos produtos pecuários pelos expositores e 80 empresas presentes na Megaleite, cujos valores ainda estão sendo contabilizados, mas, que no momento, pelas informações preliminares já ultrapassam R$10 milhões.
Outros recordes da feira foram em relação ao número de animais inscritos da raça Girolando, de produção de leite em concurso leiteiro e de público. Passaram pelo Parque da Gameleira, em Belo Horizonte, 75 mil pessoas entre os dias 21 a 26 de junho. A abertura oficial do evento contou com a presença do governador de Minas Gerais Fernando Pimentel, que anunciou o início do projeto de revitalização do Parque da Gameleira. Serão destinados R$5 milhões para a reforma do recinto a partir deste ano. “Na Megaleite estamos celebrando o processo de revitalização e recuperação do Parque da Gameleira. Não vamos abrir mão desse equipamento que é um símbolo essencial para o agronegócio de Minas; vamos recuperar os pavilhões, refazer a parte elétrica, abastecimento de água. Tenho uma relação afetiva muito grande com o parque. Quando criança gostava de vir aqui passear e acompanhar as exposições”, disse Pimentel, que também anunciou a criação do Fundo Sanitário Privado, relativo ao combate à febre aftosa. Minas Gerais completa 20 anos sem registrar a doença.
Competições
Várias raças competiram na pista da Megaleite, que reuniu no total 1.400 animais de mais de 240 expositores. A 27ª Exposição Nacional de Girolando contou com 781 animais inscritos, novo recorde de participação da raça, e encerrou o Ranking 2015/2016 da raça. A premiação dos melhores da Megaleite e do Ranking aconteceu no último dia da feira. O resultado está disponível no site da feira (www.megaleite.com.br). No Torneio Leiteiro, com 24 fêmeas participantes, houve a quebra de 4 recordes. A vaca Capitu FIV Agro SD conquistou o título de Grande Campeã ao atingir uma produção de 270,540 kg/leite em 9 ordenhas e média de 90,180 kg/leite. Com esse desempenho, ela passa a ser a nova recordista (entre as vacas 5/8) de todas as edições da exposição. O animal pertence ao expositor João Domingos Gomes dos Santos, de Luiziânia (GO). Entre as fêmeas 1/4, a recordista é a vaca Liberdade FIV Teatro, do mesmo expositor. Ela produziu 150,700 kg/leite. A recordista entre as fêmeas 1/2 é a novilha Solar do Engenho Bélgica, do expositor Thiago Viana Nogueira, de Sete Lagoas (MG). Além de ser recordista da Megaleite, ela é recordista nacional.
A raça Gir Leiteiro realizou durante a Megaleite sua 8ª Exposição Internacional e contou com 358 animais inscritos. A vaca Doris FIV Alambari sagrou-se grande campeã Gir Leiteiro da Megaleite 2016. De propriedade da expositora Herica Cristina F Diniz Gonçalves, Doris produziu 222,750 kg/leite e teve média de 74,250 kg/leite. A grande campeã de pista foi Casuarina FIV CAL, do expositor Winston Frederico A. Drumond, e o grande campeão foi Expoente TE de Brasília, do expositor Fazenda Brasília Agropecuária.
A raça Holandesa teve 152 animais inscritos para a 25ª Exposição de Gado Holandês de Minas Gerais – Exphomig 2016, que ocorreu dentro da programação da Megaleite. Já a 32ª Exposição Nacional da Raça Pardo-Suíça teve julgamento 64 animais. Também aconteceu a Mostra Especial da Raça Jersey com 45 exemplares.
Acordo internacional
Mais dois países da América Latina firmaram convênio de cooperação técnico-científico com a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando para transferência de tecnologia na área de melhoramento genético e de registro genealógico. Associações de criadores de Honduras e Costa Rica receberão a assistência técnica da entidade brasileira para que possam registrar animais Girolando em seus respectivos países. A oficialização da parceria aconteceu no dia 25 de junho na Megaleite 2016.
Segundo o presidente da Associação de Criadores da Raça Holandesa da Costa Rica, Jaime Harrington, o convênio permitirá que os criadores de Girolando tenham um certificado de garantia de que produzem animais da raça com procedência comprovada. "Na Costa Rica, qualquer animal oriundo da cruza com Holandês é considerado um cruzamento único. Agora, com o registro genealógico do Girolando, o criador terá como comprovar que está selecionando a raça Girolando e não um cruzamento sem procedência", destaca Harrington. A Costa Rica é autossuficiente em leite e está ampliando seus rebanhos para aumentar o volume exportado para países da América Central. "Como a pecuária está expandindo para regiões de clima mais tropical, a raça Girolando é ideal para esse projeto.", assegura o presidente. Técnicos da Girolando irão à Costa Rica neste segundo semestre para avaliar a demanda por registro no país e farão o controle dos rebanhos.
