Avicultura
Medidas de Biosseguridade são destaque no Workshop da Avicultura Paranaense 2014: Sindiavipar / Apavi
O Médico Veterinário Bruno Pessamilio, Coordenador de Sanidade Avícola, é convidado do Workshop da Avicultura Paranaense 2014 para ministrar palestra sobre Medidas de Biosseguridade. Um dos pontos mais importantes da produção de aves, a biosseguridade, será debatido durante o evento. A atualização da legislação e também a importância da implantação da mesma pelo setor de avicultura serão temas abordados durante a palestra do Dr. Bruno Pessamilio.
Médico veterinário pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ); especialista em defesa sanitária animal pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Atualmente é fiscal federal agropecuário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no cargo de coordenador de Sanidade Avícola.
O Workshop da Avicultura Paranaense 2014: Sindiavipar / Apavi contará com a participação de outros nomes da avicultura nacional, confira:
8h15 às 8h30 Abertura: Dr. Domingos Martins – Presidente do SINDIAVIPAR, Dr. Francisco Turra Presidente da ABPA e Sr. Claudio Casagrande Presidente da APAVI
8h 30 às 9h15 – Perspectivas da Avicultura brasileira para 2015 – Desafios e Oportunidades: Dr. Francisco Turra – ABPA
9h15 às 10h – Diagnóstico de fatores imunossupressores: Dr. Emerson Godinho (Merial)
10h às 10h30 – Cofee break
10h30 às 11h15 – Como maximizar as avaliações do abatedouro avícola melhorando a lucratividade: Dr. José Maurício França (Zoetis)
11h15 às 12h – 4º pilar da avicultura: Dr. Valmor Ceratto (Owens Corning)
12h às 13h15 – Almoço
13h15 às 14h – Otimização das MP na formulação de rações: Dr. João Batista Luchesi (Agroceres/Multimix)
14h às 14h45 Atualidades sobre Salmonella na produção avícola: Dra. Anderlise Borsoi (USP)
14h45 às 15h30 – Desafios e Estratégias para o Controle da Salmonella spp: Dr. Alberto Back (Ourofino)
15h30 às 16h- Cofee break
16h às 16h45 – Acreditação de Laboratórios conforme a ISO 17025: Dr. Celso Romero Kloss (Paraná Metrologia)
16h45 às 17h30 Medidas de Biosseguridade em Estabelecimentos Avícolas: Dr. Bruno R. Pessamilio Coordenador de Sanidade Avícola, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – CSA/DSA/MAPA
17h30 às 18h15 – Sanidade na Avicultura Paranaense: ADAPAR, conquistas, desafios e responsabilidades compartilhadas: Dr. Inácio Kroetz presidente ADAPAR
18h15 às 19h Encerramento Mesa Redonda
19h Coquetel de encerramento com sorteio de brindes
Sindiavipar e Apavi realizam evento em conjunto com o objetivo de fortalecer a indústria
Um dos eventos mais esperados pela indústria avícola para este ano, o Workshop da Avicultura Paranaense 2014 já está com a programação definida. O evento será realizado pela primeira vez em conjunto entre o Sindiavipar e a Apavi. A parceria é uma aproximação entre as duas entidades representativas da avicultura paranaense, que juntas abrangem as cadeias do frango de corte, matrizes de reprodução e as aves de postura.
Esse esforço conjunto entre o Sindiavipar e a Apavi é um primeiro passo para trazer mais sinergia ao nosso setor, construindo uma representatividade ainda mais sólida para a indústria avícola, afirma o presidente do Sindiavipar, Domingos Martins.
O presidente da Apavi, Claudio Cesar Casagrande, corrobora a opinião de Martins. O Workshop da Avicultura Paranaense 2014 vai selar a parceria entre a Apavi e o Sindiavipar, trazendo mais benefícios para esse segmento econômico tão importante para o estado e o País, pontua.
O workshop é dirigido a funcionários das empresas avícolas de todo o Brasil e tem como foco a capacitação técnica da mão de obra industrial da avicultura brasileira. Evidenciando o grande esforço da avicultura para fortalecer sempre a vigilância sanitária do plantel avícola do Estado.
Inscrições
O Workshop da Avicultura Paranaense 2014: Sindiavipar / Apavi será realizado em Foz do Iguaçu, no Mabu Thermas e Resort, na sexta-feira, 24 de outubro de 2014, a partir das 8 horas da manhã. Depois das palestras haverá um coquetel de encerramento a partir das 19h. No evento haverá sorteios de brindes e bolsas de estudo de um MBA.
Serviço:
Workshop da Avicultura Paranaense 2014: Sindiavipar / Apavi
Data: 24 de outubro (sexta-feira)
Local: Mabu Thermas e Resort (Foz do Iguaçu Paraná)
Horário: das 8h às 19h
As inscrições vão até o dia 17/10 – Informações: (41) 3224-8737 ou [email protected]
Sobre o Sindiavipar
O Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) representa 44 abatedouros, incubatórios e frigoríficos paranaenses. Desde sua fundação, em 1992, o Sindiavipar tem trabalhado para o crescimento da avicultura do estado, buscando sempre representatividade no mercado interno e externo. Atualmente, o Paraná é o maior produtor nacional, líder em sanidade avícola e responde por mais de 25% das exportações de carne de frango do país, embarcando o produto para mais de 130 países em todo o mundo.

