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Markit vê pequeno saldo para exportação de soja do Brasil e avanço dos EUA

O Brasil teria pouco mais de 4 milhões de toneladas para exportar entre setembro e dezembro

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Ivan Bueno/APPA

Após embarcar quase toda a sua soja disponível para exportação entre janeiro e agosto, o Brasil terá uma oferta pequena para enviar ao exterior nos últimos quatro meses do ano, disse um analista da IHS Markit, estimando embarques totais do país em 80 milhões de toneladas em 2020.

O Brasil teria pouco mais de 4 milhões de toneladas para exportar entre setembro e dezembro, considerando a previsão da empresa de análises e dados de embarques realizados e projetados até o final de agosto pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), de 75,8 milhões de toneladas.

“A nossa projeção de exportação de soja está na casa de 80 milhões de toneladas (em 2020), achamos difícil chegar nos 82”, disse o analista Aedson Pereira, ao comentar à Reuters projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que aponta 2 milhões de toneladas a mais.

Ele explicou que a disponibilidade de grãos está “muito enxuta” e que o esmagamento no Brasil está forte, tanto para a produção de farelo de soja para os mercados interno e externo, como para a fabricação de óleo para biodiesel, o que limita vendas externas do grão superiores à projeção.

Além do mais, ele ressaltou que a indústria processadora de soja está “coberta” até os meses de outubro e novembro, antes de paradas para manutenção a partir de dezembro.

Pereira lembrou que o Brasil tem apenas 3% da soja da safra velha (2019/20) ainda para comercializar, nas mãos de poucos produtores do Paraná e Rio Grande do Sul, e que os preços estão muito elevados, deixando o produto dos Estados Unidos mais competitivo.

“O foco agora vai ser os Estados Unidos, que estão vindo com uma safra relativamente boa. E tem a sinalização do acordo com a China, que ela está mostrando que vai cumprir”, acrescentou o analista, lembrando que a paridade de preços atuais não favorece o Brasil, que está mais caro. “Não é à toa estamos vendo esse preço absurdo no mercado brasileiro, o preço da soja é o maior da história, e isso está embasado no esgotamento dos estoques nacionais”, comentou.

Os preços da soja já superaram 130 reais por saca no porto de Paranaguá (PR) neste mês e se aproximam do recorde em termos reais (deflacionados), conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De outro lado, após abocanharem mais de 70% da soja exportada pelo Brasil no ano, a China continuará ampliando as compras no segundo semestre de 2020, afirmou o ministro da Agricultura e Assuntos Rurais nesta quarta-feira, Tang Ke, o que favorece o cumprimento do acordo chinês com norte-americanos.

Nesta quarta-feira, o governo dos EUA reportou vendas de mais 400 mil toneladas de soja para a China, com entrega em 2020/21, ano comercial que se inicia em setembro.

Estoques

Questionado sobre a revisão da safra velha de soja pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que na véspera elevou em cerca de 3,5 milhões de toneladas a produção brasileira de 2019/20, para 124,46 milhões de toneladas, se isso poderia abrir espaço para maiores exportações, Pereira avaliou que não.

Ele citou que os números de colheita da Markit para 2019/20 são ainda maiores, em 126 milhões de toneladas, e que mesmo assim não permitem exportações superiores ao esperado.

Ele notou ainda que, mesmo com uma menor mistura de biodiesel no diesel, determinada para setembro e outubro devido à escassez de matéria-prima, não haverá aumento na oferta de soja para eventuais exportações adicionais.

Ele disse que os 10% de mistura de biodiesel, ante 12% previamente, vão abastecer um mercado do combustível pouco afetado pela pandemia e que foi marcado por grande demanda, especialmente do setor agrícola, que teve de transportar uma safra recorde em 2020.

Além disso, ele observou que muitas empresas exportaram mais óleo de soja que o esperado, quando o mercado de diesel fraquejou momentaneamente no pico das medidas de isolamento em função do coronavírus.

