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Mato Grosso muda percepção do mundo e mostra que produz carne de qualidade e sustentável
Com reconhecimento internacional, o evento destacou práticas de baixo carbono, bem-estar animal e inovação na produção de carne, fortalecendo a imagem de Mato Grosso como referência em sustentabilidade e qualidade.

Na última semana, o Congresso Mundial da Carne debateu em Cuiabá (MT) as principais pautas e demandas relacionadas ao mercado da proteína animal no planeta. Temas como sustentabilidade, taxação, bem-estar animal, emissões de carbono e metano na pecuária, a importância do consumo de carne para a saúde humana e o desafio da comunicação do setor pecuário estiveram em discussão entre especialistas brasileiros e internacionais no evento, que contou com palestras, mesas técnicas e visitas a frigoríficos e fazendas.
Além disso, a troca de informações e experiências com representantes dos cerca de 20 países presentes no congresso possibilitou ao produtor e ao empresário brasileiro compreender melhor as particularidades do setor da carne em cada nação. “Foi um grande intercâmbio de informações. Os produtores brasileiros entenderam os problemas de outros países em relação à sustentabilidade, e esses países também puderam conhecer o que fazemos, especialmente em Mato Grosso, para produzir de maneira sustentável”, avaliou o presidente do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) e anfitrião do evento, Caio Penido.

Penido destacou que o WMC foi uma grande oportunidade para o Brasil demonstrar aos demais países sua organização e as ações de sustentabilidade que pratica, ressaltando a necessidade de uma melhor comunicação para desfazer o mito de que o crescimento da pecuária nacional compromete o meio ambiente. “Aproximadamente 90% da nossa matriz energética é renovável, temos a maior biodiversidade do planeta com quase 66% ro território destinado a conservação e um clima tropical e sistema produtivo que propicia uma carne de baixo carbono. Mas, mesmo assim, o alvo não sai das nossas costas. O lobby dos combustíveis fósseis é muito forte e termina jogando o foco sobre a pecuária e as florestas. No Imac, nos esforçamos muito para comunicar bem, mas é um desafio enorme furar a bolha e dialogar com a população urbana”, frisou.
O presidente do Imac acrescentou que outros países também têm enfrentado problemas semelhantes em relação à sustentabilidade, ressaltando que cada um possui suas particularidades. “Existem muitos assuntos transversais a todos os países, entre eles a dificuldade de se comunicar melhor”, observou.
O evento global pode gerar frutos econômicos para o Brasil e, especialmente, para Mato Grosso, já que as delegações conheceram todo o processo de produção da carne, desde a criação do gado até a exportação. Isso pode abrir o mercado da carne brasileira para países com os quais ainda não há acordos comerciais, além de ampliar as relações existentes. “O Congresso pode ter esse poder de transformar a percepção sobre o Brasil. Indiretamente, pode até abrir novos mercados. É uma semente que estamos plantando”, destacou Penido.
O Congresso Mundial da Carne reuniu mais de 600 pessoas envolvidas no mercado global da carne. O evento é promovido pela International Meat Secretariat (IMS) e organizado pelo Imac.
Realizado a cada dois anos, o congresso ocorreu pela 2ª vez no Brasil. Maior produtor de gado do país, com 34 milhões de cabeças, Mato Grosso foi escolhido para sediar o encontro dos principais representantes do mercado mundial da proteína animal.
Para o presidente da IMS, o argentino Juan José Grigera Naón, o evento foi um importante espaço de troca de informações e de integração de todo o conjunto do mercado da carne. “À medida que esses eventos acontecem, estabelece-se um novo networking em relação aos anteriores. Surgem também novas perspectivas, em um aspecto positivo, de boas práticas e daquilo que ainda precisa ser aprimorado”, analisou.
Naón destacou ainda que reunir todos os atores do mercado da carne em um único evento permite apresentar todo o processo produtivo e comercial de forma transparente. “São pessoas de cerca de 20 países que puderam acompanhar todo o processo, sem interferências, sem maquiagem, sem mentiras. Estão vendo como é feita toda a produção, desde o fazendeiro, passando pelo transporte, até a exportação”, observou.
A próxima edição do Congresso Mundial da Carne será realizada na Irlanda. A cidade-sede ainda será definida pela IMS.

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IPPA-Grãos cai 2,36% e pecuária sobe 5,2% em fevereiro
Índice geral recua 1,02% no mês. Desempenho reflete pressão nos grãos e avanço das cotações pecuárias.
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Caravana do Agro Exportador reúne setor em Goiânia para discutir rastreabilidade da carne bovina
Evento com 130 participantes abordou exigências de China e União Europeia, avanço do PNIB e ferramentas para ampliar exportações goianas.

