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Mapa premia 19 empresas do agronegócio por boas práticas de integridade

Selo Mais Integridade reconhece empresa e cooperativas do agro que adotam ações de responsabilidade social, sustentabilidade e ética

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Guilherme Martimon/Mapa

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) entregou na sexta-feira (05) o Selo Mais Integridade para as organizações agropecuárias ganhadoras da terceira edição. Neste ano, 19 empresas foram premiadas, sendo que quatro delas recebem a premiação pela segunda vez, e oito, pela terceira vez. As contempladas podem usar a marca do Selo em seus produtos, sites comerciais, propagandas e publicações.

O Selo Mais Integridade reconhece as empresas e cooperativas do agronegócio que adotam práticas de integridade sob a ótica da responsabilidade social, sustentabilidade, ética e o comprometimento em inibir a fraude, suborno e corrupção.

A premiação foi entregue pela ministra Tereza Cristina e pelo ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário. O evento ocorreu de forma presencial e virtual no auditório da Apex-Brasil, com a participação de até dois representantes das premiadas presentes, respeitando o distanciamento social e protocolos de segurança.

A ministra Tereza Cristina destacou que os princípios que norteiam o Selo são prioridade no Mapa e anunciou que a próxima edição irá contemplar organizações do setor pesqueiro. “Acreditamos, cada vez mais, que iniciativas como esta, do nosso Selo de Integridade, podem ser um escudo na alavancagem de lucros, sendo um diferencial importante no novo modelo do agronegócio íntegro e sustentável, que estamos apresentando para o mundo”.

“A pauta de ética, integridade e transparência está inserida como ponto fundamental do Plano Estratégico do Ministério da Agricultura. Nesse sentido, ressalto que estamos alinhados com a Controladoria-Geral da União para a construção do 5º Plano de Ação Nacional para o Governo Aberto”, acrescentou.

O ministro da CGU, Wagner Rosário, ressaltou que a adoção de boas práticas nas empresas é mais efetiva que a aplicação de sanções. Ele espera que outros órgãos da administração pública criem premiações como a do Mapa. “A gente espera que governo e sociedade se unam porque a integridade tem que ser a marca do nosso país. O Brasil tem que ser associado a isso.”

O Mapa é pioneiro entre os ministérios do Governo Federal na implementação de um selo setorial alinhado ao Programa de Fomento à Integridade da Controladoria-Geral da União.

Para o chefe da Assessoria Especial de Controle Interno do Mapa, Cláudio Torquato, a terceira edição sinaliza a consolidação do Selo no setor agropecuário. “Posso afirmar do alto das idas e vindas dos últimos anos, que o Selo já encontrou o seu espaço no setor do agronegócio, consolidando-se junto a empresas e cooperativas, como linha especial de fomento, que reconhece e premia práticas de responsabilidade social, sustentabilidade ambiental, ética e integridade ”, disse.

Segundo o presidente da Apex-Brasil, Sergio Segovia, o Selo serve também como forma de alavancar os negócios das empresas premiadas. “Empresas alinhadas com o princípio da integridade contam com diferencial competitivo”, disse, acrescentando que 11 das 19 empresas contempladas tiveram apoio da Apex-Brasil em 2019 e 2020.

O secretário-executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, representando o ministro Tarcísio de Freitas, elogiou as ações de lisura adotadas pelas empresas do agro, que contribuem para a construção de um país íntegro. “Esse tipo iniciativa deixa uma marca de integridade, de lisura e isso nos deixa muito entusiasmados”, afirmou. O Ministério também criou o Selo Infra+Integridade, com apoio do Mapa e da CGU, que irá reconhecer empresas do setor de transporte terrestre que previnem a corrupção e prezam pela transparência. A premiação deve ocorrer no segundo semestre deste ano.

Boas práticas

Entre as premiadas está a Pif Paf Alimentos, que criou um podcast com orientações aos trabalhadores sobre postura profissional, conflito de interesses e combate ao assédio.

Segundo o gerente executivo de relações institucionais da empresa, Claudio Almeida Faria, a premiação é importante para ratificar os valores como ética, integridade, compliance, sustentabilidade e responsabilidade social no âmbito corporativo. “O nosso desenvolvimento e o estímulo do Ministério da Agricultura provocou um alinhamento em toda a empresa, que está engajada em fazer o que é certo valer a pena”, disse.

Já a Três Corações Alimentos desenvolveu uma série de ações e apoio a comunidades pobres e profissionais de saúde durante a pandemia, com a doação de cestas básicas e máscaras de proteção facial, por exemplo. “É uma grande satisfação receber o prêmio pela segunda vez, estamos fortalecendo o nosso compromisso ético e ressaltando o compromisso de integridade com nossos colaboradores”, afirmou a gerente de responsabilidade social da empresa, Milene Pereira.

As duas empresas tiveram suas ações apresentadas durante o evento, assim como a Baldoni Produtos Naturais, pelo programa de apicultura sustentável, que envolve 5 mil colmeias.

