Conectado com

Notícias ABCS

Medidas emergenciais para a suinocultura são pautadas no tradicional almoço da Bancada Ruralista

Presidente da ABCS reforça a necessidade da Linha de Retenção de Matriz para a suinocultura, no Plano Safra 2022/23, com prazo de dois anos e com valor de R$ 2.500,00 por matriz

Publicado em

em

Divulgação

Na última terça-feira (21), o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, a convite do presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Sergio Souza (MDB- PR) explanou no almoço da Bancada Ruralista sobre o atual cenário da suinocultura brasileira e reforçou a necessidade de medidas emergenciais de apoio ao setor. Lopes levou aos parlamentares os detalhes da recessão que os produtores de suínos estão atravessando.

Na oportunidade, Lopes explicou os principais pleitos trabalhados pela ABCS nos últimos meses, que são: Linha de Retenção de Matrizes, no Plano Safra 2022/23 com prazo estendido (de dois anos) e com valor de R$ 2.500,00 por matriz para suinocultura; manutenção da isenção das alíquotas de contribuição incidentes na importação do milho (PIS/COFINS) até dezembro de 2022; prorrogação do prazo de pagamento dos custeios pecuários em um ano; inclusão da carne suína e de seus derivados nos Programas Nacionais de Alimentação Escolar. O presidente reforçou que todas as medidas são essenciais para dar fôlego ao suinocultor, tendo em vista o alto custo de produção versus o preço pago no quilo do suíno.

De acordo com dados levantados pela ABCS houve um o aumento de 20%, na disponibilidade interna nos últimos cinco anos. “O crescimento da produção interna em 2021 foi 9,12%, sendo que em 2017 esse crescimento foi 3,06%. Ou seja, passamos de 3.824.682 toneladas ano para 4.890.652 toneladas ano”, explicou Lopes. O presidente detalhou ainda que o problema começou a se agravar em 2021, mas em 2022 o cenário ficou pior. “Em média os custos de janeiro a maio de 2022 subiram 9%, enquanto o preço de venda caiu 32% em relação ao mesmo período do ano passado”.

O presidente da Bancada Ruralista, deputado Sergio Souza afirmou que a Frente está ciente da crise vivida na suinocultura e que os números apresentados pelo presidente da ABCS foram esclarecedores. Com relação às medidas emergenciais pleiteadas pela ABCS, o deputado disse que irá reforçar a necessidade e urgência aos dirigentes do Ministério da Economia em nome da FPA. “O atual momento vivido pela suinocultura já estava no radar da FPA, mas vamos reforçar a necessidade das medidas emergências ao setor, que não pode esperar”.

Para fechar sua apresentação, o presidente da ABCS citou os resultados parciais da Semana Nacional da Suinocultura (SNCS), que se encerrou no último dia 17 de junho. “Adiantamos a SNCS desse ano para o mês de junho, uma medida tomada para aumentar o consumo da proteína e consequentemente vender mais carne suína”.  Ao final Lopes trouxe o vídeo exibido no Jornal Nacional, no último dia 20/06 sobre o aumento do consumo da carne suína na casa dos brasileiros por meio de campanhas promocionais direcionadas pela ABCS junto ao varejo brasileiro.

Fonte: ABCS
Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

cinco × 4 =

Notícias

Cadeia paulista do trigo se reúne em evento híbrido para discutir projeção recorde para a safra 2022

Encontro da Câmara Setorial do cereal será realizado na próxima quinta-feira (29), em Capão Bonito (SP), e transmitido via YouTube.

Publicado em

em

Foto: Arquivo/OP Rural

A cadeia do trigo paulista, em meio à expectativa de safra recorde do cereal, volta a se reunir para a Câmara Setorial do Trigo de São Paulo, a ser realizada na próxima quinta-feira (07), às 09h30, em formato híbrido, com participação presencial no auditório da Cooperativa de Capão Bonito, em Capão Bonito (SP).

O canal do YouTube do Sindicato da Indústria do Trigo do Estado São Paulo (Sindustrigo) fará a transmissão do evento de forma online, trazendo todas as atualizações da produção no Estado paulista.