Isso também colaborou para reduzir a oferta da matéria-prima, o que fará o país passar para a próxima safra com estoques mínimos, demandando importações “recordes” de 750 mil toneladas de soja pelo Brasil neste ano, antes da chegada da nova safra —alguns players alertam para importações ainda maiores.

Fonte: Reuters
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Notícias Agricultura

Santa Catarina investe R$ 51,4 milhões para aumentar a produtividade das lavouras

Foram mais de 71 mil produtores rurais atendidos em todas as regiões de Santa Catarina

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A diversificação e a qualidade da produção são marcas registradas do agronegócio catarinense. Ao longo de 2020, a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural investiu cerca de R$ 51,4 milhões no Programa Terra Boa para apoiar a aquisição de sementes de milho, calcário, melhoria de pastagens, apicultura e cobertura do solo. Foram mais de 71 mil produtores rurais atendidos em todas as regiões de Santa Catarina.

“O Terra Boa é um programa de muito sucesso que vem sendo replicado há vários anos. Um programa que atende o produtor rural de Santa Catarina com calcário, milho, kit forrageira, kit apicultura e kit solo saudável. Nós fazemos com que o incremento na produtividade de milho aconteça em Santa Catarina. E o Estado precisa estimular cada vez mais a produção de milho, além de pesquisar novas alternativas para abastecer as cadeias produtivas de carne e leite. Nossa intenção é que consigamos aportar cada vez mais recursos para atender um número cada vez maior de produtores”, afirma o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva.

Com o Terra Boa, os produtores rurais têm uma oportunidade e um incentivo para aumentar a produtividade de suas lavouras. No último ano, a Secretaria da Agricultura apoiou a aquisição de 310 mil toneladas de calcário, 216 mil sacas de sementes de milho, 1.799 kits forrageira, 329 kits apicultura, 1.635 abelhas rainha e 248 kits solo saudável. Os produtores contam ainda com a assistência técnica da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) para melhor aplicação dos recursos.

O programa é resultado de um convênio firmado entre as secretaria de Estado da Agricultura e da Fazenda, agroindústrias e cooperativas.

Mais recursos em 2021

O secretário Altair Silva explica que, este ano, o Programa Terra Boa terá um aporte ainda maior de recursos para apoiar a agricultura familiar catarinense. “Está previsto para 2021 um investimento de quase R$ 57 milhões para atender as demandas do setor produtivo. Nós ainda precisamos ampliar muito o Terra Boa, e estamos trabalhando junto aos nossos parceiros para atender a demanda”, ressalta.

O lançamento do programa deve acontecer no início de março, em Jacinto Machado.

Foco na produtividade

Em 2020, o Programa Terra Boa passou por algumas mudanças e focou na distribuição de sementes de milho de alto valor genético, o que gera um rendimento maior por hectare plantado e representa mais de 70% das sementes retiradas pelos produtores.

Incentivar a produção e o aumento na produtividade de milho é uma das principais linhas do Terra Boa. No último ano, o programa destinou mais de R$ 27 milhões para apoiar a aquisição de sementes, beneficiando 54 mil produtores. O Estado é um dos maiores importadores de milho do Brasil, e o grão é fundamental para manter a competitividade do setor produtivo de carnes.

Apoio emergencial

Dentro do Terra Boa, os produtores rurais contaram com um reforço de 17 mil sacas de sementes de milho, num investimento de R$ 8,3 milhões para reduzir os impactos da estiagem. As lavouras de milho e de milho silagem foram as mais prejudicadas com a falta de chuvas, e as cotas extras servirão para o replantio, principalmente nas regiões Oeste, Extremo-Oeste e Meio-Oeste.