Honduras é um país com economia baseada no agronegócio e, assim como a Costa Rica, tem rebanhos cruzados e pretende aumentar os rebanhos registrados de Girolando. Assinaram o documento pela associação hondurenha os criadores Roberto Moncada e José Moncada.
As comitivas estrangeiras de 13 países que participaram da feira reuniram-se no dia 24 para debater quais as necessidades de cada país em relação à raça Girolando. A Guatemala deve abrir o mercado para o Brasil em breve e recebeu semana passada do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento uma proposta brasileira de certificados veterinários para sêmen e embriões. O vice-ministro de Desenvolvimento Econômico Rural da Guatemala, Felipe Orellana Mejia, participou da reunião na Megaleite e confirmou o interesse de seu país pelas raças leiteiras selecionadas no Brasil.
Sumários de Touros e Vacas
A edição 2016 dos dois sumários foi lançada na Megaleite e traz avalição genética de mais de mil animais. No caso do Sumário de Touros, a publicação apresenta touros provados em 12 grupos do Teste de Progênie, sendo que este ano foram incluídos 12 novos reprodutores. Outra novidade é a genotipagem para A2. Já o Sumário de Vacas traz as top 1000 da raça Girolando de maiores valores genéticos para a produção de leite, ordenadas em valores decrescentes. Os Sumários são realizados por meio de parceria entre o PMGG (Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando) e a Embrapa Gado de Leite.
Projetos educacionais
Mais de 3 mil crianças passaram pela Megaleite para conhecer a mini fazenda e mini usina do leite, um espaço didático e interativo montado no interior do Parque da Gameleira. Foram recebidos alunos de escolas públicas e particulares, com idade entre 6 e 14 anos, em visitas monitoradas pela empresa AgroTour. Já o Clubinho Girolando recebeu filhos de produtores e de profissionais do setor para aprender como cuidar dos animais, com o intuito de formar sucessores no campo.
PIS/COFINS e segurança no campo
O uso de créditos de PIS/COFINS foi tema de reunião realizada no dia 23 de junho, na Megaleite 2016. O encontro teve a participação de representantes de diversas centrais de inseminação e indústrias de laticínios, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Girolando e SILEMG (Sindicato da Indústria de Laticínios de Minas Gerais). A reunião foi conduzida pelo fiscal agropecuário federal do MAPA e conselheiro técnico da Girolando João Carlos Vianna. O objetivo principal foi discutir a realização de projetos de investimento em melhoramento genético, através de recursos do projeto Leite Saudável, do MAPA, com uso de créditos de PIS/COFINS, com a colaboração e apoio das centrais de inseminação e de indústrias lácteas.
Já a segurança pública foi tema da audiência pública realizada pelos deputados da Comissão de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Também foram abordados temas como valorização da pecuária leiteira, preço do leite, dentre outros assuntos. A audiência foi finalizada com a entrega de três veículos ao Fundo de Investimento do Teste de Progênie da raça Girolando. Os carros adquiridos com recursos provenientes de emendas parlamentares dos deputados Fabiano Tolentino, Antônio Carlos Arantes e Nozinho e serão utilizados para entrega gratuita de doses de sêmen de touros Girolando a criadores de todo o Brasil.
Concurso Queijo Minas Artesanal
Pelo segundo ano consecutivo, a Megaleite sediou a disputa pelo melhor queijo de Minas. A vencedora foi a produtora Lúcia Maria Resende, do município de Tiradentes, da região de Campo das Vertentes. Foram escolhidos os cinco melhores queijos de Minas Gerais, entre 27 concorrentes do 9º do Concurso Estadual do Queijo Minas Artesanal. O concurso foi promovido pela EMATER-MG, em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura e com a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando.
Homenagens
Várias entidades foram homenageadas durante a Megaleite 2016 pela contribuição ao crescimento da raça Girolando que completa 20 anos em 2016, que são elas: Assembleia Legislativa de Minas Gerais, EMATER, Governo de Minas, Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA, Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro – ABCGIL, FAEMG, CNA, Instituto Federal de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais – IFTM, EPAMIG. Já os homenageados com o Mérito Girolando foram o secretário João Cruz, o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) Márcio Lopes de Freitas, os criadores Eire Ênio de Freitas, Daniella Martins da Silva, José Márcio Bellini Alvim e Aurora Trefzger Cinato Real.
Fonte: Assessoria

