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Medalhas do Prêmio Queijos do Paraná alavancam queijarias

Premiação reconheceu 75 produtos, de diversos municípios do Paraná, promovendo a expansão da cadeia produtiva.

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Fotos: Sistema Faep

Os queijeiros e produtores rurais Solange Liller e Ordilei Dufech mal puderam acreditar quando foram chamados ao palco da segunda edição do Prêmio Queijos do Paraná, na noite de 30 de maio. Uma de suas criações, o Queijo Aroma do Campo tinha conquistado uma das dez medalhas super ouro do concurso. E não foi só.

Outros dois produtos da Tia Nena Produtos Coloniais, queijaria que pertence ao casal e que fica no município de Cantagalo, na região Centro-Sul, faturaram medalhas: uma de prata, outra de bronze. “O nosso queijo [o Aroma do Campo] é uma criação autoral que fizemos há oito meses. Nós enviamos para o concurso mais para ter uma avaliação do júri”, explica Solange. Ela descreve o seu produto super ouro como um queijo de massa não muito cozida, bem amanteigado e curado com ervas. “O aroma desse queijo é espetacular. Pelo jeito, foi isso que encantou os jurados”, diz.

Ordilei Dufech e Solange Liller, durante a premiação

Solange e Dufech sabem da importância da premiação. Na primeira edição, realizada em 2023, três produtos da Tia Nena Produtos Coloniais já tinham ganhado medalhas, o que impulsionou o negócio. Na ocasião, o casal utilizava 2,3 mil litros de leite por mês para a produção de queijos. Os produtos eram vendidos quase que exclusivamente em Cantagalo. Agora, a produção mais que triplicou: são cerca de 7 mil litros de leite por mês destinados à fabricação dos produtos lácteos.

Além disso, com o avanço do negócio, a queijaria conquistou o selo Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf), que permite que os produtos sejam comercializados em todo o Paraná.

Além da venda no próprio estabelecimento, Solange e Dufech também vendem pela internet e participam de feiras em outros municípios. “Pelo fato de termos ido bem no primeiro Prêmio Queijos do Paraná, em 2023, nossa queijaria ficou bem-vista. Com a divulgação, passamos a ter muita gente nos procurando, querendo o nosso produto. Foi um salto”, comemora Solange. “Boa parte do Paraná já provou nossos queijos”, orgulha-se a queijeira.

Olhando para trás, o casal mal acredita no sucesso, conquistado a muito custo. A produção de queijos começou em 2019, “na panela”, ou seja, de forma caseira. Em 2021, após se formarem em um curso de dois meses do Sistema Faep e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Solange e Dufech inauguraram sua agroindústria, com mão de obra exclusivamente familiar.

Além dos dois, o filho mais velho, Diego Samuel é responsável pelo plantel de 17 vacas da propriedade. Por enquanto, o caçula, Eduardo José, de oito anos, só observa, mas o sonho dos pais é que, no futuro, ele também se interesse pela queijaria. Enquanto isso, Solange já pensa na próxima edição do Prêmio Queijos do Paraná. “A gente não vai ficar de fora, porque é um prêmio que faz diferença. Mudou a nossa vida”, afirma.

Família Bombacini exibe as medalhas conquistadas no prêmio

Estreante na premiação, Alcélio Bombacini inscreveu 11 produtos no concurso. Seis deles faturaram medalhas, incluindo o Queijo Pérola Negra de São Camilo, que conquistou a super ouro. Ao subir ao palco para receber o certificado, Bombacini fez questão de levar a família: a mulher Tatiane e os filhos Heloísa e João Pedro.

Nos dias seguintes à premiação, o queijeiro já percebeu o impacto das condecorações conquistadas. “Deu uma ênfase na divulgação da nossa queijaria. No dia do prêmio, nós demos bastante entrevistas, fomos muito vistos. Com as medalhas, muita gente já entrou em contato. Estamos animados com a repercussão”, comemora Bombacini.