Este será o primeiro encontro conduzido pelo novo presidente da Câmara Setorial do Trigo de São Paulo, Ruy Zanardi, que assumiu o cargo na reunião realizada em abril de 2022. Na ocasião, a perspectiva para a safra de trigo no estado era positiva, e essa expectativa ainda se mantém para esse ano. “A próxima reunião da Câmara será muito importante, pois atualizaremos os participantes sobre as projeções de recorde de produção do cereal em solo paulista, com as informações sobre o andamento da safra do trigo”.

Zanardi também debaterá os desafios enfrentados pelos moinhos em períodos de alta nos preços do trigo. Além disso, o Head Wheat Douglas Araújo abordará a conjuntura mundial e nacional do cereal, trazendo informações essenciais à cadeia triticultora.

Ainda, o tradicional reporte das cooperativas do estado será apresentado durante o encontro, com o objetivo de divulgar os dados obtidos até o momento, as novas expectativas e estimativas de rendimento no campo, produtividade e colheita. “No início do ano, projetamos uma safra recorde de 400 mil toneladas de trigo para São Paulo. Nesse contexto, a participação das cooperativas nos permite uma análise precisa sobre o andamento da produção e sobre os desafios e oportunidades deste período”, afirma o presidente da Câmara Setorial.

O encontro será transmitido virtualmente pelo link https://youtu.be/hGZq_mvsVDg.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

Colunistas Artigo

100 anos: cooperativismo faz bem

Para assegurar recursos ao setor rural e outros setores da atividade econômica, surgiram as cooperativas de crédito que fomentaram a base produtiva e dinamizaram as cadeias de suprimento, dando musculatura à economia local e microrregional.

Publicado em

em

Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina, Luiz Vicente Suzin - Foto: Divulgação/Ocesc

Neste primeiro sábado de julho comemora-se em todo o mundo o Dia Internacional do Cooperativismo. Em 02 de julho, pela centésima vez, essa emblemática data será festejada. Uma reflexão acompanha a marca dos 100 anos dessa efeméride: o cooperativismo pode ser a solução para todos ou praticamente todos os problemas da humanidade.

Um dos maiores flagelos da atualidade – a fome – é combatida pelas cooperativas do ramo agropecuário, responsáveis pela organização de produtores e empresários rurais na estruturação da produção de cereais, frutas, hortigranjeiros, lácteos e proteína animal. Essas cooperativas levaram tecnologia ao campo, capacitaram agricultores, abriram mercados e incorporaram milhares de pequenos produtores, transformando-os em competitivos agentes econômicos. Disso resultou a maior oferta de alimentos e a redução da fome no país e no exterior.

Para assegurar recursos ao setor rural e outros setores da atividade econômica, surgiram as cooperativas de crédito que fomentaram a base produtiva e dinamizaram as cadeias de suprimento, dando musculatura à economia local e microrregional. Da mesma forma, as  cooperativas do ramo da infraestrutura levaram sistema de abastecimento de energia elétrica ao campo e aos municípios isolados. As cooperativas de trabalho médico organizaram profissionais de saúde e criaram formidáveis aparatos que envolvem desde a atenção primária à saúde até a medicina de alta complexidade, aliviando o sistema público de saúde, este sempre no limiar de um colapso.

As cooperativas, portanto, exercitando uma doutrina de livre associação, meritocracia e estímulo ao esforço individual, premiando a todos na proporção direta do esforço de cada um tornou-se um fator essencial da livre-iniciativa – que deixou de ser uma ficção constitucional para tornar-se fator indispensável à saúde da vida econômica. Os paradigmas se espraiam por todos os ramos: transporte, consumo, habitacional etc.

Nesses tempos em que as mudanças e transformações tecnológicas estão destruindo empregos, as cooperativas do ramo de trabalho podem oferecer uma alternativa para a empregabilidade. Transformações disruptivas em curso tendem a tornar anacrônica ou obsoleta a legislação trabalhista. É um fenômeno mundial inescapável. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), editada em 1º de maio de 1943 – há 79 anos, portanto –  marcou território na defesa dos trabalhadores, inaugurando um novo tempo nas relações de trabalho e impregnando conceitos  de dignidade, humanidade e justiça social.

