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Matrizes mais velhas geram pintinhos de mais qualidade

No processo produtivo do frango cada vez mais curto, a qualidade do pintinho é um fator cada vez mais relevante

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Matrizes mais velhas parecem levar vantagem quando o assunto é produção de ovos com embriões de maior capacidade produtiva na fase de pintinho. Essa foi uma das principais conclusões de Alex Maiorka, na palestra “Fatores que afetam a qualidade dos pintinhos e o desempenho no abate”, realizada em abril, durante a programação científica do Simpósio Brasil Sul de Avicultura, que aconteceu em Chapecó, SC.

No processo produtivo do frango cada vez mais curto, assegura, a qualidade do pintinho é um fator cada vez mais relevante. “Com isso, os primeiros dias passam a ter uma proporção de tempo extremamente relevante no total produtivo”, esclarece Maiorka.

O peso do ovo – onde tudo começa – é que determina o peso inicial do pintainho e, por consequência, seu desenvolvimento. “Os ovos produzidos por matrizes de idade mais avançada também resultam pintainhos com maior peso à eclosão”. Outros fatores interferem no peso inicial, como a perda de peso durante a incubação, linhagem, tempo e condições de incubação, idade da matriz e o sexo da ave, ressalta, Mayorka.

O que tem no ovo?

O ovo é constituído basicamente de água, lipídios e proteínas. “A idade da matriz também interfere na composição química do ovo. A umidade e a quantidade de proteínas e lipídios aumentam em ovos provenientes de matrizes mais velhas”, esclarece Mayorka, baseando-se em diversos estudos. Pintinhos oriundos de matrizes jovens tendem a apresentar um desempenho inferior aos oriundos de mães mais velhas, enfatiza. “Fator atribuído à menor quantidade de albúmen e gema”, considera.

Desenvolvimento embrionário

Fatores genéticos, somados às condições fisiológicas no momento da formação do ovo, influenciam as características da casca dos ovos das matrizes de corte e, assim, podem afetar o desenvolvimento do embrião. Alterações na espessura, número e diâmetro dos poros da casca podem diminuir a condutância de gases para o embrião. Conforme Mayorka, “esse fator pode afetar a atividade de enzimas envolvidas na gliconeogênese, interferindo na concentração de glicose sanguínea do embrião e o tipo e quantidade de nutrientes disponíveis para o seu desenvolvimento”.

Analisando diversos estudos da área, Mayorka conclui que, à medida que avança a idade das matrizes, essas se tornam mais eficientes para prover todos os nutrientes essenciais ao crescimento dos embriões. “E esses embriões utilizam os nutrientes de forma mais eficiente também”, considera. No entanto, fatores genéticos e ambientais também podem afetar a transferência de nutrientes ao ovo que, com exceção do oxigênio, contém todos os elementos essenciais ao desenvolvimento embrionário.

Um dos órgãos mais importantes do frango, o sistema gastrointestinal, também parece estar mais desenvolvido à eclosão quando o pintinho é fruto de uma matriz mais velha. “O que pode contribuir para um melhor desempenho nesse período e também para a adaptação mais rápida desses animais à alimentação exógena”, avalia Mayorka.

A eclosão produtiva

“A quantidade, composição e concentração dos nutrientes estocados no saco vitelino também determinam o sucesso do desenvolvimento embrionário e a eclosão de pintinhos saudáveis”, salienta Mayorka. Outro dado eleva a vantagem das matrizes mais velhas: ovos de matrizes jovens têm menor eclodibilidade e menor taxa de sobrevivência dos pintinhos logo após saírem da casca, apontam pesquisas.

O tamanho do ovo aumenta mais rapidamente com a idade da matriz do que o peso da casca. “Diminui a espessura da casca e na porcentagem da casca em relação ao peso do ovo”, afirma o palestrante. No entanto, a qualidade da casca do ovo pode ser melhorada através da nutrição da matriz mais velha, especialmente com iodo e manejo pré-incubação.

