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Mapa, setor leiteiro e supermercados lançam 1ª Semana do Leite
Além de mostrar os benefícios nutricionais do leite, a campanha tem como objetivo apresentar para quem mora na cidade o trabalho do produtor rural.

Para valorizar ainda mais o potencial do segmento leiteiro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realiza a 1ª Semana do Leite, evento nacional com o mote “Leite e Derivados: Alimentos que fazem o Brasil crescer”. Com produção de 34 bilhões de litros de leite por ano, o Brasil se destaca como o 3º maior país produtor do alimento e seus derivados do mundo.
Além de mostrar os benefícios nutricionais do leite, a campanha tem como objetivo apresentar para quem mora na cidade o trabalho do produtor rural, reforçou a ministra Tereza Cristina, no lançamento da campanha na terça-feira (02) na sede do Mapa, em Brasília.
“Às vezes, a criança conhece só a caixinha do leite, mas não sabe de onde veio. Não sabe que alguém acordou cedo, apartou o bezerro da vaca, tirou o leite, pôs no refrigerador, buscou, entregou e depois a indústria transformou e aí chegou ao supermercado. É muito importante que essa campanha seja educativa em todos os aspectos”, destacou a ministra, lembrando que essa será a primeira de muitas campanhas sobre o setor.
O objetivo é compartilhado pelo presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Galassi, que disse que a ação transcende o foco das vendas promocionais. “A campanha tem como essência uma agenda abrangente e educativa, traduzida pelo objetivo de trabalharmos em importantes mensagens sobre a qualidade da produção brasileira de lácteos e seus benefícios à saúde”.
Segundo ele, ao longo do mês de novembro as associações estaduais de supermercados estarão engajadas em reverberar essas mensagens em todas as partes do país.
Mercado do leite
Atualmente, 99% dos 5.570 municípios brasileiros são produtores de leite e, entre os mais de 1 milhão de produtores nacionais, a maioria é da agricultura familiar.
“Esse é um momento ímpar dentro da nossa história, da nossa cadeia produtiva do leite nacional. Esta campanha tem uma importância muito grande para que a gente possa mostrar para a sociedade o quanto esses alimentos são importantes para a saúde humana, mas também a importância dessa cadeia sob todos os pontos de vista, em relação a emprego e renda, colocando o Brasil como 3º maior produtor do mundo”, defendeu o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), Geraldo Borges.
O leite é fonte de nutrientes, de cálcio, proteínas e de renda: movimenta mais de R$ 100 bilhões ao ano, gerando mais de 4 milhões de empregos no campo e na indústria. A produção é responsável pelo sustento de diversas famílias do campo e geração de riqueza para economia do país.
Os produtos brasileiros também são apreciados no exterior. México e China abriram seus mercados para o leite e seus derivados, sendo que o primeiro embarque para o país asiático (leite em pó) se deu em outubro de 2021 como teste de acordo firmado há dois anos, conforme anunciou o diretor executivo da Associação Brasileira de Laticínios – Viva Lácteos, Gustavo Beduschi.
“Essa campanha reconhece a importância econômica, social e nutricional desse setor para o Brasil. Todos temos a certeza de que este é apenas o primeiro ano de muitos desta campanha de valorização dos lácteos brasileiros. Esta e as demais ações do Ministério estão em linha com a missão da Viva Lácteos para tornar a cadeia brasileira do leite mundialmente competitiva”, declarou.
Integração do setor
Para o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes, o principal objetivo da campanha é a integração do setor. “O desenvolvimento que a gente faz em um setor, uma região, um estado, uma nação não é só pela pujança econômica, é pela capacidade das pessoas de se organizarem. E aqui estamos tendo uma demonstração de que a organização da cadeia é possível, com boa vontade”.
O presidente Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados, Ronei Volpi, destacou que a meta é aproximar o setor do consumidor. “Temos o objetivo de chegar ainda mais perto dos nossos consumidores levando os alimentos que sempre foram e continuarão sendo muito saudáveis, muito sustentáveis e vitais para as pessoas”, complementou o representante do colegiado, que representa 35 instituições do setor lácteo.

