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Mapa e Embrapa realizam seminário sobre gestação coletiva de matrizes suínas

Esse sistema de alojamento é tema do Seminário Técnico Brasil Sul de Gestação Coletiva de Matrizes Suínas, que acontece no próximo dia 9 de agosto durante o IX Simpósio Brasil Sul de Suinocultura

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A gestação coletiva de matrizes suínas, onde são alojadas em grupos que permitem melhor expressão do comportamento natural e interação com outras porcas, é uma das apostas para melhorar o bem-estar animal e a sustentabilidade na suinocultura brasileira. Esse sistema de alojamento é tema do Seminário Técnico Brasil Sul de Gestação Coletiva de Matrizes Suínas, que acontece no próximo dia 9 de agosto durante o IX Simpósio Brasil Sul de Suinocultura no auditório do Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo Nes em Chapecó-SC.

A programação prevê a apresentação do Projeto Diálogos Setoriais União Europeia-Brasil: Estratégias do Serviço Veterinário Oficial (SVO) e setor privado para a adoção da gestação coletiva de matrizes suínas, o papel da Embrapa Suínos e Aves na transição para a gestação coletiva e uma mesa redonda para debater experiências na gestação coletiva de matrizes suínas com agroindústrias convidadas. O evento é gratuito e realizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Embrapa Suínos e Aves de Concórdia-SC. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas com a Comissão de Bem-Estar Animal do Mapa, pelo e-mail [email protected].

"A partir da década de 1970, a produção de suínos no Brasil passou a ser realizado em sistema de confinamento. Isso melhorou o controle sanitário, reduziu a perda energética dos animais e aumentou a produtividade, mas alterou a vida social natural dos animais. É isso que estamos buscando agora: aliar a produtividade com o bem-estar animal dos suínos, no caso, das matrizes", diz o pesquisador Osmar Dalla Costa, da Embrapa Suínos e Aves, um dos palestrantes do seminário técnico de agosto. O Brasil tinha em 2015, segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), 2,5 milhões de matrizes suínas.

"No sistema intensivo, as fêmeas suínas têm comportamentos e bem-estar comprometidos", diz o pesquisador, destacando uma diretiva da União Europeia que obriga a manter todas as matrizes reprodutoras e marrãs de reposição em grupo, durante um período de quatro semanas após a inseminação até uma semana antes da data prevista do parto.

Dalla Costa também lidera as ações de um termo de cooperação técnica sobre o assunto com o Mapa para capacitar profissionais da suinocultura brasileira na área de sistema de alojamento de matrizes suínas. O termo de cooperação prevê a instalação de uma unidade de demonstração de sistema de alojamento de matrizes em baias coletivas na Embrapa Suínos e Aves, cursos em sistema de alojamento de matrizes, estudos de análise econômica através do levantamento do custo de implantação de sistema de alojamento em baias coletivas, custo da migração do sistema convencional para os sistema de baias coletivas, indicadores técnicos do sistema de alojamento de matrizes coletivas, avaliação dos indicadores de bem estar da matrizes e capacitação de técnicos para atuar em sistema de produção com baias coletivas na gestação e incrementar o bem-estar dos animais e das pessoas envolvidas no manejo dos suínos.

Programação

• 8h30 – 9h: Abertura do Seminário

• 9h – 9h15: Projeto Diálogos Setoriais União Europeia-Brasil: Estratégias do Serviço Veterinário Oficial (SVO) e setor privado para a adoção da gestação coletiva de matrizes suínas

• 9h15 – 9h30: O papel da Embrapa Suínos e Aves na transição para a gestação coletiva

• 9h30 – 10h: Intervalo

• 10h – 12h30: Mesa redonda "Compartilhando experiências na gestação coletiva de matrizes suínas", com apresentação dos cases das agroindústrias convidadas (BRF, JBS Foods, Adelle Foods, Pamplona) e debate:

– Como realizar a transição dos sistemas, objetivando o menor impacto ao produtor rural (oportunidades e desafios na implantação das granjas)

– Experiências com o sistema de gestação coletiva sem uso de estação de alimentação (índices de produtividade e desafios de manejo)

– Resultados e desafios de manejo no sistema mini box

– Experiências com o sistema de arraçoamento automatizado (estações de alimentação), índices de produtividade e desafios no manejo

– Gestação coletiva, como reduzir o impacto na reprodução das fêmeas suínas- Desafios no manejo (sistema cobre e solta)

Fonte: Assessoria

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Temporais após onda de frio aumentam preocupação de produtores no Sul; veja vídeo

Inmet prevê chuva acima da média em parte da região, solo encharcado e maior risco de doenças fúngicas nas culturas de inverno.

