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Marrocos abre mercado para genética avícola brasileira

Exportação será de pintos de um dia e ovos embrionados

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Arquivo/OP Rural

O Escritório Nacional de Segurança Sanitária dos Alimentos (ONSSA) do Marrocos autorizou a importação de pintos de um dia e ovos embrionados provenientes do Brasil, informou esta semana o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) à Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O pedido de exportação ao mercado do Norte da África foi apresentado pela ABPA ao MAPA em 2019.   A viabilização dos embarques dependia da constituição de um Certificado Zoossanitário Internacional (CZI), o que foi finalizado pelas autoridades brasileiras e marroquinas este ano.

De acordo com o presidente da ABPA, Francisco Turra, a autorização das exportações fortalece a posição brasileira como plataforma exportadora de material genético para o mundo. “Livre de Influenza Aviária e com um dos melhores status sanitários entre os produtores avícolas internacionais, o Brasil agora contará com um novo destino para embarcar produtos de alta segmentação e valor agregado.   Brasileiros e marroquinos serão beneficiados com a viabilização destas exportações”, ressalta.

Fonte: ABPA

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Produção de ovos cai e preços sobem até 11,5% no primeiro trimestre

Menor oferta no mercado interno sustentou a valorização dos ovos brancos e vermelhos, que registraram altas reais de 8,7% e 11,5%, respectivamente.

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Foto: Rodrigo Felix Leal

A produção brasileira de ovos para consumo começou 2026 em desaceleração. Dados divulgados pelo IBGE e analisados pelo Cepea mostram que o país produziu 995,5 milhões de dúzias entre janeiro e março deste ano, resultado 0,5% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Foto: Rodrigo Felix Leal

Na comparação com o último trimestre do ano passado, a retração foi ainda mais intensa. O volume produzido caiu 3,8%, indicando uma oferta mais restrita no mercado interno nos primeiros meses do ano.

A menor disponibilidade do produto teve reflexo direto nos preços. Segundo o Cepea, as cotações dos ovos registraram alta entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre deste ano, movimento observado tanto para ovos brancos quanto vermelhos.

Em Bastos (SP), principal praça de referência do setor no país, a média dos ovos brancos tipo extra, comercializados no sistema FOB e acondicionados em caixas com 30 dúzias, alcançou R$ 147,20 entre janeiro e março. O valor representa aumento real de 8,7% em relação ao trimestre anterior, considerando os preços corrigidos pela inflação medida pelo IGP-DI de maio de 2026.

Já os ovos vermelhos apresentaram valorização ainda maior. A média foi de R$ 167,04 por caixa de 30 dúzias, alta

Foto: Gilson Abreu

real de 11,5% no mesmo período de comparação.

Oferta menor sustenta cotações

De acordo com a análise do Cepea, a combinação entre redução da oferta e demanda aquecida sustentou os preços no início do ano. Embora a queda na produção tenha sido relativamente pequena na comparação anual, ela foi suficiente para diminuir a disponibilidade interna e dar suporte às cotações.

O resultado contrasta com o desempenho observado em anos anteriores, quando o aumento da produção costumava limitar reajustes mais expressivos nos preços.

Bastos, localizada no interior paulista, é considerada a principal referência nacional para o mercado de ovos. Por concentrar grande parte da produção brasileira, as variações registradas na região costumam servir de parâmetro para negociações em outras áreas produtoras do país.

Mesmo com a leve retração na produção, o volume de 995,5 milhões de dúzias mantém o Brasil entre os maiores produtores mundiais de ovos para consumo, em um mercado que segue influenciado pelo equilíbrio entre oferta, custos de produção e comportamento da demanda.

Fonte: O Presente Rural
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Alta do frango se mantém em junho mesmo com consumo mais fraco

Recuperação gradual da demanda e oferta ajustada sustentam as cotações. Produção do primeiro trimestre alcança recorde histórico de 3,73 milhões de toneladas.

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Foto: Shutterstock

Os preços da carne de frango seguem em alta no mercado brasileiro mesmo em um período tradicionalmente marcado por menor consumo. A valorização foi observada desde o início de junho e se manteve na segunda quinzena do mês, comportamento considerado atípico para a época do ano.

Foto: Jonathan Campos

Segundo levantamento do Cepea, a alta ocorreu em todas as praças acompanhadas pelo centro de pesquisas e está associada à retomada gradual da demanda e ao ajuste da oferta interna.

Normalmente, a segunda metade do mês é marcada por um enfraquecimento das vendas, em razão da redução do poder de compra dos consumidores após o pagamento das principais despesas mensais. Neste ano, porém, a procura pela proteína tem se mostrado mais aquecida, sustentando as cotações.

Além do aumento da demanda, a disponibilidade mais ajustada de produto no mercado interno também contribui para o movimento de valorização observado nas últimas semanas.

Produção histórica para o primeiro trimestre

Enquanto os preços avançam no mercado doméstico, a avicultura brasileira também registra expansão da produção. Dados divulgados pelo IBGE mostram que a produção de carne de frango atingiu recorde no primeiro trimestre de 2026, considerando toda a série histórica iniciada em 1997.

De janeiro a março, foram produzidas 3,734 milhões de toneladas da proteína no país. O volume representa

Foto: Shutterstock

crescimento de 2,2% em relação ao quarto trimestre de 2025 e aumento de 6,9% frente ao mesmo período do ano passado.

Na comparação anual, a produção cresceu 242 mil toneladas. Em igual intervalo de 2025, o setor havia produzido 3,492 milhões de toneladas.

O resultado reforça a posição da avicultura como uma das principais cadeias de proteína animal do país. Mesmo com a ampliação da oferta, o mercado doméstico tem absorvido parte importante da produção, fator que ajuda a explicar a sustentação dos preços observada em junho.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Rio de Janeiro intensifica preparação contra gripe aviária com treinamento de emergência sanitária

Capacitação reúne especialistas entre 22 e 26 de junho para treinar equipes em vigilância, biosseguridade e resposta rápida à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade, dentro da abordagem Uma Só Saúde.

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Foto: Divulgação

A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro, por meio do Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA/RJ), promove entre os dias 22 e 26 de junho o Treinamento em Emergência Sanitária Avícola com Ênfase em Uma Só Saúde.

A iniciativa tem como objetivo capacitar profissionais para atuar na prevenção, vigilância e resposta rápida a enfermidades de importância sanitária, especialmente a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP).

A programação contempla conteúdos sobre epidemiologia, vigilância baseada em risco, diagnóstico diferencial, biosseguridade, manejo de emergências sanitárias, além de atividades práticas e estudos de caso.

Entre os destaques da programação estão módulos sobre vigilância epidemiológica, ocorrência da Influenza Aviária em aves migratórias e mamíferos marinhos, diagnóstico de doenças respiratórias e neurológicas, monitoramento de pessoas expostas e aplicação de planos de contingência. “O treinamento busca integrar conhecimento técnico e a prática. Nosso objetivo é preparar as equipes para identificar precocemente situações de risco e agir de forma coordenada, seguindo protocolos atualizados e fortalecendo a articulação entre os órgãos envolvidos na proteção da saúde animal, humana e ambiental”, ressalta a coordenadora do Programa Nacional de Sanidade Avícola no Rio de Janeiro, Dra. Valquiria Côrtes.

A metodologia inclui ainda estudos de caso e simulações que incentivam a tomada de decisão em situações de suspeita da doença, promovendo a integração entre os diferentes órgãos de fiscalização e saúde pública.

Fonte: Assessoria Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro
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