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Mapeamento inédito do solo brasileiro permite aperfeiçoar planejamento estratégico do uso da terra

Plataforma com acesso gratuito permitirá análise em maior profundidade. O acervo reúne informações detalhadas sobre as propriedades do solo o carbono orgânico do solo.

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Foto: Freepik

A rede MapBiomas, da qual o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) faz parte, lançou, nesta sexta-feira (05), a terceira coleção com um mapeamento inédito de propriedades do solo brasileiro, que permitirá, entre outros avanços, análises em profundidade de até 100 cm e o estoque de carbono orgânico do solo.

Além disso, foi inaugurada a plataforma SoilData, que reúne dados de solo provenientes de centenas de estudos, prontos para reuso e subsídio para tomada de decisão em torno de setores estratégicos, como agropecuária, agricultura e proteção territorial. “O fato de ter esses dados disponibilizados traz luz para um compartimento que tem um papel decisivo nas políticas ambientais: o solo. Ele é uma peça-chave no contexto da emergência climática, por exemplo, porque pode ser tanto uma fonte de emissão de carbono quanto uma fonte de sumidouro. É parte extremamente importante do sistema, mas nem sempre está na pauta”, explicou Bárbara Costa, analista de pesquisa do IPAM.

0-30 cm
30-60 cm

60-100 cm

Mapas com visualização espacial da granulometria dos solos brasileiro, produzidos pelos dados compilados no SoilData – Fonte: MapBiomas

Com as informações reunidas no SoilData foi possível gerar mapas de propriedades do solo para todo o território brasileiro, como granulometria, textura, pedregosidade e carbono orgânico do solo. Nesta coleção, foram utilizados para o mapeamento um total de 60.883 dados de granulometria e 28.065 dados de estoque de carbono orgânico, um aumento de cerca de 32% em relação à coleção anterior, lançada em 2024.

Os resultados mostram que mais da metade do Brasil (63,4%) possui textura média na camada superficial (0–30 cm). Solos argilosos aparecem em segundo lugar (29,6%), enquanto as texturas arenosa, siltosa e muito argilosa somam apenas 7% do território nacional. A distribuição das texturas varia entre os biomas: na Mata Atlântica, 52% dos solos superficiais são muito argilosos, uma proporção bem diferente de biomas como Caatinga, Cerrado e Pampa, onde predomina a textura média. Já entre 60 e 100 cm de profundidade, o país torna-se majoritariamente argiloso (63,6%).

Mapeamento das classes texturais no território brasileiro até 100 cm de profundidade. Fonte: MapBiomas

Historicamente solos muito argilosos são os mais utilizados para a agricultura e ocuparam 33% dessa textura em 2024. É a única classe textural de solo onde a agricultura supera a pastagem. Isso é reflexo das condições físicas favoráveis do solo argiloso para o desenvolvimento de raízes, maior capacidade de armazenamento de nutrientes e maior estabilidade estrutural, reduzindo a erosão e favorecendo o manejo.

Gráfico representa o uso da terra de acordo com as classes texturais do solo até 30 cm de profundidade. Fonte: MapBiomas

“De modo geral, a maior parte das informações que tínhamos sobre o solo cobriam a camada superficial, mas em profundidade a gente consegue um entendimento melhor de como o solo funciona além da superfície. O solo mais argiloso em profundidade significa que há um aumento do teor de argila no perfil. No Brasil, sai de 2,8% do solo como muito argiloso na camada de 0-30 cm e vai para 6,7% do solo como muito argiloso na camada de 60-100 cm. Saber dessa informação pode auxiliar desde o planejamento da construção civil, por exemplo, pensando em fundações, até o manejo agrícola, desenvolvimento de raízes e disponibilidade de nutrientes”, acrescenta Costa.

Estoque de carbono orgânico do solo

Outro conjunto de mapas apresentado mostra o estoque de carbono orgânico do solo (COS), que indica a quantidade de carbono armazenada até 30 cm de profundidade. A série histórica revela como a camada do solo mais afetada por atividades humanas vem armazenando carbono ao longo dos anos.