Localizada em Palotina, no Oeste do Paraná, a queijaria Granja Santo Expedito está em operação há apenas um ano e cinco meses. De lá para cá, apostando em qualidade, o estabelecimento participou de concursos.

Ganhou duas medalhas no Mundial do Queijo, que ocorreu em São Paulo, e seis medalhas no Prêmio Queijo Brasil, realizado em Blumenau, Santa Catarina. “No Prêmio Queijos do Paraná, a gente foi mais para testar, porque sabíamos que é um prêmio rigoroso, com uma quantidade limitada de medalhas. Por isso, ficamos felizes com o nosso resultado”, observa Bombacini.

Com o bom desempenho no concurso criado pelo Sistema Faep, o queijeiro de Palotina planeja a expansão do negócio. A ideia é dobrar a produção, saltando dos 500 litros de leite para 1 mil litros por dia destinados à produção de queijo. A matéria-prima provém de 30 vacas Jersey, criadas na propriedade da família. O portfólio da queijaria conta com 15 produtos – 13 deles desenvolvidos por Bombacini e pela mulher. O objetivo é que até o final do ano a queijaria produza 20 tipos diferentes.

A Granja Santo Expedito vende seus produtos na propriedade e em uma loja em Palotina. No dia do Prêmio Queijos do Paraná, Bombacini recebeu a notícia de que a propriedade conquistou o selo Serviço de Inspeção Federal (SIF), que permite a comercialização de produtos em todo o território nacional. Naquela mesma data, o queijeiro começou a prospectar um ponto de vendas em Curitiba.

“Cheguei a ver um quiosque em um shopping. É algo que está no nosso radar”, comenta. Para trilhar o caminho, o queijeiro também enfatiza que sempre procura se especializar em todas as etapas da produção. “Tudo que é curso do Sistema Faep relacionado à área, eu e minha mulher fazemos. Alguns títulos, mais de uma vez”, dizem.

O prêmio

As queijarias Tia Nena e Granja Santo Expedito não foram as únicas laureadas na segunda edição Prêmio do Paraná. O concurso teve 75 derivados lácteos condecorados: foram 10 super ouro, 15 queijos conquistaram medalha de ouro, 20 levaram a prata e 30 ficaram com o bronze.

Ágide Eduardo Meneguette

O presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette

Além disso, o queijo Parmesão Gold, produzido pela Frimesa, cooperativa de Marechal Cândido Rondon, no Oeste do Paraná, recebeu a maior pontuação dos jurados, consagrando-se o melhor produto do Prêmio Queijos do Paraná. A edição também trouxe como novidade o Concurso Excelência em Muçarela – Edição Pizza, que elegeu os cinco melhores produtos para esta aplicação gastronômica. “O Prêmio Queijos do Paraná é mais do que uma competição. É um movimento de valorização da cadeia produtiva dos lácteos paranaenses, que aproxima os produtores da excelência, dos consumidores e dos mercados. Que esse reconhecimento seja mais um incentivo para continuarem inovando, aprendendo e levando o nome do Paraná cada vez mais longe”, disse Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema Faep.

O Prêmio Queijos do Paraná é realizado por um comitê-gestor formado pelo Sistema Faep, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Sebrae (PR), Sistema Fecomércio-PR e Sindileite (PR). O objetivo da iniciativa é dar visibilidade aos queijos produzidos no Paraná, colocando-os em posição de destaque, valorizando a cadeia produtiva como um todo – a exemplo do que ocorreu com os queijos produzidos por Solange e Bombacini.

Idealizador do prêmio e consultor do Sistema Faep, Ronei Volpi destaca a evolução em relação à primeira edição. Volpi também enfatizou a importância da união das entidades que integram o comitê-gestor do prêmio e de seus apoiadores. “O Paraná é uma terra de produtores apaixonados, que respeitam a tradição, investem em inovação e transformam o leite no nosso orgulho. O prêmio é um esforço coletivo para valorizar o setor e seu sucesso só foi possível graças ao envolvimento de produtores de diferentes perfis, de pequenas propriedades a modernas indústrias. Todos mostraram que é possível envolver técnica, sabor, segurança alimentar e identidade”, define.

