Suínos
Mapa restringe trânsito de suídeos para SC e RS
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento restringiu, a partir de 3 de setembro, a entrada de suídeos em Santa Catarina e Rio Grande do Sul como parte das exigências para reconhecimento internacional destes estados como áreas livres de Peste Suína Clássica (PSC) pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).
A decisão está detalhada na IN 33 que autoriza, nestes estados, apenas a entrada de reprodutores (oriundos de Granja de Reprodutores de Suídeos Certificada GRSC), animais para abate imediato e produtos/subprodutos inspecionados pelos serviços do Mapa. Deste modo, a entrada de leitões vindos de outros estados para recria e engorda não será permitida com a nova regra.
Ainda assim, os reprodutores de granjas GRSC situadas em áreas livres de PSC com reconhecimento nacional deverão atender a todos os atestados e documentos exigidos pela nova IN 33 para entrar nos dois estados pleiteantes ao reconhecimento internacional da OIE. Esta mesma regra vale para o trânsito de produtos, subprodutos e material genético de suínos para os dois estados.
Entre as exigências, estão a inspeção veterinária oficial dos animais, produtos, subprodutos e material genético nos estabelecimentos de origem; o Guia de Trânsito Animal (GTA) expedido pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO) do estado de origem; o veículo ou recipiente de transporte lacrado pela SVO na propriedade de origem, entre outras.
A IN 33, assinada pelo ministro Neri Geller, não altera as regras para o trânsito de suídeos, produtos, subprodutos e material genético entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
É importante lembrar que estas regras de restrição de trânsito são fundamentais para o reconhecimento de zonas livres em diversas doenças, inclusive nacionalmente.
Caso semelhante ocorre, por exemplo, com a IN número 06 de 2010 que estabelece normas para a entrada de suídeos provenientes das áreas não reconhecidas nacionalmente como livres de PSC para aquelas com reconhecimento concedido pelo MAPA.
Clique aqui para conferir a IN 33.
Fonte: Ass. da ABCS

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





