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Marketing coletivo fortalece indústria de ovos

Marketing institucional e o trabalho conjunto entre entidades do setor têm sido decisivos para consolidar o ovo como alimento essencial na mesa do brasileiro, fortalecendo o consumo, a imagem do produto e a resiliência da cadeia diante das crises.

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Foto: Shutterstock

Mais do que alimento acessível e versátil, o ovo carrega consigo um desafio permanente: se manter competitivo e valorizado diante das variações de mercado, crises econômicas e da percepção do consumidor. Foi com este olhar que o economista e especialista em Agronegócio, Nélio Hand, diretor executivo da Associação dos Avicultores e Suinocultores do Espírito Santo (AVES/ASES), destacou a importância da promoção contínua, do marketing institucional e da ação coletiva de entidades setoriais para o desenvolvimento e a sustentabilidade da indústria de ovos no Brasil.

Segundo o economista, o primeiro passo para o fortalecimento do setor passa por compreender o que o consumidor entende por qualidade e, principalmente, como comunicar esses atributos de forma eficaz. Fatores como poder aquisitivo da população, embora externos e fora do alcance do setor, têm peso direto no consumo. Já o marketing persistente, controlado pelas entidades e empresas, é decisivo para transformar a compra de ovos em um hábito consolidado.

Economista, especialista em Agronegócio e diretor executivo da Associação dos Avicultores e Suinocultores do Espírito Santo (AVES/ASES), Nélio Hand defende a promoção contínua e a união entre entidades como pilares para aumentar o consumo, fortalecer a imagem do ovo e enfrentar crises econômicas – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

O avanço do consumo per capita de ovos no país, hoje em torno de 270 unidades por habitante ao ano, com expectativa de alcançar 288 até o fim de 2025, é atribuído ao trabalho do Instituto Ovos Brasil e da Associação Brasileira de Proteína Animal, em conjunto com as associações estaduais. “O marketing institucional, voltado ao setor como um todo e não apenas às marcas, foi determinante para o crescimento do consumo interno, consolidando a presença do ovo no prato do brasileiro. O caminho até esse reconhecimento foi pavimentado com muita persistência e ações em massa de todos os elos do setor”, enfatizou Hand durante sua participação no Avicultor Mais 2025 – Frangos, Ovos & Peixes, realizado pela Associação dos Avicultores de Minas Gerais (Avimig), em meados de junho, no Expominas, em Belo Horizonte (MG).

Esse esforço coletivo inclui desde a conscientização da população até a defesa do setor diante de críticas. “Mais de 500 artigos técnicos e científicos foram produzidos para contestar informações equivocadas na imprensa sobre o consumo diário de ovos e dar respostas rápidas à sociedade. É esse respaldo que dá força e credibilidade ao setor”, evidenciou.

Mudança de hábitos

Na avaliação do economista, insistir e persistir em campanhas de valorização é o que transforma o consumo em hábito. “Esse trabalho precisa ser permanente. Se de uma hora para outra alguém desiste, todo o esforço construído pode ruir. O marketing, quando bem-feito, muda o comportamento da sociedade”, destacou.

Hand defende que a comunicação deve mostrar ao consumidor a real dimensão do alimento. “O ovo é saudável, versátil, acessível e pode estar presente diariamente na dieta. É o segundo alimento mais completo do planeta. Precisamos reforçar essa mensagem de forma contínua para que o consumidor inclua na sua alimentação um ovo por dia”, salientou.

Crise do milho

A crise do milho entre 2020 e 2021, quando o grão chegou a R$ 120 a saca, expôs a fragilidade da cadeia. No Espírito Santo, houve queda de 21% na produção de ovos e o fechamento de mais de 40 granjas, levando o estado capixaba a perder a terceira colocação no ranking nacional para Minas Gerais. “O Espírito Santo tem um dos custos mais altos do país. Ainda hoje não recuperamos totalmente os níveis anteriores”, lembrou Hand.

Para o economista, a atuação coordenada de associações locais e nacionais foi fundamental para evitar um impacto ainda maior. “Se não fosse a atuação das entidades locais e nacionais, teríamos perdido mais de 50% da produção. Esse episódio reforçou ainda mais de que a união do setor é capaz de mitigar perdas em momentos críticos”, frisou.

Visibilidade

“Se você não aparece, você não existe”. A frase, lembrada pelo economista, resume o papel do marketing e da visibilidade para o setor. Hand reforça que o ovo só conquistou espaço no prato do brasileiro depois que passou a ter campanhas permanentes de valorização. “O ovo só passou a ter espaço depois que começou a aparecer. É preciso estar sempre visível, dar respostas às críticas, apresentar contrapontos e mostrar a relevância do produto. Sem visibilidade, o setor não sobrevive”, pontuou.

