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Notícias Safra 2019/2020

Mato Grosso já vendeu 75,5% da safra atual de soja

Além do câmbio, a necessidade de caixa de cumprir compromissos financeiros também influenciou nas vendas

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As vendas de soja, milho e algodão de Mato Grosso da safra atual e da colheita do ano que vem estão fortes, acima da média histórica para o período, com produtores aproveitando a valorização do dólar para fechar negócios, informou na segunda-feira (09) levantamento mensal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Os negócios da safra atual de soja (2019/20), que está sendo colhida, atingiram 75,48% da expectativa de produção, alta mensal de 7,53 pontos percentuais, versus cerca de 60% da média de cinco anos para o período.

Além do câmbio, a necessidade de caixa de cumprir compromissos financeiros também influenciou nas vendas no último mês, observou o superintendente do Imea, Daniel Latorraca, em entrevista à Reuters. “Conjunturalmente, o câmbio é um fator que explica bastante neste sentido, mas em fevereiro temos um fator sazonal também, os produtores em março e abril têm parcelas vencendo, eles precisam de caixa para pagar as dívidas de custeio, eventualmente parcelas de máquinas ou investimentos em silos, enfim qualquer tipo de investimento”, destacou Latorraca.

Ele admitiu se o preço em reais sobe pelo dólar aumenta a velocidade da comercialização, mas ponderou que no caso o câmbio não é a única explicação para o andamento das negociações.

Já a comercialização da safra de soja de Mato Grosso 2020/21, que será colhida apenas em 2021, avançou para 20,27% da expectativa de produção, aumento de 7 pontos percentuais na comparação mensal, e 17,82 pontos percentuais à frente do registrado na mesma época do ano passado e acima da média histórica para a época.

“O produtor começa a se preparar para a próxima safra… tem um pouco mais de incertezas, o preço em dólar não está tão positivo como estava, e o próprio dólar alto, para quem compra insumos, talvez não faça muito sentido”, comentou ele, lembrando que a moeda norte-americana também eleva custos de insumos, muitos deles dolarizados.

Ainda assim, o Imea —órgão ligado aos agricultores no maior produtor de grãos e oleaginosas do Brasil— registrou atípicas vendas da safra de milho do Estado para a temporada futura, que será colhida em meados do ano que vem, com o total de negócios para 2020/21 somando 15,17% da expectativa de produção. A maioria dos acordos foi realizada no último mês.

A comercialização da safra de milho de Mato Grosso 2019/20 atingiu 73,40% da expectativa de produção, crescimento de cerca de 9 pontos percentuais na comparação mensal, enquanto na média histórica para o período gira em torno de 50%.

A venda da safra de algodão de Mato Grosso 2020/21 avançou para 27,57% da expectativa de produção, alta de 3,86 pontos percentuais na comparação mensal. Já a negociação da pluma da temporada 2019/20 cresceu para 75,69% da expectativa de produção, alta de 1,35 ponto percentual na comparação mensal.

Fonte: Reuters
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Notícias Piscicultura

Copacol anuncia parceria com frigorífico de peixes Tilápia Pisces

Segundo nota, com esta aquisição a Copacol tem o intuito de ampliar a estrutura voltada a piscicultura

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A Cooperativa Agroindustrial Consolata (Copacol), com sede em Cafelândia, PR, anunciou essa semana a transação comercial das instalações da unidade industrial de peixes do Frigorífico Tilápia Pisces, que fica em Toledo, no Oeste do Paraná.

Segundo uma nota encaminhada pela Copacol, com esta aquisição a cooperativa tem o intuito de ampliar a estrutura voltada a piscicultura. “A Copacol está alicerçada na missão de implantar ações de cooperação ao agronegócio, com o propósito de fomentar o desenvolvimento regional por meio da diversificação de renda, impulsionar a geração de emprego e proporcionar oportunidades aos cooperados”, diz a nota.

As instalações do frigorífico possuem capacidade de abate de 40 mil tilápias/dia e ficam em uma área de 57 mil metros quadrados na estrada rural de acesso ao Distrito de São Luís do Oeste. “O acordo firmado entre o presidente da Copacol, Valter Pitol, e o sócio proprietário da Tilápia Pisces, Sidney Godinho, preserva o atual quadro de colaboradores e as demais ações da unidade industrial de peixes”, finaliza a nota.

Fonte: O Presente Rural com informações da Assessoria
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Notícias Comércio Exterior

Esmagamento de soja nos EUA bate recorde mensal em junho, diz Nopa

Membros da Nopa, que realizam cerca de 95% de todo o processamento de soja nos EUA, esmagaram 167,263 milhões de bushels de soja no mês passado

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REUTERS/Dan Koeck

O esmagamento de soja nos Estados Unidos recuou pelo terceiro mês consecutivo em junho, mas a queda de 1,4% foi menor do que o esperado e o volume atingiu um recorde para meses de junho, disse a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (Nopa, na sigla em inglês) na quarta-feira (15).

Os membros da Nopa, que realizam cerca de 95% de todo o processamento de soja nos EUA, esmagaram 167,263 milhões de bushels de soja no mês passado, volume inferior aos 169,584 milhões de bushels processados em maio, mas que supera os 148,843 milhões de bushels esmagados em junho de 2019.

Esse foi o maior volume processado em um mês de junho na história, superando o nível de junho de 2018, segundo dados da Nopa. O resultado também ficou acima de todas as estimativas do mercado compiladas pela Reuters.

Em média, era esperado um processamento de 162,168 milhões de toneladas, de acordo com estimativas de nove analistas. As previsões variavam de 157 milhões a 166 milhões de bushels.

Os estoques de óleo de soja entre os membros da Nopa tiveram queda maior do que a projetada pelo mercado, para 1,778 bilhão de libras-peso — a média das expectativas de analistas para os estoques no mês era de 1,813 bilhão de libras-peso.

Já as exportações de farelo de soja avançaram em junho, atingindo 835.403 toneladas, ante 776.677 toneladas em maio e 554.867 toneladas em junho de 2019.

Fonte: Reuters
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Notícias Mercado

Exportações de 6 frigoríficos argentinos à China são suspensas por casos de Covid-19

China é o principal destino das exportações de carne bovina da Argentina

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REUTERS/Marcos Brindicci

Seis frigoríficos da Argentina tiveram suas exportações de carne para a China suspensas temporariamente depois de registrarem casos de coronavírus entre trabalhadores, disse na quarta-feira (15) o presidente do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) argentino.

A China é o principal destino das exportações de carne bovina da Argentina e, segundo Carlos Alberto Paz, chefe do Senasa, a decisão de deslistar as empresas foi tomada depois de Pequim pedir para o governo argentino oferecer garantias de segurança em meio à pandemia de coronavírus.

Seis dos 88 frigoríficos autorizados a exportar para a China, entre eles unidades da FRIAR e da Frigorífico Rioplatense, “não estão exportando temporariamente”, disse Paz, acrescentando que “assim que as fábricas estiverem em condições de voltar a exportar, voltaremos a habilitá-las”.

Segundo o Ministério da Agricultura argentino, 76% das 328.170 toneladas de carne bovina embarcadas pelo país sul-americano entre janeiro e maio tiveram como destino a China. “Eles (China) nos perguntaram que garantias poderíamos dar para que tivessem a segurança com os produtos que importam, e nós demos essas garantias”, afirmou Paz.

Até a quarta-feira, a Argentina registrou 106.910 casos de coronavírus, com 1.987 mortes, de acordo com dados oficiais.

Fonte: Reuters
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