Desempenho fora da casca

Genética, idade das matrizes, manejo e incubação podem afetar significativamente o desempenho das aves após a eclosão. Estudos indicam que a idade da matriz influencia o peso corporal até a terceira semana de vida das aves. “Porém, entre a terceira e sexta semana esse efeito não foi mais observado”, sintetiza Mayorka.

O fato é que os lipídios são a maior fonte de energia para o embrião durante a incubação. Cerca de 80% dos lipídios da gema são absorvidos nos sete últimos dias de incubação. Essa pode ser uma das explicações para um melhor desempenho de pintos vindos de ovos grandes. No entanto, frangos de corte originários de matrizes jovens (28 semanas) e que receberam solução nutritiva, apresentaram melhor peso que frangos de matrizes mais velhas (70 semanas) e que não receberam a mesma nutrição. “Esses dados sugerem que a diferença no desempenho devido à idade das matrizes pode ser atenuada pela estimulação do trato gastrointestinal logo após a eclosão”, concluiu Mayorka.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de junho/julho de 2019.

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Brasil entra pela primeira vez no top 10 mundial de consumo per capita de ovos

Brasileiro nunca consumiu tantos ovos e as estimativas apontam que o consumo per capita deverá atingir 287 unidades, podendo ultrapassar a marca de 300 ovos em 2026.

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Fotos: Shutterstock

A avicultura de postura encerra 2025 em um ciclo de expansão, sustentado sobretudo pelo avanço do consumo doméstico e por uma mudança clara no comportamento alimentar da população. O brasileiro nunca consumiu tantos ovos e as estimativas apontam que o consumo per capita deverá atingir 287 unidades, podendo ultrapassar a marca de 300 ovos em 2026, segundo projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Caso isso se confirme, o Brasil vai integrar, pela primeira vez, o ranking dos 10 maiores consumidores per capita de ovos do mundo.

Essa escalada do consumo é resultado da maior oferta nacional, que deve chegar a 62,250 bilhões de unidades em 2025, com perspectiva de atingir 66,5 bilhões de ovos em 2026, da combinação entre preço competitivo, conveniência e maior confiança do público no valor nutricional do alimento. “O consumidor busca alimentos nutritivos, com boa relação custo-benefício e que se adaptem ao dia a dia. O ovo entrega exatamente esses três pilares, por isso que deixou de ser apenas um substituto de outras proteínas e consolidou espaço definitivo no cotidiano das famílias. Hoje, participa muito mais do café da manhã dos brasileiros. É uma mudança cultural motivada pela acessibilidade do produto e por seu preço extremamente competitivo frente a outras proteínas, como a bovina”, evidencia o diretor comercial do Instituto Ovos Brasil (IOB), Anderson Herbert, destacando que a expansão também se deve do ciclo recente de investimentos dos produtores em aviários mais modernos, mecanização e tecnologias de automação, que têm elevado eficiência e produtividade em várias regiões do País.

O profissional reforça que a maior segurança do consumidor em relação ao alimento tem base em evidências científicas mais robustas, aliadas ao esforço de comunicação do setor e do próprio IOB na atualização de informações e combate a mitos históricos. “Há quase duas décadas, o Instituto Ovos Brasil atua na promoção do consumo e na educação nutricional, período em que registrou avanço significativo na percepção pública sobre o alimento. Contudo, as dúvidas relacionadas ao colesterol ainda existem”, pontua, acrescentando: “A ciência evoluiu e já demonstrou que o impacto do colesterol alimentar é diferente do que se acreditava no passado. Essa informação vem ganhando espaço de maneira consistente”, afirma Herbert.

Preço competitivo sustenta consumo

O preço segue como um dos principais vetores da expansão do consumo. Para Herbert, a combinação entre custo acessível, praticidade de preparo e alto valor nutricional reforça a competitividade do produto. “É um alimento versátil, de preparo rápido e com uma lista extensa de aminoácidos. Essa soma faz com que o ovo esteja cada vez mais presente nas mesas dos brasileiros”, avalia.

