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Mapa e OMPI firmam parceria para fortalecer propriedade intelectual de IG e inovação no agro
IG caracteriza produtos conforme seu local de origem, o que lhes atribui reputação, valor intrínseco e identidade própria, além de os distinguir em relação aos seus similares disponíveis no mercado.

O governo brasileiro firmou memorando de entendimento com Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), nesta quinta-feira (17), em cerimônia no Palácio do Itamaraty. O secretário-executivo, Marcos Montes, assinou o memorando por parte do Mapa. A cerimônia contou com a participação do diretor-geral da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), Daren Tang, em agenda oficial no país.
O memorando de entendimento prevê atividades de cooperação entre membros do Grupo Interministerial de Propriedade Intelectual (GIPI) e a organização internacional para estabelecer parâmetros e mecanismos amplos e flexíveis de forma a assegurar a implementação da Estratégia Nacional da Propriedade Intelectual (ENPI).
“A parceria entre os Ministérios com a OMPI fortalece a Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual e a inovação no agro. A propriedade intelectual é uma ferramenta para agregarmos valor aos produtos e avançar no desenvolvimento regional, como é o caso das indicações geográficas, presentes em nossos cafés, queijos, vinhos”, destaca Marcos Montes.
Indicação Geográfica
A Indicação Geográfica (IG) é um instrumento de propriedade industrial que busca distinguir a origem geográfica de um determinado produto ou serviço. Em relação aos produtos do agronegócio brasileiro, a IG caracteriza produtos conforme seu local de origem, o que lhes atribui reputação, valor intrínseco e identidade própria, além de os distinguir em relação aos seus similares disponíveis no mercado. São produtos que apresentam uma qualidade única em função de recursos naturais como solo, vegetação, clima e saber fazer (know-how ou savoir-faire).
Atualmente, estão registradas 98 IGs, sendo 89 de produtos brasileiros dentre eles o queijo da Canastra, o café da Mantiqueira de Minas, o cacau de Tomé-Açu, a maçã de São Joaquim.
A diretora de Apoio à Inovação para a Agropecuária do Mapa, Sibelle Silva, explica que as ações relativas à propriedade intelectual têm caráter transversal na Pasta. “Além das indicações geográficas e sinais distintivos que possam agregar valor ao produtor rural, as áreas responsáveis pelo Sistema Nacional de Proteção de Cultivares têm uma intersecção relevante com o tema. As ações de inovação agropecuária também poderão se beneficiar da articulação internacional promovida em conjunto com a OMPI”, acrescenta.
Além do Mapa, o GIPI reúne representantes da Casa Civil, da Secretaria-Geral da Presidência da República e dos Ministérios do Meio Ambiente; da Cidadania; da Economia; da Saúde; das Relações Exteriores; da Justiça e Segurança Pública; e da Ciência, Tecnologia e Inovações.
Propriedade intelectual
Por ser utilizada estrategicamente pelos países visando o crescimento econômico e a competitividade, a propriedade intelectual integra o quadro de indicadores (de forma direta ou indireta) de diferentes índices, pesquisas, relatórios e rankings internacionais e nacionais. Assim, a criatividade e a inovação têm sido uma constante em nações com bom desempenho e crescimento econômico.
Lançada em 2020, a Estratégia Nacional da Propriedade Intelectual tem como finalidade estabelecer um sistema eficaz, que estimule a criatividade e os investimentos em inovação para promover a competitividade e o desenvolvimento socioeconômico brasileiro, tornando imperativo que as potencialidades sejam conduzidas adequadamente por pequenos negócios, médias e grandes empresas, negócios tradicionais ou provenientes de indústrias emergentes ou intensivas em propriedade intelectual, além de instituições de ensino e pesquisa e governo, para a conversão da criatividade e da inventividade em bens e serviços inovadores e competitivos nacional e internacionalmente.
A OMPI é uma agência especial autofinanciada das Nações Unidas (ONU), com 193 estados membros, cuja missão é liderar o desenvolvimento de um sistema internacional de propriedade intelectual equilibrado e eficaz que permita inovação e criatividade para o benefício de todos. A agência foi criada em 1967 e atua como fórum global de serviços, políticas, informações e cooperação de propriedade intelectual.

Notícias
Seminário internacional debate inovação e competitividade da indústria da carne em Chapecó
Evento integra a programação da Mercoagro 2026 e reúne especialistas nacionais e estrangeiros no dia 18 de março, no Hotel Kindermann.