Cerca de 130 pessoas participaram, em Goiânia (GO), de uma edição da Caravana do Agro Exportador, promovida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com foco na cadeia da carne bovina. O encontro reuniu representantes do setor produtivo e do poder público para discutir rastreabilidade, exigências sanitárias e acesso a mercados internacionais. O evento foi realizado na última terça-feira (17).

Foto: Divulgação/Mapa
Realizada em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de Goiás (Seapa), a Agrodefesa e o Sistema Faeg/Senar-GO, a programação promoveu o diálogo entre os diferentes elos da cadeia sobre os desafios e as oportunidades para as exportações goianas. Goiás concentra um dos maiores rebanhos bovinos do país, o que torna a ação especialmente relevante para a competitividade do estado e para a ampliação do acesso a mercados mais exigentes.
Durante o evento, representantes do Mapa apresentaram ações da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) voltadas à promoção comercial e ao apoio ao exportador brasileiro. Entre os destaques, estiveram feiras e eventos internacionais de promoção comercial, além de ferramentas como AgroInsight, ConectAgro e Passaporte Agro, que ajudam produtores, cooperativas e empresas a atuar no comércio exterior. Também foram compartilhadas orientações sobre habilitação sanitária, certificações e exigências dos países importadores – temas cada vez mais centrais para quem busca ampliar ou consolidar sua presença em mercados externos.
Os adidos agrícolas do Brasil na China, Leandro Feijó e Jean Gouhie e na União Europeia, Nilton de Morais participaram de forma virtual e apresentaram um panorama sobre o cenário para exportação de carnes, couros e derivados. China e União Europeia estão entre os principais destinos das exportações brasileiras do agronegócio, o que reforça o peso estratégico das exigências desses mercados para o setor produtivo nacional.
A programação também incluiu a apresentação do panorama nacional de implementação do Plano Nacional de

Foto: Divulgação/Mapa
Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), conduzida por técnicos do Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Mapa. Na sequência, a Agrodefesa detalhou as estratégias adotadas para a implantação da política em Goiás, conectando o debate nacional à realidade do estado.
Outro ponto da agenda foi a participação de instituições e parceiros que atuam diretamente no fortalecimento da inserção internacional do agro brasileiro. Houve palestras da ApexBrasil, da CNA, do Banco do Brasil, da Seapa/GO e da plataforma Agro Brasil + Sustentável, ferramenta digital desenvolvida pelo Mapa em parceria com o Serpro, que integra dados de instituições públicas e privadas para gerar informações rastreáveis sobre a produção agropecuária sustentável no país.
A Caravana do Agro Exportador, liderada pela SCRI, integra a estratégia do Mapa de interiorizar a cultura exportadora no país, aproximando produtores e empresas das oportunidades do comércio internacional e preparando os setores produtivos para atender às exigências de mercados cada vez mais competitivos e criteriosos.
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Brasil participa de reunião da FAO sobre regras fitossanitárias e comércio agrícola
Debates em Roma trataram de certificação eletrônica, controle de pragas e impactos do clima.

Uma delegação do Ministério da Agricultura e Pecuária participou, entre 09 e 13 de março, da 20ª Sessão da Comissão de Medidas Fitossanitárias, realizada na sede da FAO, em Roma. O encontro reuniu representantes de países-membros para discutir a atualização de normas internacionais voltadas à sanidade vegetal e aos fluxos do comércio agrícola.

Foto: Divulgação/Mapa
A agenda incluiu a revisão de regras para reconhecimento de áreas livres de pragas, com foco em moscas-das-frutas, além de propostas de diretrizes para inspeções fitossanitárias em campo e a adoção de tratamentos por irradiação no controle de pragas quarentenárias.
Também avançaram discussões sobre o sistema eletrônico de certificação fitossanitária (ePhyto), ferramenta que vem sendo adotada para reduzir custos e dar maior rastreabilidade às exportações.
Outro eixo central foi o aumento de riscos associados ao comércio eletrônico e ao transporte internacional de mercadorias, considerados vetores relevantes para a disseminação de pragas.
Os países também avaliaram impactos das mudanças climáticas na sanidade vegetal, tema que vem ganhando peso nas negociações multilaterais.

Foto: Divulgação/Mapa
Paralelamente às sessões plenárias, a comitiva brasileira realizou reuniões técnicas na FAO. Entre os pontos tratados estiveram ações internacionais de enfrentamento à vassoura-de-bruxa da mandioca, o avanço de iniciativas com bioinsumos e o reconhecimento dos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária como centros de referência internacional.

Foto: Divulgação/Mapa
A participação brasileira ocorre em um momento de intensificação das exigências sanitárias no comércio global, especialmente para produtos de origem vegetal.
O alinhamento a normas internacionais é um dos fatores que condicionam acesso a mercados e redução de barreiras não tarifárias, além de funcionar como instrumento de mitigação de riscos fitossanitários dentro do próprio território.






