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Mato Grosso busca ampliar exportações de carne bovina para a Indonésia

Estado aposta no mercado halal para expandir presença no país com maior população muçulmana do mundo.

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Fotos: Shutterstock

Com 287 milhões de habitantes, a Indonésia é o quarto país mais populoso do planeta e o país com a maior população muçulmana do mundo, o que a torna um mercado estratégico para a carne bovina de Mato Grosso. Nesta quinta-feira (28), o embaixador da Indonésia no Brasil, Andhika Chrisnayudhanto, participou de um jantar promovido pelo Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), em Cuiabá, com o objetivo de estreitar relações comerciais e apresentar o potencial da proteína bovina produzida no estado.

A aproximação ocorre em um momento em que Mato Grosso busca ampliar sua presença em mercados internacionais e diversificar seus destinos de exportação. Atualmente, o estado lidera as exportações brasileiras de carne bovina e possui uma estrutura consolidada para atender mercados que exigem certificação halal, sistema de produção voltado ao consumo da população muçulmana.

“Ainda não exploramos todo o potencial do mercado indonésio para a carne de Mato Grosso. Essa é uma oportunidade de abrir mais espaço junto a esses consumidores, especialmente para a carne halal. Atualmente temos 12 unidades frigoríficas autorizados a vender para a Indonésia e 29 com abate halal, aptas, portanto, exportar nossa proteína para a Indonésia”, explica a diretora-executiva do Imac, Paula Sodré Queiroz.

De janeiro a abril deste ano, Mato Grosso exportou 1,1 mil toneladas de carne bovina para a Indonésia, gerando uma receita de US$ 4,6 milhões. Em 2025, foram comercializadas 4,5 mil toneladas da proteína para o país asiático, movimentando US$ 16,1 milhões.

“A Indonésia tem como objetivo se tornar um país desenvolvido e, por conta disso, uma das preocupações é relacionada à segurança alimentar. Esperamos que o Brasil possa ser um parceiro estratégico nesse contexto”, avaliou o embaixador da Indonésia no Brasil.

Durante o jantar, Chrisnayudhanto também teve a oportunidade de provar a carne produzida em Mato Grosso e destacou a qualidade do produto. “A carne brasileira é muito gostosa, me impressionei bastante. Tive a oportunidade, nesse jantar, de comer a carne brasileira e é bastante deliciosa, tem um sabor especial.”

O presidente do Instituto Ásia-Pacífico (IAP), Alberto Carbonar, também participou do encontro e ressaltou a importância do fortalecimento das relações entre os dois países. “A função do Instituto é promover as relações do Brasil com o Sudeste Asiático. A Indonésia é um parceiro estratégico e trazer o embaixador para Mato Grosso é muito importante para as relações comerciais do nosso país.”

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Vice-presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Agenor Andrade enfatizou a importância comercial da Indonésia para a pecuária estadual e afirmou que Mato Grosso possui capacidade para atender o aumento da demanda do país asiático.

“É extremamente importante Mato Grosso receber essa delegação da Indonésia para expor o potencial do nosso estado e explicar como conseguimos produzir com apenas 40% do território voltado para a produção. Eles tiveram a oportunidade de conhecer o nosso modo de produção e entender que conseguimos atender às suas demandas”, pontuou Andrade.

Fonte: Assessoria Imac

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Angus desenvolve base genética inédita para cruzamento industrial

Projeto em parceria com a Embrapa vai coletar seis mil amostras de bovinos meio-sangue para desenvolver modelos capazes de identificar touros Angus com maior potencial para transmitir qualidade de carne aos descendentes.

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Foto: Divulgação

A pecuária de corte brasileira terá, pela primeira vez, uma população de referência genética formada exclusivamente por bovinos meio-sangue. A iniciativa, liderada pela Associação Brasileira de Angus em parceria com a Embrapa Pecuária Sul, pretende desenvolver modelos capazes de identificar quais touros Angus apresentam maior potencial para transmitir características ligadas à qualidade da carne quando utilizados no cruzamento com matrizes de outras raças, como o Nelore.

Foto: Agência Result/Feicorte

O projeto representa uma das primeiras pesquisas conduzidas pela entidade após sua certificação como Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT), obtida em 2026. Entre os resultados esperados está o desenvolvimento de novas Diferenças Esperadas na Progênie (DEPs), incluindo uma voltada à maciez da carne, característica ainda inexistente nas avaliações genéticas brasileiras.

A fase de campo começa na terça-feira (14) e prevê a coleta de seis mil amostras genéticas de fêmeas meio-sangue certificadas pelo Programa Carne Angus Certificada. O orçamento dessa etapa já está assegurado.