O 14º Seminário Internacional de Industrialização da Carne será realizado no dia 18 de março , das 8 horas às 12h30, em Chapecó (SC). O encontro integra a programação paralela da Mercoagro 2026 – Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne – e ocorrerá de forma presencial no Hotel Kindermann.
Considerado um dos principais eventos técnicos do setor na América Latina, o seminário reunirá especialistas do Brasil e do exterior para discutir temas que impactam diretamente a competitividade da indústria da carne, com foco em inovação, tecnologia e mercado.
A programação inclui palestras sobre o impacto da geopolítica no mercado global de carnes, desenvolvimento de produtos cárneos com maior valor agregado, influência da suplementação na qualidade da carne, tendências em ingredientes naturais e sustentáveis e o uso de inteligência artificial na garantia e prevenção da qualidade. O evento será encerrado com um painel reunindo os palestrantes.
O seminário é voltado a profissionais e empresas do setor de carnes, lideranças industriais, gestores das áreas de qualidade, conformidade, inovação e tecnologia, além de parceiros do ecossistema agroindustrial, estudantes e pesquisadores de Alimentos e Bebidas. As vagas são limitadas.
A realização é da FIESC, do SENAI e da FAPESC. As inscrições podem ser feitas pela plataforma Sympla.
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Produtores passam a contar com canal direto para notificar pragas
Medida busca prevenir entrada e disseminação de ameaças que possam afetar a agropecuária e o meio ambiente.

Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), disponibilizou um canal exclusivo (alertapragas@agro.gov.br) para o recebimento de notificações sobre possíveis pragas quarentenárias, exóticas ou emergentes no Brasil. A medida reforça as ações de vigilância fitossanitária desenvolvidas pelo Mapa para prevenir a entrada e a disseminação de pragas que podem causar prejuízos ao setor agropecuário, e consequentemente a economia e ao meio ambiente.
Aberto a produtores rurais, profissionais técnicos, empresas, instituições e cidadãos, o canal amplia a rede de colaboração no monitoramento de pragas. As informações enviadas serão avaliadas pela equipe técnica da SDA, que poderá acionar unidades de vigilância para inspeções em campo, coleta de amostras e demais procedimentos necessários.
A iniciativa reforça a estratégia de detecção precoce do Mapa e aumenta a capacidade de resposta diante de ameaças que ainda não ocorrem no país ou que representam risco emergente. O contato direto facilita a comunicação e contribui para mitigar prejuízos ao setor agropecuário e ao meio ambiente.
Para registrar uma suspeita, basta encaminhar mensagem com descrição da ocorrência, local e data da observação, imagens (quando houver) e informações de contato que auxiliem na análise técnica. O Mapa destaca que a colaboração de todos é fundamental para manter a sanidade vegetal do país e reforça seu compromisso com a proteção do patrimônio agropecuário brasileiro.
Com o novo canal, o Ministério reafirma seu compromisso com a vigilância ativa, a prevenção de riscos e a modernização do sistema agropecuário brasileiro, alinhado às melhores práticas internacionais.
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C.Vale amplia faturamento e eleva sobras em 83% em 2025
Cooperativa alcança R$ 25,2 bilhões em receita e R$ 274,4 milhões em benefícios aos associados, mesmo diante de estiagem, gripe aviária e juros altos.

Mesmo com uma rara combinação de fatores negativos em um único ano, a C.Vale conseguiu ampliar o faturamento e os resultados do exercício de 2025. A cooperativa precisou superar estiagens, desvalorização dos grãos, juros altos, gripe aviária e o tarifaço norte-americano para melhorar seu desempenho no ano que passou. As sobras e outros benefícios aos associados cresceram 83,21% e chegaram a R$ 274,4 milhões. Os resultados proporcionados pela agroindustrialização e a boa safra de Mato Grosso, compensaram estiagens, principalmente nas lavouras de soja do Rio Grande do Sul. O pagamento do retorno começa no dia 9 de fevereiro nas unidades da cooperativa em seis estados (PR, SC, RS, MT, MS e GO).

Lang apresentou relatório ao lado Ademar Pedron (vice-presidente), Walter Dal’Boit (secretário do Conselho de Administração) e Edio Schreiner (diretor-executivo)
Em assembleia na Asfuca de Palotina (PR), no dia 06 de fevereiro, o presidente do Conselho de Administração da C.Vale, Alfredo Lang, apresentou relatório apontando faturamento consolidado de R$ 25,2 bilhões, um crescimento de 14,69% sobre a receita de 2024. O recebimento de 6,5 milhões de toneladas de produtos, quase 27% maior que o do ano anterior, ajudou a sustentar o desempenho positivo.
Lang entende que os resultados mantêm a boa saúde financeira da cooperativa, fator fundamental para garantir a segurança dos negócios com associados e fornecedores. Para ele, os indicadores positivos permitem à cooperativa dar sequência aos investimentos na melhoria das unidades de grãos. “Esse processo terá continuidade ao longo de 2026 porque precisamos acelerar o recebimento e a expedição de produtos”, assegurou.
Em seu primeiro ano completo de operação, a esmagadora de soja processou 16,4 milhões de sacas do grão.
Conselho fiscal
Os associados aprovaram a chapa ao novo Conselho Fiscal da C.Vale para 2026. Tomaram posse os conselheiros efetivos Volmar Paulo Hendges, José Antônio Tondo e Gilson Lussani, e os suplentes Wilson Gilberto Costa, Nelson Lauersdorf e Milton Cividini.



