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Médico-veterinário e zootecnista: atores essenciais
Muitas conquistas brasileiras foram possíveis graças à excelência da formação técnica desses dois profissionais, do seu engajamento com os programas públicos e privados e do seu comprometimento com as metas de produção e produtividade que o país se impôs para tornar-se tão importante player na área de proteína animal.

Na produção animal, seja na área acadêmica, científica ou empresarial, diversos profissionais atuam sinergicamente para a constante evolução que podemos acompanhar. Dentre estes destaco aqui dois respeitáveis atores – o médico-veterinário e o zootecnista – os quais prestaram e prestam excepcionais serviços ao nosso país, protagonista do agronegócio mundial.
Muitas conquistas brasileiras foram possíveis graças à excelência da formação técnica desses dois profissionais, do seu engajamento com os programas públicos e privados e do seu comprometimento com as metas de produção e produtividade que o país se impôs para tornar-se tão importante player na área de proteína animal.
As duas atividades são autônomas e complementares e, ambas, foram regulamentadas no ano de 1968. O exercício da profissão de médico-veterinário foi regulamentado pela Lei 5517 de 23/10/1968 e a profissão de zootecnista pela Lei 550 de 04/12/1968. Antes mesmo disto, mas em especial de lá para cá, médicos-veterinários e zootecnistas foram essenciais, cada um segundo suas expertises, na construção de um regime de sanidade, produtividade e bem-estar animal nas cadeias produtivas de aves, suínos, bovinos, equinos, ovinos e bubalinos. Também atuaram com afinco na implantação do avançado sistema de produção agroindustrial nas cadeias da carne que garantiu ao Brasil liderança no mercado mundial e consistentes resultados na balança comercial.
O trabalho desses dois profissionais – ao lado dos produtores rurais, das agroindústrias, das cooperativas, dos organismos estatais e de tantos outros profissionais do agro – resultou em uma condição extraordinária para o Brasil, cujas evidências mais retumbantes são os excelentes índices produtivos juntamente a ausência das epizootias em território brasileiro, como a peste suína africana (PSA), a gripe aviária, a febre aftosa, entre outras, que grassam em muitos países, vergastando suas cadeias produtivas.
A valorização, a harmonia e a integração das duas profissões é uma tradição na esfera do Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet). Recentemente, em uma assembleia geral extraordinária, aprovamos uma modernização dos estatutos sociais com a criação de um fundo de reserva, a criação do Conselho Consultivo e a inclusão dos zootecnistas no quadro de associados. A efetiva presença dos zootecnistas no quadro social e em todas as atividades do Nucleovet já era uma realidade concreta – agora é uma realidade concreta e formal na estrutura jurídica da entidade. O público em geral e os atores das imensas cadeias do agronegócio brasileiro se acostumaram com a intensa participação desses profissionais no cotidiano do sistema de produção, seja na academia, no campo ou nas indústrias. No Nucleovet não é diferente. Seguimos juntos com a responsabilidade de impulsionar o coração que impulsiona as vidas e a economia de nossa região e País.
O Nucleovet completou 50 anos em 2021. Fundado em 09 de outubro de 1971, foi um dos primeiros núcleos criados em Santa Catarina, atendendo uma solicitação da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc), que queria implantar associações regionais da classe no Estado.
Desde sua fundação, a finalidade é promover o aperfeiçoamento técnico e compartilhar conhecimento e tecnologias voltadas para o agronegócio. Também busca a união dos profissionais da área pelo esporte e pela recreação, realiza trabalhos sociais, conscientização da população para a saúde única (união entre a saúde animal, humana e ambiental), orientação para o controle de zoonoses e apresenta o importante papel que esses profissionais desempenham na sociedade.
Nessa caminhada, passou a promover três dos principais eventos técnicos do Brasil e da América Latina que se tornaram referências em transferência de conhecimentos, aperfeiçoamento da classe, desenvolvimento de novas tecnologias, assim como troca de experiências nessas áreas: o Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), o Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS) e o Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL).