Notícias Em Londrina
Gigante da produção de alimentos inaugura nova fábrica de R$ 300 milhões no Paraná
Complexo industrial deve processar cerca de 200 mil toneladas de trigo por ano, gerar 200 empregos e reforça hub logístico para o Sul e Sudeste do país.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou nesta quinta-feira (26) da inauguração do novo complexo industrial da J.Macêdo em Londrina, no Norte do Estado. Uma das maiores empresas de alimentos do Brasil e dona de grandes marcas como Dona Benta e Sol, a planta recebeu investimento de R$ 300 milhões e tem capacidade para processar mais de 200 mil toneladas de trigo por ano.

Governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior: “Nós atingimos a maior marca de adultos com carteira assinada na história do Estado, fruto das indústrias que estão se instalando aqui e da economia paranaense pujante” – Foto: Ari Dias/AEN
Ratinho Junior destacou o bom momento da economia paranaense com grandes empreendimentos se instalando no Paraná. “Isso é motivo de muita alegria porque nós fizemos três inaugurações de novas indústrias só hoje. A primeira foi em Pato Branco, uma esmagadora de soja. Depois, em São Jorge do Oeste, com uma fábrica de queijo e derivados de leite, e agora a J. Macêdo, inaugurando essa planta e consolidando cada vez mais Londrina com o seu parque industrial, gerando muito emprego para a cidade e também para quem mora na região”, afirmou.
“Acima de tudo, mostrando que a economia e a geração de emprego no Paraná estão crescendo cada vez mais. Nós atingimos a maior marca de adultos com carteira assinada na história do Estado, fruto das indústrias que estão se instalando aqui e da economia paranaense pujante. Tudo isso somado à estratégia do Governo do Estado de atrair grandes indústrias para gerar emprego e renda para a nossa gente”, acrescentou.

Foto: Ricardo Ribeiro/AEN
Com cerca de 200 colaboradores, a planta industrial está instalada em uma área de 276 mil metros quadrados e integra a estratégia de expansão da J.Macêdo, incorporando tecnologias de última geração e alto nível de automação para ampliar a capacidade de produção. A unidade possui moinho de trigo, silos para armazenagem de grãos e um Centro de Distribuição (CD), servindo de hub logístico para as regiões Sul e Sudeste, em apoio à unidade de São José dos Campos (SP).
O novo moinho foi construído em um projeto greenfield (do zero), com capacidade para processar 660 toneladas de trigo por dia, enquanto os silos podem armazenar até 42 mil toneladas de grãos. Entretanto, a capacidade fabril pode aumentar, uma vez que a unidade foi construída em formato modular, o que permite futuras expansões sem prejudicar a operação existente.
De acordo com o diretor-presidente da J.Macêdo, Irineu José Pedrollo, a nova planta conta com as melhores práticas

Foto: Ricardo Ribeiro/AEN
de gestão ambiental, com sistemas para aumentar sua eficiência energética e uso racional da água. A meta é zerar a destinação de resíduos a aterros sanitários. “Temos aqui os fornecedores mais conceituados disponíveis no mundo em tecnologia de moagem, incorporando o que existe de melhor, tanto na qualidade do produto, com a segurança para as pessoas que operam, quanto no nível elevado de automação, na eficiência energética e no baixíssimo impacto ambiental. Não geramos resíduos, é uma indústria extremamente limpa e com alta eficiência”, explicou.
Segundo ele, o objetivo é ampliar a contribuição do Paraná no campo produtivo da empresa. “Hoje Londrina tem uma participação modesta frente ao seu potencial. Com esse investimento ela cresce e se torna absolutamente relevante no atendimento do Sul e Sudeste. Temos uma indústria em São José dos Campos, onde transformamos farinha em misturas e massas. O moinho daqui vai abastecer essa fábrica e nós esperamos, em um espaço de tempo não muito distante, trazer também parte dessa produção para Londrina”, detalhou.