Nova marca digital

No evento foram assinados dois atos normativos, como a portaria conjunta entre o Mapa e CGU para a implementação da marca digital Selo Mais Integridade – Versão Especial, que poderá ser usada por empresas e cooperativas que já foram premiadas, de forma cumulativa, com o Selo Mais Integridade (Mapa) e Empresa Pró-Ética (CGU) por ações de promoção à integridade.

O outro ato trata da aprovação do regulamento da próxima edição do Selo Mais Integridade 2021/2022.

Participaram também da cerimônia o presidente da Embrapa, Celso Moretti, e o assessor da Presidência e Diretor-Geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, Daniel Carrara, representando o presidente da CNA.

Como funciona o Selo Mais Integridade

Para receber o selo, a empresa ou cooperativa precisa comprovar que adota um programa de compliance, código de ética e conduta, canais de denúncia efetivos, ações com foco na responsabilidade social e ambiental e promover treinamentos para melhoria da cultura organizacional.

É preciso também estar em dia com as obrigações trabalhistas e não ter multas relacionadas ao tema nos últimos dois anos, não ter casos de adulteração ou falsificação de processos e produtos fiscalizados pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, ter ações de boas práticas agrícolas enquadradas nas metas de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e não ter cometido crimes ambientais (nos últimos 24 meses).

A documentação dos interessados é analisada pelo Comitê Gestor do Selo, composto por representantes de instituições públicas e privadas, que concede a premiação.

Veja a lista das premiadas

  • Andrade Sun Farms Agrocomercial Ltda
  • Amaggi Exportação E Importação Ltda
  • Bem Brasil Alimentos S/A
  • São Salvador Alimentos S/A
  • Sinergia Agro Do Brasil Ltda
  • Upl Do Brasil Indústria E Comércio De Insumos Agropecuários S/A
  • Vittia Fertilizantes E Biológicos S/A
  • Adecoagro Vale Do Ivinhema S/A
  • Agrícola Xingu S/A
  • Baldoni Produtos Naturais Comércio E Indústria
  • Bunge Alimentos S/A
  • Citri Agroindustrial
  • Compass Minerals América Do Sul Indústria E Comércio S/A
  • Iharabras S/A Indústrias Químicas
  • Indústria E Comércio De Alimentos Supremo Ltda
  • Mig Plus Agroindustrial Ltda
  • Rio Branco Alimentos S/A
  • Rivelli Alimentos S/A
  • Três Corações Alimentos S/A

Fonte: MAPA

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Comissão Europeia anuncia aplicação provisória do acordo Mercosul-UE e enfrenta reação da França

Medida pode antecipar redução de tarifas enquanto ratificação completa segue sob contestação judicial no bloco europeu.

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Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen: "Quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória" - Foto: Divulgação/Comissão Europeia

A União Europeia anunciou que aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio firmado com o Mercosul, numa tentativa de antecipar os efeitos comerciais do tratado enquanto o processo formal de ratificação segue em curso nos países-membros.

Foto: Divulgação

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a medida busca assegurar ao bloco a “vantagem do pioneirismo”. “Já disse antes, quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória”, declarou.

Pelas regras europeias, acordos comerciais precisam ser aprovados pelos governos nacionais e pelo Parlamento Europeu. A aplicação provisória, no entanto, permite que parte das disposições comerciais — como a redução de tarifas — entre em vigor antes da conclusão de todo o trâmite legislativo. Segundo a Comissão, o acordo poderá começar a valer provisoriamente dois meses após a troca formal de notificações entre as partes.

A decisão ocorre em meio a resistências políticas dentro da própria União Europeia. Parlamentares liderados por deputados franceses aprovaram no mês passado a contestação do acordo no tribunal superior do bloco, movimento que pode atrasar sua implementação integral em até dois anos.

A França tem se posicionado como principal foco de oposição. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a iniciativa foi “uma surpresa

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

ruim” e classificou como “desrespeitoso” o encaminhamento do tema. O governo francês argumenta que o acordo pode ampliar as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, pressionando produtores locais que já realizaram protestos recentes.

Em janeiro, 21 países da UE votaram a favor do tratado, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia se posicionaram contra, e a Bélgica se absteve. Defensores do acordo, como Alemanha e Espanha, sustentam que a ampliação de acesso ao mercado sul-americano é estratégica para compensar perdas comerciais decorrentes de tarifas impostas pelos Estados Unidos e para reduzir dependências externas em cadeias de insumos considerados críticos.

Concluído após 25 anos de negociações, o acordo prevê a eliminação de cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias, sendo apontado pela Comissão como o maior pacto comercial do bloco em termos de potencial de redução tarifária.

No Mercosul, Argentina e Uruguai ratificaram o texto nesta semana. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que ainda depende de aval do Senado para concluir o processo interno de ratificação.

Fonte: O Presente Rural
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Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor até o fim de maio

Texto aguarda votação no Senado, enquanto União Europeia sinaliza aplicação provisória e governo prepara regulamentação de salvaguardas comerciais.

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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (27), em São Paulo, que o acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia pode entrar em vigor até o fim de maio.