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Foto: Geraldo Hardi Weisheimer

As imagens registradas pelo agricultor Geraldo Hardi Weisheimer mostram a intensidade da chuva de granizo que atingiu a Linha Sanga Guarani, próximo ao distrito de Bom Princípio, no interior de Toledo (PR), no fim da tarde de domingo (28). Em poucos minutos, o gelo cobriu o solo da propriedade rural, acompanhado de chuva intensa e ventos associados à frente fria que voltou a provocar instabilidades no Sul do Brasil.

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer

Até o momento, não há levantamento oficial dos prejuízos. Produtores da região avaliam possíveis danos em lavouras e estruturas rurais.

Em publicação nas redes sociais, Weisheimer descreveu o impacto do temporal. “Ver o chão da nossa Linha Sanga Guarani coberto de gelo hoje dói no coração de quem entende o suor de cada dia. A natureza tem sua força, e a gente, como agricultor, aprende a respeitá-la e a se reerguer, mesmo com o prejuízo batendo à porta”, ressaltou

O episódio ocorre após uma sequência de dias de frio intenso e tempo seco. A formação de um ciclone extratropical na costa do Uruguai, associada ao avanço de uma frente fria, voltou a provocar chuva forte, rajadas de vento e queda localizada de granizo no Paraná. Nesta segunda-feira (30), os maiores acumulados são esperados entre o Oeste, Sudoeste e Centro-Sul do Estado, onde os volumes podem se aproximar de 100 milímetros.

O cenário reforça a previsão agroclimática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer

trimestre de junho a agosto. Embora o Paraná deva registrar volumes de chuva próximos da média, o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina tendem a receber precipitações acima do normal, mantendo os solos com elevada umidade em praticamente toda a Região Sul.

Para a agricultura, a disponibilidade de água favorece o desenvolvimento das culturas de inverno e contribui para a conclusão do ciclo das áreas mais tardias de milho segunda safra no Paraná. Por outro lado, o excesso de chuva aumenta o risco de doenças fúngicas em cereais como trigo, cevada e aveia, além de dificultar pulverizações, adubações e outras operações mecanizadas devido ao encharcamento do solo.

Segundo o Inmet, os excedentes hídricos devem persistir principalmente em junho e julho, com maior intensidade no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná. Apesar do baixo risco de deficiência hídrica durante o inverno, o excesso de umidade exigirá atenção redobrada dos produtores no monitoramento fitossanitário e no planejamento das atividades de campo ao longo dos próximos meses.

Fonte: O Presente Rural
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Após investir R$ 650 milhões, Porto de Paranaguá cobra avanço das ferrovias para evitar perda de competitividade

Presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, afirma que terminal está preparado para crescer, mas alerta que infraestrutura terrestre ainda limita a eficiência logística.

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Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná

O modelo de gestão adotado pelo Porto de Paranaguá e os desafios da logística do agronegócio estiveram no centro dos debates do lançamento do Movimento Agroportos, realizado na quinta-feira (25), em Curitiba. Durante o evento, o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, apresentou medidas implementadas nos últimos anos para ampliar a eficiência operacional do terminal e defendeu investimentos em infraestrutura como caminho para reduzir o chamado “Custo Brasil”.

Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia: “Somos o único porto do país com 100% das áreas arrendáveis regularizadas. Fizemos a concessão do canal de acesso e estamos prestes a entregar a maior obra de infraestrutura do setor portuário do Brasil, que é o Moegão” – Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná

Garcia, que também preside a Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph), participou do painel “Regulação, Segurança Jurídica e Eficiência Portuária nos Portos do Sul”, mediado pelo diretor-presidente do IBI, Mário Povia. Ele expôs medidas exitosas adotadas nos portos paranaenses ao longo dos últimos anos, que podem servir de exemplo para outros portos em todo o Brasil. O Porto de Paranaguá é o primeiro do país a ter 100% de suas áreas portuárias arrendadas, garantindo segurança jurídica aos operadores. “Com nossas concessões, somos o único porto do país com 100% das áreas arrendáveis regularizadas. Fizemos a concessão do canal de acesso e estamos prestes a entregar a maior obra de infraestrutura do setor portuário do Brasil, que é o Moegão. São mais de R$ 650 milhões em investimentos, em uma obra que está 95% concluída”, disse Garcia.

