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Avicultura

Maturação da microbiota intestinal das aves é indicador para evitar o uso de promotores de crescimento

Reduzir ou mesmo eliminar o uso de promotores de crescimento não significa um retrocesso no potencial das aves nem na lucratividade do produtor.

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Foto: Shutterstock

A crescente demanda do mercado por carne de animais criados com baixa ou nenhuma concentração de antimicrobianos usados como promotores de crescimento tem acelerado a criação de medicamentos alternativos e feito a cadeia produtiva empenhar ainda mais esforços para oferecer a proteína conforme a exigência desses consumidores.

Sob uma visão da produção de frango de corte, o assunto foi amplamente debatido por profissionais de empresas fornecedoras, agroindústrias e instituições acadêmicas no Simpósio promovido pela Fundação Apinco de Ciências e Tecnologias Avícolas (Facta), durante o Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (Siavs), ocorrido no início de agosto na cidade de São Paulo.

Jean de Oliveira: “É fundamental que ocorra o manejo correto dos antibióticos para preservar o uso terapêutico que é extremamente importante para o bem-estar animal” – Foto: Sandro Mesquita/OP Rural

Em sua palestra, o pesquisador Jean de Oliveira,  abordou a maturação da microbiota como indicador de aves saudáveis para evitar o uso dos melhoradores de desempenho.

Oliveira salientou a importância da microbiota intestinal na saúde das aves e o fato dos antibióticos afetarem diretamente esses microrganismos que vivem dentro do intestino. Segundo ele, 80% dos genes presentes no conteúdo intestinal podem ser classificados e dentro deles, cerca de 99% são bactérias. “No que se refere a potencial genético para essa microbiota, as bactérias realmente prevalecem”, pontuou.

Jean citou estudos que apontam a existência de desenvolvimento microbiano paralelo ao desenvolvimento da ave, ou seja, é possível ver claramente que a microbiota muda de acordo com a idade da ave. “Conforme a idade da ave aumenta, a microbiota vai mudando e esses padrões podem ser encontrados em análises microbianas”, salientou.

Jean apresentou dois exemplos de países europeus que não mais utilizam os antimicrobianos como promotores de crescimento e recentemente diminuíram bastante o uso profilático e terapêutico desses medicamentos.

O primeiro exemplo vem da França, que desde 1999 monitora com precisão os dados por meio de índices de exposição dos animais. Com a mudança na legislação relacionada ao tema em 2014, passou-se a fazer políticas pela retirada desses medicamentos não somente como promotores de crescimento, mas também como antibióticos de maneira geral. “Quando se teve essa visão integrada, o uso dos antimicrobianos caiu de maneira significativa nesse país”, salienta.

O segundo exemplo, conforme dados apresentados por Jean, aconteceu na Inglaterra, país que criou políticas semelhantes às do Reino Unido. E apesar do uso de promotores de crescimento ter diminuído 44% entre 2012 e 2015, a indústria avícola inglesa cresceu cerca de 5% nesse período. “Reduzir ou mesmo eliminar o uso de promotores de crescimento não significa um retrocesso no potencial das aves nem na lucratividade do produtor”, destacou.

Acompanhamento

O zootecnista salienta a importância do acúmulo de dados registrados em campo para entender e comparar a microbiota das aves de corte em diferentes condições, idade e genéticas na produção de frango que existem no mundo. “Independente do método utilizado é importante que se consiga observar o padrão de desenvolvimento”, destacou.

De acordo com ele, quando o padrão de desenvolvimento é identificado evidencia-se os desvios dessa sequência. Conforme Jean, isso incorre em queda de desempenho das aves e principalmente, aumento do risco de patógenos em lotes que não respondem às alterações feitas em campo, seja em relação às estratégias nutricionais ou mesmo o uso de aditivos. “Muitas vezes é preciso corrigir primeiro esse desenvolvimento para depois fazer outros tipos de intervenções”, salientou.

Segundo Jean, com o auxílio dos dados é possível ver com clareza a transição em aves mais jovens, quando existe uma predominância das bactérias produtoras de lactato. Conforme a ave vai se tornando mais velha começa a aumentar a contribuição das outras bactérias de fermentação na composição da amostra. De acordo com Oliveira, as idades recomendadas para monitorar o desenvolvimento da microbiota é aos 7, 21 e 35 dias. Durante a fase de transição, ou seja, aos 21 dias, é o período onde se pode ver mais claramente se a microbiota está atrasada, adiantada ou se está no nível normal de desenvolvimento. “Essa fase de transição é muito importante, pois vemos que quanto mais rápido esse desenvolvimento acontece é mais benéfico para a ave e quando o desenvolvimento não acontece é bastante perigoso”, sustenta.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse gratuitamente a edição digital Avicultura – Corte & Postura.

Fonte: O Presente Rural

Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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