Para Hand, o futuro da indústria de ovos depende de duas frentes: do país criar condições para que o consumidor tenha maior poder aquisitivo e de fortalecer a participação dos produtores em associações. “Ao se unir às entidades, o produtor não apenas recebe apoio, mas colabora na busca de soluções conjuntas para gargalos e desafios. É essa construção coletiva que garante a sustentabilidade e o crescimento da cadeia”, ressalta o executivo da AVES/ASES.

versão digital está disponível gratuitamente no site oficial de O Presente Rural. A edição impressa já circula com distribuição dirigida a leitores e parceiros em 13 estados brasileiros.

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Chapecó reúne lideranças da avicultura para discutir desafios e rumos do setor nesta semana

Simpósio Brasil Sul começa amanhã (07) e coloca em debate temas estratégicos como mercado, sanidade, gestão e sustentabilidade.

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Chapecó receberá o 26º SBSA, que será realizado de 7 a 9 de abril - Foto Arquivo MB Comunicação

Discutir os desafios e as transformações da avicultura é fundamental para garantir a competitividade e a sustentabilidade do setor. Com esse propósito, Chapecó receberá o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), que será realizado de 07 a 09 de abril, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, reunindo especialistas do Brasil e do exterior.

Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), o Simpósio contará com uma programação científica estruturada em painéis temáticos e a realização simultânea da 17ª Brasil Sul Poultry Fair, espaço voltado à geração de negócios, networking e apresentação de soluções para o setor.

Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O terceiro lote está disponível, com investimento de R$ 890 para profissionais e R$ 500 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 200. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.

Reconhecido como referência na disseminação do conhecimento técnico e científico, o SBSA reúne médicos-veterinários, zootecnistas, produtores, pesquisadores, técnicos e empresas para debater temas estratégicos para a avicultura moderna. A programação de 2026 foi organizada para contemplar áreas essenciais como gestão de pessoas, mercado, nutrição, manejo, sanidade, abatedouro, sustentabilidade e cenários globais, sempre com foco na aplicação prática no campo.

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que o Simpósio mantém seu propósito de conectar conhecimento técnico com as demandas reais do setor. “O SBSA é um espaço de atualização profissional e troca de experiências. Buscamos construir uma programação que integre o que há de mais atual, mas principalmente que leve aplicabilidade ao dia a dia da produção, contribuindo para a evolução da avicultura”, afirma.

A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que a construção da programação foi pensada para atender aos principais desafios enfrentados pela cadeia produtiva. “Estruturamos uma jornada técnica que dialoga diretamente com a realidade do setor. São temas que envolvem desde gestão e mercado até sanidade, nutrição, abatedouro e sustentabilidade, sempre com foco na aplicação prática e na tomada de decisão no campo. Nosso objetivo é proporcionar conteúdo que realmente faça diferença no dia a dia dos profissionais”, destaca.

Programação geral

26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura  

17ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 07/04 – Terça-feira

13h30 – Abertura da Programação

13h40 – Painel Gestão de Pessoas

Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.

Palestrantes:

Delair Bolis

Joanita Maestri Karoleski

Vilto Meurer

Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda

15h40 – Intervalo

16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.

Palestrante: Arene Trevisan

(15 minutos de debate)

17h- Solenidade de Abertura Oficial

17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026

Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC

19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 08/04 – Quarta-feira

Bloco Abatedouro

8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.

Palestrante: Darwen de Araujo Rosa

(15 minutos de debate)

9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.

Palestrante: Dianna V. Bourassa

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

Bloco Nutrição

10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.

Palestrante: Wilmer Pacheco

(15 minutos de debate)

11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.

Palestrantes: Roselina Angel

(15 minutos de debate)

12h30 – Intervalo almoço

Eventos Paralelos

Painel Manejo

14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno

Palestrantes:

Lucas Schneider

Rodrigo Tedesco Guimarães

16h – Intervalo

Bloco Conexões que Sustentam o Futuro

  16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.

Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo

(15 minutos de debate)

17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?

Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme

(15 minutos de debate)

18h30 – Eventos Paralelos

19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 09/04 – Quinta-feira

Bloco Sanidade

8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias

Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande

(15 minutos de debate)

9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.

Palestrante: Dr. Ricardo Rauber

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.

Palestrante: Gonzalo Tomás

(15 minutos de debate)

11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.

Palestrante: Taís Barnasque

(15 minutos de debate)

Sorteios de brindes.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Avicultura

Alta do diesel e das embalagens eleva custos da avicultura brasileira

Alta simultânea do combustível e das resinas plásticas pressiona logística, processamento e competitividade da avicultura, especialmente no Rio Grande do Sul.

