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Avicultura Fornecimento constante e à vontade

Mário Penz evidencia importância da água na saúde e desempenho das aves

Três aspectos devem ser considerados na dessedentação das aves: quantidade, qualidade e temperatura da água. Considerada como nutriente mais importante na produção de ovos, sua falta pode comprometer o desempenho das poedeiras e causar variabilidade de produção.

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Professor doutor e sócio honorário da Asgav, Antônio Mário Penz Junior. - Foto: Rafael Cavalli

As aves consomem pequenas quantidades de água, mas com muita frequência, por isso é essencial que seja garantido o fornecimento constante e à vontade. A importância da qualidade e as propriedades da água na produção das poedeiras foi destaque no painel Bem-estar animal e sistemas alternativos de produção da 3ª Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Ovos (Conbrasul Ovos), evento realizado em novembro pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), em Gramado, RS.

De acordo com o professor doutor e sócio honorário da Asgav, Antônio Mário Penz Junior, três aspectos devem ser considerados na dessedentação das aves: quantidade, qualidade e temperatura da água. Considerada como nutriente mais importante na produção de ovos, sua falta pode comprometer o desempenho das poedeiras e causar variabilidade de produção.

Na zona de termoneutralidade – faixa de temperatura ambiente efetiva em que os animais não sofrem estresse pelo frio ou pelo calor -, as poedeiras bebem aproximadamente duas vezes o que consomem de alimento. “Atrasos nos consumos de água e alimento diminuem as respostas imunes e a falta de consumo de água estimula a secreção de corticosteroides, que comprometem a proliferação das células responsáveis pela imunidade animal”, ressaltou, ampliando: “No primeiro dia, depois do alojamento, os pintinhos bebem 40% de seu peso corporal. Este consumo é importante para recuperar a desidratação que ocorre depois da eclosão, no incubatório e no transporte”, mencionou Mário Penz.

Testagem de ácidos

Foto: Divulgação/Agroceres Multimix

Segundo o especialista, a qualidade da água varia em diferentes propriedades em razão das características físico-químicas, presença de microrganismos, limpeza das tubulações e diferentes períodos do ano. “Por isto que a eficácia dos ácidos deve ser testada em cada propriedade. Não tem uma receita para todas”, enfatiza.

Segundo Penz, a eficiência do ácido deve ser testada in locu, na granja. Ele explica que o produtor vai precisar coletar um litro de água em uso, identificar o pH (tiras ou com Orpímetro), adicionar o produto com cuidado e avaliar a redução do pH. “Ao chegar no pH esperado, verifique quantos mililitros foram empregados e extrapole este valor para o volume a ser acidificado”, menciona.

De acordo com estudos, a temperatura recomendada para a água a ser consumida pelas poedeiras deve estar próxima de 23ºC, pois após 20ºC, a cada 1ºC de aumento de temperatura, o consumo de água aumenta 6% e o consumo de alimento diminui 1,2%.

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Avicultura

Mercado do frango congelado apresenta pequenas variações em fevereiro

Levantamento do Cepea mostra estabilidade em alguns dias e recuos pontuais no período.

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O preço do frango congelado no Estado de São Paulo foi cotado a R$ 7,29 o quilo na última sexta-feira (20), segundo dados do Cepea. No dia, houve recuo de 0,14%, enquanto a variação acumulada no mês está em 4,29%.

Na quinta-feira (19), o produto foi negociado a R$ 7,30/kg, também com queda diária de 0,14% e avanço mensal de 4,43%.

Na quarta-feira (18), a cotação ficou em R$ 7,31/kg, sem variação no dia e com alta de 4,58% no acumulado do mês.

Já no dia 13 de fevereiro, o preço foi de R$ 7,31/kg, com elevação diária de 0,69% e variação mensal de 4,58%. No dia 12, o valor registrado foi de R$ 7,26/kg, estável no dia e com avanço de 3,86% no mês.

