Conectado com

Notícias

Mapa lança AgroInsight para impulsionar exportações do agronegócio brasileiro

Ferramenta oferece informações detalhadas para conectar produtores e exportadores nacionais ao mercado global

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Mapa

A Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), apresentou na última quinta-feira (23) uma nova ferramenta para apoiar o cenário das exportações de produtos do agro brasileiro. Trata-se do AgroInsight, iniciativa criada para identificar oportunidades de negócios e fortalecer a posição do Brasil como protagonista no mercado internacional de produtos agropecuário.

Fotos: Rodrigo Félix

Apresentada pelo secretário Luís Rua, a ferramenta está alinhada às diretrizes do ministro Carlos Fávaro, que tem intensificado os esforços para ampliar a promoção comercial e explorar os mais de 300 mercados abertos nos últimos dois anos. Esses avanços têm gerado impactos expressivos na balança comercial, com aumento substantivo da diversificação de produtos e mercados, promovendo o crescimento econômico e incentivando a geração de empregos e renda, especialmente em regiões do interior do país.

Com uma abordagem inovadora, o AgroInsight disponibilizará 912 relatórios estratégicos ao longo de 2025, 76 a cada mês, elaborados pelos adidos agrícolas lotados no exterior. Os documentos estão divididos igualmente entre produtos de origem animal (38) e vegetal (38) e incluem, no mínimo, duas oportunidades de negócios específicas para cada mercado-alvo. A ferramenta serve como um elo entre produtores e exportadores brasileiros e as demandas internacionais, facilitando o acesso a informações relevantes sobre consumo, regulamentações e tendências globais. A iniciativa se soma a outros relevantes documentos elaborados pelo Mapa, pelas embaixadas brasileiras, o MRE, o MDIC e a ApexBrasil, em um esforço do Governo Brasileiro em criar o interesse dos exportadores para avançar ainda mais nos mercados internacionais.

De acordo com o ministro Carlos Fávaro, o AgroInsight reforça a parceria entre o setor público e privado, garantindo maior eficiência e competitividade para o agronegócio nacional. “O AgroInsight não é apenas uma ferramenta, é um compilado de oportunidades na integração do Brasil com o mercado global. Ele demonstra o compromisso do Mapa em impulsionar o setor agropecuário exportador, fomentando inovação, sustentabilidade e oportunidades para os produtores brasileiros”.

O AgroInsight tem potencial para consolidar ainda mais o Brasil como um dos maiores exportadores de produtos agropecuários do mundo. Além disso, a iniciativa reforça o papel estratégico do Mapa na condução de políticas voltadas ao desenvolvimento do setor.

Inicialmente os relatórios serão disponibilizados para todas as associações setoriais do Agro.

O secretário Luís Rua destaca que “as informações apresentadas vão em linha com a necessidade de apoiarmos cada vez mais o setor produtivo com informações de qualidade para a tomada de decisões e reforça o papel estratégico dos adidos agrícolas para o avanço do comércio internacional do agro brasileiro”.

Fonte: Assessoria Mapa

Notícias Avicultura

Executivo da ASGAV participa de reunião institucional no Head Quarter da MBRF em São Paulo

Empresa terá participação de destaque na 2ª CONBRASFRAN 2026

Publicado em

em

Foto e texto: Assessoria

O presidente executivo da Organização Avícola do RS (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos, participou na tarde desta quarta-feira, 17 de junho, de uma reunião institucional no corporate headquarters da MBRF (Global Foods Company) em São Paulo/SP.

Participaram da reunião Paulo Pianez, Diretor Global de Sustentabilidade e Relações Governamentais da MBRF e Amanda Borban, Especialista em Relações Institucionais e Governamentais da MBRF.

Durante o encontro, José Eduardo apresentou a estrutura institucional da ASGAV, destacando aspectos relacionados à gestão da entidade, governança, representatividade setorial e os canais de comunicação utilizados para promover a integração e a disseminação de informações estratégicas junto aos associados e demais públicos de interesse.

“O diálogo com empresas e lideranças que possuem papel relevante na cadeia produtiva global, também permite ampliar a troca de informações, identificar desafios comuns e construir iniciativas que contribuam para o fortalecimento institucional do setor. A ASGAV tem buscado manter uma atuação cada vez mais conectada às demandas da avicultura e da agroindústria brasileira”, destacou Santos.