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Eco Invest Brasil avança como ferramenta para financiar recuperação de áreas degradadas
Programa foi destaque em evento em São Paulo e deve apoiar iniciativas como o Caminho Verde Brasil, que prevê recuperar até 40 milhões de hectares no país.
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Dia de Campo da Coopavel reúne mais de 250 produtores no Sudoeste do Paraná
Evento técnico em Pato Branco apresentou tecnologias e estratégias de manejo para as culturas de soja e milho, com participação de agricultores de três municípios da região.

Mais de 250 produtores rurais de Pato Branco, Bom Sucesso do Sul e Vitorino participaram, na quinta-feira, 5, de um Dia de Campo de Verão promovido pela Coopavel em sua unidade central no Sudoeste do Paraná, em Pato Branco. O evento técnico reuniu agricultores das três filiais da cooperativa na região e teve como foco principal a difusão de tecnologias voltadas às culturas de soja e milho.
Ao longo da programação, os participantes tiveram acesso a informações estratégicas sobre manejo, escolha de cultivares e novas soluções agronômicas apresentadas por empresas parceiras da cooperativa. A proposta foi aproximar produtores das mais recentes inovações do setor, permitindo que conheçam alternativas capazes de melhorar a produtividade e a sustentabilidade das lavouras.
O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, prestigiou o encontro e ressaltou a importância de iniciativas desse tipo para a rápida transmissão de conhecimentos no campo. Segundo ele, o contato direto com tecnologias e especialistas contribui para que o produtor tome decisões cada vez mais assertivas, rápidas e com resultados melhores, sempre conectado aos conceitos da sustentabilidade. “Eventos como esse são uma oportunidade de conhecer tecnologias desenvolvidas para potencializar resultados e garantir mais eficiência e competitividade à atividade agrícola”, reforça Dilvo.
Aproximação

O gerente de Filiais Sudoeste da Coopavel, Adelar Roberto Goehl, também enfatizou o papel do encontro na aproximação entre cooperativa, empresas e produtores rurais da região. Segundo ele, o Dia de Campo se consolida como um importante espaço de troca de experiências e atualização técnica. “Aqui, o produtor consegue ver soluções na prática, conversar com especialistas e esclarecer dúvidas sobre manejo e tecnologias que podem fazer diferença no desempenho das lavouras”.
O evento também funcionou como uma vitrine das marcas próprias da cooperativa, reforçando a diversidade de soluções oferecidas aos associados. Foram apresentadas tecnologias e produtos das linhas Fertilizantes Coopavel, Sementes Coopavel, Nutriagro Fertilizante Foliar, Biocoop, Rações Coopavel, Coopclean e Credicoopavel, além de soluções voltadas à agricultura de precisão.
Parceiros
Os parceiros presentes no dia de campo foram: Corteva Agriscience, Adama Agricultural Solutions, Bayer, Syngenta, BASF, FMC Corporation, Ourofino Agrociência, UPL, Ihara, Sumitomo Chemical, Brasmax, TMG – Tropical Melhoramento & Genética, Cordius, SoyTech e Golden Harvest.
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Zoneamento agrícola conecta produção, crédito e inovação no campo
Ferramenta desenvolvida pela Embrapa já orienta mais de 40 culturas em cerca de 5.500 municípios brasileiros.

Do vinho gaúcho ao café amazônico e ao zoneamento do dendê, mapeamentos da Embrapa mostram como a ciência aplicada orienta decisões no campo e fundamenta políticas públicas. Em diferentes regiões do Brasil, dados sobre clima, solo e uso da terra antecipam riscos, fortalecem a produção e balizam crédito, seguro e investimentos, com impacto direto na expansão sustentável da agricultura.
A base técnica construída a partir desses levantamentos alimenta bancos de dados públicos, fundamenta zoneamentos e programas de regularização ambiental e orienta decisões que vão do crédito rural ao manejo de cultivos. Para além da geração de mapas, consolida-se como ferramenta de gestão territorial que ajuda o País a prever riscos climáticos, a definir o uso do solo e a conciliar produção e conservação.

