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Medidas de biosseguridade garantirão sobrevivência do agro em SC

Doenças virais na produção de suínos e ações de prevenção foram debatidas em Chapecó

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Manter a sanidade do rebanho suíno catarinense, ampliar a vigilância nas granjas e capacitar os profissionais da área para a defesa sanitária foram os objetivos do Workshop de Doenças Virais de Importância na Produção de Suínos realizado, nesta quinta-feira (12), no Mogano Premium Hotel, em Chapecó. A iniciativa foi da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Faesc). O evento reuniu mais de 180 médicos veterinários, técnicos, gerentes de granjas e profissionais vinculados ao setor.

O workshop permitiu a atualização dos conhecimentos sobre sete doenças virais: peste suína africana (PSA), peste suína clássica (PSC), Síndrome Respiratória e Reprodutiva dos Suínos (PRRS), febre aftosa, estomatite vesicular, doença vesicular do suíno e senecavírus. Além das medidas para a redução dos riscos de entrada dessas doenças, a atuação do serviço veterinário oficial e do setor privado para ampliar a vigilância à campo e da necessidade da implantação de medidas de contingenciamento.

O vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Faesc), Enori Barbieri, observou que a iniciativa realizada em Chapecó é parte de uma agenda de 14 seminários em todo o território nacional, com o propósito de alertar sobre o risco dessas doenças virais nos plantéis de suínos. “Vivemos um momento de euforia, até em excesso, pelos mercados que se abriram em função da PSA que está na China, no leste Europeu e na Ásia e que causa um estrago imensurável. Por isso, esses eventos nos tiram da zona de conforto e revelam que é imprescindível atuação de todos, seja cuidando da propriedade ou verificando se os procedimentos estão corretos. Essas medidas de segurança garantirão a sobrevivência do setor do agronegócio em Santa Catarina”, alertou.

A doutora em medicina veterinária Masaio Mizuno Ishizuka enalteceu que Santa Catarina demonstra uma elevada competência em sanidade há muitos anos, desde a erradicação da peste suína clássica no começo da década de 90 e do estado livre da febre aftosa sem vacinação. “Contudo, torna-se importante também o diagnóstico diferencial, porque se de um lado temos as doenças hemorrágicas, de outro temos as doenças vesiculares, que se confundem com febre aftosa em suínos. Por isso, é fundamental a notificação e o atendimento imediato pelo serviço oficial que é a Cidasc”, comenta.

Para a pesquisadora e chefe geral da Embrapa, Janice Reis Ciacci Zanella, o momento atual é muito favorável para o setor do agronegócio catarinense, contudo é necessário estar preparado para situações adversas. “Esse momento de calmaria deve ser utilizado para o preparo, com ações conjuntas das entidades, dos técnicos e dos produtores para enfrentar essas doenças que estão ameaçando o mundo”, comentou ao explicar que a metade dos suínos do planeta está na China que sofre com a PSA e já registra falta de carne para população.

A diretora técnica da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) Charli Ludtke, enalteceu os desafios da cadeia produtiva, a exemplo da redução do tempo de notificação após a identificação dos primeiros sinais ou suspeita clínica de alguma dessas doenças, resposta imediata nas ações de diagnóstico e de medidas preventivas para evitar a disseminação das doenças.

Peste Suína Africana

A PSA é uma doença infecciosa viral altamente transmissível, que se caracteriza por sinais e lesões hemorrágica em decorrência de destruição de células do endotélio vascular. Acomete suínos domésticos, suídeos asselvajados e silvestres (javalis).

A doutora em medicina veterinária Masaio Mizuno Ishizuka explicou como o vírus da PSA chegou à Europa e sua expansão no mundo, pois em 2012 havia o registro de 328 focos que ampliou para 10.926 até março de 2019. “Observa-se um aumento significativo nos números de focos de 2013 para 2014, estabilizando entre 2014 e 2017. Contudo, ampliou consideravelmente a partir de 2018, o que caracteriza uma pandemia”, comentou.

Entre as medidas de políticas de biosseguridade para países livres da doença, como o Brasil que possui esse status desde dezembro de 1984, estão: evitar visitas nas unidades de produção, pois todo o visitante pode ser um risco a introdução de patógenos; descarte apropriado de restos de alimentos das áreas infectadas; controle de moscas e carrapatos; isolamento e quarentena dos suínos importados e proibição total da entrada de carne no país, sendo in natura ou processada dos países com foco da doença.