A agenda também foi uma oportunidade para apresentar a 2ª Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Carne de Frango (Conbrasfran 2026), que será realizada de 23 a 25 de novembro de 2026, em Gramado/RS. Promovido e organizado por ASGAV, o evento reunirá lideranças, especialistas, empresas e profissionais de toda a cadeia avícola gaúcha e brasileira para debater temas estratégicos para o desenvolvimento do setor. A programação contempla painéis de Programação Magna, além de conteúdos voltados à sanidade avícola, qualidade industrial, mercado e comercialização, logística e infraestrutura, assuntos tributários e jurídicos, e tendências que impactam a competitividade e a sustentabilidade da produção brasileira de carne de frango. A central de negócios também foi apresentada.

Os representantes da MBRF demonstraram muito interesse e irão apoiar e participar da 2ª CONBRASFRAN 2026.

A visita integra o programa de agendas institucionais da ASGAV junto às empresas associadas, iniciativa que tem como foco fortalecer o relacionamento com o setor produtivo, ampliar a troca de informações e manter a entidade alinhada aos desafios, oportunidades e demandas da cadeia avícola.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

Notícias

Agricultura regenerativa coloca saúde do solo no centro da produção

Pesquisadores e produtores relatam redução de custos, maior resistência a secas e doenças e ganhos econômicos em propriedades que adotam práticas voltadas à recuperação do solo.

Publicado em

em

Foto: Roberto Dziura Jr.

A agricultura regenerativa ainda não possui uma definição única e universal, mas há um ponto de consenso entre pesquisadores: a recuperação da saúde do solo é a base para tornar os sistemas produtivos mais resilientes e eficientes. O tema esteve entre os destaques da Reunião de Pesquisa de Soja, promovida pela Embrapa Soja ma última semana em Londrina (PR), reunindo pesquisadores e produtores que já colocam esse conceito em prática.

Pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, Rodrigo Mendes: “A regeneração vai além de indicadores isolados e deve ser observada na capacidade do sistema agrícola responder aos desafios do ambiente” – Foto: Divulgação

Para o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, Rodrigo Mendes, a agricultura regenerativa precisa ser avaliada por um conjunto de indicadores que vão além da produtividade. Entre eles estão a atividade microbiológica do solo, a presença de enzimas produzidas por microrganismos e estudos de sequenciamento do microbioma, capazes de revelar mudanças na diversidade microbiana ao longo do tempo. “A regeneração vai além de indicadores isolados e deve ser observada na capacidade do sistema agrícola responder aos desafios do ambiente”, afirma. “Essa agricultura apresenta maior resiliência aos estresses bióticos e abióticos, como ataques de doenças e períodos de seca. Nesse contexto, solos mais saudáveis contribuem para a estabilidade dos sistemas de produção”, acrescenta.

Segundo Mendes, a recuperação da biodiversidade microbiana é um dos caminhos para reduzir a dependência de defensivos químicos. Embora a substituição total ainda seja considerada um desafio, ele avalia que os bioinsumos têm potencial para ampliar sua participação nos sistemas produtivos. “A substituição dos defensivos químicos ainda é um desafio, mas considero os bioinsumos uma oportunidade para reduzir a dependência dos químicos”, afirma.

O pesquisador destaca ainda que, além dos ganhos ambientais, a agricultura

Foto: Luiz Renato

regenerativa pode trazer benefícios econômicos ao produtor. Entre eles estão a redução dos custos de produção e a maior resistência das lavouras a condições adversas. “Em períodos de estiagem, por exemplo, propriedades que adotam práticas regenerativas tendem a apresentar menor impacto produtivo em comparação aos sistemas mais convencionais”, observa.

Ele ressalta que os avanços da ciência têm permitido compreender melhor as relações entre plantas e microrganismos, abrindo novas possibilidades para o desenvolvimento de sistemas agrícolas mais eficientes. “Esse conhecimento abre novas perspectivas para a construção de sistemas agrícolas mais produtivos, resilientes e sustentáveis, capazes de atender às demandas futuras da agricultura brasileira”, diz.

