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Margem menor ao produtor deve reduzir área com trigo no Brasil

Conab ampliou a redução de área com trigo prevista para a atual temporada, para 11,1% sobre 2023, totalizando 3,086 milhões de hectares.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Apesar da recente recuperação nos preços do trigo e da queda nos custos de produção frente ao ano anterior, as margens de produtores estão menores.

Segundo cálculos da Equipe de Custos do Cepea, a receita estimada em abril/24 estava apenas em linha com o custo operacional, o que significa que, quando considerados os custos totais, as margens ficam negativas.

Em 2023, as estimativas do Cepea apontavam margem positiva quando se comparavam receita bruta e custo operacional.

Dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) evidenciam que agricultores não estão animados para cultivar trigo em 2024.

A Companhia ampliou a redução de área com trigo prevista para a atual temporada, para 11,1% sobre 2023, totalizando 3,086 milhões de hectares.

Já a produtividade pode crescer 26,2% no mesmo comparativo, o que resultaria em produção de 9,082 milhões de toneladas, avanço de 12,2% frente à safra finalizada em 2023.

 

Fonte: Assessoria Cepea

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Brasil movimentou quase US$ 3 bilhões em comércio com Irã em 2025

Trump anunciou tarifa de 25% a parceiros comerciais do país persa.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O Brasil manteve um comércio de quase US$ 3 bilhões com o Irã em 2025, apesar de o país persa representar apenas 0,84% das exportações brasileiras.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) mostram que as vendas brasileiras para Teerã somaram US$ 2,9 bilhões no ano passado, consolidando o Irã como o quinto principal destino das exportações nacionais no Oriente Médio.

Embora ocupe a 31ª posição no ranking geral dos destinos das exportações brasileiras, o Irã aparece atrás apenas de Emirados Árabes Unidos, Egito, Turquia e Arábia Saudita na região. No ano passado, as vendas brasileiras ao país superaram as destinadas a mercados como Suíça, África do Sul e Rússia.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O comércio bilateral é fortemente concentrado no agronegócio. Em 2025, milho e soja responderam por 87,2% das exportações brasileiras ao Irã. Somente o milho representou 67,9% do total, com vendas superiores a US$ 1,9 bilhão, enquanto a soja respondeu por 19,3%, somando cerca de US$ 563 milhões.

Também figuram entre os principais produtos exportados açúcares e itens de confeitaria, farelos de soja para alimentação animal e petróleo.

As importações brasileiras provenientes do Irã, por sua vez, foram bem mais modestas. Em 2025, o Brasil comprou cerca de US$ 84 milhões do país do Oriente Médio, com destaque para adubos e fertilizantes, que corresponderam a aproximadamente 79% do total, além de frutas, nozes, pistaches e uvas secas.

A relação comercial entre os dois países tem apresentado oscilações nos últimos anos. Em 2022, as exportações brasileiras ao Irã atingiram US$ 4,2 bilhões, o maior valor da série recente, antes de recuarem em 2023 e voltarem a crescer em 2024 e 2025. Do lado das importações, os volumes variaram de forma ainda mais acentuada, com quedas expressivas em 2023 e recuperação no ano passado.

Ameaça de Trump

O tema ganhou nova dimensão após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar na segunda-feira (12) que irá impor tarifas de 25% sobre países que mantiverem relações comerciais com o Irã.

Segundo o republicano, a taxa será aplicada “sobre todas as transações comerciais realizadas com os Estados Unidos” por esses países e entraria em vigor imediatamente, embora a Casa Branca ainda não tenha divulgado detalhes formais da medida.

O anúncio acendeu um alerta sobre possíveis impactos ao comércio brasileiro, sobretudo no agronegócio, principal beneficiário da relação com Teerã.

O governo federal informou que aguarda a publicação da ordem executiva americana para se manifestar oficialmente sobre o tema.