Foto: Ari Dias/AEN
O prefeito de Londrina, Tiago Amaral, ressaltou a importância da empresa, presente na cidade há mais de 50 anos. “É uma demonstração do compromisso da indústria com Londrina. De lá para cá, muitas famílias foram estruturadas a partir do emprego gerado pela J. Macêdo, nossa maior indústria instalada no parque industrial. Mas queremos mais”, comentou, ressaltando: “Hoje é a primeira etapa da expansão, mas o projeto compreende uma segunda etapa do moinho e, na sequência, as fábricas de massas, biscoito e uma estrutura de tecnologia muito forte que está vindo para cá.”
Cidade industrial
A planta industrial da J.Macêdo é a primeira a se instalar na nova Cidade Industrial de Londrina, que está em processo de estruturação com apoio do Governo do Estado, via Secretaria das Cidades (Secid). O investimento é de R$ 38,7 milhões para as obras, que chegaram a 83% de execução, de acordo com a última medição. Os serviços compreendem terraplenagem, drenagem, pavimentação, urbanização, rede de água e esgoto, iluminação pública, ensaios tecnológicos e serviços complementares, em uma área total de 395 mil metros quadrados.
Além disso, também deve iniciar em breve a duplicação da Avenida Saul Elkind, que dá acesso ao novo bairro

Foto: Ricardo Ribeiro/AEN
industrial, e da Rua Joni Belai Aguiar. O aporte é de R$ 25,3 milhões, totalizando 5,77 quilômetros. As obras fazem parte da estratégia de incentivar a instalação de novas indústrias na cidade, ampliando a participação do setor no Produto Interno Bruto (PIB) municipal, que hoje é formado majoritariamente pelos setores de comércio e serviços.
“Sabemos que o processo de industrialização é extremamente vital. Por isso, estamos fazendo obras no entorno desse parque industrial para garantir o escoamento dos produtos. A extensão da rodovia na região será duplicada até o parque industrial para podermos melhorar o acesso dos trabalhadores e, obviamente, garantir tranquilidade para a principal via de acesso”, explicou Guto Silva, secretário estadual das Cidades.

Secretário estadual das Cidades, Guto Silva: “Investimentos como esse é que dão essa condição de gerar oportunidade de renda para a cidade, que não é feita só de infraestrutura, é feita de gente” – Foto: Ari Dias/AEN
“Londrina é a garantia do futuro, com emprego e renda na veia, auxiliando também as cidades do entorno com novas oportunidades. O Paraná não para de crescer. Nosso PIB saltou de R$ 400 bilhões para R$ 800 bilhões em oito anos. Investimentos como esse é que dão essa condição de gerar oportunidade de renda para a cidade, que não é feita só de infraestrutura, é feita de gente”, complementou.
Produção paranaense
O Paraná está entre os maiores produtores de trigo no Brasil, ocupando o 2º lugar em 2024, de acordo com o Diagnóstico Agropecuário, produzido pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A cultura abrange uma área de 1,1 milhão de hectares, com uma produção de 2,3 milhões de toneladas e Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 2,9 bilhões. É o 15ª item no ranking estadual.
Londrina registrou a segunda maior produção paranaense na cultura, com produção de 57 mil toneladas e VBP de R$ 71,2 milhões, atrás apenas de Cascavel, com 65,5 mil toneladas e R$ 81,2 milhões em valor de produção. Completam o top cinco as cidades de Tibagi, Luiziana e São João. Na safra 2023/2024, as exportações corresponderam a US$ 105,7 milhões, com destino a cinco países.
Colunistas
Qual tipo de marketing será bastante utilizado no agro nos próximos três anos?
Uso de IA embarcada em máquinas e sistemas de gestão permitirá que empresas transformem dados operacionais em ações comerciais personalizadas no campo.

Com a inteligência artificial (IA) ganhando cada vez mais espaço nas granjas e nas lavouras, um tipo de marketing será amplamente implementado pelo agronegócio durante os próximos três anos.
Trata-se do marketing de dados, conhecido data-driven marketing.
Imagine um trator com IA, coletando dados em tempo real. Em determinado momento, a tecnologia identifica que o trator está consumindo muito combustível, apesar de não ter um problema aparente.

Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio
A fabricante do trator pode utilizar essas informações para oferecer gratuitamente um curso para o operador do trator desempenhar melhor as suas funções.
Essa ação é apenas um exemplo de toda a potencialidade do marketing de dados.
Recentemente, li o livro “Inteligência Artificial”, escrito pelo chinês Kai-Fu Lee, que trabalhou na Google e na Apple. O autor defende que a IA terá o mesmo alcance que a eletricidade tem hoje.
Será um grande impacto! Mas, o agro precisa se mexer mais rapidamente.
Uma pesquisa, realizada pela Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio, aponta que apenas 32% das empresas do agro, entre propriedades, agroindústrias e cooperativas, utiliza IA.
Acredito, conforme falei em entrevista ao Valor Econômico, que esse número chegará a 100% em 05 anos.
Sinceramente, torço para que ocorra antes. O marketing de dados é essencial para o constante fortalecimento do agronegócio.
Notícias
Mato Grosso termina semeadura do milho safrinha em 7,4 milhões de hectares
Estado liderou o ritmo de plantio no país, concentrou metade da área no Médio-Norte e manteve a maior parte da semeadura dentro da janela ideal mesmo com chuvas em parte do território.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária confirmou que 100% da área prevista para a segunda safra de milho está semeada no estado, consolidando Mato Grosso como principal referência nacional na produção do cereal. A estimativa é de 7,4 milhões de hectares cultivados, área próxima à registrada no ciclo anterior.
O ritmo de plantio acompanhou a média histórica, favorecido pela boa umidade do solo e pelo avanço da colheita da soja, que liberou as áreas para a entrada das máquinas. Apesar disso, houve diferenças regionais no calendário.
De acordo com o agrônomo Bruno Casati, as chuvas mais intensas registradas em fevereiro provocaram ajustes pontuais no cronograma, sobretudo no Sul e no Oeste do estado. “Algumas regiões foram impactadas por chuvas mais intensas durante fevereiro, principalmente no Sul e no Oeste do estado. Isso acabou deslocando um pouco o calendário de plantio, mas não altera o tamanho da área cultivada”, ressalta.
Concentração produtiva no Médio-Norte

Agrônomo Bruno Casati: “A cultura do milho está cada vez mais consolidada em Mato Grosso” – Foto: Divulgação
A maior parte da semeadura ocorreu dentro da janela considerada ideal, especialmente nas regiões mais tradicionais da agricultura mato-grossense. O Médio-Norte segue como principal polo produtivo, concentrando cerca de metade da área de milho do estado ao longo do eixo da BR-163, que corta municípios como Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Sinop. “Cerca de metade da área de milho do Mato Grosso está concentrada no eixo da BR-163. Essa região costuma iniciar o plantio mais cedo. Por isso, mesmo quando há algum atraso na colheita da soja, ainda assim é possível recuperar o ritmo geral do plantio da safrinha”, explica Casati.
Sistema soja-milho
Mesmo com custos elevados e margens mais estreitas, a área plantada apresenta leve acréscimo em relação ao ciclo anterior. Para Casati, isso está ligado ao papel estratégico do milho dentro do sistema produtivo predominante no estado, baseado na sucessão soja-milho. “O agricultor hoje olha a propriedade como um sistema. A soja e o milho trabalham juntos na rentabilidade da fazenda. Quando uma cultura tem margens menores, a outra ajuda a equilibrar o resultado do ano. Este ano o milho está fazendo este papel de reduzir as perdas do ano-safra”, afirma.
Demanda industrial

Foto: Roberto Dziura Jr
Outro fator que sustenta a presença do milho nas lavouras mato-grossenses é a expansão da demanda interna, especialmente com o crescimento das usinas de etanol de milho no estado. “A cultura do milho está cada vez mais consolidada em Mato Grosso. Os produtores do estado têm tecnologia e infraestrutura de produção da porteira para dentro e o mercado interno cresce e absorve parte desse volume, então o agricultor mesmo em períodos não tão favoráveis segue investindo”, diz.
A produtividade média projetada pelo IMEA é de 116 sacas por hectare. O resultado final, no entanto, ainda depende das condições climáticas nas próximas semanas. “Vejo que, se o clima se mantiver dentro de uma variação média nas próximas semanas, a tendência é que essa produtividade seja revista para cima”, salienta Casati.