Ciência e produtores testam modelo no Cerrado

A aproximação entre pesquisa e campo é um dos pilares do Projeto Regenera Cerrado, apresentado durante o evento. A iniciativa reúne produtores rurais e pesquisadores de instituições de pesquisa para monitorar e validar práticas de agricultura regenerativa já adotadas em propriedades do sudoeste de Goiás.

Foto: Patryck Madeira

Segundo Priscila Terrazan, do Instituto Biosistêmico, o objetivo é avaliar, em condições reais de produção, se essas estratégias são economicamente viáveis e capazes de gerar ganhos produtivos. “A partir dos resultados obtidos, o projeto pretende disseminar conhecimentos e incentivar a adoção dessas estratégias por produtores de diferentes regiões do país”, afirma.

Os primeiros resultados já indicam efeitos positivos. De acordo com Priscila, os três primeiros anos de monitoramento mostraram ganhos econômicos em propriedades familiares de até 400 hectares quando comparadas a sistemas convencionais. “Os resultados apontam ganhos em comparação aos sistemas convencionais. A expectativa é que os próximos anos de pesquisa permitam compreender melhor esses sistemas e aprimorar sua eficiência econômica”, explica.

Na avaliação dela, um dos diferenciais do projeto é a participação direta dos agricultores na construção do

Foto: Manoel Ricardo

conhecimento. “Nesse modelo, o agricultor deixa de ser apenas receptor de tecnologia e passa a atuar como protagonista na construção do conhecimento”, ressalta.

Mais de dez anos de experiência no campo

Enquanto pesquisadores buscam ampliar as evidências científicas sobre a agricultura regenerativa, alguns produtores já acumulam mais de uma década de experiência com esse modelo.

É o caso do produtor Erik Van Den Broek, da Fazenda Tropical, em Rio Verde (GO). A propriedade cultiva cerca de 4 mil hectares de grãos por ano, principalmente soja e milho, além de integrar pecuária, horticultura e piscicultura.

Foto: Márcia Silveira

Segundo Broek, a agricultura regenerativa busca equilibrar o sistema produtivo por meio de práticas como o uso de biológicos, a produção de compostos orgânicos dentro da própria fazenda e o manejo sustentável do solo e das plantas. “O modelo não elimina o uso de defensivos químicos, mas prioriza a tomada de decisão baseada em monitoramento constante, análise de campo e critérios técnicos que permitam reduzir impactos ambientais sem comprometer a produtividade”, pontua.

Para ele, a principal mudança está na forma de conduzir a lavoura. Em vez de aplicações preventivas e decisões padronizadas, a estratégia passa a considerar o comportamento do ambiente e os processos naturais. “O objetivo é encontrar um ponto de equilíbrio em que não haja prejuízo econômico, ao mesmo tempo em que se preserva a biologia do solo e a sustentabilidade da produção”, salienta.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

Notícias

Após veto ao PL dos Safristas, FPA acusa governo de dificultar políticas voltadas ao campo

Projeto permitia que trabalhadores temporários do campo mantivessem o Bolsa Família durante a safra. Bancada ruralista também critica bloqueio de R$ 461 milhões do seguro rural.

Publicado em

em

Foto: Gilson de Abreu

O veto integral do governo federal ao Projeto de Lei 715/2023, conhecido como PL dos Safristas, ampliou o embate entre o Palácio do Planalto e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). A proposta previa que trabalhadores contratados temporariamente para atividades sazonais no campo pudessem manter o benefício do Bolsa Família durante o período de contratação formal.

Na justificativa encaminhada ao Congresso Nacional, o governo argumentou que a medida resultaria em “despesa obrigatória de caráter continuado”, o que motivou o veto integral ao projeto. A proposta havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e tinha como objetivo estimular a formalização do trabalho temporário no campo. Pelo texto,

Deputado Rafael Pezenti (MDB-SC): “É bom para os trabalhadores safristas porque eles atuam na formalidade, amparados pela legislação” – Foto: Divulgação/FPA

os trabalhadores poderiam ser contratados com carteira assinada, garantindo direitos como FGTS, INSS, férias e 13º salário, sem perder o acesso ao programa social.