Fonte: Assessoria Sistema Faep

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SBSBL renova liderança científica e projeta fortalecimento do evento no setor leiteiro

Nova presidência destaca foco em produtividade, gestão e integração entre pesquisa e produção.

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Fotos: Karina Ogliari/MB Comunicação

A presidência da comissão científica do Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL) passou por uma transição planejada, apresentada aos membros durante reunião realizada neste mês de fevereiro. Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), o Simpósio inicia um novo ciclo com a saída do Zootecnista, Claiton André Zotti, que esteve à frente da comissão nos últimos três anos, e a entrada do Zootecnista, Daniel Augusto Barreta, como novo presidente.

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destacou a importância do trabalho desenvolvido pelas comissões científicas e agradeceu a contribuição de Zotti. “As mudanças fazem parte do amadurecimento das entidades e dos eventos. O Claiton teve um papel fundamental na construção do Simpósio, sempre com uma visão técnica alinhada à realidade do campo. A escolha do Daniel segue o mesmo critério que adotamos em todas as comissões: competência técnica, proximidade com o setor, diálogo com a diretoria e respeito dos colegas”, afirmou.

Três anos de crescimento

Zootecnista, Daniel Augusto Barreta e a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin

Ao se despedir da presidência da comissão científica, Claiton André Zotti, agradeceu a oportunidade de liderar o grupo e ressaltou o caráter coletivo do trabalho desenvolvido. “Foram três anos muito prazerosos, trabalhando com uma equipe comprometida, que exerce o voluntariado com seriedade e dedicação. Cada colega conhece o esforço envolvido em organizar um evento desse porte, e isso fez toda a diferença”, comentou.

Zotti explicou que a decisão de deixar o cargo está relacionada a questões profissionais, cada vez mais frequentes em sua rotina. Ainda assim, buscou conduzir a comissão com intensidade e foco. “Sempre acreditei em um trabalho intenso e bem feito. Tentamos mostrar os desafios do setor leiteiro e representar aquilo que realmente está acontecendo no campo. Tivemos também uma participação crescente da bovinocultura de corte nos debates”, pontuou.

Entre as principais conquistas do período, Zotti destacou o crescimento do Simpósio e a resposta positiva do público. “O reconhecimento é coletivo. Crescemos muito nesses três anos, com avaliações positivas e uma trajetória ascendente. Conseguimos representar as demandas do mercado, identificar gargalos e levar esse conteúdo de forma clara para os profissionais e produtores de leite. Esse é, sem dúvida, o principal sucesso do SBSBL”, avaliou.

Novos desafios

Zootecnista, Claiton André Zotti e a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin

Ao assumir a presidência da comissão científica, o Zootecnista Daniel Augusto Barreta destacou a satisfação em iniciar a nova missão. “É uma satisfação começar essa nova etapa como presidente da comissão científica de um Simpósio que vem se destacando como um marco, não apenas para a região oeste, mas para Santa Catarina e para o Sul do Brasil”, afirmou.

Baretta ressaltou que a partir da 15ª edição, o objetivo é fortalecer ainda mais o posicionamento do SBSBL como um evento estratégico para a cadeia produtiva do leite. “Nossa intenção é continuar o trabalho das comissões anteriores, elevando o Simpósio como um evento relevante para o setor produtivo”, explicou.

Ao comentar os próximos desafios, o presidente destacou o momento delicado vivido pelo setor leiteiro e a necessidade de eficiência. “O mercado é muito dinâmico. Passamos por um período desafiador, e manter produtividade e lucratividade exige eficiência, que passa por nutrição, sanidade, reprodução e gestão. Esses temas seguirão no centro da programação, para que técnicos e produtores saiam do Simpósio com energia renovada para enfrentar os desafios do setor”, afirmou.

Outro ponto destacado por Baretta é a valorização do debate científico. “A publicação de resumos científicos, que já acontece em algumas edições, é fundamental para elevar o SBSBL como um ambiente de discussão científica, aproximando universidades, pesquisadores e o setor produtivo”, concluiu.