Fotos: Gilson Abreu
Para a chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Territorial (SP), Lucíola Magalhães, os mapeamentos e os zoneamentos são ferramentas cruciais para o desenvolvimento agropecuário. “Eles expressam, de forma mais simples e direta, a complexidade de diferentes fenômenos que ocorrem em um território, onde as políticas e ações acontecem. A capacidade de retratar um fenômeno ou de sintetizar dados de múltiplas dimensões (ambientais, sociais, agrícolas, econômicas, fundiárias e de infraestrutura) é vital para apoiar o desenvolvimento sustentável da agropecuária nacional. Traduz-se em melhor governança e em aprimoramento do planejamento e gestão do uso das terras, e fornece a base essencial para a formulação, execução e monitoramento de políticas públicas”, afirma.
À medida que essas informações se consolidam como instrumentos estratégicos de planejamento, cresce a demanda por dados territoriais. Governos, bancos, cooperativas e empresas têm recorrido a esse conhecimento para planejar políticas públicas, avaliar riscos e orientar investimentos. Nesse cenário, os mapeamentos da Embrapa ganham cada vez mais importância como referências técnicas para influenciar decisões econômicas e de gestão.
Zarc abrange mais de 40 culturas em 5.500 municípios
Esse movimento aparece com clareza no crédito e no seguro rural. Boa parte dos financiamentos do campo só é aprovada quando o plantio segue as indicações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ferramenta desenvolvida pela Embrapa. Em 2023, o custeio agrícola movimentou cerca de R$ 143,9 bilhões, segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), e grande parte desse valor depende, direta ou indiretamente, do zoneamento.
Nesse contexto, o Zarc se tornou um elo entre produção, crédito e política agrícola. Lançada em 1996, inicialmente para o trigo, a ferramenta abrange atualmente mais de 40 culturas e orienta políticas de crédito e de seguro rural, influenciando milhares de produtores e dando suporte às principais decisões financeiras no campo.
Além disso, o Zarc tem impacto direto na pesquisa e na inovação. Ao identificar regiões sujeitas a excesso ou déficit hídrico, geadas ou temperaturas elevadas, direciona estudos para desenvolver cultivares adaptadas e práticas de manejo específicas. A ferramenta também subsidia modelos de simulação de culturas, indica janelas de semeadura e colheita de menor risco e valida novas tecnologias – de cultivares a insumos – em diferentes cenários agroclimáticos.

O funcionamento do Zarc depende de uma engenharia científica robusta, que combina dados de clima, solo e fenologia das plantas, séries históricas, capacidade de armazenamento de água no solo e exigências hídricas das culturas. A análise é probabilística e apoiada em décadas de registros, integrando dados meteorológicos e de solos harmonizados, além da calibração de milhares de cultivares.
Todo o processo envolve uma rede nacional de pesquisadores da Embrapa, instituições estaduais e universidades, com infraestrutura computacional sediada na Embrapa Agricultura Digital (SP) capaz de rodar milhões de simulações para culturas, tipos de solo e períodos de semeadura em mais de 5.500 municípios.
Nos próximos anos, a ferramenta deve passar por aprimoramentos significativos, segundo o pesquisador da Embrapa Agricultura Digital Eduardo Monteiro, coordenador da Rede Zarc Embrapa. Ele acredita que o avanço da modelagem dinâmica – integrando cenários climáticos, modelos de crescimento de culturas e inteligência artificial – permitirá análises mais detalhadas. Além disso, a expansão de sensores de campo, imagens de satélite de alta resolução e drones ampliará o volume de informações disponíveis e permitirá uma diferenciação das recomendações para microrregiões e até talhões específicos, além do monitoramento quase em tempo real do estresse hídrico e do desenvolvimento das culturas.
Essas melhorias mostram como o Zarc pode transformar decisões no campo, oferecendo dados precisos que orientam produtores e políticas agrícolas.




