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Mapa regulamenta fabricação artesanal para produtos cárneos

Instrução normativa permite que estados concedam o Selo Arte aos produtores artesanais de todo o Brasil, liberando a venda interestadual de produtos como embutidos, defumados e outros

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Divulgação/MAPA

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) cumpriu mais uma etapa para implantação do Selo Arte em todo o país. Na quarta-feira (18) foi publicada a Instrução Normativa 61, que estabelece o regulamento para o enquadramento dos produtos cárneos artesanais para concessão do Selo Arte.

O Selo Arte permitirá a venda interestadual de produtos alimentícios artesanais, como carne de sol, linguiças e defumados. Com a certificação, os produtores artesanais poderão acessar mais mercados e aumentar sua renda.

O diretor do Departamento de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas do Mapa, Orlando Melo de Castro, destaca que a instrução normativa permite que estados e o DF concedam o Selo Arte aos produtos cárneos. “A norma possibilita que esses produtos possam ser comercializados em todo território nacional, além de ser um selo de garantia da conformidade artesanal, que é um potencial agregador de valor. Essa iniciativa vai atender à demanda de inúmeros produtores artesanais, que produzem e preservam a cultura e a tradição dessa produção em suas regiões”, comentou.

Os estados e o Distrito Federal deverão reconhecer, por meio de protocolos específicos, os produtos artesanais de seus territórios, considerando a rastreabilidade da matéria prima quando cabível.

Os produtores rurais de animais destinados ao abate para fabricação de produtos cárneos artesanais devem comprovar o atendimento às Boas Práticas Agropecuárias, sendo que o abate dos animais ou a matéria prima utilizada deve ter origem em abatedouros ou frigoríficos com inspeção oficial.

As avaliações dos documentos de comprovação do cumprimento das boas práticas serão realizadas pelos estados e pelo Distrito Federal, responsáveis pela concessão do Selo Arte. No caso das boas práticas agropecuárias, o trabalho poderá ser realizado pelos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). Em relação à fabricação, as avaliações poderão ser feitas pelos serviços de inspeção municipal, estadual ou federal.

Fonte: MAPA

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Soja sobe no mercado interno com demanda externa aquecida e clima irregular no Sul

Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada aponta prêmios de exportação mais atrativos e postura cautelosa de produtores diante da estiagem.

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Foto: Jaelson Lucas

Os preços internos da soja subiram na semana passada. Pesquisadores do Cepea apontam que esse movimento se deve à aquecida demanda externa, em decorrência da maior atratividade dos prêmios de exportação no Brasil, e à postura cautelosa de produtores brasileiros, especialmente os do Sul, diante das incertezas relacionadas à irregularidade das chuvas.

No campo, colaboradores consultados pelo Cepea relatam redução de produtividade em áreas afetadas pela estiagem. Por outro lado, as chuvas recentes favoreceram lavouras ainda em desenvolvimento no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

De acordo com a Conab, até 14 de fevereiro, a colheita nacional de soja atingia 24,7% da área, abaixo dos 25,5% registrados no mesmo período do ano passado e dos 27,1% da média dos últimos cinco anos.

Fonte: Assessoria Cepea
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Brasil e Coreia do Sul ampliam cooperação agrícola e elevam relação a Parceria Estratégica

Declaração conjunta firmada em Seul também prevê acordos em tecnologia, saúde, medicamentos, educação e reforço no comércio bilateral, com plano de ação para os próximos três anos.

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Imagem criada por ChatGPT

Em visita oficial a Seul nesta segunda-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, anunciaram a elevação das relações entre Brasil e Coreia do Sul ao patamar de Parceria Estratégica. A decisão foi formalizada em declaração conjunta que prevê acordos nas áreas de agricultura, tecnologia, medicamentos e ampliação do intercâmbio cultural e educacional.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Após agenda na Índia, Lula se reuniu pela manhã com o presidente coreano e, em entrevista, os dois destacaram o compromisso com a ampliação do comércio bilateral e com a defesa de valores democráticos diante de cenários de extremismo, desinformação e ameaças autoritárias. “Realizei uma visita oficial em 2005 e voltei em 2010, por ocasião da Cúpula do G20. Desde então, nenhum outro mandatário brasileiro veio ao país. Esse hiato é incompatível com os vínculos sociais e econômicos existentes entre nossos povos. Hoje, elevamos o relacionamento entre Brasil e Coreia ao patamar de Parceria Estratégica e lançamos um Plano de Ação com iniciativas concretas para os próximos três anos”, afirmou Lula.

Comércio e investimentos

O presidente brasileiro ressaltou o peso da relação econômica entre os dois países. Segundo ele, o Brasil é o principal destino dos investimentos sul-coreanos na América Latina. “O Brasil é o principal destino dos investimentos coreanos na América Latina. Com intercâmbio de US$ 11 bilhões, a Coreia é nosso quarto parceiro comercial na Ásia. Agora, damos início a um renovado ciclo de desenvolvimento e prosperidade compartilhada”, enfatizou.

A agenda econômica inclui a assinatura de um Acordo-Quadro de Integração Comercial e Produtiva, com o objetivo de facilitar o comércio

Foto: Ricardo Stuckert/PR

bilateral, promover harmonização regulatória e ampliar a segurança jurídica para empresas dos dois países. “Celebramos um Acordo-Quadro de Integração Comercial e Produtiva que vai facilitar o comércio bilateral, promover harmonização regulatória e trazer mais segurança para as empresas. Firmamos ainda um memorando que vai fortalecer a cooperação financeira em torno de agendas de interesse comum dos dois países”, afirmou Lula.