Avicultura
Um em cada três frangos abatidos no Brasil sai do Paraná
Estado respondeu por 35% da produção nacional no primeiro trimestre de 2026, período em que o país atingiu o maior volume de abates da série histórica.

O Paraná ampliou sua liderança na avicultura brasileira e respondeu sozinho por mais de um terço de todos os frangos abatidos no país no primeiro trimestre de 2026. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o estado concentrou 35% do abate nacional no período, mantendo ampla vantagem sobre os demais produtores.

Foto: Ari Dias
Ao todo, o Brasil abateu 1,71 bilhão de frangos entre janeiro e março, resultado 3,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Apesar do crescimento anual, houve ligeira retração de 0,5% em relação ao quarto trimestre de 2025.
Ainda assim, o desempenho foi suficiente para garantir o melhor resultado já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica do IBGE, em 1997. O mesmo ocorreu com os abates de bovinos e suínos, indicando um começo de ano marcado por volumes recordes nas principais cadeias de proteína animal do país.
A distância do Paraná em relação aos demais estados ajuda a dimensionar a importância da avicultura na economia estadual. Com participação de 35%, o estado produz praticamente três vezes mais do que o quarto colocado nacional.
Na sequência aparecem Santa Catarina, com 13,3% do total abatido, Rio Grande do Sul, com 11,8%, e São Paulo, com 10,9%. Juntos, os quatro estados responderam por mais de 70% do abate nacional de frangos no primeiro trimestre.
Produção de carne cresce acima do ritmo de abate
Além do aumento no número de aves abatidas, a produção de carne de frango registrou expansão ainda maior no

Foto: Ari Dias
início deste ano.
O peso acumulado das carcaças alcançou 3,73 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026, alta de 6,9% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 2,2% frente ao trimestre imediatamente anterior.
O crescimento da produção em ritmo superior ao do abate indica ganho de eficiência na cadeia produtiva, com aves mais pesadas e melhor aproveitamento dos sistemas de criação e processamento.
A avicultura brasileira ocupa posição estratégica no agronegócio nacional. Além de atender ao mercado interno, o setor é fortemente orientado às exportações e possui no Sul do país sua principal base produtiva, sustentada pela integração entre produtores, cooperativas e agroindústrias.
Os números divulgados pelo IBGE reforçam essa concentração. Somente Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul responderam por 60,1% do abate nacional no primeiro trimestre, confirmando a Região Sul como o principal polo da produção brasileira de carne de frango.
Avicultura
Galinhas livres de gaiolas e foco em biossegurança garantem produção de ovos bem-sucedida
Plantel de 500 mil aves, produção sem antibióticos melhoradores de desempenho e certificação em bem-estar animal sustentam o modelo adotado pela Planalto Ovos há oito anos.

