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Mapa e Polícia Federal fiscalizam fabricação clandestina de produtos destinados à alimentação animal no Paraná
Na operação, empresas foram alvos por suspeita de falsificação do selo do Serviço de Inspeção Federal.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em conjunto com a Polícia Federal (PF), realizou a 56ª Operação Ronda Agro do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteira) com objetivo de combater a produção e comercialização clandestina de suplementos minerais para bovinos e demais espécies animais de produção e companhia. A ação ocorreu na última quarta-feira (31) no município de Arapongas, no estado do Paraná.
Na oportunidade, foram fiscalizados quatro endereços comerciais onde supostamente ocorreria a fabricação e a comercialização de produtos destinados à alimentação animal com falsificação do selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e uso de substâncias proibidas, tais como defensivos agrícolas e medicamentos de uso veterinário, sob condições higiênico- sanitárias inadequadas.
A ação resultou na apreensão de produtos durante o flagrante das equipes na produção clandestina de aditivos destinados à alimentação animal com uso de medicamentos de uso veterinário por estabelecimento sem registro no Mapa e na comercialização de suplementos minerais com rotulagens irregulares fabricados em local desconhecido e sem a autorização prévia do Ministério.
Ao todo foram emitidos três autos de infração e dois termos de apreensão, que resultaram em um prejuízo aos infratores de aproximadamente R$ 52 mil. Também foram emitidos três termos de colheita de amostras para a realização de análise laboratorial para confirmação das suspeitas do uso de substâncias proibidas na alimentação animal.
Se confirmadas as suspeitas, os responsáveis poderão responder pela prática dos crimes de falsificação ou adulteração de produtos destinados à alimentação animal e também pela falsificação do selo público.
O Mapa ressalta que a operação deflagrada nesta quarta-feira é um desdobramento da 37ª Operação Ronda Agro realizada em maio do ano passado na mesma região. A ação foi coordenada pelo Serviço de Fiscalização e Coerção ao Trânsito e Comércio Irregular e contou com apoio de servidores do 8º Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SIPOA).
Riscos
O Mapa alerta aos produtores rurais sobre o risco do uso de produtos irregulares na alimentação dos animais, tanto para a saúde do próprio rebanho como para a saúde humana, quando provenientes de estabelecimentos que não possuem registro no Ministério.
As ações fiscalização são importantes para coibir as práticas de concorrência desleal com as indústrias que buscam cumprir com os ditames legais na produção e comercialização de produtos para alimentação animal.
Por fim, destaca-se que os produtos destinados à alimentação animal, nas categorias de suplementos e aditivos, para serem comercializados devem ser provenientes de estabelecimentos registrados junto ao Mapa, cujo número de registro deve ser informado através do carimbo de fiscalização federal impresso em sua embalagem e rotulagem. Caso produtores venham se deparar com produtos desprovidos do referido carimbo, deve encaminhar denúncia por meio do canal oficial Fala.BR.
Já para consultar a veracidade do número de registro do estabelecimento acesse o link www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/insumos-agropecuarios/insumos-pecuarios/alimentacao-animal/registro-cadastro.

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Cleber Soares é o novo secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária
Médico-veterinário com trajetória em inovação e pesquisa agropecuária, possui ampla experiência na administração pública.

Cleber Oliveira Soares é o novo secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Ele passa a integrar a equipe do ministro André de Paula na coordenação e execução das políticas públicas voltadas ao setor agropecuário. Soares já atuava na estrutura do ministério como secretário-executivo adjunto desde 2023 e possui ampla experiência na administração pública e na área de inovação aplicada ao agro.
Graduado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é mestre em Parasitologia Veterinária e doutor em Ciências Veterinárias pela mesma instituição, com trajetória acadêmica voltada à pesquisa e ao desenvolvimento científico.
Entre 2021 e 2023, ocupou o cargo de secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação do Mapa, onde contribuiu para a formulação e implementação de políticas públicas voltadas à modernização e sustentabilidade da produção agropecuária.
Também exerceu funções estratégicas na Embrapa, onde foi diretor executivo de Inovação e Tecnologia (2017–2020), chefe de Pesquisa e Desenvolvimento (2011–2017) e vice-chefe da mesma área (2005–2010), atuando no fortalecimento da pesquisa e da inovação no setor.
No Mapa, foi ainda diretor de Inovação Agropecuária, com atuação na Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação entre 2020 e 2021. O novo secretário-executivo também participa de conselhos, comitês e fóruns estratégicos nacionais e internacionais, como a Rede Global de Pesquisa e Inovação em Saúde Animal (Star-Idaz), o Conselho Superior de Agronegócios da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Cosag-Fiesp) e o Fórum do Instituto Futuro.
Com perfil técnico e experiência consolidada na gestão pública, Cleber Soares assume o cargo com a missão de dar continuidade ao fortalecimento da governança do ministério.
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Produtor rural deve redobrar planejamento diante de risco no mercado de fertilizantes
Sistema Faep orienta compras escalonadas e gestão de custos para enfrentar incertezas na safra 2026/27.