Iniciativas diplomáticas

Fotos: Claudio Neves/Portos do Paraná

A aproximação comercial entre Brasil e Irã também tem sido acompanhada por iniciativas diplomáticas. Em abril de 2024, o ministro da Agricultura do Irã visitou o Brasil e se reuniu com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Na ocasião, os dois países concordaram com a criação de um comitê agrícola e consultivo bilateral, com o objetivo de agilizar pautas de interesse comum, ampliar o intercâmbio técnico e discutir medidas para facilitar o comércio.

Durante a visita, o governo iraniano também demonstrou interesse em instalar uma empresa de navegação no Brasil, o que poderia reduzir custos logísticos e impulsionar ainda mais o fluxo comercial entre os dois países. Desde agosto de 2023, o Irã integra o Brics, bloco do qual o Brasil é membro fundador.

A possível imposição de tarifas pelos Estados Unidos ocorre em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã, marcadas por ameaças mútuas, repressão a protestos internos no Irã e declarações recentes de autoridades dos dois países sobre a possibilidade de negociações, sem descartar um agravamento do conflito.

Fonte: Agência Brasil
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Importações de trigo atingem maior volume desde 2013 e pressionam preços internos

Entrada recorde do cereal em 2025, impulsionada por preços externos baixos, reduz a presença compradora no mercado doméstico e leva à queda do valor pago ao produtor, aponta o Cepea.

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Foto: Jaelson Lucas/AEN

Dados da Secex analisados pelo Cepea mostram que as importações brasileiras de trigo atingiram, em 2025, os maiores volumes desde 2013, impulsionadas pelos baixos preços externos e pela ampla oferta do cereal em termos mundiais.

Foto: Gilson Abreu/AEN

Em dezembro, chegaram aos portos nacionais 698,74 mil toneladas de trigo, a segunda maior quantidade do ano (abaixo apenas da de janeiro, de 717 mil toneladas) e a maior para o mês de dezembro desde 2016. No acumulado de 2025, as importações somaram 6,894 milhões de toneladas do cereal, 3,7% a mais que em 2024.

Com estoques domésticos confortáveis, pesquisadores do Cepea explicam que empresas domésticas iniciam 2026 sem uma forte presença no mercado interno.

Diante da retração compradora, o preço pago ao produtor caiu na semana passada na maioria das regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.

Já no mercado de lotes, as cotações subiram (com exceção do Paraná), refletindo o recuo dos vendedores, que aguardam valores mais atrativos com o avanço da entressafra.

Fonte: Assessoria Cepea
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Balança comercial tem superávit de US$ 2 bilhões na segunda semana de janeiro

Exportações cresceram 43,8% na comparação anual, puxadas pelo avanço da agropecuária, da indústria extrativa e da indústria de transformação, segundo dados da Secex.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

Abalança comercial registrou, na 2 ª semana de janeiro de 2026, superávit de US$ 2 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 7,2 bilhões e importações de US$ 5,2 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 10 bilhões e as importações, US$ 5,9 bilhões, com saldo positivo de US$ 4,1 bilhões.

Nas exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de janeiro/2026 (US$ 1,7 bi) com a de janeiro/2025 (US$ 1,154 bi), houve crescimento de 43,8%. Em relação às importações houve queda de 7,0% na comparação entre as médias até a 2ª semana de janeiro/2026 (US$ 974,86 milhões) com a do mês de janeiro/2025 (US$ 1 bi).

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Assim, até a 2ª semana de janeiro/2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.635 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 685,61 milhões. Comparando-se este período com a média de janeiro/2025, houve crescimento de 19,6% na corrente de comércio.

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês –  2º Semana de jezembro/2026

Esses e outros resultados foram divulgados nesta segunda-feira (12/1) pela Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/2026).

Exportações e importações por Setor

No acumulado até a 2ª semana do mês de janeiro/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 55,96 milhões (32,5%) em Agropecuária; de US$ 274,11 milhões (82,3%) em Indústria Extrativa e de US$ 173,41 milhões (27,0%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado até a 2ª semana do mês de janeiro/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: queda de US$ 7,32 milhões (26,2%) em Agropecuária; de US$ 17,37 milhões (34,6%) em Indústria Extrativa e de US$ 44,64 milhões (4,6%) em produtos da Indústria de Transformação.

Fonte: Assessoria MDIC
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