Peste Suína Clássica

A PSC é uma doença infecciosa e altamente transmissível, classificada como doença de notificação obrigatória pela Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE). “Essa doença apresenta grande poder de difusão e especial gravidade porque pode se estender além das fronteiras nacionais, gerando prejuízos socioeconômicos e sanitários, dificultando ou impossibilitando o comércio internacional de animais e produtos de origem animal”, alertou a médica veterinária.

Masaio também apresentou dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) de 2019 que apontam como Estados livres de PSC sem vacinação,  que ainda mantém monitoramento sorológico periódico: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e Rondônia.

Síndrome respiratório e reprodutiva

A Síndrome Respiratória e Reprodutiva dos Suínos (PRRS) é uma doença infecciosa viral caracterizada pelo comprometimento respiratório e reprodutivo. O vírus entra no organismo por diferentes portas como mucosa nasal, oral, intrauterina e vaginal.

De acordo com Masaio a principal forma de profilaxia é interromper a entrada do vírus em rebanhos negativos e impedir a entrada de novos vírus em rebanhos já infectados, por meio de instalações para quarentena; veículos que ingressam na propriedade; controle de pragas e controle do plantel de reprodutores.

Doenças vesiculares

Na palestra sobre doenças vesiculares foram abordadas: febre aftosa (doença vesicular aguda e severa), estomatite vesicular (doença infecciosa), doença vesicular do suíno (doença viral aguda e altamente contagiosa) e senecavírus (formação de úlceras, erosões e vesículas na pele, coroa dos cascos, fochinho, lábios e na cavidade oral dos suínos).

Promoção

O workshop contou com a parceria da Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (Abegs), Associação Brasileira de Médicos Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves), Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), Sindicatos Rurais, Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC), Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV/SC) e Associação Catarinense de Avicultura (ACAV). Teve, ainda, o apoio da Embrapa Suínos e Aves, Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil (MAPA) e Instituto Interamericano de Cooperação para a agricultura (IICA).

Fonte: Assessoria
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Notícias Próxima terça-feira

XIX Congresso Nacional Abraves inicia dia 22

Evento proporcionará trocas de experiências e informações, envolvendo toda a cadeia produtiva da suinocultura

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Arquivo/OP Rural

Com o tema ‘O futuro mercado de suínos, fundamentado pelo conhecimento e pela ciência’, o XIX Congresso Nacional Abraves e I Congresso Internacional Abraves inicia na próxima terça-feira, dia 22, em Toledo, PR. Durante três dias o evento vai discutir importantes temas para a cadeira produtiva de suínos.

Toledo, localizada no oeste do Paraná, será palco do mais tradicional evento técnico e científico da suinocultura brasileira. O município ocupa lugar de destaque no agronegócio brasileiro, especialmente na área da suinocultura, tendo o maior plantel do país.

Programação

O Abraves reunirá em Toledo especialistas nacionais e internacionais que vem contribuindo para os padrões técnicos da atividade. Serão cinco painéis que irão discutir temas ligados ao desenvolvimento das Pessoas, Nutrição, Salmonella, Mercado e Sanidade.

O primeiro dia do evento (22) será destinado ao desenvolvimento das pessoas, com palestras e mesas redondas que terão como ponto principal aqueles que fazem a suinocultura avançar: as Pessoas. A abertura do Congresso está prevista para às 9h20, com a palestra do jornalista Clóvis de Barros Filho, que falará sobre ‘Comportamento, atitude, motivação e inteligência: qual o valor do profissional com essas atitudes?’.

Já no segundo dia (23), as atividades serão destinadas aos temas Sanidade e Nutrição, com palestrantes internacionais como Theo Niewold, Bélgica, que falará sobre ‘Promotores de crescimento (AGP): mecanismos de atuação e interação com microbiota’ e Paul Sundberg, EUA, que abordará ‘Doenças virais emergentes e os riscos sanitários para os mercados globais’.

O último dia (24) do XIX Congresso Nacional e I Congresso Internacional vai ter como pauta principal Salmonella e Mercado. Quatro importantes profissionais irão discutir os impactos da salmonela na cadeira produtiva de suínos, além da apresentação de dois trabalhos científicos. O médico veterinário e Mestre em Produção Animal, Fabrício Delgado, vai falar sobre o controle da salmonella – visão da indústria e a pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Marisa Cardoso, abordará o tema na visão acadêmica.