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Foto: Ari Dias

A combinação de aumento no preço do combustível e encarecimento de insumos industriais começa a pressionar uma das cadeias mais relevantes do agronegócio brasileiro: a produção de proteína animal. Nas últimas semanas, produtores e agroindústrias passaram a enfrentar um novo ciclo de custos impulsionado pela alta do diesel e das resinas plásticas utilizadas na indústria de alimentos.

O Diesel S10 acumulou alta de 24,3% nos últimos 30 dias, alcançando preço médio nacional de aproximadamente R$

Foto: Divulgação

7,57 por litro em março de 2026. No mesmo período do ano passado, o combustível custava cerca de R$ 6,20 por litro, uma variação anual que pode chegar a 22% dependendo da região.

A elevação reflete fatores como a valorização do petróleo no mercado internacional, a desvalorização do real frente ao dólar e reajustes aplicados nas refinarias brasileiras.

Foto: Shutterstock

Para a cadeia avícola, produção de carne de frango e ovos, altamente dependente de logística rodoviária, o impacto é direto. O combustível está presente em praticamente todas as etapas da produção: transporte de ração, deslocamento de aves entre granjas e frigoríficos e distribuição da carne para o mercado interno e exportações.

Ao mesmo tempo, a indústria de alimentos enfrenta outro fator de pressão: o encarecimento das embalagens plásticas. Insumos como Polietileno e Polipropileno registraram aumentos próximos de 30% no último mês, impulsionados pelo custo da matéria-prima petroquímica e pela elevação da tarifa de importação dessas resinas no Brasil. Atualmente, a alíquota de importação de resinas plásticas está em 20%, enquanto a média global gira em torno de 6,5%, ampliando a diferença de custos em relação a outros mercados.

Na indústria de alimentos, as embalagens representam entre 15% e 25% do custo total de diversos produtos,

Foto: Divulgação

especialmente carnes resfriadas, congeladas e processadas.

Quando somados, os dois fatores, combustível e embalagens, geram um efeito cascata sobre toda a cadeia produtiva.

Setor acompanha cenário com atenção

Para o presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos, o momento exige atenção do setor produtivo. “A avicultura brasileira é uma das cadeias mais eficientes do agronegócio, mas também extremamente sensível a oscilações em insumos estratégicos. Quando diesel e embalagens sobem ao mesmo tempo, isso gera uma pressão importante sobre a logística, o processamento e a estrutura produtiva”, ressalta.

Presidente da Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos: “Quando diesel e embalagens sobem ao mesmo tempo, isso gera uma pressão importante sobre a logística, o processamento e a estrutura produtiva” – Foto: Divulgação/Asgav

Segundo ele, a competitividade construída pelo setor depende de equilíbrio no ambiente econômico. “O Brasil conquistou protagonismo global na produção de carne de frango. Para manter essa posição, é fundamental garantir previsibilidade de custos e um ambiente que preserve a competitividade das cadeias produtivas”.

Cadeia estratégica para o Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul está entre os principais polos da avicultura brasileira, com forte integração entre produtores, cooperativas e agroindústrias. O setor gera milhares de empregos e tem papel relevante tanto no abastecimento do mercado interno quanto nas exportações de proteína animal.

Em um cenário global de demanda crescente por alimentos, o acompanhamento das variáveis de custo se torna decisivo para garantir sustentabilidade econômica e continuidade do crescimento da cadeia avícola.

Fonte: Assessoria ASGAV/SIPARGS
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Avicultura

Chile suspende exportações de frango após caso de gripe aviária

Primeiro caso em uma granja industrial da região Metropolitana leva autoridades a acionar protocolos sanitários e negociar com mercados importadores.

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Foto: Shutterstock

O Serviço Agrícola e Pecuário do Chile (SAG) confirmou o primeiro caso de influenza aviária em aves de postura em um plantel industrial em Talagante, na região Metropolitana. Após a detecção, foram acionados protocolos sanitários e o país suspendeu temporariamente a certificação para exportações de produtos avícolas.

O caso foi comunicado à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), e o SAG iniciou articulações com países importadores para retomar os embarques o mais rápido possível. O órgão informou que o abastecimento interno de carne de frango e ovos está garantido e que o consumo não oferece risco à saúde.

A ocorrência integra um surto já registrado em diferentes regiões do país, com casos em aves silvestres e de subsistência. O SAG reforça a adoção de medidas de biossegurança e orienta que suspeitas da doença sejam comunicadas imediatamente. Também segue disponível o seguro para indenização em casos de abate sanitário.

Fonte: O Presente Rural com Serviço Agrícola e Pecuário (SAG)
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