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Mastite Bovina e suas implicações na produção de leite

A eficácia antimicrobiana do pré-dipping é amplamente reconhecida, sendo capaz de reduzir em mais de 90% a contaminação dos tetos

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Divulgação American Nutrients

Artigo escrito por Luana Specht, Daiane Carvalho e Michele Fangmeier, Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da American Nutrients do Brasil

O que é a mastite?

A mastite bovina é uma inflamação das glândulas mamárias, geralmente causada por bactérias. Trata-se de uma das doenças mais frequentes na produção leiteira, com impactos significativos na saúde e bem-estar dos animais, além de reduzir a produtividade de leite . Os sinais clínicos variam desde inflamação evidente da glândula mamária até a queda na produção de leite. A mastite representa riscos sérios para o rebanho, sendo uma enfermidade de origem multifatorial, frequentemente associada a práticas inadequadas de higiene durante a ordenha e à presença de microrganismos patogênicos no ambiente. Entre os agentes mais comuns destacam-se Staphylococcus aureus e Escherichia coli .

Tratamento, Riscos e Medidas Preventivas

O tratamento da mastite baseia-se, principalmente, no uso de antimicrobianos, essenciais para combater as infecções bacterianas nas glândulas mamárias. A administração adequada desses medicamentos favorece a eliminação dos patógenos, promovendo a recuperação dos animais e a retomada da produção leiteira . No entanto, o uso indiscriminado de antimicrobianos pode acarretar problemas graves, como o desenvolvimento de resistência bacteriana, que compromete a eficácia de tratamentos futuros. Outro ponto crítico é a presença de resíduos antimicrobianos no leite, o que pode afetar a segurança alimentar, restringir a aceitação do produto no mercado e gerar prejuízos econômicos aos produtores .

Diante desses riscos, a adoção de medidas preventivas torna-se indispensável. Práticas de higiene adequadas durante a ordenha são fundamentais, incluindo a limpeza criteriosa dos tetos e o uso de desinfetantes apropriados para reduzir a exposição das vacas a agentes patogênicos . O monitoramento regular da saúde do rebanho e a implementação de programas de manejo que promovam o bem-estar animal também são estratégias eficazes para prevenir a mastite . Tais medidas contribuem para a manutenção da saúde mamária a longo prazo e garantem a qualidade do leite, beneficiando tanto produtores quanto consumidores.

O Papel do Pré-Dipping, Ingredientes Ativos e Alternativas

O pré-dipping configura-se como uma prática essencial para garantir a higiene dos tetos antes da ordenha. Esse procedimento consiste na aplicação de uma solução específica, com o objetivo de remover sujidades e preparar a pele para o processo de ordenha. A eficácia antimicrobiana do pré-dipping é amplamente reconhecida, sendo capaz de reduzir em mais de 90% a contaminação dos tetos. O uso correto dessa técnica é determinante para preservar a saúde dos animais e assegurar um leite mais seguro.

A escolha do princípio ativo do desinfetante utilizado no pré-dipping é um fator decisivo. O iodo é tradicionalmente empregado devido à sua reconhecida ação antimicrobiana. No entanto, apresenta limitações, como a possibilidade de causar irritações cutâneas e deixar resíduos indesejáveis no leite, afetando a qualidade do produto e a saúde pública . Por isso, alternativas mais seguras e eficazes vêm sendo estudadas e adotadas.

Substâncias como o cloreto de benzalcônio e a clorexidina surgem como opções promissoras. O cloreto de benzalcônio apresenta elevada eficácia contra bactérias patogênicas, enquanto a clorexidina possui um amplo espectro de ação antimicrobiana, sendo igualmente eficiente para a desinfecção dos tetos . A adoção desses ativos modernos pode potencializar os resultados do pré-dipping, refletindo positivamente na saúde do rebanho e na qualidade do leite.

