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Mariangela Hungria está na lista TIME100 Climate 2025 como personalidade influente em questões do clima

Reconhecida por sua trajetória em pesquisas sobre bioinsumos e sustentabilidade na agricultura, a cientista da Embrapa figura entre os 100 nomes que lideram ações globais em defesa do planeta.

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Fotos: Embrapa/Divulgação

A pesquisadora da Embrapa Mariangela Hungria está na lista TIME100 Climate 2025 que reconhece as 100 personalidades inovadoras e mais influentes do mundo que impulsionam ações em prol de questões relacionadas ao clima, acesse clicando aqui, na categoria Defenders (Defensores – Impulsionando ações em prol das comunidades). A lista completa (TIME100 Climate) será publicada na edição de 10 de novembro de 2025, disponível nas bancas a partir de sexta-feira, 31 de outubro. “Trabalhar com a produção de alimentos almejando a segurança alimentar usando práticas sustentáveis que permitem “defender” o planeta é um privilégio”, ressalta Mariangela Hungria. “Passei a vida pesquisando sobre a substituição de químicos por biológicos na agricultura, sempre que possível. Esse reconhecimento tem um valor enorme, pois valoriza a adoção de práticas sustentáveis na agricultura”, comemora a cientista.

Mariangela irá participar das ações da Embrapa na Agrizone, durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 COP30, que será realizada em Belém (PA), em novembro. “Espero transmitir a mensagem sobre a viabilidade do uso de produtos biológicos para substituir agroquímicos. Com isso, mitigamos a emissão de gases de efeito estufa e também aumentamos o acesso a alimentos de qualidade”, declara.

Contribuições na área de bioinsumos

Há mais de 40 anos, a pesquisadora da Embrapa Mariangela Hungria desenvolve inovações na área de microbiologia do solo, o que resultou no lançamento de mais de 30 tecnologias. O foco das suas pesquisas tem sido no aumento da produção e na qualidade de alimentos por meio da substituição, total ou parcial, de fertilizantes químicos por microrganismos portadores de propriedades como a fixação biológica de nitrogênio (FBN), a síntese de fitormônios e a solubilização de fosfatos e rochas potássicas. Mesmo em “áreas velhas”, isto é, que já receberam inoculantes antes, a inoculação anual da soja com Bradyrhizobium aumenta, em média, 8% a produção de grãos de soja. Ainda mais relevante, altos rendimentos são alcançados sem nenhuma aplicação de fertilizante nitrogenado. A tecnologia é adotada em 85% da área cultivada com soja no Basil.

Outra tecnologia lançada pela pesquisadora foi a da coinoculação da soja, que agrega bactérias fixadoras de nitrogênio (Bradyrhizobium) e bactérias promotoras de crescimento de plantas (Azospirillum brasilense). Em pouco mais de 10 anos, a coinoculação já é adotada em aproximadamente 35% da área total cultivada de soja. Reunindo os benefícios da inoculação e da coinoculação da soja, somente em 2024, a economia estimada, ao dispensar o uso de fertilizantes nitrogenados, foi estimada em 25 bilhões de dólares. Além do benefício econômico, o uso dessas bactérias ajudou a mitigar, em 2024, a emissão de mais de 230 milhões de toneladas de CO₂ equivalentes para a atmosfera.

Associado aos trabalhos com soja, a pesquisadora também coordena pesquisas que culminaram com o lançamento de outras tecnologias: autorização/recomendação de bactérias (rizóbios) e coinoculação para a cultura do feijoeiro, Azospirillum brasilense para as culturas do milho e do trigo e de pastagens com braquiárias.  Ainda em relação às gramíneas, em 2021, a equipe da pesquisadora lançou uma tecnologia que permite a redução de 25% na fertilização nitrogenada de cobertura em milho por meio da inoculação com Azospirillum brasilense, gerando benefícios econômicos significativos para os agricultores e impactos ambientais positivos para o país.

Trajetória profissional e reconhecimentos

Nascida em 1958, em São Paulo, e criada em Itapetininga (SP), Mariangela conta que desde a infância teve curiosidade por conhecer o que envolve os aspectos relacionados à terra, à água e ao ar. Sua busca por conhecimento e seu espírito científico, a levaram a cursar Engenharia Agronômica (Esalq/USP), mestrado em Solos e Nutrição de Plantas (Esalq/USP), doutorado em Ciência do Solo (UFRRJ). Mariangela conta que cursou o doutorado na UFRRJ, enquanto realizava a tese na Embrapa, a convite da pesquisadora Johanna Döbereiner, cientista que revolucionou a agricultura tropical ao descobrir e aplicar a fixação biológica de nitrogênio (FBN) em culturas agrícolas.