O presidente também mencionou a retomada das negociações comerciais entre o Mercosul e a República da Coreia, interrompidas em 2021. “Em relação às negociações entre o Mercosul e a República da Coreia, discutimos caminhos para retomar as tratativas interrompidas em 2021”, declarou.

Transição energética e tecnologia

Na avaliação do governo brasileiro, a transição energética surge como um dos eixos centrais da nova etapa da parceria. Lula citou oportunidades nas cadeias de minerais críticos, insumos estratégicos para baterias, energias renováveis e indústria de alta tecnologia. “A transição energética abre novas frentes de complementaridade entre setores produtivos. As cadeias de minerais críticos guardam inúmeras oportunidades de agregação de valor. Há amplo espaço para cooperação em segmentos de alta tecnologia, como semicondutores e inteligência artificial”, destacou.

A menção a semicondutores e inteligência artificial indica a tentativa brasileira de atrair investimentos em setores intensivos em capital e

Foto: Ricardo Stuckert/PR

tecnologia, área em que a Coreia do Sul é referência global.

Saúde e produção de medicamentos

A cooperação na área da saúde foi destacada como um dos pontos centrais da declaração conjunta. Segundo Lula, os instrumentos assinados abrangem desde a produção de medicamentos e vacinas até pesquisa em diagnóstico e inovação tecnológica. “Na área de saúde, os instrumentos abrangem produção de medicamentos e vacinas, pesquisa em diagnóstico de doenças transmissíveis e doenças crônicas, bem como genômica avançada e saúde digital”, elencou.

O escopo inclui tanto doenças infecciosas quanto crônicas, além de áreas estratégicas como genômica e digitalização de sistemas de saúde, sinalizando a intenção de fortalecer a capacidade produtiva e tecnológica brasileira no setor farmacêutico.

Democracia e soberania popular

Além dos acordos econômicos e tecnológicos, os dois presidentes reforçaram, em suas declarações, o compromisso com a democracia e com a soberania popular.

Em meio ao avanço de movimentos extremistas em diferentes partes do mundo, Lula e Lee destacaram a importância da cooperação internacional para enfrentar desinformação e ameaças autoritárias, posicionando a nova Parceria Estratégica também como um alinhamento político-institucional.

Com a visita, o governo brasileiro busca reequilibrar sua agenda externa na Ásia e ampliar o protagonismo em cadeias globais de valor, enquanto a Coreia do Sul consolida o Brasil como plataforma de investimentos e acesso ao mercado latino-americano.

Fonte: O Presente Rural
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PIB cresce 2,2% em 2025, mas perde fôlego com juros a 15% e impacto do tarifaço dos EUA

Prévia da Fundação Getulio Vargas aponta quinto ano seguido de alta, investimento no maior nível em três anos e PIB recorde de R$ 12,63 trilhões, apesar da desaceleração no segundo semestre.

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Foto: Vosmar Rosa

A economia brasileira cresceu 2,2% em 2025 na comparação com 2024, segundo o Monitor do PIB divulgado nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas. O levantamento é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), indicador que mede o conjunto de bens e serviços produzidos no país.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O resultado marca o quinto ano consecutivo de expansão, embora com desaceleração frente a 2024, quando o crescimento foi de 3,4%. Em dezembro, o PIB ficou estável (0%) ante novembro, e o quarto trimestre também não apresentou variação em relação ao terceiro, sinalizando perda de dinamismo ao longo do ano.

Investimento e consumo

O consumo das famílias avançou 1,5% em 2025. Já a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos em máquinas, equipamentos e construção, cresceu 3,6%. A taxa de investimento alcançou 17,1%, o maior nível dos últimos três anos.

No setor externo, as exportações aumentaram 6,2%, enquanto as importações subiram 5,1%. Em valores correntes, o PIB atingiu R$ 12,63 trilhões, o maior da série histórica. O PIB per capita chegou a R$ 59.182, também recorde.

Juros freiam ritmo

Para a coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre, Juliana Trece, o aperto monetário foi determinante para a

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

desaceleração. “Nota-se evidente perda de fôlego do PIB ao longo de 2025, com a taxa, na série ajustada sazonalmente, tendo iniciado o ano com forte crescimento e terminado estável no quarto trimestre de 2025”, afirmou.

Segundo ela, 2025 foi marcado por “forte aperto monetário e imposição de tarifas ao Brasil”. O ciclo de alta da taxa Selic começou em setembro de 2024, quando o Banco Central do Brasil elevou os juros de 10,5% ao ano até 15% em junho de 2025, patamar mantido até agora.

A política buscou conter a inflação, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística por meio do IPCA, que permaneceu 13 meses fora do intervalo de tolerância da meta oficial de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Juros elevados encarecem o crédito, desestimulam consumo e investimentos e tendem a reduzir o ritmo da atividade. Ainda assim, 2025 terminou com a menor taxa de desemprego da série histórica.

Foto: Divulgação

Efeito das tarifas dos EUA

Outro fator citado foi o aumento de tarifas imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a partir de agosto de 2025. A medida atingiu parte das exportações brasileiras para o mercado americano.

Em novembro, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, estimou que 22% das vendas brasileiras aos Estados Unidos estavam sujeitas às sobretaxas. Nesta sexta-feira, uma decisão da Suprema Corte dos EUA derrubou a política tarifária.

Resultado oficial

O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetros da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na última quinta-feira (19), que indicou expansão de 2,5% em 2025.

O resultado oficial do PIB será apresentado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no dia 03 de março.

Fonte: Agência Brasil
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