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Mapa encerra encontro de adidos com mensagem de fortalecimento do agro brasileiro no mundo
Evento de cinco dias terminou na noite da terça-feira (28) e preparou os adidos para apresentar o trabalho do Mapa mundo afora.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) encerrou, na noite desta terça-feira (28), o 5º Encontro dos Adidos Agrícolas Brasileiros. O evento, realizado entre 24 e 28 de novembro, reuniu adidos agrícolas que, ao longo de cinco dias, tiveram oportunidade de participar de rodas de conversa com o setor privado, bem como capacitações em temas diversos oferecidas pela secretaria-executiva do Mapa.
A abertura do evento, organizada pelo Mapa em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) foi realizada junto ao 1º Encontro Nacional do Agro, teve como tema “Resultado das Exportações e Estratégias para 2024” e contou com a participação de presidentes e diretores de mais de 20 entidades setoriais, além de autoridades do governo.
Em seguida, foram realizados seis painéis sobre grãos, fibras e frutas; os desafios da indústria alimentícia de alto valor agregado; a imagem do agro brasileiro no mercado internacional; pecuária e pets; proteínas; e energias renováveis.
No mesmo dia, Mapa e Apex assinaram um Acordo de Cooperação Técnica que estabelece parceria entre as instituições visando a propor diretrizes de ação, alinhar processos e atribuir responsabilidades para a execução das iniciativas que vão beneficiar a competitividade do setor agropecuário brasileiro.
Na segunda-feira (27), o secretário de Comércio e Relações Internacionais (SCRI/Mapa), Roberto Perosa, e o secretário adjunto, Julio Ramos, apresentaram a agenda internacional do ministério, ressaltando os resultados já alcançados (como os mais de 70 mercados abertos apenas em 2023, por exemplo), bem como as prioridades, estratégias e expectativas da pasta para o próximo ano.
Paineis temáticos abordaram temas como negociações não tarifárias e sustentabilidade; cooperação técnica internacional; acesso a mercados; e presidência brasileira do G20. A chefe de gabinete da SCRI, Francieli Covatti; o diretor do Departamento de Negociações Não-tarifárias e de Sustentabilidade, Marco Alencar; o diretor do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos, Marcel Moreira; a diretora do Departamento de Negociações e Análises Comerciais, Ana Lúcia Gomes; e o assessor da SCRI, Jean Manfredini, marcaram presença nos paineis.
O projeto de recuperação de pastagens degradadas, que deve ser lançado nos próximos dias pelo Governo Federal, também foi tema de um dos paineis. Na ocasião, o diretor da SCRI Marcel Moreira; o secretário adjunto de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa, Pedro Neto; o presidente do comitê gestor do portfólio Amazônia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Judson Valentim; e o diretor de agronegócios do Banco do Brasil, Jaime Pinto Jr, falaram sobre a implementação do programa, bem como mecanismos financeiros e o destaque da iniciativa durante a participação do Brasil na COP 28.
Mais tarde, no mesmo dia, os resultados obtidos com o Plano ABC+ e um pouco da trajetória brasileira de transformação para uma agropecuária sustentável e de baixa emissão de carbono foram apresentados aos adidos. O painel foi mediado pela secretária de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa, Renata Miranda.
O secretário adjunto de Defesa Agropecuária, Allan Alvarenga, expôs, em painel sobre Influenza Aviária, aspectos relacionados à certificação eletrônica, à situação sanitária, às auditorias remotas e à agenda regulatória para 2024. O secretário adjunto Julio Ramos foi o mediador da discussão sobre o acordo comercial do Mercosul com a União Europeia e a chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social do Mapa, Carla Madeira, palestrou sobre a estratégia de comunicação Mapa e a interação com os adidos agrícolas.
Na terça-feira (28), último dia de evento, a programação do encontro abordou estratégias de promoção comercial, imagem e comunicação, sustentabilidade ESG, resultados e perspectivas para a missão dos próximos adidos.
Cerimônia
O encerramento do 5º Encontro dos Adidos Agrícolas Brasileiros ocorreu na sede do Mapa, com a presença do assessor especial Carlos Augustin; do secretário Roberto Perosa; do secretário adjunto Julio Ramos; e do diretor Marcel Moreira.
Na ocasião, o assessor especial do Mapa, Carlos Augustin, afirmou que o time de adidos é um “exército” essencial ao êxito do Brasil. “O Brasil é uma potência econômica, agrícola e ambiental. Vamos continuar essa missão, seremos cada vez melhores, e seguiremos precisando de vocês para abrir as portas à nossa economia mundo afora.”
O secretário adjunto Julio Ramos, por sua vez, avaliou o evento de cinco dias como “importante e enriquecedor”, que ofereceu ao Mapa e aos adidos a oportunidade de aprender e pensar o Brasil do presente e do futuro. “Vocês, adidos, são nossas pontas de lança, nossas bandeiras além das fronteiras, para fazer esse papel de mostrar o verdadeiro Brasil, que amamos, acreditamos e que devemos defender todos os dias. É o Brasil que gera emprego, renda e alimenta o mundo”, declarou.
O trabalho do Mapa e dos adidos ao redor do mundo deve ser pautado pela busca por um legado que será deixado ao fim dos quatro anos de trabalho, segundo o secretário-executivo adjunto do Mapa, Cleber Soares. “Nossa expectativa e do ministro Fávaro é deixar o legado de uma gestão contemporânea, não só para abrir mercados, mas deixar algo de concreto na história do Brasil, deixar marcado que passamos por aqui”.