Em 1982, tornou-se pesquisadora da Embrapa: inicialmente na Embrapa Agrobiologia (Seropédica, RJ) e, desde 1991, na Embrapa Soja (Londrina, PR). Mariangela acumula ainda três pós-doutorados em universidades nos Estados Unidos e Espanha (Cornell University, University of California-Davis e Universidade de Sevilla). A cientista possui mais de 500 publicações científicas, documentos técnicos, livros e capítulos de livros. Também já orientou mais de 200 alunos de graduação e pós-graduação. Ao refletir sobre sua carreira, Mariangela coloca como características determinantes o trabalho com coerência, persistência e resiliência. “Sempre acreditei na vida no solo, nos microrganismos restaurando a fertilidade, em uma agricultura altamente produtiva que não prejudica o meio ambiente. Nunca me desviei nem um milímetro do que eu acreditava. Essa coerência, tanto na pesquisa quanto na minha postura, trouxe credibilidade científica e fortes conexões com o setor agrícola”, ressalta a pesquisadora.

Mariangela é comendadora da Ordem Nacional do Mérito Científico e membro titular da Academia Brasileira de Ciências, da Academia Brasileira de Ciência Agronômica e da Academia Mundial de Ciências. É professora e orientadora da pós-graduação em Microbiologia e em Biotecnologia na Universidade Estadual de Londrina. Atua também na Sociedade Brasileira de Ciência do Solo e na Sociedade Brasileira de Microbiologia.

Desde 2020 Mariangela está classificada entre os 100 mil cientistas mais influentes no mundo, de acordo com o estudo da Universidade de Stanford (EUA). Em 2022, a pesquisadora ocupou a primeira posição brasileira, confirmada em 2025, em Fitotecnia e Agronomia (Plant Science and Agronomy) e em Microbiologia, em lista publicada pelo Research.com, um site que oferece dados sobre contribuições científicas em nível mundial.

Já recebeu várias premiações pela sustentabilidade em agricultura, como o Frederico Menezes, Lenovo-Academia Mundial de Ciências, da Frente Parlamentar Agropecuária e da Fundação Bunge. Em 2025, recebeu o Prêmio Mulheres e Ciência, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Ministério das Mulheres, o British Council e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe. Em 2025, a Fundação World Food Prize concedeu o Prêmio Mundial da Alimentação (WFP), conhecido como o “Nobel da Agricultura” à pesquisadora Mariangela Hungria.

Fonte: Assessoria Embrapa

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Brasil amplia acesso a mercados da Malásia e Mianmar

Autorizações envolvem produtos de origem animal, oleaginosas, castanhas e mudas de café e reforçam a diversificação das exportações do agronegócio.

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Foto: Shutterstock

O governo brasileiro concluiu novas negociações sanitárias que resultam na abertura de mercados para produtos agropecuários na Malásia e em Mianmar, ampliando a presença do Brasil em países estratégicos da Ásia. As autorizações fortalecem tanto a agregação de valor à produção quanto a diversificação da pauta exportadora nacional.

No caso da Malásia, foi liberada a exportação de farinha processada e óleo de aves, produtos derivados do processo de reciclagem animal. A atividade transforma subprodutos da cadeia pecuária em insumos utilizados na nutrição animal, contribuindo para maior eficiência produtiva e sustentabilidade do setor. O mercado malaio é considerado relevante para o agronegócio brasileiro, tendo importado quase US$ 1,2 bilhão em produtos agropecuários do Brasil no último ano.

Já em Mianmar, a autorização contempla a exportação de amendoim, gergelim, castanha-do-brasil, castanha de baru e mudas de café. A medida amplia o portfólio de produtos brasileiros com acesso ao país e cria novas possibilidades para segmentos além das cadeias tradicionais de exportação. Em 2025, Mianmar importou mais de US$ 38 milhões em produtos agropecuários brasileiros.

Com os novos acordos, o Brasil chega a 534 oportunidades de acesso a mercados internacionais desde o início de 2023, consolidando a estratégia de expansão comercial do agronegócio por meio de negociações sanitárias e fitossanitárias.

Fonte: O Presente Rural
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Copagril realiza Assembleia Geral Ordinária nesta sexta-feira em Marechal Cândido Rondon

Encontro reúne cooperados para apresentação dos resultados de 2025 e marca estreia do Relatório Anual em formato digital.

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Foto: Divulgação/Copagril

A Cooperativa Agroindustrial Copagril realiza nesta sexta-feira (30) a Assembleia Geral Ordinária (AGO), um dos principais compromissos do calendário institucional da cooperativa. O encontro está marcado para as 14h30, no Salão Social da AACC, em Marechal Cândido Rondon (PR), e reunirá cooperados para a apresentação dos resultados, números da cooperativa e o balanço do exercício de 2025.

A AGO é o momento central de prestação de contas e compartilhamento de informações, fortalecendo a gestão democrática e permitindo que os cooperados acompanhem, de forma direta, o desempenho e as perspectivas da Copagril.