Galinhas livres de gaiolas, biosseguridade e a adoção de sistemas preventivos e sustentáveis garantem há oito anos o sucesso da Planalto Ovos, cujos resultados produtivos obtidos ao longo da sua trajetória demonstram a consistência do modelo escolhido para sua operação desde a concepção do projeto. Membro fundadora da Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA), a empresa mantém hoje um plantel de aproximadamente 500 mil aves, distribuídas entre diferentes unidades produtivas em Minas Gerais.

Foto: Divulgação
A decisão de adotar a criação de galinhas livres foi influenciada pela experiência prévia dos sócios na avicultura, construída entre 1964 e 2017 na Granja Planalto, e pela avaliação de que o modelo permitiria estruturar uma produção baseada em manejo cuidadoso, disciplina sanitária e qualidade do produto.
Em 2018, o mercado brasileiro de ovos provenientes de sistemas alternativos ainda era pouco desenvolvido. Existiam iniciativas pontuais, muitas vezes de pequena escala e com baixa padronização de processos. Porém, as mudanças observadas em mercados internacionais indicavam que modelos de criação que proporcionassem melhores condições às aves tenderiam a ganhar relevância ao longo do tempo. Esse contexto sinalizava uma oportunidade para a Planalto, que desde o início descartou a ideia de realizar uma transição gradual a partir de estruturas convencionais.
Toda a produção da empresa é desde então conduzida em sistemas livres de gaiolas ou caipira e integralmente certificada em bem-estar animal, para estabelecer um elevado padrão produtivo para todas as aves, independentemente do destino comercial dos ovos. Essa abordagem contribui para maior consistência operacional e reforça o princípio de que as práticas de manejo e as condições de criação devem ser uniformes em todo o plantel.
Biosseguridade como eixo central da produção
Desde a concepção do projeto, a biosseguridade foi estabelecida como um dos principais pilares da operação. Inicialmente havia preocupação de que a criação no piso pudesse ampliar o risco de desafios sanitários. Na prática, a experiência demonstrou que um programa robusto de prevenção, aliado a boas condições de manejo, permite manter estabilidade sanitária e consistência produtiva.

Foto: Divulgação
Um dos desdobramentos dessa abordagem foi conduzir a produção sem utilização de antibióticos como melhoradores de desempenho. Para viabilizar esse modelo, a empresa estruturou um conjunto integrado de medidas preventivas, baseadas em biosseguridade rigorosa, nutrição equilibrada e manejo adequado das aves.
Nesse contexto, são utilizadas alternativas tecnológicas que contribuem para a saúde intestinal e para a estabilidade da microbiota das aves, como probióticos e simbióticos, ácidos orgânicos e óleos essenciais. Essas ferramentas auxiliam na manutenção do equilíbrio microbiológico e reduzem a necessidade de intervenções terapêuticas ao longo do ciclo produtivo.
A abordagem está alinhada ao conceito de Saúde Única, que reconhece a interdependência entre saúde animal, saúde humana e equilíbrio ambiental, reforçando a importância de sistemas produtivos preventivos e sustentáveis.
A estrutura produtiva é compartimentalizada, com unidades fisicamente separadas (fábrica de ração, fazendas e entreposto de ovos), o que, apesar de aumentar a complexidade logística, reduz significativamente o risco de disseminação de patógenos.
O manejo sanitário inclui vacinação, monitoramento, controle de acesso e desinfecção, com atenção adicional, em sistemas no piso, ao manejo da cama, escolha do ninho e prevenção de endoparasitas.
Reconhecimento internacional
Os resultados produtivos obtidos demonstram a consistência do modelo adotado. Um dos marcos mais relevantes foi o reconhecimento de um lote da linhagem Lohmann como o mais produtivo já registrado pela genética, atingindo 593,8 ovos por ave alojada.
A empresa também recebeu em 2024 o Good Egg Award, concedido pelo ONG de bem-estar animal internacional Compassion in World Farming. A premiação reconhece empresas que adotam padrões elevados de criação e práticas alinhadas à melhoria das condições de vida das galinhas poedeiras.