As atividades no painel Mercado se encerram com o tema: ‘Dependência do mercado externo: vantagens e desvantagens para a suinocultura brasileira’, que será abordado por Jose Piva – PIC, (EUA), seguido de uma mesa redonda.

Fonte: Assessoria
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Notícias Segundo consultoria

Plantio de soja do Brasil segue atrasado com clima adverso

Com o tempo adverso registrado nas principais áreas produtoras este ano, o ritmo também tem forte atraso ante a mesma época da safra anterior

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Cleverson Beje

O plantio de soja no Brasil havia avançado até a sexta-feira (11) para 9,5% da área estimada para a safra 2019/20, registrando atraso de cerca de três pontos percentuais ante a média histórica para o período, após um início mais lento dos trabalhos pelo clima seco, informou na sexta-feira a consultoria Arc Mercosul.

Com o tempo adverso registrado nas principais áreas produtoras este ano, o ritmo também tem forte atraso ante a mesma época da safra anterior, quando 21,1% da soja do maior exportador global estava plantada, informou a consultoria.

O plantio também está mais lento que o registrado em 11 de outubro de 2017, quando produtores haviam semeado 11,6% da safra. “A soja brasileira vai ‘bem’ sendo plantada até o fim de novembro, principalmente no centro do Brasil”, disse o diretor da Arc Mercosul, Matheus Pereira, ao comentar que o atraso não é um problema para safra da oleaginosa, mas pode ser um fator negativo para a segunda safra.

Até a semana passada, o Brasil havia semeado 4,4% da área, disse Pereira, acrescentando que o plantio só não evoluiu mais esta semana por “excessos de chuvas no Sul do Brasil e o atraso da chegada das mesmas para o centro do país”.

Segundo o especialista, o problema do atraso no plantio de soja “continua sendo o estreitamento da janela de plantio da safrinha 2019, principalmente para o milho”, semeado após a colheita da oleaginosa. “A cada dia que se perde de inatividade em campo durante outubro é um dia que se perde na janela do plantio do milho, lá em fevereiro/março de 2020.”

Quanto mais tarde se plantar a segunda safra, maior a chance de tempo adverso durante o período de desenvolvimento.

Para esta semana, a maioria das áreas deverá receber chuvas, especialmente o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

O oeste do Paraná, Estado onde o plantio está atrasado, deverá receber mais de 90 mm, enquanto o noroeste, 64 mm. O Norte Pioneiro deverá ter meros 38 mm, segundo dados meteorológicos publicados no terminal Eikon, da Refinitiv.

Essa variação de volumes também é esperada para o Mato Grosso do Sul.

Já Goiás, Tocantins e nordeste de Mato Grosso terão menos chuvas, em volumes de até 5 mm ao longo da semana.

O norte e sul de Mato Grosso verão mais chuvas, de 20 mm a pouco mais de 40 mm, o longo da semana.

Com essas chuvas, as precipitações acumuladas no período deverão ficar acima do normal ao sul do país e abaixo da média na maior parte do Centro-Oeste.

Fonte: Reuters
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Notícias Segundo Abrafrigo

Rússia reabilita frigorífico de TO para exportação de carne bovina

Serviço sanitário russo publicou na quinta-feira (10) em seu site na internet a reabilitação da unidade

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A planta do frigorífico Cooperfrigu em Gurupi (TO) foi reabilitada pela Rússia para exportar carne bovina ao país, que havia embargado a proteína brasileira em 2017 por alegações de uso do aditivo ractopamina, informou nesta sexta-feira (14) a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

O serviço sanitário russo publicou na quinta-feira (10) em seu site na internet a reabilitação da unidade, que possui capacidade de abate de 820 animais por dia e exporta cerca de 30% de sua produção, segundo a Abrafrigo.

Antes maior importadora do produto brasileiro, a Rússia iniciou a retirada dos embargos em novembro do ano passado, mas até agora contemplou apenas cinco empresas de bovinos. As restrições aplicadas em 2017 também valem para a carne suína.

Fonte: Reuters
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AB VISTA Quadrado
PSA
Biochem site – lateral

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