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Mapa lança painel para monitorar metas climáticas da agropecuária até 2030

Ferramenta do Plano ABC+ reúne dados sobre práticas sustentáveis e ajuda a medir avanço na redução de carbono e adaptação ao clima no campo.

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Foto: Freepik

Objetivando o monitoramento do cumprimento das metas nacionalmente determinadas e a transparência dos resultados do Plano Setorial para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária, com vistas ao Desenvolvimento Sustentável (Plano ABC+), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou o Painel Gerencial de monitoramento, que consolida os resultados alcançadas por cada uma das tecnologias fomentadas pelo Plano.  

Estas tecnologias são denominadas de SPSABC+, uma vez que visam estimular a adoção de sistemas, práticas, produtos e processos de produção sustentáveis cientificamente validados ao longo de décadas, no que tange ao aumento da produtividade, ao aumento da resiliência dos sistemas produtivos, à conservação dos recursos naturais e à mitigação de gases de efeito estufa – GEE.  São elas: Práticas para Recuperação de Pastagens Degradadas; Sistema de Plantio Direto – de Grãos e de Hortaliças; Sistemas de Integração – Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e Agroflorestais (SAF); Florestas Plantadas; Bioinsumos; Sistemas Irrigados; Manejo de Resíduos da Produção Animal; e Terminação Intensiva.      

tecnologia

Fotos: Shutterstock

O Painel Gerencial representa a consolidação das métricas principais destas dez SPSABC+, permitindo a avaliação nacional e estaduais da performance de cada tecnologia, diante das metas de mitigação e adaptação assumidas pelo Brasil e por cada Unidade da Federação. 

A ferramenta é fruto de parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR/Mapa) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) por meio de um acordo de cooperação técnica (ACT) e entre a SDR e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 

Ainda, dentro do Painel é possível acessar as informações sobre as bases de dados, premissas, metodologias aplicadas e dicionários de termos utilizados na construção dos painéis. As informações constantes dos painéis são de grande importância no (re)direcionamento das ações de implementação no plano vigente como também na elaboração do plano subsequente. 

O ACT firmado entre a SDR e o Serpro tem por objetivo a realização de atividades conjuntas que culminem no desenvolvimento de solução tecnológica, relativa aos SPSABC, abarcando o eixo conhecido como Plataforma ABC, componente do Sistema Integrado de Informações do Plano Setorial para Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (SINABC). 

Em paralelo, o TED firmado entre a SDR e o CNPq tem por objetivo a promoção de práticas de manejos sustentáveis e mitigação dos efeitos das mudanças do clima. 

Plano ABC+

O segundo ciclo do Plano ABC+ iniciou-se em 2020 e encerra-se em 2030, com o intuito de dar continuidade à consolidação da agropecuária nacional alicerçada na alta produtividade e sustentabilidade dos sistemas produtivos como soluções de adaptação e mitigação. 

O ABC+ busca, assim, ampliar a difusão das ações fomentadoras para o estabelecimento de uma agropecuária nacional mais sustentável, resiliente, capaz de controlar suas emissões de GEE, e que garanta o crescimento da oferta de alimentos, grãos, fibras e bioenergia, em quantidade e qualidade, sempre associadas à conservação dos recursos naturais, mesmo diante da incerteza do clima. 

É uma agenda estratégica nacional do estado brasileiro que dá continuidade à política setorial para enfrentamento à mudança do clima no setor agropecuário.

Fonte: Assessoria Mapa

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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