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Mato Grosso propõe Passaporte Verde para rastrear e garantir sustentabilidade da carne bovina

Projeto de Lei prevê monitoramento integral da cadeia pecuária, certificação da carne e apoio a produtores em processo de regularização ambiental.

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Foto: Divulgação/Imac

Mato Grosso pode dar um passo decisivo rumo à pecuária de baixo impacto ambiental. O governo estadual encaminhou à Assembleia Legislativa o Projeto de Lei nº 1145/2025, que institui o Passaporte Verde, um programa de rastreabilidade e monitoramento da cadeia produtiva de bovinos e bubalinos, da fazenda ao frigorífico. A proposta aguarda o cumprimento de cinco sessões de pauta para o recebimento de emendas antes de ser analisada pelas comissões parlamentares.

O objetivo central é estabelecer uma política permanente de sustentabilidade para a pecuária mato-grossense, aliando avanço econômico, conservação ambiental e segurança jurídica para os produtores. Para isso, o PL incorpora ferramentas como o Passaporte Verde e o programa Carne de Mato Grosso, que funcionará como um selo de qualidade e sustentabilidade da carne produzida no estado.

Foto: Everton Queiroz

A proposta foi construída em conjunto pelo Governo de Mato Grosso, o Instituto Mato-Grossense da Carne (Imac) e representantes do setor produtivo. “Essa iniciativa busca consolidar a imagem do estado nos mercados nacional e internacional, ao mesmo tempo em que promove o crescimento com responsabilidade ambiental e proteção da biodiversidade”, afirma o presidente do Imac, Caio Penido.

O texto do projeto também prevê incentivos à regularização ambiental voluntária, ampliação dos mecanismos de monitoramento da produção e estímulo à comercialização em mercados de alto valor agregado. Com isso, espera-se criar um ciclo virtuoso entre produção sustentável e retorno econômico.

Um dos pilares da proposta é a implantação gradual do Passaporte Verde, até que toda a cadeia esteja sob monitoramento.

Além disso, o PL também propõe a criação do Programa de Reinserção e Monitoramento (Prem), voltado a produtores que tenham pendências ambientais. Gerido pelo Imac, o Prem oferecerá diagnóstico, consultoria técnica e acompanhamento contínuo para regeneração de áreas desmatadas de forma irregular, permitindo que essas propriedades retornem ao mercado enquanto avançam na regularização. “O Passaporte Verde representa um avanço significativo. Mato Grosso assume, mais uma vez, o protagonismo ao desenvolver soluções que aliam sustentabilidade, rastreabilidade e competitividade”, destaca Penido.

A proposta reforça a ambição do estado de liderar a agenda da sustentabilidade na pecuária nacional, com uma política pública estruturada para garantir que a produção de carne esteja alinhada às exigências socioambientais do presente e do futuro.

Fonte: O Presente Rural com assessoria Imac

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Vacinas contra clostridioses somam 27,2 milhões de doses liberadas em maio no Brasil

Produção nacional respondeu por 63% do volume disponibilizado. Desde março, mercado recebeu mais de 41 milhões de doses entre produtos fabricados no país e importados.

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Foto: Fabiano Bastos

O mercado brasileiro recebeu 27,2 milhões de doses de vacinas contra clostridioses ao longo de maio, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O volume inclui vacinas produzidas no Brasil e produtos importados, em um momento de atenção do setor pecuário à disponibilidade de imunizantes para prevenção de doenças bacterianas que afetam bovinos, ovinos, caprinos e outras espécies de produção.

Foto: Shutterstock

De acordo com o ministério, foram disponibilizadas exatamente 27.217.356 doses no período. Desse total, 17.167.285 doses foram fabricadas no país, o equivalente a 63,08% do volume liberado. As vacinas importadas responderam por 10.050.071 doses, ou 36,92% do total.

Os números reforçam o aumento da oferta observado nos últimos meses. Considerando as liberações realizadas desde março deste ano, o mercado nacional já recebeu mais de 41 milhões de doses de vacinas contra clostridioses.