Mas os tempos mudaram e, hodiernamente, os 922 artigos originais – que depois derivaram em milhares de normas via portarias, decretos, instruções etc. – regulamentam excessivamente aspectos como identificação profissional, jornada de trabalho, férias, salário mínimo, aviso prévio, rescisão contratual, estabilidade, direito judiciário do trabalho, organização sindical, negociações e dissídios coletivos, profissões com tratamento diferenciado etc. Surgiu uma suspeita de que a excessiva regulamentação tornou-se um fator de desempregabilidade. O legislador original teria  ignorado a realidade social e econômica brasileira, como prova a intensa judicialização que há quase 80 anos congestiona a Justiça do Trabalho.

Acreditamos que a organização de trabalhadores e profissionais qualificados de nível operacional, básico ou superior em regime de sociedade cooperativista poderia ser uma grande alternativa no combate ao desemprego em muitas regiões brasileiras. A resistência observável, de potenciais contratantes ou dos próprios trabalhadores é uma decorrência dessa cultura fulcrada na CLT que impregna o mercado de trabalho no Brasil.  É possível que o amadurecimento das relações sociais em face das transformações distópicas e que nos referimos possa revalorizar e proporcionar uma ressignificação às cooperativas do ramo de trabalho.

Quaisquer que sejam as reflexões, a 100ª comemoração do Dia Internacional do Cooperativismo renova uma sólida e evidente convicção – cooperativismo faz bem em todas as atividades humanas.

Fonte: Ascom Ocesc
Continue Lendo

Notícias

Coopeavi recebe inscrições para 2º Torneio de Silagem de Milho

Podem participar do evento lavouras de milho plantadas no período de 1º de junho a 31 de julho de 2022.

Publicado em

em

Foto: Leandro Fidelis/Coopeavi

O inverno chegou e é tempo de se preparar para manter nutrido o gado leiteiro sem contratempos. Com a meta de reduzir em 15% a sazonalidade da produção de alimentos para bovinos leiteiros até 2024, a Cooperativa Agropecuária Centro Serrana (Coopeavi) abre inscrições para a 2ª edição do Torneio de Silagem de Milho.

O concurso é voltado aos pecuaristas associados que fornecem leite à cooperativa, com destaque para as bacias leiteiras onde a Coopeavi realiza captação atualmente (Espírito Santo e Leste e Noroeste de Minas Gerais). A ficha de inscrição e o regulamento podem ser acessados no link https://bit.ly/TorneioSilagemCoopeavi2022. A taxa é de R$ 50 por amostra.

Podem ser inscritas no Torneio lavouras de milho plantadas no período de 1º de junho a 31 de julho de 2022. As amostras serão coletadas por técnicos do Programa “Leite Certo” e ligados às unidades comerciais, que ficarão responsáveis pelo acompanhamento desde o plantio do milho até a colheita.  A coleta deverá ser feita com no mínimo 30 dias após a ensilagem.

Serão premiados os três primeiros colocados, sendo que o vencedor ganhará um kit bar completo, o 2º lugar, uma smart TV 50”, e o 3º lugar, um vale combustível no valor de R$ 1.500. O resultado será divulgado em evento de premiação, ainda sem data confirmada.

Na primeira edição do Torneio, em 2021, Carlos Eduardo Delogo Lacerda, de Águia Branca (ES), bateu a melhor marca com 97,2 pontos, seguido de Anderson Sian (95,39), de Nova Venécia (ES) e Geroni Rodrigues Toras (93,42), de Águia Branca.

A importância da qualidade da silagem de milho

A silagem de milho é um alimento estratégico para a produção de leite e carne no Brasil, especialmente em função da sazonalidade na produção das pastagens ocasionada pelas variações de temperatura, precipitação pluviométrica e comprimento dos dias, levando a grande déficit na disponibilidade de alimento forrageiro e perdas produtivas dentro dos rebanhos bovinos.

As forragens conservadas, como as silagens, podem apresentar grandes variações na composição em função dos procedimentos empregados na produção e conservação, além dos fenômenos bioquímicos e microbiológicos ocorridos durante o processo.

O conhecimento da composição bromatológica da silagem de milho utilizada na alimentação do rebanho é fundamental para o correto ajuste da dieta. Além disso, a composição da silagem pode fornecer informações técnicas importantes ao produtor sobre várias etapas do processo de produção, como o ponto de colheita adotado, a regulagem do maquinário utilizado na colheita do material, características da fermentação, entre outros.

Fonte: Ascom Coopeavi
Continue Lendo
SIAVS 2022

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.