Notícias
Brasil e Coreia do Sul criam grupo para destravar acordo comercial com o Mercosul
Países buscam retomar negociações paralisadas desde 2021. Iniciativa pretende identificar pontos de resistência e avançar em um possível tratado entre o bloco sul-americano e a economia asiática.

Brasil e Coreia do Sul criaram um grupo de trabalho para tentar avançar nas negociações de um acordo comercial entre o país asiático e o Mercosul. A iniciativa busca identificar os principais pontos de divergência entre os lados e encontrar alternativas para retomar as discussões sobre um tratado que começou a ser negociado em 2018, mas não avançou nos últimos anos.

Foto: Caroline de Vita/Mapa
O anúncio ocorreu nesta segunda-feira (27), após uma reunião entre representantes dos dois países em Brasília. Segundo o governo brasileiro, o grupo será coordenado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. “Decidimos criar um grupo de trabalho que vai identificar sensibilidades dos dois lados e evitar que elas sejam um empecilho para a retomada das negociações de um acordo do Mercosul com a Coreia”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A Coreia do Sul é uma das principais economias da Ásia e um importante parceiro comercial do Brasil. As negociações com o Mercosul envolvem temas como redução de tarifas, acesso a mercados, regras sanitárias e barreiras técnicas.
Oportunidade
Durante o encontro, o governo sul-coreano defendeu a retomada das tratativas como uma forma de ampliar a

Imagem criada pelo ChatGPT/Emili Schneider/OP Rural
presença de empresas dos dois lados. A avaliação é que um acordo poderia abrir novas oportunidades para companhias coreanas na América do Sul e facilitar a inserção brasileira no mercado asiático. “Em um momento em que há muitas incertezas no âmbito comercial, o acordo entre Brasil e Coreia não pode mais esperar. Ele é para agora. Acreditamos que o acordo entre Mercosul e Coreia vai trazer para as empresas coreanas uma maior oportunidade de entrar no mercado da América do Sul e trazer uma nova perspectiva ao mercado asiático para o Brasil, via Coreia”, enfatizou o presidente sul-coreano.
A retomada das negociações ocorre em um período de maior instabilidade no comércio internacional, marcado por disputas tarifárias e mudanças nas relações entre grandes economias.
Minerais críticos entram na agenda bilateral
Além do comércio, Brasil e Coreia do Sul assinaram acordos de cooperação em áreas como defesa, educação, energia, ciência e tecnologia, esporte e exploração espacial.

Foto: Marcos Oliveira/Agência Brasil
Um dos temas tratados foi a cadeia de minerais críticos, considerados estratégicos para setores como tecnologia, energia renovável e indústria de alta tecnologia. O governo sul-coreano destacou o potencial brasileiro no fornecimento desses recursos. “Como se sabe, o Brasil é um dos principais detentores dos minerais críticos. E hoje concordamos em expandir a cooperação em todo o ciclo de vida desses minerais, fortalecendo a cooperação mútua de maneira benéfica”, ressaltou.
A agenda também incluiu acordos para intercâmbio de políticas educacionais, cooperação entre instituições de ensino, pesquisa e desenvolvimento tecnológico aplicado à indústria, além de intercâmbio esportivo entre atletas e especialistas.
Comunidade coreana no Brasil
Após a agenda em Brasília, a comitiva sul-coreana segue para São Paulo. A cidade concentra a maior comunidade coreana do país, com mais de 50 mil pessoas.
O Brasil é o principal destino de imigrantes coreanos na América Latina, e a comunidade mantém presença relevante

Foto: Shutterstock
em áreas como comércio, indústria, tecnologia e serviços.
Países defendem cooperação internacional
Durante as declarações após a reunião, os dois governos também destacaram a defesa do diálogo diplomático e da solução pacífica de conflitos. “Seguiremos construindo um mundo regido pelo diálogo, pelo respeito entre as nações e pelo fortalecimento do multilateralismo”, afirmou Lula.
O governo sul-coreano reforçou a importância da estabilidade internacional para ampliar a cooperação econômica. “É importante a paz para termos segurança. Sem a necessidade de luta ou guerra”, declarou o presidente sul-coreano.
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China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros
Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.

Foto: Shutterstock
Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.
O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.
No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.
Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil.

Foto: Shutterstock
Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.
As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.
Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.
Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.
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Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia
Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.







