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MBPS conclama setor para fazer desta a década da pecuária

Pedido foi feito pelo vice-presidente da entidade, Lisandro Inakake, durante o Fórum da Pecuária Sustentável 2024.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável realizou, na última quarta-feira (18), o Fórum da Pecuária Sustentável 2024, com foco nas perspectivas e adaptação da pecuária brasileira à Lei Europeia Antidesmatamento. O objetivo do evento foi trocar experiências e analisar como cada um dos sete elos da cadeia vem se posicionando em relação à norma, conhecida pela sua sigla em inglês, EUDR, e quais as medidas vêm sendo tomadas para sua implementação.

Foto: Divulgação/ANPC

O debate, realizado de forma híbrida, encerra a série de três eventos que discutiram os desafios a serem enfrentados pela cadeia de valor da pecuária no Brasil e quais as ações necessárias para atender o regulamento europeu, previsto agora para entrar em vigor em dezembro de 2025.

O evento contou com duas mesas temáticas. A primeira focou as discussões nos avanços na rastreabilidade, garantiras ambientais e demandas de mercado. Participaram da mesa o diretor de Sustentabilidade da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Fernando Sampaio, o diretor de Negócios na SIA Brasil, Davi Teixeira, o líder da Área de Produção Animal na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Paulo Franco, e o diretor de Compras da Norvida A.B., João Schimansky Netto. A mediação foi de Lisandro Inakake, coordenador de projetos do Imaflora e vice-presidente da MBPS.

O segundo painel teve o tema “EUDR e COP30: contribuição da pecuária brasileira para os compromissos climáticos e demandas globais”. O debate contou com a presença do presidente da MSD Saúde Animal, Delair Bolis, o líder no Brasil na NWF, Francisco Beduschi Neto, o professor sênior de Agronegócio no Insper, Marcos Jank, a head de Risco Socioambiental e Climático no Banco Santander no Brasil, Maria Silvia Chicarino, e do membro da Comissão Executiva da MBPS, Fernando Sampaio. A mediação foi de Ana Doralina Menezes, presidente da Mesa Brasileira.

Contexto promissor

A realização do 4º Forum da Pecuária Sustentável acontece em um momento único para o setor, em meio a várias decisões importantes e que afetam diretamente a pecuária brasileira, no âmbito nacional e internacional.

Fotos: Aires Mariga

Na última segunda-feira (16), a União Europeia aprovou o adiamento do EUDR. Anteriormente prevista para entrar em vigor a partir de 30 de dezembro de 2024, o EUDR agora passará a valer em 30 de dezembro de 2025 para grandes empresas e em 30 de junho de 2026 para micro e pequenas empresas.

Na terça-feira (17), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou, após anos de discussões, o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Bubalinos, que deve alavancar a rastreabilidade no setor. Como única entidade multissetorial que representa toda a cadeia de valor da pecuária – dentro e fora da porteira –, a MBPS teve papel estratégico em todas as etapas de construção deste plano, cuja implementação total está prevista para ser concretizada até 2032.

Lançamento previsto da Plataforma AgroBrasil +Sustentável na última quinta-feira (19), cujo objetivo é integrar, organizar e disponibilizar informações de governança ambiental, social e corporativa de produtores, empresas agrícolas e propriedades rurais, para qualificar produtos agropecuários brasileiros.

De acordo com os debatedores do Fórum, as mudanças se apresentam como grandes oportunidades de a pecuária brasileira se aperfeiçoar ainda mais no campo da sustentabilidade.

Eles lembram que o país já está há cerca de 30 anos em um processo de melhoria de suas práticas sanitárias e ambientais, e que a implementação da identificação individual, as pressões vindas dos mercados consumidores e a aproximação da 30ª Conferência do Clima da ONU, a ser realizada em novembro de 2025 na cidade de Belém (PA), podem alavancar ainda mais esse curso.

Segundo Lisandro Inakake, vice-presidente da MBPS, todos esses eventos atuam como força motriz para o aperfeiçoamento da cadeia, que ainda precisa avançar em temas essenciais, como a ampliação da identificação individual, a integração entre os database das plataformas de monitoramento sanitário e ambiental e melhoria nos processos – internos e externos – de comunicação do setor. “Fica aqui o chamado pra gente fortalecer a pecuária e fazer desta a década da pecuária, aproveitando o momento para fortalecer a cadeia e usufruir das estruturas que já temos”, disse.

Segundo Ana Doralina Menezes, presidente da MBPS, a 4ª edição do Fórum da Pecuária Sustentável foi realizada em um momento especial e atingiu os objetivos pretendidos pela Mesa e seus associados.

“As iniciativas que vêm sendo oficializadas nos mostram que nós estamos no caminho certo, que todo mundo está na mesma sinergia, com o mesmo entendimento sobre os desafios e discutindo os caminhos que têm que ser construídos. E a Mesa é o lugar dessa construção, por conseguir unir toda essa cadeia produtiva em torno de uma pecuária mais sustentável, mais produtiva, com benefícios a todos os que dela fazem parte”, disse.

Também na última quarta-feira (18), a MBPS realizou sua Assembleia Geral Extraordinária, com o objetivo de definir o plano de ações e prioridades da associação para o próximo ano.

Fonte: Assessoria MBPS

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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