Em nota, o Mapa informou que mantém acompanhamento permanente do abastecimento do mercado e ações voltadas à ampliação da oferta. Segundo o órgão, há articulação junto à indústria de insumos veterinários para estimular a produção nacional, facilitar a importação de vacinas e acelerar os processos de fiscalização e liberação dos produtos. “O Mapa mantém atuação permanente junto à indústria de insumos veterinários para estimular a ampliação da produção nacional, viabilizar importações e agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação de vacinas”, destacou o ministério.

Foto: Pedro Guerreiro/Agência Pará

As clostridioses estão entre as principais enfermidades bacterianas de impacto econômico na pecuária. O grupo inclui doenças como carbúnculo sintomático, enterotoxemias e outras infecções causadas por bactérias do gênero Clostridium, que podem provocar mortes súbitas e prejuízos significativos aos rebanhos.

A ampliação da disponibilidade de vacinas ocorre após meses de preocupação de produtores e entidades do setor com o abastecimento desses imunizantes no país. O aumento da oferta busca atender à demanda dos programas sanitários adotados nas propriedades pecuárias brasileiras.

Fonte: O Presente Rural
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Atualização de rebanhos no Paraná atinge 47,7% no primeiro mês da campanha

Adapar registra 87,7 mil propriedades regularizadas e reforça que procedimento é obrigatório para manter atividade pecuária ativa.

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Foto: Bruno Cecim/Agência Pará

Ao final do primeiro mês da Campanha de Atualização de rebanhos, realizada pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), 47,7% das propriedades rurais com criação de animais de produção no Estado estão com cadastro regularizado. Esse número representa 87.752 das 183.625 explorações rurais com cadastro ativo na Adapar e faz referência na última terça-feira (02). A ação é feita anualmente entre os dias 1º de maio e 31 de junho, sendo obrigatória para manter a regularidade das atividades pecuárias.

O produtor que ainda não realizou a atualização dos seus rebanhos pode comparecer presencialmente nos escritórios locais da agência, em sindicatos rurais ou nos escritórios de atendimento municipais para atualizar os dados dos seus plantéis. A atualização também pode ser feita de forma online pelo site da Adapar ou por meio do aplicativo Paraná Agro, disponível na Play Store (para sistemas android) ou na App Store (para IOS).

Foto: Pablo Aqsenen/Adapar

Atualmente as regiões com maior percentual de atualizações são as de Londrina, com 65,5% das propriedades regularizadas – e mantendo a liderança –, seguida por Toledo (56,9) e Paranavaí (55,8%). As regiões de Paranaguá, Curitiba e União da Vitória continuam com a menor taxa de cadastros, com 18,1%, 32,7% e 40% respectivamente. Até o momento Juranda, que fica no Centro-Oeste paranaense, é o único com todas as propriedades rurais atualizadas, são 135 cadastros no município.

O chefe do Escritório Regional de Londrina, Marcelo Matsubara, falou sobre os resultados alcançados até o momento e as estratégias utilizadas. “Os resultados que alcançamos até agora são fruto de um planejamento estratégico apoiado em três pilares fundamentais: o comprometimento da nossa equipe, uma comunicação de massa eficiente e um trabalho em rede com parceiros estratégicos. Antes mesmo do início da campanha, realizamos uma atualização cadastral dos produtores, garantindo contato direto por telefone, WhatsApp e e-mail”, comenta.

O médico veterinário complementa com detalhes das ações adotadas. “Investimos na divulgação regional, com presença em rádios e televisão, e contamos com a parceria de Secretarias Municipais de Agricultura, do IDR-Paraná, dos Sindicatos Rurais e de cooperativas. Essa atuação integrada foi essencial para que a informação chegasse mais rápido aos pecuaristas e garantir os índices que estamos apresentando”, salienta.

Benefícos

Foto: Shutterstock

Além de possibilitar a emissão da GTA – sendo obrigatório o cumprimento desta etapa, a atualização contribui diretamente para possibilitar que o Paraná continue sendo uma referência na questão sanitária. Esse status contribui diretamente para o acesso a mercados internacionais mais rigorosos em relação ao comércio de proteína animal.