SBSBL

Médicos veterinários, zootecnistas, produtores rurais, consultores, estudantes, pesquisadores e demais profissionais da agroindústria já podem garantir sua inscrição para o 15º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), que será realizado entre os dias 06 a 08 de outubro de 2026, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Esalq promove simpósio para fortalecer protagonismo feminino na pecuária

Evento Vozes do Campo reúne especialistas e profissionais em Piracicaba (SP) no dia 13 de março, com 10 horas de programação técnica, mesas-redondas e certificação.

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Fotos: Shutterstock

O Departamento de Zootecnia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo, realiza no dia 13 de março, em Piracicaba (SP), o Simpósio Vozes do Campo – Protagonismo Feminino na Pecuária 2026. O encontro acontece no Instituto Pecege, das 07h45 às 20 horas, com expectativa de reunir cerca de 300 participantes entre estudantes e profissionais do setor.

Com carga horária de 10 horas e certificação emitida pela Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz, o simpósio tem como foco a valorização e o fortalecimento da atuação feminina nas diferentes cadeias da pecuária brasileira. A proposta inclui ampliar a difusão de conhecimento técnico, estimular a troca de experiências e consolidar redes profissionais no agronegócio. “O fortalecimento do protagonismo feminino na pecuária é estratégico para o desenvolvimento sustentável do agronegócio. O Vozes do Campo nasce para dar visibilidade, gerar conexão e impulsionar carreiras por meio de conhecimento técnico de excelência”, afirma o professor Diogo Fleury Azevedo Costa, do Departamento de Zootecnia da Esalq.

A abertura será conduzida por Thais Vieira, diretora da Esalq. Ao longo do dia, a programação contempla palestras técnicas, mesas-redondas e momentos de integração. Entre os temas estão mercado da proteína animal, criação e manejo de bezerras, posicionamento estratégico no agro, gestão de pastagens, qualidade da carne, avanços na avicultura, cadeia do pescado e reprodução equina com a técnica ICSI.

Participam especialistas da Esalq/USP e da Universidade Federal de Lavras, além de representantes do setor produtivo, consultorias e empresas privadas. Duas mesas-redondas integram a agenda: uma dedicada à projeção de carreira da mulher no agro e outra voltada à diversidade de atuações femininas além da bovinocultura.

A programação inclui coffee breaks, brunch e o encerramento “Do Campo ao Copo: Um brinde às Vozes que ecoam”, espaço destinado ao networking entre participantes.

As inscrições estão abertas e devem ser feitas exclusivamente pela internet, clicando aqui. O investimento é de R$ 100 para estudantes de graduação e pós-graduação e R$ 300 para profissionais. O pagamento pode ser realizado via pix, boleto bancário, disponível até quatro dias antes do evento ou cartão de crédito, com opção de parcelamento.