O cenário internacional recente acendeu um sinal de alerta para a agropecuária do Paraná. Isso porque Rússia e China, maiores fornecedores de fertilizantes do mundo, estão restringindo as exportações do produto. Diante deste fato, os produtores rurais podem encontrar dificuldade na compra do insumo para a safra 2026/27, que ocorre prioritariamente nos meses de abril, maio e junho.
Para contribuir com o planejamento do agricultor, o Sistema FAEP reforça orientações práticas que podem amenizar os efeitos desse cenário de incerteza. “É importante adotar uma postura preventiva, alinhando planejamento e gestão financeira”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “O atual cenário global exige uma mudança no ambiente do agronegócio. O produtor rural precisa fortalecer a gestão estratégica dos custos para minimizar os riscos”, complementa.
Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome. Somente em 2025, foram 45,5 milhões de toneladas adquiridas no mercado internacional. Essa dependência torna a agricultura vulnerável a movimentos globais, como as restrições temporárias impostas por Rússia e China, além das incertezas geopolíticas com a guerra no Oriente Médio. Esse contexto pode resultar tanto no aumento dos preços quanto na redução da oferta, com impactos diretos dentro da porteira.
As recomendações do Sistema FAEP estão voltadas à gestão estratégica de compra e uso do insumo, como evitar aquisições concentradas em momentos de preços elevados ou instáveis; priorizar compras escalonadas, reduzindo riscos; monitorar a relação de troca (fertilizantes x produtos agrícolas) como fator decisivo; e garantir um volume mínimo para não comprometer a produção.
“O momento exige prudência e estratégia por parte do produtor. É fundamental evitar decisões impulsivas, planejar as compras, utilizar o fertilizante com máxima eficiência técnica e proteger a margem de lucro. A sustentabilidade econômica da safra dependerá da qualidade das decisões tomadas agora”, afirma Meneguette.
Outros impactos
A guerra no Oriente Médio também preocupa o produtor rural em relação a outro insumo fundamental no campo: combustível. No Paraná, o preço do diesel registrou aumento superior a 20% no valor de revenda, comparado a fevereiro.
Com a crescente mecanização no campo, a dependência do diesel se estende por toda a cadeia produtiva. Atualmente, 73% da energia utilizada na agropecuária brasileira são proveniente de combustíveis fósseis. Além disso, o diesel representa cerca de 40% do custo do frete, contribuindo para a elevação das despesas com o escoamento da produção.
No Paraná, culturas como soja, milho, trigo e cana-de-açúcar utilizam máquinas movidas a diesel em praticamente todas as etapas, do preparo do solo à colheita. Já cadeias como avicultura, suinocultura e produção de leite dependem de fluxos logísticos contínuos, que exigem abastecimento regular de combustível.
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Primeiras cargas de DDGS chegam à China e abrem nova frente para o milho brasileiro
Envio de 62 mil toneladas marca início das exportações. Brasil também estreia vendas de farinha de vísceras ao mercado chinês.

O Brasil deu início às exportações de grãos secos de destilaria com solúveis (DDGS) para a China, ampliando a presença de coprodutos do milho no principal mercado do agronegócio nacional. O primeiro embarque, com 62 mil toneladas, chegou ao porto de Nansha, em Guangzhou, no sul do país.
O DDGS é um coproduto da produção de etanol de milho e teve o acesso ao mercado chinês viabilizado após demanda apresentada pela União Nacional do Etanol de Milho. As negociações sanitárias entre Brasil e China foram concluídas em maio de 2025, com a habilitação dos primeiros estabelecimentos exportadores ocorrendo em novembro do mesmo ano.
Além disso, o Brasil realizou o envio do primeiro contêiner de farinha de vísceras de aves ao mercado chinês. O produto, utilizado principalmente na alimentação animal, teve sua exportação autorizada em abril de 2023, a partir de demanda apresentada pela Associação Brasileira de Reciclagem Animal.
As operações marcam a abertura de novas frentes comerciais para produtos de maior valor agregado, resultado de articulação entre governo e setor produtivo para ampliação da pauta exportadora.
Com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, a China é o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, o país importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, o equivalente a 32,7% do total exportado pelo setor.