Importância da Aplicação Correta

Para garantir a máxima eficácia do pré-dipping na prevenção da mastite, é fundamental seguir corretamente as etapas de aplicação. O procedimento ideal inclui: aplicação do produto em forma de espuma com um aplicador limpo; prévia higienização dos tetos; aplicação uniforme da solução, respeitando o tempo de contato recomendado; e, por fim, a secagem cuidadosa dos tetos. Esses cuidados são determinantes para minimizar a contaminação bacteriana durante a ordenha, promovendo a saúde animal e a segurança do leite.

As referencias bibliográficas estão com as autoras. Contato cq@americannutrients.combr

Fonte: Comunicação American Nutrients com autoras

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Leite importado pode ser vetado em compras públicas no Brasil

Proposta abre exceção apenas quando não houver produto nacional disponível.

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Foto: Divulgação

Um projeto de lei que veda a compra de leite importado por órgãos públicos recebeu parecer favorável do relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara. O texto é relatado pelo presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), que protocolou nesta semana parecer pela aprovação da proposta. Com isso, o tema pode entrar em votação nas próximas sessões.

Lupion apontou que a redação aprovada em outras comissões da Câmara está em conformidade com os preceitos constitucionais e jurídicos, e, por isso, apresentou voto favorável ao projeto. O Projeto de Lei 2.353/2011 inclui dispositivo na Lei de Licitações e Contratos Administrativos para proibir a aquisição de leite de origem estrangeira por órgãos públicos.

Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e deputado, Pedro Lupion: “O Brasil tem uma cadeia leiteira extremamente importante para a economia rural, especialmente para pequenos e médios produtores” – Foto: Divulgação/FPA

A exceção prevista na proposta ocorre apenas quando “não houver disponibilidade de produto nacional”. Nesses casos, o órgão público deverá justificar previamente a compra de leite importado.

A tramitação do projeto ocorre em um contexto de pressão do setor produtivo por medidas que reduzam as importações do produto. Produtores de leite alegam que os preços praticados no mercado têm comprimido as margens e inviabilizado a atividade, especialmente entre os pequenos produtores.

Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que os preços pagos ao produtor recuaram mais de 25% em 2025, encerrando o ano em R$ 1,99 por litro. Segundo os pesquisadores, o Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 1,32% em janeiro e mais 0,32% em fevereiro.

Deputado Zé Silva: “Não é fazer graça, não é fazer favor para os produtores rurais. O nosso papel é garantir que não haja concorrência desleal com os nossos produtores rurais” – Foto: Divulgação/FPA

Em outra ocasião, Lupion defendeu que o Tribunal de Contas da União (TCU) analise possíveis distorções relacionadas à importação de leite e os impactos sobre a cadeia produtiva. “O Brasil tem uma cadeia leiteira extremamente importante para a economia rural, especialmente para pequenos e médios produtores. Precisamos entender se existe equilíbrio competitivo ou se há distorções que estão pressionando os preços pagos ao produtor”, destacou.

O integrante da FPA, deputado Zé Silva (União-MG), lembrou que medidas voltadas à cadeia leiteira impactam 1,1 milhão de produtores no país e mais de 5 milhões de empregos. “Não é fazer graça, não é fazer favor para os produtores rurais. O nosso papel é garantir que não haja concorrência desleal com os nossos produtores rurais. Nós sabemos que hoje o custo de produção de um litro de leite é de R$ 1,90 a R$ 2”, afirmou.

Parlamentares pedem celeridade em processo antidumping

Quem também acompanha de perto as pautas relacionadas à cadeia leiteira é a vice-presidente da FPA na região Sudeste, deputada Ana Paula Leão (PP-MG). Um dos pleitos defendidos pelos parlamentares é a adoção de medidas antidumping contra o leite em pó importado da Argentina e do Uruguai.