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin: “Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência” – Foto: Divulgação

Segundo Alckmin, a expectativa do governo é que o texto seja aprovado pelo Senado Federal nas próximas duas semanas. O acordo já passou pela Câmara dos Deputados nesta semana e, se confirmado pelos senadores, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Agora foi para o Senado e nós temos expectativa de que aprove em uma ou duas semanas. Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência. Esse é o plano. Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio já pode entrar em vigência o acordo”, declarou o vice-presidente.

No âmbito regional, o Parlamento da Argentina ratificou o texto na quinta-feira (26), movimento já acompanhado pelo Uruguai, ampliando o alinhamento interno no bloco sul-americano.

União Europeia

Do lado europeu, a Comissão Europeia informou nesta sexta-feira que pretende aplicar provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul. A medida busca assegurar ao bloco europeu a chamada “vantagem do pioneirismo”, permitindo a implementação de dispositivos comerciais antes da conclusão de todo o processo legislativo.

Em regra, a União Europeia aguarda a aprovação formal dos acordos de livre comércio tanto pelos governos nacionais quanto pelo

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

Parlamento Europeu. No entanto, parlamentares europeus,liderados por deputados franceses, aprovaram no mês passado uma contestação judicial ao acordo no tribunal superior do bloco, o que pode retardar sua implementação integral em até dois anos.

Mesmo com a necessidade de aprovação pela assembleia europeia, o mecanismo de aplicação provisória permite que União Europeia e Mercosul iniciem a redução de tarifas e coloquem em prática outros compromissos comerciais enquanto o processo de ratificação completa seu curso institucional.

Salvaguardas

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo encaminhou nesta sexta-feira proposta à Casa Civil para regulamentar as salvaguardas previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia. Esses mecanismos permitem suspender a redução de tarifas caso haja aumento expressivo das importações que provoque desequilíbrios no mercado interno.

Após a análise da Casa Civil, o texto ainda deverá passar pelos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A expectativa, segundo Alckmin, é concluir essa regulamentação nos próximos dias, antes mesmo da votação do acordo pelo Senado. “O acordo prevê um capítulo sobre salvaguarda. A gente espera que nos próximos dias, antes ainda da votação do Senado [sobre o acordo], que a salvaguarda seja regulamentada”, disse.

Foto: Divulgação

Ele afirmou que a abertura comercial prevista no tratado parte da premissa de ganhos para consumidores e empresas, com acesso a produtos de melhor qualidade e preços mais baixos. Ressaltou, contudo, que o instrumento de salvaguarda funcionará como mecanismo de proteção em caso de desequilíbrio. “Agora, se tiver um surto de importação, você precisa de uma salvaguarda, que suspende aquela redução de impostos. Isso está previsto para os europeus também e é isso que será regulamentado.”

Sobre o acordo

Pelo cronograma negociado, o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. A União Europeia, por sua vez, zerará tarifas sobre 95% dos bens exportados pelo bloco sul-americano em até 12 anos.

O tratado abrange um mercado de mais de 720 milhões de habitantes. A ApexBrasil estima que a implementação do acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de ampliar a diversificação da pauta externa, com potencial impacto também sobre segmentos industriais.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Mercosul e Canadá realizam oitava rodada de negociação para acordo comercial em Brasília

Blocos avançam em capítulos técnicos e preparam nova etapa em abril. Comércio bilateral Brasil-Canadá somou US$ 10,4 bilhões em 2025.

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O Mercosul e o Canadá concluíram nesta sexta-feira (27), em Brasília, a oitava rodada de negociações do acordo de livre comércio entre as partes. As tratativas, retomadas em outubro de 2025 após período de menor dinamismo, sinalizam a intenção de ambos os lados de acelerar a construção de um marco jurídico para ampliar o fluxo de comércio e investimentos.

Foto: Divulgação

De acordo com nota conjunta divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Agricultura, a rodada reuniu os negociadores-chefes e promoveu encontros presenciais dos grupos técnicos responsáveis pelos capítulos de comércio de bens, serviços, serviços financeiros, comércio transfronteiriço de serviços, comércio e desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual e solução de controvérsias.

A estratégia brasileira é avançar simultaneamente na consolidação de textos e na troca de ofertas, etapa considerada sensível em acordos dessa natureza por envolver redução tarifária, regras de acesso a mercados e compromissos regulatórios. Uma nova rodada está prevista para abril, quando os grupos técnicos deverão aprofundar a convergência em áreas ainda pendentes.

Para o governo, o acordo com o Canadá se insere no esforço de diversificação de parceiros comerciais em um cenário internacional marcado por maior fragmentação geoeconômica e disputas tarifárias. A avaliação é que a integração produtiva com a economia canadense pode ampliar oportunidades em setores como agroindústria, mineração, energia e serviços.

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Canadá alcançou US$ 10,4 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 4,1 bilhões, segundo dados oficiais. O saldo favorável reforça o interesse do país em consolidar acesso preferencial ao mercado canadense, ao mesmo tempo em que busca ampliar a previsibilidade regulatória para empresas dos dois lados.

Fonte: O Presente Rural
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