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Geopolítica, clima e logística entram no centro do debate da cadeia da soja
Seminário em Londrina (PR) vai reunir especialistas para discutir os desafios que podem definir a competitividade da soja brasileira nos próximos anos. As inscrições são gratuitas.

A relação comercial entre Brasil e China, os impactos das mudanças climáticas, os gargalos logísticos e a descarbonização da produção estarão entre os principais temas do 8º Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja, que será realizado nos dias 04 e 05 de agosto, na Embrapa Soja, em Londrina (PR).

Foto: R.R.Rufino/Embrapa Soja
O evento vai reunir cerca de 150 participantes, entre pesquisadores, técnicos, representantes da indústria, produtores rurais e especialistas da cadeia da soja. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site do seminário, enquanto houver vagas.
Segundo o pesquisador Marcelo Álvares de Oliveira, da Embrapa Soja, a programação foi estruturada para discutir fatores que influenciam diretamente a competitividade do setor. “Vamos debater a geopolítica e a relação comercial entre Brasil e China, além dos desafios e oportunidades da cadeia da soja brasileira. Também teremos discussões sobre cultivares adaptadas às mudanças climáticas, logística, descarbonização e o papel do biodiesel na sustentabilidade da produção”, afirma.
Para Daniel Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, manter a liderança brasileira no mercado internacional depende não apenas do volume produzido, mas também da qualidade do produto.”Preservar nossa liderança exige um debate técnico constante sobre a qualidade da soja brasileira. Garantir um produto de alto

Foto: Shutterstock
padrão para as indústrias nacional e internacional de óleos e farelos é o que realmente define a competitividade do setor”, destaca.
O seminário é promovido pela Embrapa Soja em parceria com entidades representativas da produção, da indústria e da exportação de grãos, entre elas Abiove, Anec, Aprosoja Brasil, CNA, Sistema OCB e Sindirações.
Brasil amplia liderança
O encontro ocorre em um momento de expansão da produção brasileira. Na safra 2025/26, o país colheu 180 milhões de toneladas de soja, em uma área próxima de 48 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No mesmo período, os Estados Unidos produziram 116 milhões de toneladas.
Além da produção recorde, o processamento industrial também segue em crescimento. A Abiove estima que o Brasil processe 63 milhões de toneladas de soja em 2026, com produção de 48,6 milhões de toneladas de farelo e 12,65 milhões de toneladas de óleo de soja.
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El Niño pode encher os silos e esvaziar as margens
Pesquisa aponta que o clima deve favorecer a produção agrícola, enquanto a maior oferta tende a pressionar as cotações das commodities.