Para viabilizar o estudo, pesquisadores desenvolveram um protocolo inédito de coleta utilizando a tecnologia TSU para retirar amostras de tecido muscular diretamente de carcaças resfriadas. A técnica adapta um método empregado anteriormente apenas na coleta de cartilagem da orelha para análises genéticas. “O grande diferencial dessa pesquisa é a construção da primeira população de referência nacional focada em animais meio-sangue”, explica Carolina Silveira, assistente de fomento e coordenadora da ICT da Associação.

Genética voltada ao cruzamento industrial

Hoje, as avaliações genéticas relacionadas à qualidade de carcaça, como marmoreio e área de olho de lombo, são baseadas em animais de raça pura e utilizam principalmente informações obtidas por ultrassonografia.

Foto: Gustavo Rafael

Com o novo projeto, os dados fenotípicos coletados nos frigoríficos serão integrados às informações genéticas dos animais. A partir desse banco de dados, pesquisadores da Associação Brasileira de Angus e da Embrapa desenvolverão modelos estatísticos específicos para bovinos oriundos de cruzamento industrial.

Na prática, a ferramenta permitirá identificar touros com maior capacidade de transmitir atributos ligados à qualidade da carne aos descendentes, oferecendo ao pecuarista maior segurança na escolha da genética e aumentando a eficiência dos programas de melhoramento.

Ganhos produtivos e novas etapas da pesquisa

Além dos efeitos sobre a qualidade da carne, a seleção mais precisa de reprodutores pode reduzir o tempo necessário para que os animais atinjam o peso de abate. Com melhor conversão alimentar, o sistema tende a utilizar menos recursos naturais por quilo produzido e diminuir as emissões de gases de efeito estufa por animal ao longo do ciclo produtivo.

Foto: Divulgação/Angus

Em uma segunda etapa, condicionada à captação de novos recursos, a Associação pretende ampliar a população estudada para dez mil animais e realizar análises físico-químicas em três mil amostras de carne.

Os exames irão avaliar parâmetros como teor de gordura, pH, coloração e força de cisalhamento (shear force), indicador utilizado para medir objetivamente a maciez da carne. Essas informações servirão de base para o desenvolvimento de novas predições genéticas, incluindo uma DEP específica para maciez, inédita no país.

Fonte: Assessoria Angus
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Lucro do confinamento supera R$ 1 mil por cabeça em junho

ICAP aponta redução de 9,93% no custo da arroba produzida no Centro-Oeste, mesmo com a queda no preço do boi gordo.

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Foto: Gisele Rosso

O Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP) de junho de 2026 mostra que a rentabilidade dos confinamentos permaneceu acima de R$ 1 mil por cabeça, apesar da queda no preço da arroba do boi gordo nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. O indicador é calculado com base em dados de confinamentos monitorados pela tecnologia de gestão de confinamento (TGC), utilizada em propriedades que representam 62% das cabeças confinadas no Brasil, segundo o Beef Report Abiec 2025.

Em junho, o ICAP ficou em R$ 12,91 por cabeça ao dia no Centro-Oeste, alta de 0,62% em relação a maio. No Sudeste, o índice recuou 2,23%, para R$ 11,79 por cabeça ao dia, o menor valor registrado em 2026.

Segundo o levantamento, o Centro-Oeste reduziu em 9,93% o custo da arroba produzida, alcançando R$ 186,36 por arroba. A região também voltou a liderar a rentabilidade dos confinamentos, favorecida pelo menor custo alimentar e pelo perfil dos animais abatidos, com média de 99 dias de cocho e produção de 7,68 arrobas por cabeça.

No Sudeste, o custo da arroba produzida foi de R$ 199,29, alta de 2,13% em relação ao mês anterior.

A diferença no custo alimentar entre as duas regiões aumentou de R$ 0,77 para R$ 1,12 por cabeça ao dia. Ainda assim, o Sudeste registrou o quarto mês consecutivo com o menor custo alimentar entre as regiões analisadas.

Custos da alimentação

No Centro-Oeste, o custo total da dieta de terminação encerrou junho 4,16% abaixo da média do trimestre, influenciado principalmente pela redução de 37,13% nos volumosos e de 8,25% nos energéticos. Os proteicos apresentaram estabilidade, com alta de 0,50%.

Foto: Divulgação

Entre os insumos, o milho grão seco ficou 8% abaixo da média trimestral, refletindo o avanço da colheita da segunda safra. A casca de algodão registrou queda de 51,7%, enquanto as silagens de capim e de milho recuaram 20,1% e 16,8%, respectivamente.