Vice-presidente da FPA na região Sudeste e deputada, Ana Paula Leão: “O que a gente precisa agora é que o MDIC solte as medidas protetivas provisórias antidumping. Isso para a gente é essencial” – Foto: Divulgação/FPA

A investigação foi aberta em 2024, e o pedido do setor é para que sejam adotadas medidas provisórias enquanto o processo segue em análise. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) é o órgão responsável por avaliar a demanda. “O que a gente precisa agora é que o MDIC solte as medidas protetivas provisórias antidumping. Isso para a gente é essencial”, destacou a deputada.

Já o coordenador da Comissão de Meio Ambiente da FPA, deputado Rafael Pezenti (MDB-SC), lembrou que a imposição de medidas antidumping de forma provisória não alivia a situação de forma imediata, mas ajuda para que o processo tenha um desfecho definitivo. “A Argentina coloca leite aqui no Brasil com preço 53% menor do que vende lá dentro do seu próprio país. Com qual finalidade? Exterminar os produtores brasileiros para depois tomar conta do nosso mercado e praticar o preço que quiserem. Precisamos que esse leite seja taxado agora na fronteira.”

Fonte: Assessoria FPA
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Exportações de carne bovina de Mato Grosso crescem mais de 50%

Resultado foi impulsionado pela demanda internacional e valorização da tonelada embarcada.

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Fotos: Shutterstock

Mato Grosso voltou a se destacar no cenário internacional da carne bovina ao registrar um desempenho recorde no primeiro trimestre de 2026. O estado exportou 251,83 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), volume que representa 26,72% de toda a carne bovina embarcada pelo Brasil no período — o maior já registrado para um primeiro trimestre na série histórica.

O resultado expressivo também aparece na comparação anual. Em relação ao mesmo período de 2025, o crescimento foi de 53,39% no volume exportado. Já a receita atingiu US$ 1,11 bilhão, alta de 74,71%, impulsionada tanto pelo aumento da demanda internacional quanto pela valorização da tonelada embarcada, que alcançou média de US$ 4,54 mil.

A China manteve-se como principal destino da carne mato-grossense no trimestre, concentrando 50,82% dos embarques, o equivalente a 127,97 mil TEC. O país asiático segue como motor da demanda global, sustentando volumes elevados de importação. No entanto, outros mercados começam a ganhar relevância. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 9,14% das compras (23,03 mil TEC), e chamam atenção pelo ritmo de crescimento: em apenas três meses, já adquiriram 57,38% de todo o volume exportado para o país ao longo de 2025.

Na avaliação do diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, o resultado reflete um conjunto de fatores que vêm fortalecendo a pecuária. “Mato Grosso tem avançado na abertura de mercados e na valorização da sua carne. Esse crescimento mostra não só a força da produção, mas também a confiança dos compradores internacionais na qualidade e na regularidade do produto”.

“Além de volume, estamos ganhando valor. Isso passa por uma combinação de eficiência produtiva, melhoria genética, manejo e, cada vez mais, pela adoção de práticas sustentáveis, que são exigências dos mercados mais exigentes”, enfatiza o diretor de Projetos do Imac.

Fonte: Assessoria Imac
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Brasil abre mercado para exportação de miúdos bovinos ao Vietnã

Negociação amplia oportunidades para a cadeia da carne e reforça presença em um dos principais destinos do agro brasileiro.

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O governo brasileiro concluiu negociações com o Vietnã que permitirão a exportação de miúdos bovinos (coração, fígado e rins) para aquele mercado.

A abertura fortalece o comércio com o quarto principal destino das exportações do agronegócio brasileiro e amplia as oportunidades para a cadeia bovina nacional, ao favorecer o aproveitamento integral do animal.

O Vietnã importou mais de US$ 3,5 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025, com destaque para milho, complexo soja, fibras e produtos têxteis.

Com esse anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 592 aberturas de mercado desde o início da atual gestão.

Esse resultado decorre da atuação coordenada do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Assessoria Mapa
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