O El Niño previsto para o ciclo 2026/2027 tem potencial para se tornar um dos eventos climáticos mais intensos da última década. Para a agricultura da América Latina, especialmente no Brasil e na Argentina, o fenômeno pode favorecer a produção de grãos e oleaginosas, mas também trazer um efeito colateral: mais oferta no mercado e menor rentabilidade para o produtor.

Foto: Fernando Dias
A avaliação é da Allianz Research, divisão de pesquisa macroeconômica da Allianz Trade, que analisou os impactos econômicos do fenômeno climático sobre diferentes regiões do mundo. Confira aqui o estudo completo.
Com base em episódios anteriores de El Niño, o estudo mostra que a produção agrícola brasileira tende a superar a média histórica. Em 2015, por exemplo, a safra de soja ficou cerca de 4% acima da tendência dos cinco anos anteriores, enquanto a produção de café arábica registrou desempenho aproximadamente 5% superior ao esperado.
Segundo os pesquisadores, o aumento das chuvas no Sul da América do Sul favorece o desenvolvimento das lavouras e amplia a oferta de alimentos. No entanto, esse crescimento da produção pode pressionar as cotações das commodities agrícolas, reduzindo a margem dos produtores.
Outro desafio apontado pelo levantamento é a capacidade de armazenagem. Em anos de safra cheia, a oferta elevada

Foto: Shutterstock
tende a ocupar rapidamente os silos, elevando os custos de estocagem tanto para produtores quanto para tradings.
Efeitos diferentes dentro do Brasil
Embora o El Niño favoreça boa parte das áreas agrícolas do Centro-Sul, seus efeitos não são uniformes. O estudo destaca que a Região Norte e a Amazônia podem enfrentar períodos de seca mais severos, com reflexos sobre a navegação fluvial, a geração de energia hidrelétrica e o abastecimento de alimentos.
Esse cenário também pode exercer pressão sobre a inflação em países como Brasil, Colômbia e Peru, principalmente por impactos na logística e nos custos de produção.
Oferta maior e preços menores
No mercado internacional, a expectativa é que o aumento da produção de soja e milho na América Latina contribua para ampliar a oferta global de alimentos e aliviar parte das pressões inflacionárias observadas em outras regiões.
Por outro lado, exportadores brasileiros podem se beneficiar do maior volume embarcado, enquanto indústrias processadoras e empresas expostas à volatilidade das commodities agrícolas tendem a enfrentar um ambiente mais desafiador diante da possibilidade de queda nos preços.
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Frete rodoviário terá novas regras, mas sem piso nacional para caminhoneiros
Proposta amplia as penalidades para quem descumprir o piso do frete, altera as regras de fiscalização e prevê atualização semestral da tabela de preços.

O piso salarial nacional de R$ 5 mil para caminhoneiros de longa distância ficou fora da versão final da Medida Provisória nº 1343/2026 que atualiza as regras do frete rodoviário. Aprovado pelo Senado, o texto segue para sanção presidencial com mudanças no cálculo do piso mínimo do frete, na fiscalização do transporte de cargas e nas penalidades aplicadas ao setor.

Foto: Geraldo Bubniak
A previsão de uma remuneração mínima mensal não fazia parte da proposta original do governo. O dispositivo foi incluído durante a tramitação na Câmara dos Deputados, mas acabou retirado pelo Senado sob o entendimento de que o tema não tinha relação direta com o conteúdo da medida provisória.
Com isso, a remuneração dos motoristas profissionais de longa distância continuará sendo definida por acordos e convenções coletivas de trabalho.
Anistia a multas
Além das mudanças nas regras do frete, a proposta concede anistia a caminhoneiros multados por bloqueios em rodovias durante as manifestações de 2022. O perdão das penalidades foi incluído durante a tramitação da medida provisória no Congresso.
O texto também transforma em advertência as multas aplicadas até a publicação da futura lei por descumprimento

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das regras do piso mínimo do frete, como o pagamento abaixo dos valores previstos na Lei nº 13.703/2018. A medida vale para processos ainda em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas que ainda não foram quitadas.
A conversão não se aplica a casos de fraude, uso de documentos falsos ou omissão deliberada de informações. Também não haverá devolução de valores já pagos. O direito dos transportadores de cobrar diferenças de frete e indenizações previstas em lei permanece assegurado.
Além das anistias, a proposta promove uma ampla atualização da legislação do transporte rodoviário de cargas. Entre as principais mudanças estão novos critérios para o cálculo do piso mínimo do frete, atualização semestral da tabela de referência, reforço da fiscalização, endurecimento das penalidades para quem pagar abaixo do piso, novas regras para o cadastro de transportadores e alterações na fiscalização do peso dos caminhões.

