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Mapa realiza monitoramento nacional do programa de mecanização rural
Expedição Promaq vai documentar a entrega de 3.039 máquinas em 1.706 municípios e acompanhar os resultados do Promaq no primeiro ano de execução.

Com objetivo de documentar a implementação do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq) em comunidades rurais do país, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) inicia a Expedição Promaq. A iniciativa fortalece a transparência, o acompanhamento de resultados e a memória institucional ao registrar a incorporação de máquinas agrícolas nos municípios, ação voltada ao desenvolvimento rural, à redução de desigualdades regionais e ao fortalecimento da produção agrícola.

Foto: Divulgação/Mapa
O projeto reúne relatos de agricultores, gestores municipais, equipes técnicas e servidores públicos para compreender como a política se estrutura, é operacionalizada e se consolida nos estados e municípios.
Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a iniciativa evidencia os resultados da política pública nos territórios. “A Expedição Promaq mostra, de forma concreta, como o investimento público chega aos municípios e transforma a realidade no campo. Ao levar máquinas e equipamentos para as comunidades rurais, estamos fortalecendo a produção, melhorando a infraestrutura e garantindo mais dignidade e oportunidades para os agricultores e agricultoras em todo o Brasil”, destacou.
Até a primeira quinzena de fevereiro, o Promaq já soma 3.039 máquinas e equipamentos entregues em todo o país, no eixo de doação direta, de acordo com relatório consolidado pela área responsável pela execução do programa. No total, já foram beneficiados 1706 municípios.
Minas Gerais é o estado lidera o volume de entregas, com 421 máquinas. Em junho de 2025, o presidente Lula e o ministro da Agricultura,

Foto: Divulgação/Mapa
Carlos Fávaro, entregaram no CeasaMinas, em Contagem (MG), 318 máquinas agrícolas para 301 municípios mineiros. Também se destacam Mato Grosso, com 410 máquinas, Rio Grande do Sul, com 407, além da Bahia, com 205 máquinas.
Articulação institucional e parcerias
A Expedição é uma iniciativa da Subsecretaria de Orçamento, Planejamento e Administração (SPOA), executada pela Coordenação-Geral de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (CGPromaq), responsável pelo planejamento das visitas de campo, coleta de depoimentos e produção do documentário.

Foto: Divulgação/Mapa
A ação conta com o apoio das áreas de comunicação institucional do Mapa, das Superintendências Federais de Agricultura e Pecuária (SFAs) e dos municípios beneficiados, que atuam diretamente na execução da política pública. As SFAs indicam as localidades, dialogam com as gestões municipais e auxiliam na contextualização das experiências registradas, garantindo que o projeto reflita a diversidade das comunidades rurais.
Transparência, memória e política pública em movimento
Os registros produzidos passam a integrar o acervo institucional do Promaq, reunindo evidências da implementação da política em todo o país. O material permite acompanhar, de forma acessível, como os investimentos públicos se traduzem em ações, serviços e benefícios concretos para a população.
O conteúdo será consolidado em um documentário dividido em episódios, com imagens de campo, registros institucionais e depoimentos de agricultores, gestores municipais, técnicos locais e servidores envolvidos na execução do programa. Os relatos ajudam a evidenciar como a política pública se materializa no cotidiano das comunidades, nas rotinas administrativas e nos resultados alcançados.
Desenvolvida de forma contínua, a Expedição acompanha diferentes fases de execução do programa. Cada etapa contribui para a

Foto: Divulgação/Mapa
construção de um panorama do Brasil rural contemporâneo, a partir do monitoramento direto das ações nos territórios.
A iniciativa ocorre em um momento em que o Promaq se aproxima da conclusão do primeiro ano de execução, reforçando o acompanhamento sistemático dos resultados obtidos nos 12 primeiros meses e o registro do processo de consolidação da política em escala nacional.
As atividades seguem em andamento, com novas etapas previstas em diferentes regiões do país. As informações e os conteúdos produzidos serão divulgados nos canais institucionais do Ministério da Agricultura e Pecuária.

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Agro paranaense participa de manifesto por modernização da jornada de trabalho
Documento assinado pelo Sistema Faep reforça necessidade de diálogo social, dados e respeito às especificidades de cada setor.

O Sistema Faep assinou, ao lado de outras 93 entidades de diversos setores produtivos do agronegócio, indústria, combustíveis, construção, comércio, serviços e transportes, o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”. O documento propõe um debate amplo e técnico sobre eventuais mudanças na carga horária semanal. O texto destaca a necessidade de conciliar qualidade de vida com a manutenção do emprego formal, da competitividade e da produtividade da economia brasileira.
Leia o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”

Foto: SEAB
“É fundamental olharmos para esse debate com atenção e responsabilidade. Antes da tomada de qualquer decisão, é preciso promover um amplo debate envolvendo as entidades representativas dos setores produtivos e, principalmente, o aprofundamento dos detalhes fora do âmbito político”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa discussão precisa ser técnica, e não usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição”, complementa.
O manifesto defende que mudanças estruturais envolvendo a jornada de trabalho sejam conduzidas com base em dados, diálogo social e diferenciação por setor, respeitando as particularidades das atividades econômicas. O Sistema FAEP reforça que o objetivo é garantir avanços sociais sem comprometer a sustentabilidade do emprego formal e a oferta de alimentos, preservando o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e bem-estar dos trabalhadores.
Estudo elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP aponta que a redução da jornada de trabalho no modelo 6×1, com diminuição de 44 horas para 36 horas semanais, vai gerar um acréscimo anual de R$ 4,1 bilhões à agropecuária do Paraná. O levantamento considera 645 mil postos de trabalho no agro paranaense e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões. Com a mudança, seria necessária uma reposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, o que pode resultar na contratação de aproximadamente 107 mil novos trabalhadores para manter o atual nível de produção.
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Trigo safrinha ganha espaço no Cerrado e começa a ser semeado após a soja
Cultivo de sequeiro ajuda a diversificar a produção e pode render até 85 sacas por hectare em anos favoráveis.