Programação Vozes do Campo: Protagonismo Feminino na Pecuária 2026

  • 07h às 07h45 | Credenciamento
  • 07h45 às 08h | Palestra: Abertura com a diretora Esalq, Thais Vieira.
  • 08h às 08h30 | Palestra: Mercado da proteína animal, com representante da Scot Consultoria.
  • 08h30 às 08h40 | Perguntas e Respostas
  • 08h40 às 09h10 | Palestra: A bezerra de hoje é a vaca do amanhã, com a professora Carla Bittar do Departamento de Zootecnia da Esalq.
  • 09h10 às 09h20 | Perguntas e Respostas
  • 09h20 às 09h50 | Coffee break
  • 09h50 às 10h20 | Palestra: Da faculdade à autoridade no mercado: o caminho do posicionamento estratégico no agro, com Josiane Lage da Pecuária Roxa.
  • 10h20 às 10h30 | Perguntas e Respostas
  • 10h30 às 11h | Palestra: Os 25 anos da Fazenda Figueira com a coordenadora de Pesquisas da Estação Experimental Hildegard Georgina Von Pritzelwitz, Laísse Lima.
  • 11h às 11h10 | Perguntas e Respostas
  • 11h10 às 11h40 | Palestra: Conhecimento em prática: o que o mercado espera de você, com Ana Paula Silva da Fazenda Cigana.
  • 11h40 às 11h50 | Perguntas e Respostas
  • 11h50 às 12h10 | Mesa Redonda tema Projeção na Carreira da Mulher – Palestrantes da manhã + Moderadoras
  • 12h10 às 13h10 | Brunch
  • 13h10 às 13h40 | Palestra: Atendendo as exigências da vaca de alta performance, com a professora Marina Arruda Danés da UFLA.
  • 13h40 às 13h50 | Perguntas e Respostas
  • 13h50 às 14h20 | Palestra: Mergulhando fundo: avanços na cadeia do pescado, com a coordenadora do Grupo de Estudos e Extensão em Inovação Tecnológica e Qualidade do Pescado da Getep/LCA/Esalq, Juliana Galvão.
  • 14h20 às 14h30 | Perguntas e Respostas
  • 14h30 às 15h | Palestra: Revolução da reprodução equina com a técnica ICSI, com a diretora In Vitro Equinos, Perla Fleury.
  • 15h às 15h10 | Perguntas e Respostas
  • 15h10 às 15h40 | Coffee break
  • 15h40 às 16h10 | Pasto é patrimônio: como multiplicar valor com boa gestão, com Janaína Martuscello da Forragicultura e Pastagens.
  • 16h10 às 16h20 | Perguntas e Respostas
  • 16h20 às 16h50 | Voando alto: avanços na avicultura brasileira, com Diana Suckeveris da Novonesis.
  • 16h50 às 17h | Perguntas e Respostas
  • 17h às 17h30 | Qualidade de carne com Andreia Mesquita da Território da Carne.
  • 17h30 às 17h40 | Perguntas e Respostas
  • 17h40 às 18h10 | Mesa Redonda Tema: Diversidade de atuações femininas nas cadeias produtivas além do gado bovino – Palestrantes da tarde + Moderadoras
  • 18h10 às 20h10 | Do Campo ao copo: um brinde às Vozes que ecoam com drinks, petiscos e muito networking.

Fonte: Assessoria Instituto Pecege
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Preços do boi devem se manter firmes nos próximos meses

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a combinação de demanda externa forte e oferta ajustada sustenta o mercado, mas a gestão da cota chinesa será determinante para evitar oscilações.

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Fotos: Shutterstock

A combinação de demanda externa robusta e oferta ajustada deve manter os preços do boi sustentados nos próximos meses, segundo dados da Consultoria Agro Itaú BBA. No entanto, a gestão da cota chinesa será crucial para evitar oscilações bruscas e impactos negativos sobre a demanda no segundo semestre.

O fluxo de exportações segue intenso, ainda mais forte que no ano passado, e pode receber impulso adicional com embarques para a China dentro da cota. A menos que a oferta de gado terminado aumente de forma significativa, cenário diferente do observado neste início de ano, os preços tendem a permanecer firmes, podendo até manter o movimento de alta mesmo durante o período de safra.

Ainda há dúvidas sobre a utilização da cota chinesa após a imposição das medidas de salvaguarda. A Abiec solicitou apoio do governo para coordenar o processo, enquanto permanece a incerteza sobre cargas que já estavam em trânsito e chegaram à China a partir de 1º de janeiro, estimadas em 350 mil toneladas, que podem ficar fora da cota. Uma coordenação inadequada pode gerar pressão altista temporária nos preços, seguida de possível queda nas cotações.

Em 2025, o Brasil exportou 1,1 milhão de toneladas de carne bovina para a China em agosto. Com uma maior corrida por embarques neste ano, esse volume pode ser alcançado mais cedo. Por outro lado, se houver moderação na oferta ao longo do ano, o impacto negativo sobre os preços tende a ser suavizado. De toda forma, a atenção permanece voltada à demanda externa no segundo semestre, caso a decisão chinesa sobre a cota não seja alterada.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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