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Mato Grosso amplia exportações de carnes e fatura 19,3% a mais no 1º trimestre

Com crescimento de 8,58% no volume embarcado, Estado movimentou mais de US$ 721 milhões entre janeiro e março

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As exportações de carne bovina, suína e de aves de Mato Grosso cresceram no primeiro trimestre de 2025 tanto em volume quanto em faturamento. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), organizados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (Sedec), o aumento no volume foi de 8,58%, enquanto o faturamento teve salto de 19,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Fotos: Jonathan Campos

Entre janeiro e março, foram embarcadas 170,7 mil toneladas de carne, contra 157,2 mil toneladas no primeiro trimestre de 2024. Em receita, o setor arrecadou US$ 721,7 milhões, frente aos US$ 604,9 milhões do ano anterior. Os principais destinos foram China, Estados Unidos, Chile, Rússia e Itália.

O destaque segue sendo a carne bovina, que respondeu por 137 mil toneladas exportadas e gerou US$ 654,7 milhões em faturamento, representando 20,5% de toda a carne bovina vendida pelo Brasil ao exterior. Com isso, Mato Grosso ficou em segundo lugar no ranking nacional, atrás apenas de São Paulo.

A carne suína também apresentou desempenho expressivo, com crescimento de 32% nas exportações. Foram embarcadas 7,8 mil toneladas, que resultaram em US$ 17,9 milhões, superando os US$ 12,3 milhões do mesmo período de 2024. A China lidera as compras da proteína suína mato-grossense, seguida por Hong Kong, Filipinas, Vietnã e Singapura.

Já no segmento de aves, Mato Grosso exportou 25,2 mil toneladas, que geraram US$ 49 milhões em receita. Aumento expressivo em relação ao ano passado, quando foram comercializadas 22,7 mil toneladas (US$ 40,6 milhões). Os principais destinos foram Arábia Saudita, China, Japão, Emirados Árabes Unidos e Jordânia.

Para o presidente do Sindifrigo-MT, Paulo Bellincanta, os números reforçam a consistência da cadeia da carne no Estado. “Esse desempenho confirma a eficiência do nosso setor, que tem se destacado tanto pela qualidade quanto pela regularidade das exportações. A diversificação de mercados é um fator estratégico que garante estabilidade e perspectivas positivas”, avaliou.

O bom resultado também reflete a organização da cadeia produtiva e a valorização da carne brasileira no mercado global. “Do campo à indústria, temos uma cadeia que se modernizou, investe em sanidade e logística, e que hoje compete de igual para igual com grandes players internacionais”, completou Bellincanta.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), apenas cerca de 30% da produção nacional é destinada ao mercado externo, com cortes diferenciados dos consumidos internamente, o que preserva o abastecimento doméstico e, ao mesmo tempo, gera importantes divisas ao país.

Fonte: Assessoria Sindifrigo-MT

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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