O plantio do trigo de segunda safra, conhecido como trigo safrinha ou de sequeiro, começa neste início de março no Cerrado do Brasil Central. A cultura costuma ser semeada logo após a colheita da soja e aproveita as últimas chuvas da estação para se desenvolver sem necessidade de irrigação.
O sistema tem sido adotado por produtores da região por exigir investimento relativamente baixo e permitir o aproveitamento de áreas que ficariam em pousio. Além disso, o trigo ajuda a diversificar a produção e a quebrar o ciclo de pragas e doenças nas lavouras.
Mesmo com previsão de redução da área de trigo no país, conforme o Boletim da Safra de Grãos de fevereiro de 2026 da Companhia Nacional de Abastecimento, produtores do Cerrado demonstram otimismo com a cultura após os bons resultados registrados no último ano. A expectativa é de manutenção da área plantada ou até leve aumento.
Em 2025, cerca de 290 mil hectares foram cultivados com trigo nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal, sendo mais de 80% da área com trigo de sequeiro. Em Goiás, a estimativa para este ano é de plantio entre 80 mil e 90 mil hectares.

Foto: Fábio Carvalho
Na região, o cultivo geralmente ocorre em sistema de plantio direto, em sucessão à soja e em rotação com milho e sorgo. A prática contribui para a diversificação das lavouras e para o manejo de plantas daninhas resistentes, além de deixar palhada no solo para a próxima safra de verão.
Outra característica da produção no Cerrado é o calendário. Como a semeadura ocorre antes das demais regiões tritícolas do país, o trigo cultivado no Brasil Central costuma ser o primeiro a ser colhido no ciclo nacional. A colheita acontece entre junho e julho, período seco que favorece a qualidade dos grãos.
Os rendimentos nas lavouras da região variam, em média, de 35 a 85 sacas por hectare em anos com chuvas dentro da média. Esse desempenho tem estimulado produtores a manter ou ampliar o cultivo.
Para o plantio do trigo de sequeiro, recomenda-se que as áreas tenham altitude igual ou superior a 800 metros. Também é importante realizar análise e correção do solo, além de evitar compactação para favorecer o desenvolvimento das raízes.
A semeadura pode ser feita ao longo de março, de acordo com o regime de chuvas. Em áreas onde as precipitações terminam mais cedo, a orientação é antecipar o plantio para o início do mês. O escalonamento da semeadura e o uso de cultivares com ciclos diferentes são estratégias utilizadas para reduzir riscos climáticos.
Entre as opções disponíveis para o cultivo na região estão cultivares desenvolvidas pela Embrapa, como a BRS Savana, lançada no final de 2025, e a BRS 404, ambas adaptadas ao sistema de sequeiro em ambiente tropical. Essas variedades apresentam ciclo precoce e potencial de rendimento que pode chegar a cerca de 80 sacas por hectare em condições favoráveis.
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Seu contrato de arrendamento pode ser extinto
Decisão recente do Superior Tribunal de Justiça estabelece que a perda judicial da propriedade pode encerrar o contrato de arrendamento rural e obrigar o arrendatário a desocupar o imóvel, mesmo com direitos de preferência previstos no Estatuto da Terra.

O arrendamento de imóvel rural é regulado pelo Estatuto da Terra (Lei n. 4.504/64) e por seu Regulamento (Decreto n. 59.566/66).
Como se sabe, o arrendatário (aquele que explora o imóvel mediante pagamento de aluguel/renda) tem direito de preferência em caso de alienação, em igualdade de condições com terceiros.
Além disso, o arrendatário tem direito de preferência na renovação do contrato de arrendamento, nas mesmas condições ofertadas a terceiros.

Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.
Se o arrendatário não for notificado (por meio de Cartório de Títulos e Documentos) no prazo de seis meses que antecedem o vencimento do contrato, o instrumento será renovado automaticamente por igual período e condições.
Contudo, tais direitos podem não prevalecem em determinadas situações.
Em decisão recente do Superior Tribunal de Justiça – STJ (REsp n. 2187412), entendeu-se que, em caso de perda do imóvel por decisão judicial, o arrendatário perde o direito de continuar a explorar o imóvel.
A justificativa está na redação do Decreto que regulamenta o Estatuto que traz disposição de que o contrato de arrendamento se extingue (dentre outras situações) “pela perda do imóvel rural”.
Nesse sentido é que, em caso de decisão judicial cuja consequência leve à mudança de titularidade do imóvel rural, os direitos do arrendatário não prevalecerão.
Basta uma notificação do novo proprietário informando o arrendatário de que não há interesse na continuidade do contrato de exploração para que o imóvel seja desocupado.
E quanto aos investimentos realizados no imóvel por parte do arrendatário? Neste caso, restará a possibilidade de propositura de uma ação judicial para buscar eventual indenização junto ao proprietário anterior, então arrendante.
Assim, diante dos riscos envolvidos nas relações entre arrendante e arrendatário, bem como diante de possíveis desdobramentos e ações que possam vir a ocorrer a impactar o negócio, os contratos precisam prever tais situações extraordinárias, se possível com constituição de garantias, a fim de evitar surpresas e minimizar prejuízos aos envolvidos.