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Frete mínimo
O projeto altera as regras de cálculo dos pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas. A tabela deverá considerar os custos operacionais da atividade, como os relacionados a combustível, manutenção, pneus, seguros, tributos, salários e tempo de carga e descarga.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderá firmar parceria com a Infra S.A. para elaborar os cálculos dos pisos. O texto também atualiza conceitos da legislação e cria a definição de veículo de carga de pequeno porte (com capacidade útil superior a 500 quilos e peso bruto total de até 3,5 toneladas) e a de carga a granel pressurizada (categoria utilizada para determinados tipos de transporte especializado).
A atualização da tabela de frete deverá ser semestral. Quando houver variação igual ou superior a 5% no preço dos combustíveis, a ANTT deverá publicar os novos valores em até três dias úteis.
Fiscalização
O texto aprovado também altera regras de fiscalização, cadastro e penalidades no transporte de cargas. Empresas que

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pagarem frete abaixo do piso mínimo poderão ter o registro suspenso em caso de descumprimento reiterado (com mais de quatro infrações em seis meses). As multas para reincidentes poderão variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão e, em caso de nova reincidência, poderão ser aplicadas em dobro. Nos casos mais graves, o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) poderá ser cancelado por até 24 meses.
A proposta mantém a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), estabelece prazo de até 30 dias úteis para pagamento do frete e prevê adiantamento mínimo de 70% para transportadores autônomos. O texto também determina a revalidação anual do RNTRC e permite que inscrição, atualização e manutenção do cadastro sejam feitas gratuitamente por plataforma digital do governo federal.

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A medida também altera as regras de fiscalização do peso dos veículos de carga. Para caminhões com peso bruto total regulamentar (definido pela regulamentação) de até 74 toneladas, a verificação deverá considerar inicialmente apenas o peso total do veículo. A medição por eixo será feita quando houver excesso acima da tolerância de 5% no peso bruto total ou em situações específicas definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O limite de tolerância para o peso por eixo permanece em 12,5% acima do permitido.
Segundo o texto, a regra busca adequar a verificação às características das operações de transporte, preservando a segurança nas rodovias e a conservação do pavimento. A proposta também prevê inspeções periódicas dos registradores de velocidade e tempo, e permite o uso dos dados do tacógrafo como prova de infrações por excesso de velocidade.
Além disso, o texto transforma em advertência as infrações administrativas relacionadas ao excesso de peso por eixo cometidas até a publicação da lei resultante da proposta. A medida alcança processos em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas aplicadas que ainda não tenham sido pagas. Valores já quitados não serão devolvidos.
Outros pontos
Na área previdenciária, o transportador autônomo poderá optar por recolher diretamente sua contribuição ao

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Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), desde que formalize a escolha. Com a adesão ao modelo, o próprio profissional passa a ser responsável pelo recolhimento, sem alteração das demais obrigações previdenciárias das empresas contratantes.
A MP amplia os objetivos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas), que poderá apoiar iniciativas de renovação de caminhões e implementos rodoviários, capacitação de motoristas, adoção de tecnologias e ações de saúde e segurança. O texto também cria uma Política Nacional Permanente de Renovação da Frota, com prioridade para transportadores autônomos e cooperativas.
As novas regras terão período de transição. Sistemas, registros e autorizações atuais continuarão válidos até a regulamentação das mudanças, que deverá ser feita em até 180 dias. Empresas e transportadores terão prazo mínimo de 60 dias para adaptação às novas obrigações.



