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VOZ DO COOP

Avicultura

Margens da avicultura favorecidas pela queda do farelo de soja

Ainda assim, a ave está pouco competitiva frente às demais proteínas no mercado doméstico e preocupa a tendência baixista no preço de exportação.

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Foto: Jonas Oliveira

O primeiro mês de 2024 se mostrou positivo para o setor avícola, com a queda dos custos com o farelo de soja equilibrando o milho em elevação e ainda sustentando as margens no campo positivo. Entretanto, a ave está pouco competitiva frente às demais proteínas no mercado doméstico e preocupa a tendência baixista no preço de exportação.

Os preços do frango inteiro congelado no atacado do estado de São Paulo iniciaram 2024 perdendo sustentação em relação ao final do ano passado. Todavia, a queda foi tímida quando comparada com o observado no mesmo momento dos últimos anos.

A média em janeiro, de R$ 7,33/kg, foi 1,1% inferior frente a dezembro de 2023. Do lado dos custos, embora os preços do milho tenham se elevado desde dezembro, a medição da Embrapa capturou alta de 1,3% nos custos na Região Sul, variação inferior ao ganho no preço da ave (2,2%), o que fortaleceu ligeiramente o spread da avicultura, pelo quinto mês consecutivo.

Já em janeiro, este spread seguiu melhorando, desta vez favorecido pelas quedas dos preços do farelo de soja, da ordem de 8% no Paraná e em Santa Catarina.

Nas exportações, a parcial de janeiro até a quarta semana apontou queda de 14,4% sobre o mesmo mês do ano passado, embora a base de comparação (janeiro de 2023) seja elevada. Além disso, o preço médio do mês caiu 3% em dólares, voltando aos US$ 1.670/t, o menor desde junho de 2021.

Fonte: Cepea

Vale destacar que, diante da contínua queda do preço médio de exportação, a diferença para a cotação no mercado interno, em dólares, já é de apenas 15%, contra 26% em outubro de 2023 e 68% em julho de 2023.

Além disso, chama atenção a baixa competitividade da carne de frango em relação à carcaça dianteira bovina no mercado doméstico, em 1,86 kg de frango/kg de dianteiro. No mesmo momento do ano passado, um quilo de dianteiro comprava 2,18 kg de frango,17% a mais.

Fonte: Consultoria Agro do Itaú BBA

Avicultura

Alta da carne de frango na primeira quinzena de fevereiro garante avanço na média mensal

Levantamento do Cepea mostra que a carne de frango resfriada é negociada no atacado da Grande São Paulo à média de R$ 7,22/kg em fevereiro (até o dia 21), com alta de 2,7% frente à de janeiro.

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Foto: Jonathan Campos

Apesar das recentes desvalorizações da carne de frango nesta segunda quinzena de fevereiro -, quando geralmente as vendas se enfraquecem no atacado, devido ao menor poder aquisitivo da população brasileira -, o incremento da demanda na primeira metade do mês vem garantindo um aumento no valor médio mensal da proteína.

Levantamento do Cepea mostra que a carne de frango resfriada é negociada no atacado da Grande São Paulo à média de R$ 7,22/kg em fevereiro (até o dia 21), com alta de 2,7% frente à de janeiro.

Fonte: Assessoria Cepea
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Avicultura Neste início de ano

Ovos registram menor disponibilidade nas gôndolas dos supermercados brasileiros

Oferta chegou a ser 20,6% menor entre o fim de 2023 e o início de 2024, ante uma média de 14% em dezembro de 2022 e janeiro de 2023.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O Índice de Ruptura da Neogrid, indicador que mede a ausência de produtos nas gôndolas dos supermercados brasileiros, chegou a 13,8% em dezembro de 2023 e 15,3% em janeiro de 2024. O número segue a média do mesmo período dos anos anteriores.

De acordo com o diretor de Customer Success da Neogrid, Robson Munhoz, a ruptura que costuma acontecer em janeiro é um movimento natural por conta das festas de final de ano e o período de férias coletivas na indústria: “A indústria volta das férias de final de ano no começo de janeiro e daí o ciclo de pedidos, faturamento e entrega começam a acontecer, fazendo com que a ruptura seja maior em janeiro, comparada a outros meses”, pontua.

Munhoz também destaca que há um comportamento, em especial nas capitais brasileiras, de êxodo em janeiro para o litoral e, por isso, os supermercados dessas cidades não investem tanto em estoque, ao passo que os estabelecimentos das localidades que recebem esses turistas aumentam a dinâmica de reposição.

De acordo com a consultoria, o produto com menor disponibilidade nas gôndolas no período foi o ovo, com 20,6% de ruptura nos dois meses, ante uma média de 14% em dezembro de 2022 e janeiro de 2023. A falta do item nas prateleiras ocorreu mesmo com o aumento de 3,7% no preço do produto em janeiro ante dezembro, conforme levantamento feito pela Horus.

Apesar do aumento de preço registrado em janeiro, desde agosto de 2023 o preço dos ovos vem caindo, contribuindo para a ruptura ao longo dos últimos seis meses.

Altas temperaturas influenciam os hábitos de consumo

O ano de 2023 foi considerado mais quente da série histórica no Brasil, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM). A temperatura ficou 0,69°C acima da média entre os anos de 1991/2020. Para 2024, a perspectiva é de que permaneça alta pelo menos até abril em razão do fenômeno climático El Niño.

Fonte: Assessoria Neogrid
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Avicultura Rio Grande do Sul

Seapi conclui vigilância em propriedades no raio de 5 km do foco de gripe aviária em Rio Pardo

Além da checagem de medidas de biosseguridade nas granjas e ações de educação sanitária, que chegaram a 1.245 pessoas, as equipes da Secretaria da Agricultura também estão coletando amostras em casos suspeitos

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Foto: Fernando Dias/Seapi

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul concluiu, na última segunda-feira (19), as ações de vigilância às propriedades localizadas em um raio de cinco quilômetros a partir do último foco confirmado de influenza aviária de alta patogenicidade, a H5N1, em Rio Pardo.

A vigilância na zona 1, referente ao raio de cinco quilômetros, ocorreu de forma simultânea às vistorias nas propriedades localizadas na zona 2, que compreende um raio de 10 quilômetros a partir do foco. Totalizando ambas as regiões, 616 propriedades foram vistoriadas até o momento, e a previsão é de que as ações na zona 2 se encerrem nesta semana. O número total é de 699 propriedades a serem visitadas.

Além da checagem de medidas de biosseguridade nas granjas e ações de educação sanitária, que chegaram a 1.245 pessoas, as equipes da Secretaria da Agricultura também estão coletando amostras em casos suspeitos. Após a observação de 1.029 aves, foram realizadas cinco coletas em criações de subsistência, com três laudos negativos e dois ainda à espera do resultado. “As visitações estão sendo muito boas. Estamos conseguindo explicar o nosso trabalho aos produtores, que têm nos recebido muito bem, entendendo a importância da atuação”, destaca o diretor adjunto do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal, Francisco Lopes.

Fonte: Assessoria Seapi
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