Para a Frente Parlamentar da Agropecuária, o veto representa um retrocesso e desestimula a formalização da mão de obra rural. O coordenador da Comissão de Meio Ambiente da FPA, deputado Rafael Pezenti (MDB-SC), afirmou que a medida traria benefícios tanto para os trabalhadores quanto para o próprio governo. “É bom para os trabalhadores safristas porque eles atuam na formalidade, amparados pela legislação. É bom para o governo porque passa a recolher tributo sobre esses contratos”, declarou.

O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), também criticou a decisão e defendeu que a proposta ampliaria a proteção social sem impedir a inserção dos trabalhadores no mercado formal. “Nós estamos garantindo que aquele trabalhador temporário, de safra, possa ter a carteira assinada e garantir o benefício social”, afirmou.

Presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR): “Nós estamos garantindo que aquele trabalhador temporário, de safra, possa ter a carteira assinada e garantir o benefício social” – Foto: Divulgação/FPA

O projeto recebeu apoio de diferentes partidos durante a tramitação na Câmara dos Deputados. Por isso, o veto causou reação dentro da bancada ruralista, que promete trabalhar pela derrubada da decisão presidencial no Congresso.

Relator da matéria na Câmara e coordenador da Comissão de Direito de Propriedade da FPA, o deputado Evair de Melo (Republicanos-ES) disse que a medida prejudica trabalhadores e produtores rurais. “O governo jamais poderia vetar um projeto que permite remunerar melhor os trabalhadores rurais sem que eles percam o acesso aos programas sociais. Vamos trabalhar para derrubar esse veto”, afirmou.

Autor da proposta original, o deputado Zé Vitor (PL-MG) argumenta

Coordenador da Comissão de Direito de Propriedade da FPA, o deputado Evair de Melo (Republicanos-ES): “O governo jamais poderia vetar um projeto que permite remunerar melhor os trabalhadores rurais sem que eles percam o acesso aos programas sociais” – Foto: Divulgação/FPA

que a medida também poderia contribuir para reduzir a informalidade no campo e aproximar trabalhadores do mercado formal. “Isso gera qualificação de mão de obra, aproximação das pessoas ao mercado de trabalho e garante segurança aos produtores rurais que possam empregar sem o risco de se manterem na clandestinidade ou na informalidade”, disse.

Segundo o vice-presidente da FPA, senador Jaime Bagattoli (PL-RO), a proposta teria impacto em diversas cadeias produtivas que dependem de trabalhadores temporários, como a fruticultura e as culturas permanentes. “Nós vamos fortalecer a fruticultura no Vale do São Francisco, a colheita de café no Espírito Santo, em Rondônia e Minas Gerais, além da colheita de maçã e cebola em Santa Catarina. Vamos resolver um problema em diversos estados”, afirmou.

Deputado Zé Vitor (PL-MG): \”[Proposta] garante segurança aos produtores rurais que possam empregar sem o risco de se manterem na clandestinidade ou na informalidade” – Foto: Divulgação/FPA

Críticas se estendem a outras medidas

A reação da FPA ao veto do PL dos Safristas ocorre em um momento de tensão entre a bancada e o governo federal em torno de outras pautas ligadas ao agronegócio.

Nesta semana, o Senado aprovou o projeto que cria uma linha especial para renegociação de dívidas rurais. Apesar da aprovação, parlamentares afirmam que o governo já sinalizou a possibilidade de veto ao texto, o que aumentou a preocupação dentro da bancada.

Outro ponto de atrito é o bloqueio de aproximadamente R$ 461 milhões

Vice-presidente da FPA, senador Jaime Bagattoli (PL-RO): “[Com a proposta] vamos resolver um problema em diversos estados” – Foto: Divulgação/FPA

do orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O valor corresponde a uma parcela significativa dos recursos previstos para 2026 e, segundo entidades do setor, pode reduzir o alcance da política de gestão de risco no campo.

Para Rafael Pezenti, as decisões recentes indicam um distanciamento entre o governo e as demandas do setor agropecuário. “Em menos de uma semana, o governo Lula bloqueou mais de R$ 460 milhões do Seguro Rural e vetou o PL dos Safristas”, criticou.

A expectativa da FPA agora é articular apoio no Congresso Nacional para tentar derrubar o veto presidencial e manter a pressão sobre outras pautas consideradas prioritárias para o setor.

Fonte: O Presente Rural com FPA
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.