No Sudeste, o custo da dieta ficou 1,08% abaixo da média trimestral. Os proteicos recuaram 2,83%, enquanto os energéticos apresentaram alta de 1,44%. Os volumosos registraram aumento de 15,80%, influenciados principalmente pela mudança no mix de alimentação utilizado pelos confinamentos.

Na região, o milho grão seco permaneceu 7% acima da média trimestral. Entre os proteicos, o caroço de algodão apresentou queda de 19,8%.

Arroba recua nas duas regiões

Em junho, a cotação da arroba do boi gordo caiu 5,69% no Centro-Oeste, encerrando o mês em R$ 323,50. No Sudeste, o recuo foi de 3,35%, com a arroba cotada a R$ 331,50.

Fotos: Shutterstock

Mesmo com a desvalorização, a estimativa de lucro permaneceu acima de R$ 1 mil por cabeça nas duas regiões. No Centro-Oeste, o resultado foi de R$ 1.053,25 por cabeça, alta de 1,56% em relação ao mês anterior. No Sudeste, o lucro estimado foi de R$ 1.007,41 por cabeça, queda de 10,36%.

No mercado do boi China, a estimativa de lucro foi de R$ 1.118,53 por cabeça no Centro-Oeste e de R$ 1.072,18 por cabeça no Sudeste.

De acordo com o ICAP, a redução dos custos de alimentação passou a ter maior influência sobre a rentabilidade dos confinamentos. O levantamento também mostra que a eficiência produtiva reduziu o peso da alimentação sobre a receita gerada por cada arroba produzida, contribuindo para manter as margens da atividade mesmo diante da queda nas cotações do boi gordo.

Fonte: Assessoria Ponta Agro
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Exportações de carne bovina somam US$ 9,85 bilhões no primeiro semestre

Volume embarcado cresceu 15,5% na comparação anual e estabeleceu novo recorde para o período.

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Foto: Shutterstock

As exportações brasileiras de carne bovina atingiram recorde no primeiro semestre de 2026. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o país embarcou 1,705 milhão de toneladas entre janeiro e junho, volume 15,5% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Foto: Arquivo Embrapa

A receita também alcançou o maior patamar da série para o período, somando US$ 9,85 bilhões, alta de 36,2% em comparação aos US$ 7,24 bilhões obtidos no primeiro semestre do ano passado. A média mensal de embarques foi de aproximadamente 284 mil toneladas.

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira no semestre, com a compra de 794,7 mil toneladas, que renderam US$ 4,87 bilhões. Na comparação anual, houve crescimento de 24% em volume e de 49,4% em receita.

Os Estados Unidos ocuparam a segunda posição, com 205 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 1,35 bilhão, enquanto o Chile importou 70,7 mil toneladas, movimentando US$ 420,2 milhões. A Rússia adquiriu 62,2 mil toneladas, com faturamento de US$ 284,1 milhões. Já a União Europeia importou 51,2 mil toneladas, gerando receita de US$ 452,3 milhões e figurando como o terceiro principal destino em valor no semestre.

Em junho, o Brasil exportou 317,3 mil toneladas de carne bovina, volume 16,6% superior ao do mesmo mês de 2025. A receita alcançou US$ 1,975 bilhão, avanço de 38,1% na comparação anual.

A carne bovina in natura respondeu por 279,7 mil toneladas, o equivalente a 88,1% do volume embarcado, e gerou US$ 1,83 bilhão, representando 92,6% da receita do mês. As carnes industrializadas somaram 8,5 mil toneladas e US$ 74 milhões, enquanto os miúdos alcançaram 20,1 mil toneladas e US$ 46,3 milhões. Também foram exportadas gorduras, tripas e carnes salgadas.

A China manteve a liderança entre os compradores em junho, com importações de 161,9 mil toneladas e receita de US$ 1,08 bilhão. Os Estados Unidos ficaram na segunda posição, com 26,4 mil toneladas e US$ 192,9 milhões, seguidos pelo Chile, que importou 12,9 mil toneladas e movimentou US$ 81,7 milhões. O México apareceu em quarto lugar, com 11,8 mil toneladas e receita de US$ 74 milhões.

Também figuraram entre os principais destinos do mês Indonésia, Hong Kong, Arábia Saudita, União Europeia, Rússia e Filipinas. Em receita, a União Europeia ocupou a quarta colocação, atrás apenas de China, Estados Unidos e Chile.

Segundo a Abiec, o desempenho de junho estabeleceu um novo recorde mensal para as exportações brasileiras de carne bovina, superando os resultados registrados em maio tanto em volume quanto em receita.

Fonte: Assessoria ABIEC
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