Diversificação da atividade econômica

Para diversificar as atividades econômicas e aumentar a renda dos produtores rurais, o Terra Boa apoia ainda a aquisição do kit apicultura, que fornece os equipamentos necessários para a criação de abelhas na propriedade, inclusive abelhas rainhas. Em 2020, foram 356 produtores beneficiados.

Cuidado com o solo

O kit Solo Saudável foi o grande diferencial do Programa em 2020. Pela primeira vez, a Secretaria da Agricultura apoiou a aquisição de insumos para cobertura verde do solo.

Agroconsciente

O Programa Terra Boa está alinhado à nova diretriz do Governo do Estado para o desenvolvimento de ações que oportunizem mais renda aos produtores rurais e pescadores, ganhos ao meio ambiente e maior segurança alimentar à população.

Fonte: Assessoria
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Notícias Segundo Cepea

PIB agro intensifica crescimento em outubro e alta no ano é de quase 17%

Crescimento do PIB agro reflete, pelo lado da oferta, a produção recorde de grãos na safra 2019/2020 e expansões de produção de suínos, aves, ovos e leite

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O ritmo de avanço do PIB do agronegócio brasileiro seguiu intenso em outubro, registrando crescimento de 2,78%, segundo cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, realizados em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Com isso, a alta acumulada no ano chegou a 16,81%, com o PIB agro mantendo desempenho anual recorde.

Pesquisadores do Cepea ressaltam que, em abril e em maio, o PIB agro cresceu lentamente, devido aos impactos negativos da pandemia sobre diferentes atividades do setor. No entanto, desde junho, o cenário tem sido marcado por recuperação e aceleração do crescimento. Até setembro, o único segmento que acumulava redução no PIB era a agroindústria de base agrícola. Mas, após apresentar nova recuperação em outubro, o crescimento acumulado para esse segmento se tornou positivo.

De janeiro a outubro, os segmentos primário e de agrosserviços mantiveram destaque, com altas de 40,08% e de 14,74% no PIB, respectivamente. Como destacado em relatórios anteriores, para os agrosserviços, o resultado positivo do PIB reflete a continuidade do abastecimento do mercado doméstico e o excelente desempenho em termos de exportações – implicando em grande uso de serviços de comércio, transporte e armazenagem –, assim como a expansão da prestação de outros serviços às cadeias do agronegócio, como financeiros, de comunicação, jurídicos, contábeis e de consultoria, entre outros –, refletindo sobretudo o forte desempenho da agropecuária e da agroindústria da pecuária.

De acordo com pesquisadores do Cepea, o forte crescimento do PIB agropecuário reflete, pelo lado da oferta, a produção recorde de grãos na safra 2019/2020 e as expansões de produção de suínos, aves, ovos e leite. Por outro lado, reflete o forte avanço dos preços agropecuários reais, resultado dos aumentos expressivos na demanda, tanto externa quanto doméstica, e do alto patamar da taxa de câmbio.

Fonte: Cepea
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Notícias Feira

Coopavel cancela Show Rural 2021

Em março a cooperativa organizará visitas presenciais para produtores rurais em grupos restritos de pessoas

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Arquivo/OP Rural

A coordenação do Show Rural Coopavel informou nesta quinta-feira (21) o cancelamento da edição que aconteceria em março deste ano. A justificativa, segundo nota assinada pelo presidente da cooperativa, Dilvo Grolli, é o avanço da pandemia do Coronavírus. Assim, o evento deste ano será realizado somente em versão reduzida e com visitas agendadas para a área de tecnologia da agricultura.

“Em respeito as mais de 40 empresas agrícolas e suas parcelas já plantadas no parque, continuaremos divulgando as novidades da agricultura em nosso canal do YouTube e no mês de março organizaremos visitas presenciais para produtores rurais em grupos restritos de pessoas”, informa a cooperativa.

Com a edição deste ano cancela, o próximo Show Rural Coopavel acontecerá de 07 a 11 de fevereiro de 2022.

Fonte: O Presente Rural com informações da Assessoria
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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