Exportações sobem mais de 100% em 2025

Diretor comercial do Instituto Ovos Brasil (IOB), Anderson Herbert: “Nosso foco é estar onde o consumidor está, com informação clara, acessível e confiável”- Foto: Arquivo OP Rural

Embora ainda representem uma fatia pequena da produção nacional, as exportações ganham tração. A ABPA projeta até 40 mil toneladas exportadas em 2025, um salto de 116,6% frente às 18.469 toneladas embarcadas em 2024. Para 2026, o volume pode avançar a 45 mil toneladas, alta de 12,5% sobre o previsto para este ano.

Herbert exalta as aberturas de mercados estratégicos, com os Estados Unidos se destacando no primeiro semestre de 2025, e o Japão se consolidando como comprador regular. Chile e outros países da América Latina mantêm presença relevante, enquanto acordos com Singapura e Malásia ampliam o alcance brasileiro. Um dos marcos de 2025 foi o avanço dos trâmites para exportação à União Europeia, que deve ter peso crescente a partir de 2026. “Mesmo exportando cerca de 1% da produção, o volume é significativo porque o Brasil figura entre o quarto e o quinto maior produtor do mundo. Estamos preparados para ocupar um espaço maior no mercado global”, enaltece Herbert, destacando que a reputação do País em biosseguridade fortalece essa competitividade.

Custos seguem incertos

O cenário para ração, energia, embalagens e logística segue desafiador. Herbert aponta que prever alívio em 2026 é praticamente impossível, dada a forte dependência de insumos dolarizados como milho e farelo de soja. “O câmbio é um dos fatores que mais influenciam o custo dos grãos, tornando qualquer projeção extremamente difícil”, diz.

A estratégia do setor permanece focada em eficiência interna e gestão de custos, enquanto aguarda maior clareza do mercado internacional.

Avanço em programas sociais e políticas públicas

O IOB também fortaleceu ações voltadas ao acesso ao ovo em 2025. A entidade participou de eventos educacionais e doou materiais informativos, reforçando o papel da proteína na segurança alimentar. “A campanha anual do Mês do Ovo ampliou visibilidade e estimulou inserção do produto em programas de alimentação pública, como merenda escolar”, ressalta Herbert, enfatizando que ampliar o consumo em iniciativas sociais é prioridade. “Seguimos trabalhando para facilitar o acesso da população a um alimento completo, versátil e nutritivo”.

Combate à desinformação

A comunicação permanece entre os maiores desafios. Em um ambiente de excesso de informações, o IOB aposta em estratégias digitais e parcerias com nutricionistas, educadores e influenciadores de saúde para alcançar públicos emergentes, como pais de crianças, praticantes de atividade física e pessoas em transição para dietas mais equilibradas. “Nosso foco é estar onde o consumidor está, com informação clara, acessível e confiável”, afirma o diretor.

Um setor mais organizado e unido

Herbert destaca que o IOB vive um momento de fortalecimento institucional, com crescimento no número de associados e maior representatividade dos principais estados produtores. “Estamos no caminho certo. Trabalhamos para estimular a produção legalizada, reforçar cuidados sanitários e aproximar o produtor, além de orientar consumidores e profissionais de saúde”, salienta.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Países árabes impulsionam exportações brasileiras de carne de frango em 2025

Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita figuram entre os principais destinos, contribuindo para novo recorde de volume exportado pelo setor, que superou 5,3 milhões de toneladas no ano.

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Foto: Ari Dias/AEN

Dois países árabes, os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita, estiveram entre os principais destinos das exportações brasileiras de carne de frango em 2025. Os Emirados foram o maior comprador, com 479,9 mil toneladas e aumento de 5,5% sobre 2024. A Arábia Saudita ficou na terceira posição entre os destinos internacionais, com aquisições de 397,2 mil toneladas e alta de 7,1% sobre o ano anterior.