Para o chefe do departamento de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, a medida é essencial por diversos motivos. “A partir da atualização dos dados do rebanho a Adapar tem maior precisão em relação à realidade do campo, aos rebanhos paranaenses e ao local onde estão distribuídos. Isso permite planejar e executar ações de defesa sanitária animal com agilidade e eficácia”, afirma o médico veterinário.

“A prevenção e o controle de algumas doenças também fazem parte da equação, principalmente na possibilidade de responder rapidamente algumas emergências zoossanitárias, como a febre aftosa, influenza viária, peste suína clássica e africana”, explica.

O fortalecimento da rastreabilidade dos animais de produção e da defesa sanitária também é facilitado com dados atualizados e precisos. Isso reflete uma maior qualidade de monitoramento e de controle de zoonoses de grande importância econômica, como a influenza aviária de alta patogenicidade, as pestes suínas, a da raiva dos herbívoros e a brucelose e da tuberculose bovinas, todas oferecem riscos econômicos e de saúde pública.

Fonte: Assessoria Adapar
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Preço do leite ao produtor sobe mais de 11% no Paraná e alcança R$ 2,64 por litro

Valorização registrada em maio melhora a remuneração no campo após um período de margens apertadas, mas Deral alerta que movimento pode estar ligado a fatores climáticos e não garante sustentação dos preços no longo prazo.

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Foto: Ari Dias/AEN

O preço do leite pago ao produtor paranaense voltou a subir em maio e trouxe um alívio para a pecuária leiteira do Estado. De acordo com o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o valor médio recebido pelos produtores atingiu R$ 2,64 por litro entregue à indústria, alta superior a 11% em relação aos R$ 2,37 registrados em abril.

Foto: Ari Dias/AEN

A recuperação ocorre após um período de forte pressão sobre a rentabilidade da atividade. Segundo o médico-veterinário e analista de mercado do Deral, Thiago De Marchi da Silva, os produtores atravessaram 2025 enfrentando margens reduzidas, cenário que comprometeu a capacidade de investimento e a sustentabilidade econômica de muitas propriedades.

Apesar da alta recente, o valor pago ao produtor ainda permanece abaixo dos R$ 2,86 por litro observados em maio de 2025, embora a diferença tenha diminuído significativamente nos últimos meses.

Clima influencia oferta e preços

Segundo o Deral, a valorização observada no campo pode estar relacionada a fatores conjunturais, especialmente às condições climáticas que impactam a produção e a captação de leite pelas indústrias.

O departamento alerta que o movimento não deve ser interpretado, necessariamente, como uma mudança estrutural do mercado ou como garantia de preços mais remuneradores no longo

Foto: Divulgação

prazo. “A alta traz alento ao produtor, que passou 2025 com margens apertadas. Ainda assim, a elevação pode ser pontual, impulsionada pelo clima, não significando estabilidade de preços em patamares confortáveis para o produtor a longo prazo”, destaca Silva.

Reflexos chegam ao consumidor

O aumento da remuneração ao produtor já começa a aparecer nas gôndolas. No varejo paranaense, o leite longa vida é comercializado, em média, a R$ 5,35 por litro.

Segundo o Deral, parte da valorização observada no campo foi repassada ao consumidor final, acompanhando o movimento de alta ao longo da cadeia produtiva.

Foto: Divulgação

A expectativa é de que esse processo ainda tenha continuidade nos próximos meses. De acordo com o departamento, os preços podem permanecer em trajetória de elevação até que a captação de leite pelas indústrias volte a se estabilizar.

Mercado segue atento à oferta

O comportamento da oferta será determinante para os próximos movimentos do mercado. Em períodos de menor disponibilidade de leite, normalmente associados a condições climáticas menos favoráveis à produção, a concorrência pela matéria-prima tende a elevar os preços pagos aos produtores.

Por outro lado, uma recuperação mais consistente da produção pode reduzir a pressão sobre a indústria e limitar novas altas.

Nesse contexto, a valorização registrada em maio representa uma recuperação importante para a renda dos pecuaristas paranaenses, mas ainda não é suficiente para afastar as incertezas sobre o comportamento dos preços ao longo do restante do ano.

Fonte: O Presente Rural
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