As regularizações das áreas arrendáveis promovidas pela Portos do Paraná a partir de 2019 trazem justamente a segurança jurídica discutida no painel. A partir de leilões públicos realizados na Bolsa de Valores do Brasil (B3), as empresas têm a garantia de que poderão investir, pois estão resguardadas por contratos robustos que protegem tanto o arrendante quanto a arrendatária.

Preparado

Ao mencionar a sustentabilidade, Luiz Fernando lembrou que o Porto de Paranaguá se tornou o primeiro porto público brasileiro a conquistar o selo internacional EcoPorts, a mais importante certificação mundial que reconhece as boas práticas de gestão ambiental portuária.

Com as obras mencionadas, o diretor-presidente assegura que o Porto de Paranaguá estará preparado para esse aumento de capacidade e produção no futuro. “O

Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia: “As empresas precisam ter vantagem comercial e operacional. A partir do momento em que isso deixar de existir, elas vão para outros portos” – Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná

Paraná fez as concessões rodoviárias e R$ 90 bilhões serão aplicados nos contratos vigentes. E o vencimento da concessão da Malha Sul, em 2027, é a oportunidade que temos para discutir com o setor ferroviário, importantíssimo para que o Moegão funcione com sua capacidade plena”, completou.

Indagado sobre os problemas observados para uma discussão mais ampla por parte do Movimento Agroportos, Garcia destacou o custo logístico das cargas até o porto. Para ele, é preciso enfrentar essas deficiências para ganhar mais eficiência. “As empresas precisam ter vantagem comercial e operacional. A partir do momento em que isso deixar de existir, elas vão para outros portos”, disse.

Alex Sandro de Ávila, secretário nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e presidente do Conselho de Administração da Portos do Paraná (Consad), também foi um dos painelistas. Ele ressaltou a gestão da Portos do Paraná, destacando a requalificação de áreas e os leilões, que geraram maior capacidade de investimento no Porto de Paranaguá. “A Região Sul ainda tem protagonismo no escoamento de cereais, até porque conta com portos extremamente preparados e especializados para essa atividade. Então, buscamos uma sinergia e harmonização, que já deram muito certo aqui no Sul e servem de bom exemplo para desenvolvermos projetos de crescimento nas regiões Norte e Nordeste do país”, disse Ávila.

Fonte: AEN-PR
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Notícias Cooperativismo

Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível

Publicação reúne reportagens exclusivas sobre o papel das cooperativas no agronegócio e destaca como a escassez de mão de obra e a contratação de imigrantes estão transformando o mercado de trabalho no setor.

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A nova Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível gratuitamente em versão digital no site. Publicada todos os anos próxima ao Dia Internacional das Cooperativas, celebrado em 04 de julho, a edição reúne reportagens, análises e conteúdos especiais sobre a força econômica, social e produtiva do cooperativismo no agronegócio brasileiro.

Nesta edição, a reportagem especial aborda um dos temas mais relevantes para o futuro das cooperativas agroindustriais: a geração de empregos, a escassez de mão de obra e a presença crescente de trabalhadores estrangeiros nas operações. O conteúdo mostra como imigrantes de diferentes nacionalidades passaram a ocupar funções decisivas em agroindústrias, supermercados, unidades operacionais e estruturas produtivas de cooperativas do Sul do país.

A reportagem apresenta casos de cooperativas em que estrangeiros já representam parcela expressiva da força de trabalho. Em algumas unidades, eles chegam a formar a maioria dos colaboradores. Mais do que um dado demográfico, esse movimento revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho do agronegócio, com reflexos diretos sobre produção, escalas, expansão industrial, automação, qualificação, moradia, integração cultural e desenvolvimento regional.

Além da reportagem especial, a edição traz conteúdos sobre o impacto do cooperativismo na economia, na geração de renda, na organização das cadeias produtivas, atuando como agentes de desenvolvimento nas comunidades onde estão.

A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.

Fonte: O Presente Rural
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