Diretor da Planalto Ovos, Daniel Mohallem: “A viabilidade de sistemas livres de gaiolas depende menos de discurso e mais de execução: planejamento, disciplina sanitária, observação das aves, equipe capacitada e expansão alinhada à demanda” – Foto: Divulgação
Segundo a empresa, esses reconhecimentos demonstram que essas dimensões não são conflitantes, mas que é possível combinar altos níveis de bem-estar animal com alta e consistente produtividade.
Cooperação e perspectivas para o setor
A participação na criação da COBEA está alinhada à visão de que iniciativas colaborativas podem acelerar o aprendizado do setor. A troca de experiências entre empresas, academia e organizações da cadeia produtiva contribui para ampliar o alcance de boas práticas e fortalecer discussões técnicas e estratégicas sobre produção animal.
Na avaliação da Planalto Ovos, o Brasil tem capacidade técnica para avançar, mas enfrenta desafios como acesso a financiamento, custos mais altos e necessidade de melhor organização comercial; nesse contexto, certificações independentes são chave para diferenciar boas práticas e dar transparência ao mercado. “A viabilidade de sistemas livres de gaiolas depende menos de discurso e mais de execução: planejamento, disciplina sanitária, observação das aves, equipe capacitada e expansão alinhada à demanda. Nossa participação na COBEA serve não apenas para compartilhar nossa experiência com outros, mas também para evoluir em conjunto e promover a colaboração necessária em toda a cadeia de valor, o que pode ajudar a acelerar a transição para sistemas de produção que promovam um melhor bem-estar animal”, afirma o diretor da Planalto Ovos, Daniel Mohallem.
Avicultura
Produção de ovos supera 1,2 bilhão de dúzias no Brasil
São Paulo mantém liderança com quase um quarto da produção nacional, enquanto Paraná aparece na terceira posição entre os maiores produtores do país.

A produção brasileira de ovos de galinha atingiu 1,21 bilhão de dúzias no primeiro trimestre de 2026, mantendo-se em um dos maiores patamares da série histórica, embora tenha mostrado sinais de desaceleração na comparação com os meses finais do ano passado.

Foto: Rodrigo Felix Leal
Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que o volume produzido entre janeiro e março foi 0,4% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Em relação ao quarto trimestre do ano passado, porém, houve retração de 3,5%.
Mesmo com a queda trimestral, a produção permanece acima de 1,2 bilhão de dúzias, evidenciando a dimensão da avicultura de postura brasileira e a capacidade do setor de sustentar elevados níveis de oferta para atender tanto o mercado interno quanto a crescente demanda da indústria alimentícia.
A produção de ovos vem registrando crescimento contínuo nos últimos anos, impulsionada principalmente pelo aumento do consumo doméstico. O alimento ganhou ainda mais espaço na dieta dos brasileiros por apresentar custo relativamente menor em comparação a outras proteínas animais e por sua versatilidade de consumo.
Entre os estados, São Paulo manteve ampla liderança nacional. O estado respondeu por 24,6% de toda a produção

Foto: Rodrigo Felix Leal
brasileira no primeiro trimestre, o equivalente a praticamente uma em cada ოთხro dúzias produzidas no país.
Na sequência aparecem Minas Gerais, com participação de 10,2%, Paraná, com 9,8%, e Espírito Santo, responsável por 7,9% do total nacional. Juntos, os quatro estados concentram mais da metade da produção brasileira de ovos, demonstrando a forte regionalização da atividade.
Consumo interno sustenta produção elevada
Embora a variação anual tenha sido modesta, o desempenho do setor confirma a estabilidade da produção em níveis historicamente elevados. A demanda doméstica segue como principal sustentação da atividade, favorecida pelo aumento do consumo per capita e pela busca dos consumidores por proteínas de menor custo.

Foto: Giovanna Curado
No Paraná, terceiro maior produtor do país, a avicultura de postura desempenha papel relevante na economia agropecuária, com forte presença de granjas tecnificadas e integração com a indústria de alimentos. O estado se mantém entre os principais polos produtores nacionais, ao lado de São Paulo e Minas Gerais.
Os números integram as Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha referentes ao primeiro trimestre de 2026, divulgadas pelo IBGE. O levantamento acompanha a evolução da produção agropecuária brasileira e serve de referência para o monitoramento da oferta de alimentos e da dinâmica das cadeias produtivas do país.