Os dados são divulgados pelo Cepea, referência no acompanhamento de preços agropecuários.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Preços do frango podem reagir após período de demanda enfraquecida no início do ano

Custos equilibrados de milho e competitividade frente à carne bovina reforçam cenário mais positivo.

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Com o fim do período tradicionalmente mais fraco para o consumo, o mercado de frango pode entrar em uma fase de estabilização e recuperação de preços nas próximas semanas. A expectativa é de que a queda observada nos valores da ave seja interrompida após o feriado de Carnaval, acompanhando a melhora da demanda doméstica.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o ambiente segue favorável para o setor, sustentado por exportações aquecidas, elevada competitividade da carne de frango em relação à bovina e custos equilibrados de ração.

No campo da oferta, o ritmo de crescimento pode perder força a partir deste período, dependendo do volume de alojamentos realizados em janeiro. Caso tenham sido menores do que a forte colocação registrada em dezembro, a disponibilidade de aves tende a se ajustar gradualmente. As aves alojadas no fim de dezembro influenciam diretamente a oferta até meados de fevereiro.

As exportações continuam com perspectiva positiva e devem seguir contribuindo para o equilíbrio entre oferta e demanda, reforçando o suporte aos preços no mercado interno.

Em relação aos custos, o cenário também é considerado favorável. A primeira safra de milho apresentou resultado acima das expectativas e, até o momento, a safrinha mantém boas perspectivas. No entanto, o plantio da segunda safra ainda está em fase inicial no Cerrado, e não há definição sobre o percentual que poderá ficar fora da janela ideal, que se encerra no fim do mês.

Mesmo com expectativa de boa oferta de milho e demanda doméstica firme, a tendência é de um mercado equilibrado para o cereal, sem espaço para oscilações expressivas. Ainda assim, as condições climáticas nos meses de março e abril continuarão sendo determinantes para o comportamento dos preços.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Avicultura

Ovos retomam alta e frango mantém preços estáveis no pós-Carnaval

Equilíbrio entre oferta e demanda sustenta cotações dos ovos, enquanto setor avícola monitora consumo para possível reação em março.

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O mercado de ovos voltou a registrar alta após cinco meses consecutivos de queda nos preços. Levantamentos do Cepea indicam que, em algumas regiões acompanhadas, a média parcial até 18 de fevereiro apresenta avanço superior a 40% em relação a janeiro.

Segundo o Centro de Estudos, o equilíbrio entre oferta e demanda tem sustentado a recuperação das cotações, mesmo na segunda quinzena do mês, período em que as vendas costumam perder ritmo. Apesar da recente reação, os preços ainda seguem abaixo dos verificados no mesmo período do ano passado, acumulando retração real superior a 30% nas regiões monitoradas.

A expectativa do setor agora está voltada para a Quaresma, iniciada no último dia 18. Pesquisadores do Cepea destacam que, durante os 40 dias do período religioso, o consumo de ovos tende a aumentar gradualmente, já que a proteína ganha espaço como alternativa às carnes. A perspectiva é de que a demanda mais aquecida continue dando sustentação aos preços.

No mercado de frango, a semana de recesso de Carnaval registra estabilidade nas cotações, reflexo da demanda firme. Ainda assim, na média mensal, o valor da proteína congelada negociada no atacado da Grande São Paulo está em R$ 7,00/kg até o dia 18 de fevereiro — o menor patamar real desde agosto de 2023, quando foi de R$ 6,91/kg, considerando valores deflacionados pelo IPCA de dezembro.

Os preços mais baixos refletem as quedas intensas observadas nas primeiras semanas do ano, movimento que já se estende por pouco mais de três meses. O cenário mantém os agentes cautelosos.

De acordo com participantes consultados pelo Cepea, uma possível recuperação dos preços do frango pode ocorrer apenas a partir do início de março, diante da expectativa de maior consumo no começo do mês. Para esta segunda metade de fevereiro, a liquidez deve permanecer no ritmo atual, limitando avanços mais expressivos nas cotações.

Fonte: Assessoria Cepea
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