“Com esses dados buscamos entender quanto carbono está estocado no solo entre 1985 e 2024. Os mapas funcionam como um retrato de cada ano, principalmente se considerarmos as mudanças de uso da terra. Monitorar o estoque de carbono do solo oferece informações valiosas para a gestão do território. Esses dados ajudam, por exemplo, a avaliar a qualidade do pasto, identificar se o solo está conseguindo acumular carbono e localizar áreas com maior ou menor estoque para orientar ações de manejo e conservação”, especificou a analista.

Atualmente, 35,9% dos solos brasileiros armazenam entre 40 e 50 toneladas de carbono por hectare (t/ha). Esse estoque resulta da decomposição de matéria orgânica que chega ao solo e é incorporada por organismos vivos, como formigas, cupins e outros microrganismos. A matéria orgânica permanece no solo até que algum distúrbio, natural ou causado por atividade humana, provoque sua liberação na forma de gás, contribuindo para emissões de gases de efeito estufa.

Dos 37,5 gigatoneladas (Gt) de carbono orgânico estocadas no solo do país, 3 Gt estão em áreas agrícolas e 16 Gt em áreas florestais. Em 2024, a Amazônia concentrou 52% de todo o COS estocado no Brasil. A Caatinga e o Pantanal são os biomas que apresentam o menor estoque por hectare (32,7 e 35,3 t/ha, respectivamente).

Mapeamento dos estoques do carbono orgânico no solo para o Brasil e os biomas em massa total (Gt) e em toneladas por hectare (t/ha). Fonte: MapBiomas

“A agropecuária brasileira apresenta diferentes cenários quando falamos de carbono orgânico do solo. Grande parte da agricultura adota hoje o sistema de plantio direto, que ajuda a proteger e manter o carbono no solo. Por outro lado, pastagens degradadas podem liberar o carbono armazenado, enquanto pastagens bem manejadas podem capturar carbono da atmosfera e estocá-lo no solo. O equilíbrio entre ação humana e processos naturais é fundamental “, afirmou Bárbara Costa.

Dados históricos

A Coleção 3 do MapBiomas Solo apresenta uma plataforma que reúne dados padronizados de solo provenientes de centenas de estudos em todos os biomas do país, realizados ao longo de 66 anos. Todos os dados passam por um processo rigoroso de curadoria e harmonização antes de serem disponibilizados ao público. Foram catalogadas mais de 45 mil coletas de diferentes fontes, distribuídas em mais de 15 mil pontos pelo país.

Esse acervo é estratégico não apenas para setores econômicos, mas também para pesquisas ambientais, avaliações de impacto e estudos sobre como mudanças no território e no uso da terra afetam o solo brasileiro.  “Estamos falando de dados produzidos muito antes de nós nascermos. Foram feitas a curadoria, organização e devolução para a sociedade de um conjunto de informações que até então não existia de forma integrada no Brasil. O ganho não é somente para a comunidade científica, mas também para setores que podem usar esses dados para produzir suas próprias análises e mapas. A agropecuária é a primeira a ter aplicação direta, mas a academia pode desenvolver inúmeras pesquisas a partir desse acervo. Outro exemplo é o monitoramento da água, para o qual entender as características do solo é fundamental. O mesmo vale para estudos de biodiversidade e de vegetação nativa. São muitos os benefícios dessa curadoria, indo muito além da dimensão econômica”, relembra a pesquisadora do IPAM.

A maior parte das amostras estão na Amazônia (42,7%), seguidas da Mata Atlântica (25%) e do Cerrado (aproximadamente 15%). A plataforma oferece visualização espacial intuitiva, filtros temáticos e acesso direto às informações, sempre com o devido reconhecimento dos autores. O objetivo é fornecer dados prontos para uso imediato em análises, cruzamento de informações, mapeamentos e modelagens espaciais para apoiar a tomada de decisões estratégicas em diferentes setores.

A plataforma SoilData está disponível no site: Mapbiomas Brasil, em solo

Fonte: Assessoria MapBiomas

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo

Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

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Foto: Shutterstock

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação

A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras

Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

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Fotos: Claudio Neves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

Fonte: Agência Brasil
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

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Foto: Allan Santos/PR

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação

A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.

Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.

Brasil entre os países com maior alíquota proposta

Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.

A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação

dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.

Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.

Instrumento de pressão comercial

A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.

A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.

Consulta pública antes da decisão final

As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.

As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.

Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.

Fonte: O Presente Rural
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