As informações foram divulgadas na terça-feira (06) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Segundo a entidade, o Japão foi o segundo maior comprador da carne de frango do Brasil, com 402,9 mil toneladas, mas queda de 0,9% sobre 2024, a África do Sul foi a quarta maior importadora, com 336 mil toneladas (+3,3%), e Filipinas vieram em quinto lugar, com 264,2 mil toneladas (+12,5%).

Foto: Jonathan Campos

A ABPA comemorou o resultado das exportações em 2025, que foram positivas, apesar da ocorrência de gripe aviária no País. As vendas ao exterior somaram 5,324 milhões de toneladas, superando em 0,6% o total exportado em 2024. O volume significou um novo recorde para as exportações anuais do setor, segundo a ABPA. Já a receita recuou um pouco, em 1,4%, somando US$ 9,790 bilhões.

“O ano foi marcado pela resiliência do setor e pela superação de um dos maiores desafios da história da avicultura nacional, com o registro de um foco, já superado, de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em aves comerciais. Fechar o ano com resultados positivos, conforme previu a ABPA, é um feito a ser celebrado e reforça a perspectiva projetada para 2026, ampliando a presença brasileira no mercado global”, disse o presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota divulgada.

Fonte: ANBA
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Avicultura

Exportações de ovos crescem mais de 121% e batem recorde histórico em 2025

Setor supera 1% da produção nacional exportada e amplia presença em mercados de maior valor agregado.

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Foto: Rodrigo Fêlix Leal

As exportações brasileiras de ovos, considerando todos os produtos, entre in natura e processados, totalizaram 40.894 toneladas nos 12 meses de 2025, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número é recorde histórico e supera em 121,4% o total exportado no mesmo período do ano passado, com 18.469 toneladas.

Foto: Rodrigo Fêlix Leal

A receita também é recorde. O saldo do ano chegou a US$ 97,240 milhões, número 147,5% maior em relação ao obtido em 2024, com US$ 39,282 milhões.

No mês de dezembro, foram exportadas 2.257 toneladas de ovos, número 9,9% maior em relação aos embarques alcançados no mesmo período de 2024, com 2.054 toneladas. Em receita, a alta é de 18,4%, com US$ 5.110 milhões em dezembro de 2025, contra US$ 4.317 milhões no mesmo mês de 2024. “O ano foi marcado pela forte evolução das exportações aos Estados Unidos, movimento que perdeu ritmo após a imposição do tarifaço. Em contrapartida, o setor se reorganizou e novos destinos ganharam impulso, como o Japão, um mercado de alto valor agregado que passou a liderar os embarques brasileiros nos últimos meses do ano. Com esses volumes, as exportações superaram o equivalente a 1% de toda a produção nacional de ovos, um marco relevante para a internacionalização do setor, sem comprometer o abastecimento interno, que segue absorvendo cerca de 99% do que é produzido no país”, ressaltou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Entre os principais destinos de 2025, os Estados Unidos encerraram o ano com maior volume acumulado, totalizando 19.597 toneladas

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “As exportações superaram o equivalente a 1% de toda a produção nacional de ovos, um marco relevante para a internacionalização do setor” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

(+826,7% em relação ao total de 2024), seguido pelo Japão, com 5.375 toneladas (+229,1%), Chile, com 4.124 toneladas (-40%), México, com 3.195 toneladas (+495,6%) e Emirados Árabes Unidos, com 3.097 toneladas (+31,5%).  “Com a consolidação da cultura exportadora, a expectativa é de manutenção do fluxo das exportações em patamares positivos. Esse movimento, somado ao contexto climático do início do ano, com temperaturas elevadas, e à proximidade do período de maior demanda da quaresma, deverá contribuir para o equilíbrio da oferta ao mercado interno”, afirma Santin.

Fonte: Assessoria ABPA
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