Segundo o diretor-presidente, Eloi Darci Podkowa, a participação dos associados é fundamental para o fortalecimento da cooperativa. “A Assembleia Geral Ordinária é o momento em que o cooperado exerce plenamente o seu papel dentro da cooperativa, acompanhando os resultados, entendendo as decisões e contribuindo para a construção do nosso futuro coletivo”, afirma.

Relatório Anual em formato digital

A edição de 2025 da Assembleia traz uma novidade: o Relatório Anual da Copagril passa a ser disponibilizado exclusivamente em formato digital. A iniciativa reforça o compromisso da cooperativa com a inovação, a sustentabilidade e a modernização dos processos, além de ampliar o acesso às informações e reduzir o uso de papel.

O documento reúne dados, resultados e informações estratégicas que permitem ao cooperado acompanhar, de forma clara e detalhada, a atuação da cooperativa ao longo do último exercício, contribuindo para uma tomada de decisão mais consciente e participativa. “A disponibilização do relatório em formato digital é um avanço importante. Ele ficará disponível no site oficial da cooperativa, facilitando o acesso às informações e demonstrando a responsabilidade da Copagril com a sustentabilidade e a evolução dos seus processos de gestão”, destaca Podkowa.

A diretoria executiva reforça o convite para que os cooperados participem da Assembleia Geral Ordinária, considerada um instrumento essencial para o fortalecimento do cooperativismo e para a construção dos próximos passos da Copagril.

Fonte: O Presente Rural com Copagril
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Reunião Anual do CBNA leva a São Paulo debates sobre inovação e eficiência na nutrição animal

A 36ª edição ocorre de 12 a 14 de maio, no Distrito Anhembi, em São Paulo, com mais de 20 palestras, cinco painéis temáticos e a participação de pesquisadores, executivos da agroindústria e especialistas em aves, suínos e bovinos.

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Foto: Divulgação

A 36ª Reunião Anual do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA) será realizada entre os dias 12 e 14 de maio de 2026, no Distrito Anhembi, em São Paulo. Considerado um dos encontros mais tradicionais da nutrição animal no país, o evento reunirá pesquisadores, profissionais da agroindústria e representantes das principais empresas do setor para discutir tendências, tecnologias e os desafios que moldam o futuro da alimentação de aves, suínos e bovinos.

Presidente do CBNA, Godofredo Miltenburg – Foto: Divulgação/CBNA

Com o tema “Nutrição além da nutrição”, a programação contará com mais de 20 palestras distribuídas em cinco painéis técnicos, que abordarão desde o impacto da pesquisa científica brasileira na produção animal até temas ligados à eficiência econômica, soluções integradas e o uso de inteligência artificial no suporte às decisões nutricionais.

A abertura do evento ocorre no dia 12 de maio, a partir das 14 horas, com o painel Impacto da pesquisa brasileira na produção animal, que dará o tom das discussões ao longo dos três dias. No dia 13, os debates seguem com os painéis Retorno do investimento na nutrição e Nutrição de bovinos, enquanto o encerramento, no dia 14, será dedicado aos temas Soluções além da nutrição e Inteligência Artificial.

Segundo o presidente do CBNA, Godofredo Miltenburg, a proposta da edição de 2026 é trazer à agenda questões que hoje desafiam nutricionistas e gestores da cadeia produtiva. “São temas que impactam diretamente a tomada de decisão e a competitividade do setor, e que exigem uma visão cada vez mais integrada entre ciência, tecnologia e mercado”, destaca.

Entre os palestrantes confirmados estão nomes de referência da pesquisa brasileira, como Horacio Rostagno, da Universidade Federal de Viçosa (UFV); José Henrique Stringhini, da Universidade Federal de Goiás (UFG); Everton Krabbe, chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves; Marcelo Miele, do Centro de Inteligência em Avicultura e Suinocultura da Embrapa; e Cesar Garbossa, da Universidade de São Paulo (USP).

O encontro também contará com a participação de executivos e especialistas da agroindústria e de empresas fornecedoras de insumos, como Bruno Reis de Carvalho, da JBS; Keysuke Muramatsu, da BRF; Leopoldo Malcorra de Almeida, da Seara; Pedro Veiga, da Cargill; Marco Aurélio Porcinato, da Trouw Nutrition; Luiz Victor Carvalho, da Alltech; Aaron Cowieson, da dsm-firmenich; Luiz Romero, da Biofractal, de Portugal; Vitor Hugo Moita, da ADM; e Pedro Terêncio, da Tecnobeef, entre outros.

Ao reunir academia, indústria e produção, a Reunião Anual do CBNA se consolida como um espaço estratégico para a atualização técnica, o intercâmbio de conhecimento e a construção de caminhos para uma nutrição animal mais eficiente, integrada e alinhada às demandas da cadeia de proteínas.

Fonte: O Presente Rural com CBNA
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